Educação: Mitos X Fatos debate sobre vários tópicos na sua 3ª Edição

Convite Cybele Meyer

Aconteceu nessa terça-feira, dia 23 de junho, a 3ª edição do seminário Educação: Mitos X Fatos o qual reuniu nomes como André Gravatá, Anna Penido, Sintian Schmitd e Fernando Gabeira com a mediação de Maria Beltrão para debater sobre os seguintes temas: “O jovem não se interessa pela escola”; “A família perdeu o controle, o jovem só estuda se quiser” e “As novas tecnologias atrapalham os estudos”.

O grande diferencial desse seminário é que ele dá voz às pessoas. Foram ouvidas mais de 150 pessoas de diferentes cidades dos estados de São Paulo (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) e os depoimentos foram compartilhados com todos os presentes através dos telões.

Cybele Meyer 1

Sobre a primeira questão os jovens entrevistados afirmaram que se interessam sim pela escola e que esperam que ela adote um formato mais dinâmico para que eles possam participar mais ativamente interagindo, colaborando, enfim trabalhando junto com o professor, em parceria, focando em um crescimento mútuo.

Sobre a questão da família muitos opinaram sobre o fato de ela estar perdida e não saber ao certo qual seu papel diante da educação do seu filho. Foi debatido entre os convidados que a parceria família e escola é fundamental para o desenvolvimento integral do aluno, porém é preciso que escola e família se disponibilizem para que essa parceria se torne real e ativa dando, dessa forma, amparo ao aluno e motivando-o a estudar.

Em relação ao fato de as novas tecnologias estarem ativas também na escola foi muito bem abordado, principalmente quando os debatedores afirmaram que ela deve ser somente mais um recurso, que não deve ser destacada e sim usada normalmente, como se usa o lápis e o caderno e como deve também auxiliar o professor em suas atividades.

Um tópico que foi muito bem abordado foi em relação à valorização do professor, e esse tema me interessa e muito uma vez que tenho tratado aqui no blog  através dos posts, também em vídeos e também no Facebook usando a #ValordeSerProfessor sobre a mudança de conceito em relação à valorização da profissão do professor

Cybele Meyer 2Minha amiga, agora não mais virtual pois a conheci pessoalmente no seminário, Sintian Schmitd se manifestou sobre a necessidade de “revolucionar a percepção da valorização do professor”. Nós fazemos parte de um grupo de discussão sobre Educação chamado blogs_educativos há mais de 7 anos e agora tivemos a oportunidade de nos conhecermos pessoalmente, pois eu sou de SP e ela do RS.

O debate foi maravilhoso, assim como as outras duas edições que eu também estive presente, e será transmitido amanhã, sábado, dia 27 de junho às 21 horas na GloboNews. Vale muito a pena acompanhar.

Se você quiser saber mais sobre as escolas que foram visitadas e sobre os jovens que estiveram engajados acesse essa matéria publicada ontem pela GloboEducação: “Globo realiza 3ª edição de seminário sobre mitos da educação brasileira”.

Momento da Educação – Dica preciosa para o professor – #ValordeSerProfessor

Olá professor, hoje a minha dica é para você!

Sim, para você que está sempre envolvido em inúmeras atividades, projetos, providenciando o material que vai utilizar para desenvolver sua aula.

Você professor, que se empenha em falar diferentes linguagens porque a diversidade ocupa a sua sala de aula, afinal você tem de 35 a 40 alunos com realidades diferentes, com bagagens culturais diferentes, histórias de vida diferentes e tem que se comunicar com todos eles para que todos consigam entender qual a proposta da atividade.

Diante de tudo isso e muito mais, o tempo é curto, mesmo porque você tem também que desenvolver outras atividades que lhes são atribuídas, como fazer relatórios sobre o aproveitamento dos alunos, corrigir provas, entregar o diário de classe, enfim, essas são algumas de tantas outras que você exerce fora da sala de aula.

Assim sendo, não lhe sobra tempo para compartilhar e divulgar o resultado do seu trabalho.

Há professores que desenvolvem atividades excelentes, com resultados incríveis, mas estão tão envolvidos com o processo, preocupados em saber se a aprendizagem está acontecendo, se todos estão participando que nem se lembram de registrar o passo-a-passo para divulgar.

Existem inúmeros Projetos maravilhosos, mas que não são divulgados, e com isso fica uma sensação de que o professor não produz nada de valor. Fica a impressão de que ele é apenas um repetidor de conteúdo, sem qualquer interferência na aprendizagem do aluno.

E isso não é verdade.

Afinal, quem está sentado na carteira da Universidade é o aluno da Educação Básica. Quem está ocupando a cadeira da diretoria de alguma grande empresa é o aluno da Graduação.

É por essa razão que aqui vai a minha dica:

- Professor, registre as suas atividades, projetos e divulgue.

Pode até ser que você pense: “Mais uma incumbência?”

Então te respondo: Sim, mas pelo menos essa incumbência trará algum retorno para você. Porque todas as outras que você desempenha o retorno é para o outro.

Pense nisso!

Valor de Ser professor!

Quem vai dançá no arraiá?

Chapeu cybele meyer

Estamos em junho, mês das Festas Juninas. Há muita gente que gosta e espera ansiosa para poder usufruir das comidas típicas, das quadrilhas, do quentinho ao lado da fogueira e de se vestir a caráter, como “caipira”.

Também há aquelas que não gostam e que não fazem a menor questão de participar de nenhuma quermesse.

Eu respeito a opinião tanto de uma quanto de outra, porém como educadora acho importante manter viva esta, assim como tantas outras manifestações folclóricas que integram a história do nosso país. Estas festas fazem parte das nossas raízes e mesmo com toda a globalização elas não estão se perdendo graças ao empenho, principalmente, das escolas.

Estas festas foram trazidas para o Brasil pelos jesuítas portugueses uma vez que era costume em toda a Europa os festejos do solstício de verão e festejos de São João que foram incluídos a esta manifestação pelo Vaticano no ano VI.

Quando os Jesuítas iniciaram os festejo de São João no dia 23 de junho aqui no Brasil acendiam fogueiras e tochas provocando sensação entre os índios. Esta data era um dos rituais mais importantes da Europa e por esta razão, mesmo aqui sendo inverno, eles comemoravam por fidelidade aos seus costumes. Portugal, em razão de Santo Antonio ser português e ter nascido em 13 de junho, incluiu o santo nas festividades. Mais tarde a tradição cristã incluiu São Pedro em razão de sua morte ter sido em 29 de junho homenageando os três santos.

Na época colonial esse período era de muita fartura o qual as plantações de milho, amendoim, batata-doce, inhame, mandioca, banana estavam repletas favorecendo os encontros e as festas de onde saiam muitos acertos de casamento. As festas eram em agradecimento à fartura e ao fortalecimento dos laços de amizades e parentescos.

Até o início do século XX a população brasileira vivia no meio rural sendo natural os filhos se casarem e continuarem a viver nas fazendas. Com isso as famílias nutriam a relação de compadre e comadre inclusive como maneira de aproximar e fortalecer relações. Muitas vezes estes combinados eram realizados na beira da fogueira.

Com o passar do tempo, como nosso país prima pela diversidade em razão das misturas raciais, cada região passou a comemorar de acordo com as suas características tendo seu tipo de dança, sua vestimenta e suas comidas.

Aqui no sudeste nós conservamos a camisa xadrez, a calça remendada, o lenço no pescoço e o chapéu de palha para os homens e as mulheres com seus vestidos floridos, com uma calçola por baixo por causa do frio, um laço bonito amarrado na cintura, o cabelo bem arrumado com duas tranças muito bem trançadas e uma linda maquiagem que teriam as bochechas avermelhadas por causa do calor da fogueira.

Todo o resto que integra as festividades foram influências e contribuições trazidas no decorrer dos anos.

Como vocês sabem, moro no interior e as festividades são bem animadas. As grandes escolas, as paróquias e algumas ruas capricham nas comemorações. Há correio-elegante, barraca do beijo, maçã-do-amor, cadeia, muita música, muita comida, muita alegria.

As escolas aproveitam esta festividade para trabalhar o folclore com as crianças e aproximar a família do ambiente escolar uma vez que os pais participam desde a decoração da escola, a montagem das barracas que normalmente são de entidades filantrópicas da cidade bem como da comemoração em si. Enfim, o mês de junho e julho, mesmo sendo muito frio, as pessoas se animam e saem de casa para curtir as quermesses.

E ocê vem cum nóis participa da festança?

Então conte pra nóis suas experiências juninas.

* Esse texto foi publicado originalmente no site Itu.com

Projeto desenvolvido pelo CIEC de Bebedouro com o livro Menina Flor

Agradecimento Cybee Meyer

Vejam só se não é um carinho sem tamanho!

O Centro Integrado de Educação e Cultura de Bebedouro – CIEC desenvolveu durante o primeiro semestre um Projeto baseado no meu livro Menina Flor.

Como finalização, os alunos e professoras escreveram e me enviaram cartas contando sobre a experiência vivida com o Projeto e também comentando sobre o livro e algumas passagens que lhes foram significativas.

Quando recebi as cartas pelo correio fiquei apaixonada primeiramente pelo capricho da decoração da caixa onde as cartas estavam guardadas.

Vejam se não é para ficar encantada!

Caixa cartas Cybele Meyer

Ao abrir a caixa e me deparar com as cartas, todas com seus envelopes lindamente decorados, já fiquei emocionada. Então comecei a ler a carta da Professora Érika e em seguida a da Professora Jane e me emocionei imensamente a ponto de precisar compartilhar todo aquele sentimento com o Professor Dito, Diretor do CIEC de Bebedouro.

Cartas para Cybele Meyer

Li todas as cartas e foi muito gratificante poder saber o quanto a história da Menina Flor foi significativa para cada um dos leitores.

As palavras são muito restritas para expressar toda a minha alegria.

Portanto, só posso dizer MUITO OBRIGADA a cada um de vocês.

Quero deixar registrado aqui no blog e também compartilhar com todos os meus leitores todas as ações que foram registradas durante a realização do Projeto desenvolvido usando o livro Menina Flor.

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Conduzir alguém ao conhecimento é fácil?

Conduzir ao conhecimento - Cybele Meyer

Há quem diga que sim e há quem diga que não.

Eu particularmente acredito que só conseguimos conduzir alguém ao conhecimento quando esse alguém se sente motivado para isso.

Por mais técnicas que sejam utilizadas, por mais recursos que sejam envolvidos, se a pessoa não estiver interessada, ela não aprenderá.

Já que estamos falando de conhecimento, eu te pergunto: O que é conhecimento?

Não vou reproduzir aqui os diversos conceitos encontrados nos sites de busca. Tenho minha própria definição:

Conhecimento é o resultado obtido pelo indivíduo quando processa as informações.

Porém as informações estão ai, ao alcance de todos, o tempo todo, vindo dos mais diversos veículos.

Como então processá-las e transformá-las em conhecimento?

É ai que habita a eficácia do professor em relação à aprendizagem do aluno.

Antes de prosseguirmos com o foco na sala de aula, quero dar um exemplo de uma situação que presenciei fora da sala de aula.

Todos sabemos que criança adora fazer perguntas. Ao longo da minha vida presenciei inúmeras situações em que o adulto, seja ele pai, mãe, avó, avô, tia se vê em uma “saia justa” com perguntas inesperadas como, por exemplo: “Tia, uma pessoa que não enxerga conhece as cores?

Sei que há adultos que respondem com muita responsabilidade, mas, infelizmente é a minoria, pois a grande maioria tem duas formas clássicas de responder:

- Responde como se fosse óbvio: Claro que não, pois se ele não enxerga como vai conhecer as cores?

- Responde se desvencilhando da pergunta: Meu amor vai brincar porque a titia está muito ocupada e não pode te dar atenção agora.

Voltando para a sala de aula, o professor, quando está diante de uma pergunta feita pelo aluno, leva em consideração dois pontos importantes e que não foram respeitados nas respostas acima:

- Levar a sério a pergunta que a criança faz;

- Ter consciência de que é justamente através da pergunta que a criança manifesta sua necessidade de aprender.

É nesse momento que a atitude do professor se diferencia das demais, pois antes de dar a resposta ele, provavelmente fará novas perguntas, como por exemplo: Por que você está fazendo essa pergunta? Qual a sua curiosidade?

É nesse momento que o professor começa a conduzir o aluno ao conhecimento.

O aluno pode responder: Porque meu vizinho não enxerga e eu queria saber se ele sabe qual é a cor do céu.

O professor vai continuar questionando: se a deficiência visual é de nascença ou se foi ocasionada por algum acidente, enfim, vai mostrar para o aluno que para se chegar a uma resposta há todo um processo de captura de informações que vai contribuir para personalizar a reposta.

No nosso exemplo, se o amiguinho é deficiente visual de nascença a resposta será uma, se ele ficou em razão de algum acidente a resposta será outra completamente diferente.

Esse é o processo que o professor mostra para o aluno na prática justamente por valorizar as perguntas feitas em sala de aula. Como dizia Rubem Alves, “É na pergunta que a inteligência se revela”.

O professor nunca desperdiça uma única oportunidade de conduzir seu aluno ao conhecimento.

#ValordeSerProfessor

Redes Sociais: As devoradoras de tempo!

Redes Cybele Meyer

Seis horas!

Toca o despertador. João levanta num sobressalto e imediatamente pega o celular para desligá-lo e, ainda deitado, começa a acessar sua rede social preferida…

Vai lendo as últimas postagens, curte uma, comenta outra, dá risada com as piadas, curte mais algumas e resolve ir para outra rede, e depois mais outra, checa os emails e de repente já está totalmente atrasado para o trabalho. Dá um pulo da cama e corre para se arrumar.

Novamente não vai dar tempo de tomar café, pois hoje o atraso foi grande!

No trajeto, a cada semáforo fechado, pega o celular e acessa as redes sociais.

Durante todo o dia, pelo menos a cada hora o mesmo acontece: acessa daqui, acessa dali, levanta e vai até a mesa do colega mostrar uma foto, uma piada ou manda um vídeo interessante, outro vídeo engraçado, do acidente, do pronunciamento, do futebol e assim vai durante todo o expediente.

O trabalho não rendeu nada hoje, pensa João quando já é hora de voltar para casa. Resolve então levar algumas coisas para fazer em casa, caso contrário o prejuízo será grande.

No trajeto de volta o comportamento é o mesmo: acessa uma, acessa outra, verifica o email, manda mensagem, manda foto, responde para o amigo e finalmente chega em casa.

Agora posso relaxar um pouco antes de pegar novamente no trabalho para terminar o que não deu tempo de fazer.

Senta no sofá e pega o celular. “Vou acessar rapidinho as redes sociais só para ver se comentaram a minha última postagem e depois checo rapidinho os emails e ai pego firme no trabalho.”

Não acredito! Já passou todo esse tempo? Vou ter que dormir, caso contrário não vou aguentar o dia de amanhã. E não fiz nada do trabalho que trouxe para casa!

Bom, amanhã acordo mais cedo e termino.

Seis horas!

Toca o despertador. João levanta num sobressalto e imediatamente pega o celular para desligá-lo e, ainda deitado, começa a acessar sua rede social preferida…

E você? Se identificou com o João?

Como está a administração do seu tempo?