Sou professor, e me orgulho muito disso.

- Enfim, as Férias! Vou descansar até não poder mais. Quero me dar ao luxo de ficar sem fazer nada

- Que delícia! Primeira semana de Férias, vou aproveitar para limpar os armários, jogar fora as “tranqueiras” que acumulei no primeiro semestre, separar as roupas que não uso tanto e encaminhar para a campanha “Faça um amigo feliz” que iniciamos na escola. Os alunos vão adorar me ver chegar com todas estas doações. Além do mais, dizem que não é bom ficar com roupas que não se usa no armário. É atraso de vida. E há tanta gente passando necessidade que me sentirei bem dividindo o que tenho.

- Ah! Férias, que delícia! Posso arrumar todas as gavetas dos móveis da casa que mal fecham de tanta coisa que tem lá dentro. Também é uma correria danada, tenho sempre mil coisas para fazer; estou sempre tão atrasada que abro a primeira gaveta que encontro e coloco tudo que está espalhado lá dentro, e a fecho. Pelo menos a casa não fica bagunçada.

- Ah! Férias, que delícia! Acho que vou arrumar todos os bilhetinhos que recebi dos meus alunos. Eles adoram me escrever! São tão caprichosos! Fazem desenhos e enfeitam com adesivos, ficam lindos! Guardo todos, afinal eles dispõem do tempo de brincar para me escrever, como não vou guardar! Pensando bem, vou comprar um caderno bem bonito e vou colar todos nele, assim ficarão arrumadinhos.

- Nem acredito! Estou de férias! Posso descansar até… É, mas a primeira semana já se foi e eu ainda não fiquei sem fazer nada… Pensando bem acho que vou mexer no jardim. Vou comprar adubo, terra, podar as tuias e repor algumas petúnias que morreram. Vai ser delicioso descansar olhando para o jardim todo florido.

- Não há nada mais gostoso do que descansar nas Férias! Meu jardim ficou lindo, mas o piso de Miracema está muito encardido. Está destoando. Eu olho as flores e só consigo enxergar o piso. Acho melhor já comprar o produto e lavá-lo. Deixo tudo limpinho e então posso ficar sem fazer nada.

- Estou de Férias, porém a metade já passou. Estou com quase tudo arrumado, só falta organizar os livros e então poderei descansar. Vou colocar em primeiro lugar os que usarei neste segundo semestre e os que já usei no semestre passado deixarei atrás. Nossa! Quanto material bom. Não consigo pegar num livro sem folheá-lo. Encontro sempre novas idéias.
Acho que no primeiro dia de retorno às aulas aplicarei esta dinâmica, será muito interessante para trazê-los de volta ao clima escolar. Também vou preparar esta atividade, mais esta, e mais esta…

- Pois é, acabaram-se as Férias. Amanhã retorno às aulas. Descansar eu não descansei, mas me sinto revigorada para reiniciar o segundo semestre. Estou com tantas idéias para colocar em prática. Estas Férias me fizeram bem. Estou super animada! O engraçado é que não esqueci um único dia do meu trabalho. Isto comprova que estou na profissão certa.

- Sou professor, e me orgulho muito disso!

Educação e esporte a combinação perfeita.

Sabemos que a prática de esporte é um instrumento educacional que propicia o desenvolvimento tanto individual quanto social da criança.

O esporte, infelizmente, não é utilizado pelas instituições educacionais na proporção que deveria. Através da prática esportiva promovemos a socialização, a rotina, o cumprimento de regras, o respeito, a persistência, o saber competir, o aguardar a sua vez, o romper limites, o saber ganhar, o saber perder e muitos outros quesitos. É uma fonte inesgotável de conceitos éticos e morais tão importantes para a formação do indivíduo.

Quando falo em esporte não estou me referindo à Educação Física e sim a uma opção esportiva. O esporte é uma ramificação da Educação Física, porém deve existir independente dela. O professor de Educação Física deve sim proporcionar o conhecimento de cada esporte para que o indivíduo possa optar, com competência, qual esporte gostaria de praticar. A Educação Física faz parte do currículo escolar e é aplicada no período em que o indivíduo freqüenta as aulas. O esporte deve ser proporcionado pela escola em horário oposto às aulas para que o indivíduo possa freqüentar e se dedicar.

O esporte tem a magia de integrar o indivíduo independente da classe social, raça ou religião. Desenvolve no indivíduo a capacidade de trabalhar em grupo, de cumprir horário, de saber ouvir, de conhecer o próprio limite, conhecer o próprio corpo, de admitir que precisa melhorar, respeitar as diferenças e tantos outros aspectos tão difíceis de serem conscientizados, além de evitar o sedentarismo tão comum nos dias de hoje onde o indivíduo passa horas sentado em frente a um computador ou a uma televisão seja assistindo ou jogando videogame.

O esporte deve ser o maior aliado da educação. Juntos promovem o desenvolvimento integral do indivíduo de forma harmoniosa e sadia despertando para a cidadania e assim formando pessoas de bem.

Presenciamos no Pan-americano 2007 que nossos atletas embora estejam nos proporcionando tanta alegria pelo desempenho que estão tendo, não tiveram o mínimo de incentivo nem das escolas, nem do governo. Em cada entrevista com nossos atletas vencedores ficamos sabendo que o esforço foi próprio e de algum “anjo bom” que o auxiliou e o incentivou muitas vezes até comprando um par de tênis para que ele parasse de treinar descalço.

É realidade que os patrocinadores investem em times que estão ganhando. O atleta que tem potencial e quer treinar, porém ainda não se destacou ninguém o enxerga. Somente após uma medalha conseguida é que ele passa a ser conhecido e então patrocinado. Ocorre que para chegar neste estágio ele teve que se dedicar muito e só conseguiu com o apoio da família e com a própria força de vontade.

Escola e esporte é a combinação perfeita para uma sociedade mais justa.

O jovem que estuda num período e que pratica esporte no outro, dentro da própria escola, se manterá ocupado com atividades prazerosas e não estará ocioso nas ruas ocupando o seu tempo aprendendo o que não deve.

O próprio presidente Lula afirmou que fica muito mais barato para o governo investir em programas de incentivo ao esporte do que na manutenção desse mesmo indivíduo em presídios por ter cometido delitos. Já que se tem esta consciência, vamos colocá-la em prática.

O esporte sozinho não consegue formar integralmente o indivíduo daí a necessidade da parceria com a educação. Havendo esta parceria o indivíduo será desenvolvido em suas competências cognitivas, sociais, pessoais e produtivas.

Vamos aproveitar o entusiasmo promovido pelos jogos pan-americanos e disponibilizar em nossas escolas esportes diferenciados para que o aluno, no período oposto ao que está em sala de aula, possa praticá-lo e assim possamos constatar o resultado destas ações daqui a quatro anos, nos jogos Pan-americanos 2011.

Agora é a hora!

Estamos vivendo uma situação muito delicada que exige atenção e cuidado.

Não é de hoje que alertas estão sendo dados no tocante a educação das nossas crianças.
Os pais apoiando-se em motivos variados mantêm-se omissos quanto à formação ética e moral dos seus filhos.

A escola tem alertado sobre esta lacuna, porém, por não ter uma estrutura programada para suprir esta falta acaba por não desempenhar satisfatoriamente nem mesmo o seu papel de formação integral do aluno.

É líquido e certo que o papel de educar a criança pertence tanto à família quanto à escola, sendo que cada uma deve cumprir com suas responsabilidades.
Sabemos também que nada disso vem acontecendo, pois os pais alegando falta de tempo não educam seus filhos e a escola alegando falta de tempo não cumpri com o seu papel de formar cidadãos. Assim sendo o espaço reservado para a educação das nossas crianças está vazio.

Está aberta então uma brecha para que qualquer um venha ocupar este espaço.

Metaforicamente falando se eu estou sentada numa cadeira e levanto deixando-a vazia eu estou propiciando a possibilidade de que alguém venha se sentar nela. Esta cadeira pode ser ocupada por uma pessoa que queira apenas descansar como pode ser ocupada por uma pessoa que queira ficar observando e interferindo nos fatos que ocorrem à sua volta.

Depois que a cadeira foi ocupada fica difícil conseguir que a pessoa se levante dela.

É justamente isto que está acontecendo. A “cadeira” da educação está vazia e estamos propiciando que qualquer pessoa sente-se nela.

O Estado está de olho nesta cadeira vazia para querer sentar-se. Estamos percebendo isto diante dos primeiros passos que estão sendo dados para o controle da programação da televisão.

A televisão é um eletrodoméstico que integra a casa da maioria dos brasileiros. A televisão sempre foi encarada como um meio de distração e informação. O brasileiro sempre teve e tem total liberdade para assistir o programa que bem lhe convier. Sempre teve e tem total liberdade para educar e conscientizar seus filhos sobre o que deve ou não ser assistido por eles na televisão.

Ocorre que a cada ano que passa a falta de orientação dos pais para com seus filhos está ficando cada vez mais evidente sendo esta afirmação constatada por dados estatísticos.

Outro dia assisti a uma entrevista do nosso Ministro da Saúde José Gomes Temporão na qual ele mencionou a queda do consumo do cigarro em razão da proibição da propaganda na televisão. De imediato tive certeza que a queda do consumo não havia ocorrido entre o público adulto, pois este só pára de fumar por vontade própria.
Pois bem, se o consumo do cigarro após a proibição da propaganda na televisão caiu consideravelmente entre os adolescentes e jovens é porque estes estão crescendo sem receber qualquer orientação tanto por parte dos pais quanto por parte da escola.

Temos que nos preocupar e muito com o fato dos nossos jovens não terem opinião própria e serem altamente influenciáveis.

Agora, a melhor orientação nunca foi e nunca será a proibição. E é isto que está acontecendo, e é isto que não podemos permitir que continue a acontecer.

Começaram com o cigarro, agora estão trabalhando em relação à bebida, à classificação indicativa na programação tanto televisiva, como cinematográfica e teatral. Enfim, estamos a um passo de uma censura generalizada.

O que uma criança deve ou não assistir na televisão cabe aos seus pais decidir. Eles, melhor do que ninguém, sabem os valores que estão sendo passados para a formação dos seus filhos.

Sabemos que enfiar o dedo na tomada é perigoso. Então iremos tirar todas as tomadas na nossa casa?!

O Estado tem consciência de que nosso povo, por não ter orientação dentro de casa, é totalmente conduzível. Se permitirmos que isto avance, amanhã estaremos vivendo um imenso “1984” como George Orwell descreveu. Acordaremos de manhã, todos no mesmo horário, para fazermos ginástica monitorada pela televisão porque isto faz bem à saúde, dentre outras coisas.

Temos que nos conscientizar que formar cidadãos é colocar-los a par de tudo e dar-lhes embasamento para que eles saibam agir diante de toda e qualquer situação. Quando censuramos e conduzimos as pessoas, elas só saberão obedecer. Quando se virem sem os comandos não saberão o que fazer.

Além do mais, toda e qualquer situação tem sempre duas formas para ser analisada, vai depender dos conceitos e valores de cada um. A maldade mora na cabeça de cada um. Exemplificando: uma foto de pessoas nuas pode ser interpretada como arte, mas também como pornografia, vai depender da concepção de quem a está olhando.

Não há como censurar e privar as pessoas do acesso à informação, principalmente porque vivemos a Era da informação. Como podemos ficar subjugados à interpretação de meia dúzia de pessoas que vão olhar tudo com olhos de censura? Se tivermos esta missão poderemos ver maldade até no introduzir a colherinha na xícara de café com leite e fazer movimentos giratórios. Isto pode significar um ato de atentado ao pudor.
Então pergunto: Quem é o dono da verdade? Quem tem embasamento suficiente para dizer o que é certo e o que é errado?
Sabe-se hoje, mais do que nunca, que toda ação pode ser considerada certa ou errada dependendo das circunstâncias.

Não podemos de forma alguma permitir que andemos para trás. Já vivemos isto e não aprovamos. Não podemos deixar que isto volte a acontecer!

Pai, tome as rédeas da educação do seu filho.

Não dê este direito a ninguém.

Você é a melhor pessoa para saber o que é bom e o que é ruim para o seu filho. Não permita que ninguém lhe tire este direito.
Porém, para não permitir que alguém sente na sua cadeira, você tem que estar sentado nela