EDUCAÇÃO É PROGRESSO

Neste sábado, dia 22 de setembro, a Prefeitura da minha cidade em parceria com o senador Cristovam Buarque promoveu uma caminhada intitulada “Despertar da Educação”. Como eu, várias pessoas engajadas na luta por uma educação igualitária oferecemos Oficinas culturais, esportivas e socio-educativas.
Em seu pronunciamento o senador Cristovam Buarque usou de uma analogia que tomo a liberdade de compartilhar com vocês.
Ele idealiza que ocorra com a educação o mesmo que ocorre com o futebol o qual todas as pessoas, sejam elas das classes A, B, C, D ou E, tenham a mesma oportunidade de jogar futebol com uma bola redonda. Não existe no futebol uma bola redonda para os privilegiados e uma bola quadrada para os carentes. A oportunidade é a mesma, ou seja, todos usam a bola redonda dando assim chances iguais para os que têm talento, independente das condições financeiras e da classe social a que pertençam.
O mesmo não acontece com a educação. Há diferenças incomensuráveis na educação oferecida para as classes A e B em relação a oferecida às classes C, D e E. As classes A e B “jogam” na educação com bolas redondas e as classes C, D e E com bolas quadradas. Com certeza o resultado não é o mesmo. Haja vista nosso resultado nas estatísticas educacionais mundiais. Sempre ocupamos as últimas colocações.
Temos que despertar a consciência nacional para que estas diferenças acabem de uma vez por todas. Temos que nos unir e lutar em prol de uma educação igualitária. Vamos tentar “convencer os pobres de que isso é possível, e os ricos de que isso é preciso, porque educação é progresso, e só educação é progresso”(Cristovam Buarque)
Para que ocorra uma educação igualitária temos que sair da zona de conforto em que nos encontramos e reivindicar, cobrar, oferecer, inovar, adequar, lutar, enfim assegurar uma educação de qualidade para todos os estudantes, não importando se são filhos de ricos ou de pobres. Somente assim lhes serão asseguradas as mesmas chances para a construção de um futuro melhor.
Para que estas palavras deixem de ser palavras para tornarem-se realidade, temos que dar o primeiro passo. Para isso devemos iniciar as mudanças na escola em que trabalhamos. Ninguém melhor do que as pessoas que trabalham na escola para saber quais as suas necessidades, suas carências.
Sabemos que existem escolas que não têm carteiras nas salas de aulas; que há tantas telhas quebradas que nos dias de chuva não há como ficar dentro da sala de aula; que não tem bebedouros; não tem até paredes para separar um ambiente do outro; não há merenda e tantos outros problemas.
Já vi muito professor fazendo milagre para conseguir dar aula. Está mais do que na hora de nos unirmos e mudarmos a “cara” da educação brasileira. O professor tem esse direito. O aluno tem esse direito. O nosso povo tem esse direito. O nosso país tem esse direito.
Como disse o senador Cristovam Buarque, ao invés de lermos o lema da nossa bandeira “Ordem e Progresso” deveríamos ler “Educação é Progresso”.

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