Educação para o século XXI

Colaboração da Pedagoga Zulma Peixoto – Salvador

“IDIOTA TÉCNICO EM SALA DE AULA”

Relatório Mundial da Educação, formulado pela UNESCO como meta para o século XXI, sugeriu que os países procurem conciliar o:

“APRENDER A FAZER” – (dominar algumas técnicas do mercado).

“APRENDER A CONHECER” – (dominar o conhecimento).

“APRENDER A SER” – (desenvolver a capacidade de ser cidadão).

“APRENDER A VIVER” – (juntos aprender a conviver com a diversidade cultural).

O representante da UNESCO teme que, com o passar dos tempos, as escolas só consigam formar o que ele chama de “IDIOTA TÉCNICO”.
Os valores humanos são diretrizes para a vida e não podem ser esquecidos quando se pensa numa carreira ou na busca por um profissional.

Revista Capital – 4 de julho de 2007, p. 13. Autor: Célio da Cunha – UNESCO

Colaboração da professora Marilene Gimenes – Amapá

Os Quatro Pilares da Educação

Jaques Delors et al

Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão;; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente;; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas;; finalmente, aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. É claro que essas quatro vias do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de permuta.

Mas, em regra geral ensino formal orienta-se, essencialmente, se não exclusivamente, para o aprender a conhecer, e, em menor escala, para o aprender fazer. As outras duas aprendizagens dependem, a maior parte das vezes, de circunstâncias aleatórias quando não são tidas, de algum modo, como prolongamento natural das duas primeiras. Ora, a Comissão pensa que cada um “dos quatro pilares do conhecimento” deve ser objeto de atenção igual por parte do ensino estruturado, a fim de que a educação apareça como uma experiência global a levar a cabo ao longo de toda a vida, no plano cognitivo como no prático, para o indivíduo enquanto pessoa e membro da sociedade.

Desde o início dos seus trabalhos que os membros da Comissão compreenderam que seria indispensável, para enfrentar os desafios do próximo século, assinalar novos objetivos à educação, e, portanto, mudar a idéia que se tem da sua utilidade. Uma nova concepção ampliada de educação devia fazer com que todos pudessem descobrir, reanimar e fortalecer o seu potencial criativo – revelar o tesouro escondido em cada um de nós. Isto supõe que se ultrapasse a visão puramente instrumental da educação, considerada como a via obrigatória para obter certos resultados, (saber-fazer, aquisição de capacidades diversas, fins de ordem econômica), e se passa a considerá-la em toda a sua plenitude: realização da pessoa que, na sua totalidade, aprende a ser.

(A seguir, no livro, são discutidos em detalhe cada um dos quatro pilares. O trecho a seguir é o resumo final do capítulo)

A educação ao longo de toda a vida baseia-se [portanto] em quatro pilares:

Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.

Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional, mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem aos jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, quer formalmente, graças ap desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho.

Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências – realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos – no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.

Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir com cada vez maior capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não negligencia na educação nenhuma das potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se.

Numa altura em que os sistemas educativos formais tendem a privilegiar o acesso ao conhecimento, em detrimento de outras formas de aprendizagem, importa conceber a educação como um todo. Esta perspectiva deve, no futuro, inspirar e orientar as reformas educativas, em nível tanto de elaboração de programas como da definição de novas políticas
pedagógicas.

(*) Texto transcrito do Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors. O Relatório está publicado em forma de livro no Brasil, com o título Educação: Um Tesouro a Descobrir (UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999). Neste livro, a discussão dos “quatro pilares” ocupa todo o quarto capítulo, pp. 89-102. Aqui se transcreve, com a devida autorização da Cortez Editora, trechos das pp. 89-90 e 101-102.

Colaboração da professora Josefina Vasconcellos – Florianópolis SC

CONCLUSÃO DA UNESCO SOBRE A EDUCAÇÃO BRASILEIRA: NEM DE QUALIDADE E NEM PARA TODOS
________________________________________
Gilberto Teixeira ,Prof.Doutor (FEA/USP)
Levará tempo para o Brasil despontar nos primeiros lugares dos rankings internacionais de educação e desenvolvimento humano. A situação em que nos achamos é fruto de sua história de colônia (sem um plano de crescimento como nação) e de práticas governamentais equivocadas durante o último século, quando a população, ao invés de ser preparada para impulsionar o desenvolvimento econômico, foi deixada à parte do processo, o que deu origem às desigualdades sociais. Quaisquer ações implementadas, hoje, para reverter o quadro demorarão a surtir efeito. Mas, tais ações estão sendo implementadas? Há consciência, na esfera do governo, de que somente uma população educada, que prescinda do assistencialismo que sempre foi uma praga nacional, levará o país à estabilidade? Duas pesquisas recentes da Unesco nos dão motivos para duvidar.

“Políticas públicas de / para / com juventudes” aborda experiências com a juventude latino-americana e faz recomendações nas áreas de educação, saúde, cidadania, esporte, cultura, lazer e proteção social. Foram entrevistados 10.010 brasileiros de 15 a 29 anos. Já o “Relatório mundial de monitoramento sobre educação para todos” checa o progresso dos 160 países presentes à Conferência de Dakar (2000) rumo às seis metas fixadas no evento: universalização do ensino primário; atendimento à primeira infância; garantia, até 2015, de ensino de qualidade para minorias étnicas; expansão da educação de jovens e adultos; melhoria de 50% no nível de alfabetização de adultos; maior qualidade da educação.

Para um país que passou a última década comemorando avanços educacionais, surpreende o 72º lugar no relatório, entre 127 países. Considerando os itens avaliados para o cálculo final, ficamos no 32º lugar em educação primária universal, 67º em alfabetização de adultos e 66º em paridade de gênero. No quesito “permanência na escola até a 5ª série”, ficamos em 87º lugar, o que põe em xeque nossa colocação no quesito “universalização”, já que as crianças deixam os estudos bem antes de concluí-los. O pior é não se terem tomado providências contra isso, à exceção de programas assistenciais para “incentivar” os pais, em troco de alguns reais, a respeitarem o direito à educação que a lei garante a seus filhos.

A esta altura, o Brasil já poderia ter estancado a debandada com medidas mais eficazes, como turnos integrais, que permitiriam às escolas suprir as carências dos alunos, estimulando, assim, a permanência (estuda-se, no Brasil, 4h15m por dia). Isso também facilitaria a tarefa dos professores, que teriam tempo de trabalhar alunos em dificuldades (propensos à evasão) e realizar atividades calcadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais – documento primoroso, baseado em conceitos como interdisciplinaridade e transversalidade, e que não logra pular do papel para a realidade devido à precariedade da rede pública.

Os efeitos dos dramas da educação fundamental aparecem em outras pesquisas. Ao lançar, em abril, estudo propondo um Índice de Desenvolvimento Juvenil, com base no Pnad/IBGE, Saeb e estatísticas do Ministério da Saúde, a Unesco alertou que 4,2% dos nossos jovens entre 15 e 24 anos são analfabetos; 29,2% estão no ensino médio ou superior; 20,23% nem trabalham nem estudam; 31,2% só trabalham; 18,2% trabalham e estudam e 30,3% só estudam. Os que têm escolaridade baixa são os mais vulneráveis à violência (80% dos homicídios com armas de fogo no Brasil têm como vítimas rapazes desta faixa). A pesquisa “Políticas de / com / para juventudes” confirma que os gargalos educacionais não foram abertos: 62% dos jovens não estudam (18% entre 15 e 17 anos) e estão todos longe da Era da Informação: 35% não usam computador (41% nas classes A e B o usam diariamente, contra 9% nas classes D e E). Os dados sobre o acesso à cultura são de lamentar: 87% nunca ou quase nunca entraram em museus e teatros e 60% nem vão a cinemas. E, quanto menos escolarizados, menos críticos: a Justiça é a instituição mais confiável para eles, mas o índice de confiabilidade é de 58% nas classes D e E, 44% na classe C e 3% nas classes A e B.

Ou seja: o gap observado na escolarização e acesso a informações entre jovens de classes distintas mantém aberto um fosso que dificulta o diálogo, cria seres com valores que se chocam e impedem um movimento coletivo para a melhoria das nossas instituições.

Seria leviano responsabilizar um ou dois governos por um quadro, como disse antes, desenhado durante séculos. Mas não podemos continuar lamentando a história. Partindo dos diagnósticos disponíveis, cabe-nos fazer a história mudar de rumo. Culpados seremos se nos recusarmos a admitir que a educação é o instrumento que permitirá essa manobra. Ou exigimos que a Educação seja tratada e dirigida por profissionais sérios e competentes ou continuamos permitindo que politicos ignorantes só tratem dela em época de eleições.O resultado será uma nação de quinta categoria, dirigida por analfabetos mas portadores de diplomas obtidos em universidades de péssima qualidade tambem dirigidas por professores incapazes.

Colaboração da professora – Juvenilda da Silva – Rio Branco – AC

América Latina tem a melhor educação infantil do mundo em desenvolvimento
Folha On-Line | 30.10.2006 | 13h35
A educação infantil na América Latina e no Caribe é a melhor dos países em vias de desenvolvimento, segundo o relatório de acompanhamento do programa Educação Para Todos que o diretor-geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Koichiro Matsuura, apresentou nesta quinta-feira em Nova York.

O relatório também revela que houve uma “sensível diminuição” do número de crianças sem escolarização no mundo, mas aponta que a situação dos menores de três anos continua sendo o primo pobre dos sistemas educativos em muitas regiões do planeta.

Estas são algumas das principais conclusões do relatório no qual a Unesco avalia os progressos rumo à universalização do ensino primário, que a comunidade internacional se comprometeu a alcançar até 2015.

Apesar das melhoras, a cada ano “morrem nos países em desenvolvimento mais de 10 milhões de crianças menores de cinco anos devido a doenças que, em sua maioria, podem ser evitadas”, afirmou Nicholas Burnett, diretor do relatório concentrado na primeira infância.

O relatório aponta que 62% das crianças recebem educação pré-primária ou pré-escolar na América Latina, contra 35% na Ásia Oriental e no Pacífico; 32% na Ásia Meridional e Ocidental; 16% no mundo árabe e 12% na África Subsaariana.

A maioria dos países da Europa Ocidental já universalizou o ensino pré-escolar. No espaço ex-soviético, formado pelos países considerados atualmente “em transição”, esse setor da educação começa a se recuperar após a brusca diminuição sofrida com o desmoronamento da URSS.

A conclusão dos estudos primários ainda é um problema grave. Na América Latina e no Caribe, menos de 83% das crianças matriculadas no ensino primário acabam o último grau do ciclo.

Relatório

O relatório presta especial atenção à educação e aos cuidados na primeira infância, pois se trata do tema central desta edição, e corresponde ao primeiro dos seis objetivos da Educação para Todos a serem cumpridos até 2015. Lembra que as pesquisas demonstram amplamente que o desenvolvimento físico e psíquico da criança é condicionado decisivamente pelas experiências de seus primeiros anos de vida.

No entanto, o financiamento dos programas educativos destinados às crianças pequenas praticamente não tem prioridade nas ajudas dos doadores, e “a metade dos países do planeta” carece de políticas formais para os menores de três anos.

A primeira etapa rumo à adoção de uma política global de atendimento e educação destes menores deve consistir na concentração dos recursos nas crianças mais desfavorecidas.

O relatório também destaca a importância de as pessoas encarregadas dos cuidados e da educação das crianças mais novas terem qualificação suficiente para desempenhar o trabalho.

Os outros cinco objetivos da EPT (Educação Para Todos) a serem alcançados até 2015 são a universalização do ensino primário obrigatório e gratuito; a garantia do acesso igualitário dos jovens e adultos a programas de aprendizagem; o aumento em 50% das taxas de alfabetização dos adultos; o fim da disparidade de sexos no sistema educativo, e a melhora da qualidade da educação em todos os seus aspectos.

Ensino

O relatório revela uma notável aceleração da escolarização no ensino primário, tanto dos meninos como das meninas, e um aumento da ajuda à educação, embora esta sofra em alguns países o contrapeso de uma diminuição da despesa nacional em educação.

Segundo as estatísticas entregues pelos governos, em 2004 havia 77 milhões de crianças sem escolarização –21 milhões a menos do que 1999. Delas, mais das três quartos viviam na África Subsaariana e na África Meridional e Ocidental.

Aproximadamente dois terços dos 181 países sobre os quais há dados de 2004 alcançaram a igualdade entre os sexos no ensino primário, mas só um terço a obteve no ensino médio.

Segundo o relatório, dos 125 países sobre os quais existem dados, apenas 47, em sua maioria europeus, alcançaram, ou estão a ponto de cumprir os seis objetivos do programa Educação para Todos.

Brasil fica em 72º em ranking de educação
Folha de São Paulo – ANTÔNIO GOIS

Altas taxas de repetência e evasão no ensino fundamental deixam país atrás do Paraguai no relatório divulgado pela Unesco. Documento faz menções positivas ao Brasil ao citar os programas de transferência condicionada de renda para os alunos mais pobres.

O relatório anual da Unesco “Educação Para Todos”, divulgado ontem em Nova York, coloca o Brasil na 72ª posição num índice de desenvolvimento com 125 países que avalia o grau de cumprimento das metas traçadas na Conferência Mundial de Educação, no Senegal, em 2000. O país aparece em bloco intermediário, com índice considerado médio, uma posição atrás do Paraguai e uma à frente da Síria.

O que mais prejudica o desempenho do país no índice são as altas taxas de repetência e evasão no ensino fundamental, que refletem negativamente no cálculo da taxa de estudantes que iniciaram o ensino fundamental e conseguem chegar ao menos até o quinto ano.

Além da taxa de sobrevivência escolar até o quinto ano, o indicador compara também a escolarização no ensino fundamental, a taxa de analfabetismo adulto e a igualdade de gênero na educação.

O indicador varia de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, mais perto está o país de atingir as metas da Unesco. O índice total do Brasil (levando em conta todos os quatro indicadores) é de 0,905, considerado médio pela Unesco. Os países com melhor desempenho são Reino Unido, Eslovênia e Finlândia, todos com índice de 0,994. Das 125 nações comparadas, 47 apresentaram índice alto (acima de 0,950), 49 ficaram com os considerados médios e 29 tiveram índice baixo (abaixo de 0,850). O pior é Chade, com índice de 0,428.

O índice de acompanhamento das metas da Unesco é divulgado anualmente desde 2003. O Brasil apareceu pela primeira vez no relatório de 2005, divulgado em 2004. Na ocasião, o país apareceu com índice de 0,899. A posição no ranking não se alterou: continuou sendo a 72ª, com a única diferença que, naquele ano, foram 127 países comparados, em vez dos 125 do relatório deste ano.

Qualidade

Para o consultor em educação João Batista Araújo e Oliveira, o péssimo desempenho do país em questões de qualidade da educação não é novidade. “Quando o indicador é de quantidade, o país costuma ir bem. Quando é qualidade, no entanto, o atraso fica evidente”, diz.

De fato, essa não é a primeira pesquisa internacional a colocar o país em uma péssima colocação quando se avalia a qualidade. O Brasil é sempre um dos últimos colocados, por exemplo, nos exames do Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), prova da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico que compara o desempenho de estudantes entre países.

O problema da repetência também já foi destacado num outro relatório da Unesco divulgado neste ano. Esse documento mostrou que o país tinha indicadores nesse quesito piores do que países extremamente pobres, como Camboja, Haiti ou Ruanda. Quanto maior a repetência, maior a probabilidade de evasão escolar.

O Brasil é citado no relatório divulgado ontem em Nova York como um dos países com sérios problemas de repetência, especialmente na primeira série do ensino fundamental. Segundo o Inep, órgão do MEC, 29% dos alunos repetiram a primeira série do ensino fundamental em 2003, e é justamente nessa série inicial em que o problema é mais grave.

O relatório, porém, faz menções positivas ao Brasil ao citar os programas de transferência de renda para os mais pobres, como o Bolsa Escola (criado no governo FHC) e o Bolsa Família (ampliação do Bolsa Escola feita no governo Lula).

O texto do relatório cita estudos brasileiros que mostram que esses programas tiveram efeito positivo na escolaridade de crianças mais pobres e na diminuição do trabalho infantil.

Relatório diz que falta interesse em ensino infantil

O relatório “Educação para Todos” deste ano tem como foco principal a educação infantil, que no Brasil é destinada às crianças de zero a seis anos. O texto cita evidências que mostram o quanto é importante o acesso a creches e pré-escolas de qualidade para o desempenho cognitivo, acadêmico e profissional, especialmente de crianças mais pobres. Porém, diz o relatório, o financiamento do ensino infantil ainda não é prioridade na maioria dos países.

De acordo com Alessandra Schneider, especialista em educação infantil e coordenadora do escritório da Unesco no Rio Grande do Sul, o Brasil está acima da média da América Latina no que diz respeito à escolarização na faixa etária de quatro a seis anos, mas está abaixo de países da região que já conseguiram atingir o nível de mais de 75% das crianças dessa faixa estudando.

Segundo o Ministério da Educação, entre 2001 e 2004, a taxa de atendimento nas creches cresceu de 10,6% (sobre o total da população de zero a três anos) para 13,4%. Na pré-escola, o atendimento subiu de 65,6% (sobre o total da população de quatro a seis anos) para 70,5%.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *