Deficiente auditivo.


Diante da reivindicação da professora Marisol “Projetos e ações para trabalhar com alunos surdos incluso na rede regular de ensino. Por uma educação mais justa, que inclua de fato. Marisol”

Selecionei alguns artigos que espero possam auxiliar e quem sabe despertar novas idéias e abrir novos caminhos.

Programa de Apoio às Classes Especiais de Deficientes Auditivos:
Propostas de Atuação Interdisciplinar

Luci Pastor Manzoli

O presente trabalho teve início no ano de 1996, para atender a solicitação de alguns pais e uma professora de classe especial de deficientes auditivos da rede estadual de ensino.: “Estratégias de Ensino de Leitura e Escrita ao Portador de Surdez”, que se propõe a desenvolver as seguintes linhas de ação: a) Escola e família; orientação e apoio às professoras e pais em todas as áreas possíveis, aproximando escola e família num trabalho conjunto. b) Oferecimento de cursos e palestras sobre Educação e Saúde e Prevenção, bem como conversas informais com a comunidade escolar sobre os assuntos discutidos nos cursos. c) Acompanhamento junto à criança, que consiste em desenvolver e aplicar programas pedagógicos alternativos, individualizados e em pequenos grupos, e encaminhamentos para as áreas fonoaudiológica, psicopedagógica e psicológica, de acordo com as necessidades apresentadas.
…”O efeito do ensino da musicalização na socialização e comunicação da criança portadora de surdez”. Este trabalho visa a formação da criança no que se refere aos aspectos cognitivos, motor, afetivo e social. São feitas semanalmente aulas de expressão corporal com o ensino de diversos instrumentos musicais nas quais as crianças tem a oportunidade de manusear e escolher o instrumento que mais a atrai para acompanhar os ritmos musicais. É ensinado também, as crianças tocarem a flauta doce, que é uma atividade aceita com muito entusiasmo pelas crianças e seus pais. Devido ao encaminhamento de algumas dessas crianças ao ensino regular, surgiu um outro sub-projeto denominado “A Integração do Portador de Surdez no Ensino Regular”. Esse projeto visa encaminhar as crianças já com domínio da escrita alfabética, noções básicas de matemática e um nível satisfatório de leitura labial e gestos, para o ensino regular e oferecer orientação aos pais, professora e acompanhamento escolar. Visando fazer um estudo comparativo dessas crianças que não tiveram ou que tiveram muito pouca estimulação anterior ao da escola, pois pertencem a um nível sócio econômico bastante comprometidos, surgiu um outro sub-projeto denominado “Estimulação fonoaudiológica com crianças surdas de “zero a 07 anos. Um estudo comparativo de casos”. Esse trabalho visa estimular a linguagem oral da criança desde o momento em que for detectada a surdez..
Este projeto encontra-se em andamento e conta com o apoio da PROEX , FUNDUNESP, CEUAC e CEAO.

Informática é usada como forma de integração em escola de educação especial para deficientes auditivos em São Paulo.
Olívia Rangel Joffily
Habituados ao silêncio, os alunos têm muita dificuldade de compreender um mundo cujos códigos de comunicação passam pela sonoridade e dependem em grande parte da fala. Outro aspecto fundamental é quanto à melhor forma de letramento e alfabetização dos deficientes auditivos. Algumas correntes defendem que a primeira “língua” do surdo é o sinal. Outras correntes são favoráveis ao aprendizado de leitura labial e estimulação da fala. E outras ainda defendem que é importante que o surdo domine as duas linguagens.
… Neste sentido, a informática parece representar mais uma porta aberta para o aprendizado. Os alunos adoram os computadores e amam viajar pela Internet. Sentem-se incluídos e iguais às demais crianças nesta viagem, já que o importante na Internet é a comunicação visual.
… Seja usando a Libras ou a leitura labial, é necessário haver professores especializados, habilitados e muita dedicação para conseguir interessar as crianças (e também adultos) a se comunicar com o mundo.
Um professor sem habilitação especial, sem dúvida, teria muita dificuldade para entrar em contato com o aluno surdo e garantir que o processo cognitivo e o desenvolvimento geral da criança ocorram.
O letramento e a alfabetização são processos que desafiam educadores em todo o mundo, porque tem sido difícil assegurar que todas as crianças aprendam a ler e a escrever. O problema torna-se ainda mais complexo se imaginarmos crianças que possuem uma dificuldade a mais nos seus contatos com o mundo que as cerca. É como se um fio estivesse desconectado.
O xis do problema é restabelecer a ligação. Isso exige estudo, experiência, especialização. Por isso, colocar um aluno numa classe comum sem assistência especializada significa incluí-lo apenas formalmente, sem garantir seu desenvolvimento.

O aluno com deficiência auditiva
Madalena Aparecida Silva Francelin
Telma Flores Genaro Motti

Couto-Lenzi (1997) expõe muito claramente a condição do indivíduo com deficiência auditiva. Sua única limitação seria na percepção dos sons, que pode afetá-lo em diferentes graus.
… Historicamente, segundo Soares (1999), a educação do surdo voltou-se mais ao desenvolvimento da comunicação do que à transmissão de conhecimentos, situando-se no âmbito da caridade e filantropia, desvinculada da educação como direito de liberdade e igualdade. Manteve assim o estereótipo da incapacidade de aprender por não ouvir.
… A Declaração de Salamanca promulgada nessa época, reconhece a Língua de Sinais e a possibilidade de sua utilização para a educação dos surdos, bem como a manutenção dos sistemas especiais de ensino como classes e escolas especiais (Bueno, 2001).
… As escolas carecem de investimentos, precisam ser equipadas para atenderem a clientela portadora de deficiências e os professores precisam ser preparados. Poucos são os professores que passaram por cursos na área do ensino especial.
A simples transferência do aluno portador de deficiência para a sala de aula comum só vai garantir a convivência com os colegas. Para o sucesso acadêmico, por menor que seja, são necessárias mudanças estruturais, pedagógicas, até para que o professor não se sinta responsável por falhas que não lhe dizem respeito diretamente.
… A escola inclusiva depende de adaptações de grande e médio porte. As de grande porte são de responsabilidade dos órgãos federais, estaduais e municipais de educação; as pequenas mudanças competem aos professores, que devem procurar recursos para especializar-se.

Inclusão social do surdo: um desafio à sociedade, aos profissionais e a educação.
Ely Souza
Josenete Ribeiro Macêdo

…Ressalta-se a contribuição do professor de sala de aula que tem papel fundamental nesse processo que lida diretamente com o aluno surdo. Para que a inclusão do aluno surdo avance, é imprescindível que haja o esclarecimento para os alunos ditos normais, para os familiares e toda comunidade escolar.
… Esperamos que no futuro, o valor das pessoas surdas, seja realmente reconhecido e aquilo que está sendo ofertado, a ele no presente, seja efetivado de forma global e irrestrita, ou melhor, que não seja só da “boca para fora”, posto que os mesmos já perderam muito do seu tempo, sendo segregados durante anos a fio em escolas especializadas que só serviram de pano de fundo para a grande discriminação que assola o país, além de não acrescentarem em nada o seu processo de desenvolvimento enquanto pessoa ou como cidadão. Então não é justo que a inclusão faça o mesmo.

Referências
http://proex.reitoria.unesp.br/congressos
http://www.educarede.org.br
http://www.ines.org.br/paginas/revista/TEXTO3.htm

A única limitação do deficiente auditivo é a percepção dos sons. Não há porque haver atividades diferenciadas para os deficientes auditivos. Ele tem e deve desenvolver toda e qualquer atividade junto com todos os alunos não portadores de necessidades especiais. O que é necessário e fundamental é justamente o ajuste da linguagem para que ele saiba do que se trata.

12 thoughts on “Deficiente auditivo.

  1. oi como vai?
    adorei o site. sou professora de escola publica de campinas, este ano tenho 2 alunos no ensino medio com deficiencia auditiva, estou procurando atividades que possa ajudá-los a crescer em conhecimento.
    obrigada. marcia_szilagyi@yahoo.com.br

  2. Olá Márcia, em breve teremos bastante material. Eles já estão sendo providenciados.
    Aguarde e obrigada por acompanhar o Educar Já!
    beijinhos

  3. Eu também gostaria se possível, de algumas indicações de materias, atividades, exercícios para o ensino de todas as disciplinas;

    Cybele Reply:

    Olá Denise, tudo bem?
    Sua requisição já foi anotada e em breve haverá postagens com este conteúdo.
    Obrigada por comentar e por participar ativamente.
    Volte sempre!
    com carinho
    Cybele Meyer

  4. Olá Vanice, tudo bem?

    Já anotamos a sua solicitação e em breve terá um post sobre isso.
    Obrigada por contribuir com a evolução do Educa Já!
    Volte sempre!
    Com carinho
    Cybele Meyer

  5. Pingback: Educa já » Blog Archive » Alunos com dificiência auditiva

  6. Educadora tbm com deficiencia auditiva, estou fianalizando a universidade agora, fiz cursos de libras, quero encontra livros para edicadores da area para necessidades especiais desta area para TG. quero ajuda de alguem, ou livros para me especializar na area.
    Obrigado. ASS. Nelinaide

    Cybele Reply:

    Olá Nelineide, tudo bem?

    Neste link você vai encontrar vários artigos científicos e indicações de livros. Poderá também verificar a Bibliografia consultada para a realização dos artigos. Espero que lhe auxilie no seu trabalho.
    Obrigada por acompanhar o Educa Já!
    Volte sempre!
    Com carinho

  7. Ola sou professora de artes e gostei muto desta materia pubicada neste saite educa já, e eu também gostaria se possível, de algumas indicações de materias, atividades, exercícios para o ensino na disciplina de artes para melhorar a socializaçao destes alunos.

    Cybele Reply:

    Olá Ana, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho do comentário e por acompanhar o Educa Já!
    Volte sempre!
    abraços
    Equipe Educa Já!

  8. Tenho um aluno com deficiência auditiva na classe de alfabetização. Estou com muitas dificuldades de elaborar atividades que possam avaliar sua leitura. Poderiam me ajudar com sugestões?
    Desde já agradeço!

  9. Olá! Gostei muito do site e me interesso no aprendizado.
    Sou universitária do curso em Serviço Social, tenho um neto com deficiência auditiva e já é implantado também, ele tem 7 anos e está na 2ª série, na escola que ele estuda tem um bilingüe que o acompanha, segundo a professora, ele não é alfabetizado, gostaria de saber de que forma posso estar trabalhando com ele essa alfabetização.
    Grata.
    Dircilene

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