Vamos mudar a cara da educação brasileira.

Muitas escolas retornaram às aulas esta semana. A criançada desfrutou das brincadeiras, passeios, jogos com os amigos e agora estão de volta à rotina escolar.

O professor também teve tempo para recompor suas forças e está animado para encarar o segundo semestre.

Nada do que foi falado acima é novo, porém seria muito bom que pais, escolas e professores optassem por uma postura nova tendo como finalidade única mudar a triste realidade da educação em nosso país.

Estudo realizado pela Unesco constata que:
– mais da metade dos nossos estudantes sequer sabe ler.
– cada cem alunos da primeira série do ensino fundamental, 27,1% são vítimas da
repetência.
– a cada 100 que iniciam o ensino fundamental, não mais que 43 chegam ao ensino médio.
– entre 45 países, o Brasil é o último em gastos públicos com a educação.
– a carga horária média nas escolas é de quatro horas quando já deveria ter sido implantado
o período integral.
– o número de alunos por sala de aula chega a 40, quando deveria ser no máximo 30

Os dados acima, infelizmente, também não são novidades. Porém, não podemos nos conformar com isto, muito pelo contrário, temos que arregaçar as mangas e assumir o compromisso de rever as práticas pedagógicas, de traçar novos planos de trabalho, de ir contra o uso de métodos ineficientes de alfabetização, de lutar por melhores salários principalmente para professores do ensino fundamental de 1ª à 4ª séries, que são tão discriminados.

Temos que descobrir o melhor caminho para atingir os objetivos desejados.

As estatísticas servem como diagnósticos para que se procure a cura e não o conformismo.

Também não podemos nos deixar enganar com estatísticas que camuflam a realidade como as que indicam:
– matriculas no ensino obrigatório de 86% em 1990 para 97% em 2001
– alfabetização de adultos de 82% para 87,3%
– matrícula na educação secundária de 15 para 71%
Ocorre que esses números não indicam a quantidade de alunos que desistiram muito antes do término, e muito menos indicam a porcentagem do analfabetismo existente dentro da sala de aula, o que é mais triste ainda.

Vamos acreditar que podemos reverter este quadro e vamos iniciar este segundo semestre cobrando melhorias. Os pais que cobrem do professor. O professor que cobre da escola. A escola que cobre da Secretaria da Educação. A Secretaria da Educação que cobre do Ministério da Educação.
Vamos formar uma corrente para o bem dos nossos alunos e consequentemente do nosso país.

Uma nação é construída principalmente através da Educação, e a educação é um direito que não pode ser negado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *