O que podemos fazer para motivar nossos alunos em sala de aula


O que podemos fazer para motivar nossos alunos em sala de aula
Diante de toda a tecnologia voltada ao público infanto-juvenil, a qual os videogames tornaram-se uma epidemia, que recursos, nós professores, poderemos usar para despertar o interesse dos alunos, em sala de aula.

O que podemos fazer para motivar nossos alunos em sala de aula?

As crianças de hoje não sabem o que é brincar no quintal de casa, pois a maioria delas, principalmente as que vivem nas grandes cidades, mora em apartamentos.

No período em que vão para a escola, também não há muita diferença em relação ao espaço destinado ao lazer, pois são muito poucas as escolas que constroem prédios próprios. Normalmente utilizam-se de casas e adaptam, transformando-as em escolas. Uma casa com três quartos, por exemplo, que servia anteriormente para abrigar uma família de cinco pessoas, tansforma-se em uma escola com 50 ou até mesmo 60 alunos por período, disputando o mesmo espaço.

Espaço para correr e brincar não é o único fator desfavorável às crianças do século XXI no tocante a escola.

Não podemos deixar de mencionar que vivemos na era da informação, melhor dizendo, da informação instantânea. Vivemos na era da informática, em que com apenas um “clic” temos todas as informações desejadas, ao nosso alcance.

Como, nós professores, podemos transformar a nossa sala de aula em um lugar motivador para estas crianças que respiram computador e videogames?

De que forma, em sala de aula, podemos competir com as cores e o dinamismo dos jogos eletrônicos?

Os videogames, a televisão, o computador dispõem, através de seus recursos audiovisuais, da magia de transportar o intelecto da criança para galáxias distantes. Propicia que ele voe, que ele encontre e se comunique com os seres mais exóticos que se possa imaginar. Proporciona que ele construa um personagem, dê a ele uma família, uma sociedade inteira, fazendo com que ele viva nesta cidade com todo o dinamismo de uma vida “real”. Tudo isso sem que ele precise levantar-se do sofá.

Como então pode o professor agir em sala de aula, aonde a criança também tem que permanecer sentada, só que, ao invés de um controle remoto é um lápis que ela tem na mão? Ao contrário de galáxias fluorescentes ou de cenários construídos com cores vibrantes, o que há à sua frente é uma lousa que pode ser branca, preta, verde ou até mesmo azul?
Na verdade não importa a cor, o que importa é que tudo ali é estático.

De que forma então o professor poderá “prender” a atenção deste aluno, que deixou em casa lhe esperando, aquela “máquina de sonhos?”

Difícil responder?
É uma competição injusta?

No meu modo de ver – NÃO.
Vocês podem me perguntar: – Por quê?

Porque o professor tem nas mãos o maior recurso que o ser humano pode ter – O CÉREBRO!

Todos estes brinquedos também trabalham com o cérebro. Só que com a parte ILUSÓRIA do cérebro. Depois que deixou de ser ilusória, ou seja, depois que a criança ultrapassou todas as fases e chegou ao final do jogo, não há mais interesse naquele jogo. Daí a necessidade constante da criação de novos jogos. Nestes jogos a criança tem a consciência de que terá um fim. Ela sabe onde deve chegar.

Já o professor o poderá conduzir o aluno por caminhos infinitos através do RACIOCÍNIO.
O raciocínio é mágico! A criança que sabe raciocinar desenvolve a autoconfiança, pois tem consciência de que para tudo há um caminho, uma solução.

O professor que prepara uma aula totalmente expositiva, “recheada de conhecimentos” corre o risco de ter sua aula rotulada como “maçante “e sem qualquer atrativo. Hoje em dia, qualquer pessoa tem acesso livre, através dos computadores, a uma enorme quantidade de informações.

O professor, na verdade, terá que levar seus alunos a descobrir, através do raciocínio, tudo aquilo que ele quer ensinar. Terá que desenvolver neles a criatividade. Ter criatividade é enxergar o óbvio. É ver tudo aquilo que sempre esteve ali e ninguém viu.

Ele poderá se valer de pistas, de dicas ou de qualquer outro recurso que leve o aluno ao raciocínio, despertando o interesse para o tema abordado.

O professor que souber conduzir sua aula num eterno “raciocinar” além de atingir seu objetivo, será um professor amado por seus alunos.

“Feliz aquele que transfere o que sabe e
aprende o que ensina”
Cora Coralina

Cybele Meyer – advogada, artista plástica, professora, pós-graduada em psicopedagogia e docência do ensino superior, palestrante e escritora

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