Datas comemorativas.

Sugestão das professoras: Simone Santana – Astorga – PR
Otacilia Fernandez – Anápolis – GO
A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política.
Muitos fatores contribuíram para a Independência do Brasil: a crise do sistema colonial, trazendo revoltas no final do século XVIII e início do século XIX, como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, a Revolta Pernambucana de 1817 e o crescimento do livre comércio.
No ano de 1820, acontece em Portugal o estouro de um movimento liberal e antiabsolutista, conhecido como a Revolução do Porto. No ano seguinte, o parlamento português, exige que D. João VI retorne a Portugal; este obedece e deixa seu filho mais velho, D. Pedro I, como regente do Brasil.
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta da coroa portuguesa exigindo o seu imediato retorno a Portugal, já que a sua presença impedia o ideal português de recolonizar o Brasil. D. Pedro I respondeu negativamente aos chamados, ficando esse dia conhecido como o “Dia do Fico”.
A seguir, D. Pedro I tomou uma série de medidas que desagradaram a Coroa Portuguesa; organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino, determinou que nenhuma lei de Portugal fosse colocada em vigor sem a sua aprovação, conclamou o povo a lutar pela independência e anunciou sua insubordinação, convocando a primeira Assembléia Constituinte Brasileira.
Depois disso, o príncipe-regente resolveu assinar o manifesto às Nações Amigas, escrito por José Bonifácio, o Patriarca da Independência, e confirmou o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa.
Durante uma viagem rápida que fez a Minas Gerais e São Paulo, na intenção de acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimentos, D. Pedro I recebeu uma nova carta de Portugal, que anulava a convocação da Assembléia Constituinte Brasileira e exigia a sua volta imediata para a metrópole. A notícia de que tropas portuguesas poderiam ser enviadas ao Brasil o convenceu a se separar da metrópole.
Esse fato ocorreu em 7 de setembro de 1822 às margens do rio Ipiranga e é lembrado como o ápice da Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, o príncipe é coroado pelo bispo do Rio de Janeiro com o título de D. Pedro I, Imperador do Brasil.

Séries iniciais
Viva a Independência

Eliane Leal Cortes, Juliana Pereira Goulart e Carla Moutinho dos Santos
E se você quer saber porque no dia 7 de setembro temos um feriado, essa turma preparou uma historinha, baseada no Dia da Independência do Brasil, que você também pode fazer em casa, com seus amiguinhos. Vamos ver o que eles prepararam para gente?
A história
Em um lugar chamado Brasil vivia um Rei, chamado Dom João VI, que dominava essa terra. Porém, ele teve que deixar esse lugar cheio de riquezas e gente bonita para voltar ao seu país de origem, Portugal. No Brasil, deixou seu filho D. Pedro que ficou responsável por cuidar da terra e extrair o ouro, pau brasil e pedras preciosas, enviando para Portugal.
O príncipe gostava muito dessa terra e chegou um tempo em que resolveu deixá-la livre. Às margens do rio Ipiranga, ele declarou: “Independência ou Morte!”, frase que deixou o Brasil livre de Portugal. Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil.
A Independência do Brasil significou estar livre para plantar, colher, produzir e explorar suas riquezas. Estar livre respresentava não ter mais que ser governado por Portugal. Assim como falamos quando alguém faz dezoito anos: ele chegou a maturidade, ou seja, já pode caminhar sozinho. Por esse motivo, comemoramos a Independência do Brasil, todo o dia 7 de setembro.
Aprendeu sobre a nossa história? Então, agora, você pode fazer assim como os nossos amiguinhos e contar para todo mundo. E não se esqueça: seja indepentende com responsabilidade e respeitando os próximos!

4ª série

Encenar uma peça ajuda a entender o período
Maria Elizabeth da Silva, professora do Colégio Maria Montessori, de São Paulo, sugere um plano de trabalho para tratar da chegada da família real na quarta série. Acompanhe:

1. Primeiro os alunos assistem ao filme Carlota Joaquina.
2. Discuta com eles as mudanças de costumes provocadas pelos portugueses, mostradas no filme.
3. Fale, então, sobre o período.

4. Cada aluno terá quinze dias para pesquisar como viviam os brasileiros antes e depois da chegada da Corte portuguesa.
5. Divida a classe em grupos. Dê a cada aluno o trabalho feito por outro colega. Esse será o material para que cada equipe faça um texto sobre as mudanças de hábitos trazidas pelos portugueses.
6. Cada grupo escreve uma pequena peça de teatro, com diálogos, que represente a mudança retratada no texto da equipe.
7. Os grupos encenam as peças.

5ª e 6ª série

A atividade para essa faixa, dos 11 aos 13 anos, pode ser dividida nas quatro etapas seguintes.

A história de cada um.
1 – Realiza-se uma tempestade de idéias — os alunos expressam livremente suas opiniões — em torno da palavra “nação”.
2 – O professor chega a um consenso que, provavelmente, estará próximo desta definição: “Uma nação é formada pelos habitantes de um território que estão ligados por tradições, interesses, lembranças e objetivos comuns”.
3 – Definido o conceito, os alunos pesquisam tradições, interesses e lembranças da própria família. A idéia é que eles conheçam mais sobre seu passado e o espaço onde vivem.
4 – Com tais informações, eles devem construir uma árvore genealógica ou uma linha do tempo (seqüência de eventos organizada por datas) com sua história familiar. Esse processo de registro serve para explicar como se constrói a identidade de um povo.
O país nas charges
1 – Na segunda etapa, os alunos devem selecionar charges publicadas em revistas e jornais que apresentem algumas das características políticas, econômicas ou sociais do país.
2 – As charges devem ser escolhidas pela turma com a ajuda do professor. Em seguida, devem ser distribuídas entre os alunos, que as comentarão em redações.
3 – Os melhores textos serão selecionados, debatidos em classe e divulgados na escola.
Uma visão musical
1 – Dividida em grupos, a turma deve pesquisar músicas que interpretem o espírito nacional. O professor pode sugerir composições que vão da Aquarela do Brasil, de Ary Barroso (1903-1964), uma famosa apologia das belezas do Brasil, até composições como Brasil, do compositor carioca Cazuza (1958-1990), trilha da novela Vale Tudo, da TV Globo, que faz críticas ácidas à sociedade brasileira.
2 – O grupo analisará a letra escolhida e apontará nela os aspectos que melhor retratam o Brasil.
Brasil mostra a sua cara
1 – Os alunos recortam gravuras que apresentem as diferenças raciais e econômicas brasileiras e mostrem os contrastes existentes.
2 – Depois, afixam as gravuras sobre um contorno do mapa do Brasil.
3 – Por fim, fazem um seminário explorando as informações do painel.

7ª Série
Nessa fase, acredita a professora Wadiswava, já é possível discutir os direitos e deveres do cidadão diante da nação. A independência do Brasil de hoje em relação às outras nações também pode ser tratada.
A importância do hino
1 – Deve-se propor à turma um tema para reflexão: Como o brasileiro se relaciona com os símbolos nacionais, em especial o Hino Nacional? A questão poderá transformar-se numa discussão em sala ou mesmo numa redação.
2 – O segundo passo seria um seminário sobre a seguinte questão: Como podemos explicar a nacionalidade de um povo que prefere utilizar símbolos de outras nações, como camisetas e bonés com a bandeira norte-americana?
O que é independência
1 – A proximidade do Sete de Setembro é uma oportunidade para outro debate. Deve-se propor a discussão do significadode “independência”. O Brasil é, de fato, independente?
2 – O debate sobre a independência pode ser feito na forma de seminário ou como mote de uma pequena dissertação, que fecharia o assunto para a sétima série.

8ª série
Com os estudantes do último ano do primeiro grau, a proposta é analisar a postura individual diante da nação e seus deveres como cidadãos.

Cidadania, como usar
1 – A atividade pode começar com a discussão sobre os significados dos termos “cidadão”, “nacionalidade” e o que seria “exercer a cidadania”.
2 – Em seguida, a turma pode ser convidada a identificar as formas cotidianas de exercício da cidadania.

Júri simulado
1 – É uma atividade que costuma mobilizar bastante a turma. Organize um tribunal com advogados de acusação e defesa, juiz, jurados e um réu, que também pode ser representado por um grupo de alunos.
2 – Devem ser montados dois textos argumentativos: um contra e outro a favor do patriotismo e da defesa dos valores nacionais.
3 – Os alunos que representam o réu devem responder a questões como: Você gosta de ser brasileiro? Por que você não se interessa pelos nossos símbolos nacionais?

Nacionalismo circunstancial
1 – Peça à classe para analisar a história recente do Brasil procurando momentos em que o povo brasileiro se uniu em defesa de um ideal nacional. Um exemplo, de que certamente muitos alunos vão se lembrar, é o das manifestações de rua dos jovens caras-pintadas, em 1992, pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor.
2 – Convide os alunos da sua classe a idealizar e apresentar algumas alternativas para que o povo brasileiro passe a valorizar mais sua identidade de cidadão.

Encerramento
Já na primeira semana de setembro, organize uma mostra na qual os alunos de quinta a oitava série participem de uma hora cívica típica — com hasteamento da bandeira e execução do Hino Nacional — e organizem ainda uma exposição sobre “o valor de ser cidadão”, com o material produzido durante o projeto.

7ª e 8ª série

Para os mais velhos, ligações com fatos atuais

Ana Paula Carvalho, do Colégio São Paulo, do Rio, propõe que alunos mais velhos pesquisem documentos da época. “Em grupos, eles podem analisar o texto do tratado de abertura dos portos”, recomenda. Para completar, Ana Paula sugere que os grupos pesquisem notícias sobre o Mercosul. Tanto a abertura dos portos quanto o Mercosul são acordos comerciais entre o Brasil e determinados países.

Referências:

www.eaprender.com.br
www.novaescola.com.br

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