CRIATIVIDADE – A semente do sucesso.


A criatividade é o diferencial do homem nestes tempos de globalização.
Eu visualizo e aproveito as idéias que tenho?
Até onde as estou enxergando?

Estas perguntas têm que estar presentes no nosso dia a dia. Temos que aprender a enxergar o óbvio. Ser criativo nada mais é do que saber enxergar o óbvio.
Normalmente as grandes idéias surgem em razão de alguma necessidade vivida. Quando fechamos os olhos para esta necessidade estamos fechando os olhos para o processo criativo.
Exemplificando. Os homens no final do século XIX usavam somente relógio de bolso. O relógio de pulso com pulseiras de ouro e brilhantes era usado somente pelas mulheres. Santos Dumont, incomodado com a falta de praticidade que o relógio de bolso lhe proporcionava, sugeriu ao amigo Luis Cartier que lhe fizesse um relógio de pulso. Assim sendo, seu relógio com pulseira de couro foi o primeiro a existir como sendo de pulso. Passou então a ser imitado, e continuamos a imitá-lo até hoje.

O grande inibidor da criatividade é o hábito. O hábito faz com que o indivíduo se acostume com as informações que já existem e que as pratique mecanicamente. Muitas vezes o medo de ser diferente, de ser isolado pela comunidade faz com que tenha o mesmo comportamento de sempre, apesar de não se sentir confortável com ele.
Que atitudes ao serem desenvolvidas diariamente são responsáveis pela inibição da criatividade?

A falta de tempo, a rotina, a ansiedade, a falta de colaboração, o acúmulo de atividades, o enxergar o problema sempre pelo mesmo ângulo, a insegurança, o medo e tantos outros que se continuássemos a relacionar formaríamos uma lista imensa.

Para ser criativo não precisa ser formal, basta apenas falar e saber ouvir.
Para ser criativo através da fala você tem que vencer o medo de parecer tolo, tem que não se importar com a possibilidade de te rotularem como esquisito, tem que estar aberto para críticas, enfim, tem que sair da zona de conforto.
Para ser criativo através do ouvir, você tem que proporcionar a chance do outro manifestar sua opinião, seu ponto de vista, sua maneira de enxergar o problema, ter a oportunidade de dar sua contribuição para a melhoria do tema em pauta.
Quando ouvimos, processamos idéias criativas e, quando falamos, processamos e propiciamos a possibilidade do outro processar idéias criativas.

A criatividade precisa ser exercitada. Quanto mais a exercitarmos, mais criativos seremos.
Como poderemos exercitá-la?
O processo é parecido com o de ver formas em nuvens. Quanto mais criativa for a pessoa mais formas verá.
Vamos exemplificar observando o teclado do computador. Se você está lendo este artigo sei que está diante dele. Tente descrevê-lo com os olhos fechados. Em seguida, olhe atentamente e tente encontrar alguma tecla que você não havia percebido a sua existência. Tente pensar se o teclado atende a todas as suas necessidades. Você gostaria de mudar alguma coisa? Gostaria de incluir algum recurso? Eu particularmente gostaria muito de ter algum recurso que me avisasse quando estou escrevendo com a tecla “caps lock” ativada, pois fico muito brava ao perceber que digitei inúmeros parágrafos com letras maiúsculas.

Agora, tente imaginar que você é Gutenberg. Como você se comportaria usando o teclado do computador? Imagine-se sendo Newton, Chopin, Jacques Cousteau, Pato Donald e quantas pessoas mais quiser.
Imagine que você tem a incumbência de aperfeiçoá-lo. Como você agiria? O que você conservaria, o que eliminaria, acrescentaria, e assim por diante.
É o mudar o foco que faz com que a criatividade seja exercitada.
Esse exercício é excelente para você passar a enxergar, com outros olhos. Com olhos criativos.

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