A Arte e o Esporte.

A Escola Rosinha Candelo sugeriu o tema: A Arte e o Esporte para crianças de Educação Infantil.

A PRESENÇA DO ESPORTE E DO LAZER EM OBRAS DE ARTE: UMA ANÁLISE COMPARADA DE IMPRESSIONISTAS E FUTURISTAS

Victor Andrade de Melo

A investigação da presença do esporte na arte nos interessa na medida em que nos esclarece sobre a identidade do esporte e sobre o papel do imaginário na constituição das relações esportivas […] O esporte não é simplesmente o indício de uma sociedade lúdica (ignorada ou tolerada), mas a sociedade lúdica percebida e descrita pelos meios da arte, em um quadro de expressão de sua valorização pela sociedade global.
Em estudos anteriores, desenvolvidos a partir das ações do projeto de pesquisa Esporte e arte: diálogos”,temos argumentado e demonstrado como as obras de arte podem se constituir em fontes de grande potencialidade para ampliar nosso olhar sobre a história do esporte, do lazer e das práticas corporais como um todo. Neste estudo nos interessa mergulhar mais profundamente nos movimentos de vanguardas e nas obras de artes plásticas. Buscamos entender como e porquê o esporte foi representado (ou não o foi) em diferentes movimentos artísticos surgidos no contexto da modernidade, um período histórico que não pode ser definido com extrema precisão, mas que no âmbito do campo da arte tem suas marcas iniciais no século XIX,de alguma forma com as pinturas realistas de Gustave Courbet e com as obras de Édouard Manet, passa pelos impressionistas e explode em diversas propostas no decorrer do século XX, entre as quais as dos futuristas. Vale a pena lembrar que:[…] a pintura moderna foi um produto de uma cultura moderna, mas não o único produto; foi uma forma de produção entre muitas outras formas complexas de representação visual, incluindo a pintura acadêmica, a ilustração popular, a fotografia e assim por diante.Formas diferentes de representação são produzidas na mesma cultura eé possível demonstrar que essas formas interagem, têm convenções e suposições em comum sobre o mundo e também contestam o que é significativo nessa cultura.4Neste artigo objetivamos especificamente discutir a presença do esporte nas obras de artistas relacionados ao impressionismo e ao futurismo. Um argumento inicial para a escolha desses dois movimentos poderia ser o de que há enorme presença da prática esportiva em suas obras, algo que de alguma forma se articula com suas inquietações e pressuposto. Na verdade há muito mais motivações que nos impele a considerar esses dois movimentos. Ainda que impressionistas e futuristas não estivessem em ação no mesmo período (são ligeiramente sucedâneos, os primeiros do século XIX e os segundos do início do XX), suas conexões e dessemelhanças nos chamam a atenção. Se os primeiros olham com desconfiança para a modernidade que se construía de forma brutal na Paris do século XIX, os segundos, ao contrário, a louvam e a conclamam numa Itália ainda atrasada do ponto de vista cultural. Se os primeiros inovam na representação técnica no sentido de captar as novas dimensões de vida, os segundo radicalizam essa idéia. Se os primeiros ainda discutem a idéia de uma “arte pela arte” e são ressabiados em relação ao compromisso político de suas obras, para os segundos esse é um posicionamento claro.Se impressionistas produzem sua obra no âmbito da Belle Époque, futuristas já captam um certo clima de decadência e louvam a guerra como solução. Entender o esporte nesses âmbitos parece promissor. Para alcance de nosso objetivo, nos alinhamos à perspectiva teórica de T.J.Clark, não utilizando as obras enquanto ilustrações, mas fontes históricas propriamente ditas:Como Clark faz questão de sublinhar, trata-se de uma história contada por meio de pinturas, escarafunchadas em sua especificidade,contrastada à fotografia ou à ilustração, no intuito de fazê-las dizer algo sobre o regime de desigualdades e diferenças sociais, sexuais,ocupacionais, que só elas estão em condições de exprimir, de maneira singular como o fazem. O feitio da emergente arte impressionista, por exemplo, é indissociável de seu conteúdo, daquelas “formas objetivas de recreação burguesa”.6Assim, estaremos atentos não somente ao que foi representado e que significado isso tem no âmbito do movimento e do contexto histórico, mas também ao “como” foi representado, quais os recursos técnicos foram utilizados para representar, já que consideramos que este elemento é tão explicativo e importante quanto ao do tema retratado, ainda mais quando estaremos abordando a arte moderna, onde tanto essa discussão técnica é central, quanto nem sempre o que é retratado tem conexão explícita com um “objeto conhecido e identificável” (aqui falamos da idéia de abstração)…


ROMERO BRITO
Brasileiro, nascido em Recife, começou a desenhar muito jovem,
copiando os trabalhos de outros artistas como via nos livros.
Inicialmente pensou em seguir a carreira de advocacia,
mas decidiu seguir sua paixão pela arte na Europa.
Seu estilo próprio, chamado de neo-Pop,
revela uma incrível habilidade no balanceamento de cores,
tons e linhas, combinando técnicas artísticas da arte Pop
com composições intrincadas do Cubismo.
Suas obras têm sido chamadas de “Trabalhos de Criança”,
não por pintar como se fosse uma, mas por criar com clareza e entusiasmo.
Na Europa onde vendia suas pinturas nas ruas. Em 1989 foi patrocinado
por Michel Roux, importador americano exclusivo da Absolut Vodka sendo o
criador da campanha publicitária, fato esse, que lançou Romero Britto
nos Estados Unidos, tendo já produzido muitas obras para artistas e
celebridades, incluindo Michael Jordan, Arnold Schwartzenegger e
Whitney Houston.
Mais bem-sucedido no Exterior, Britto tem investido em outras áreas. Já criou peças publicitárias para Pepsi-Cola, Disney, IBM e Apple. Sua obra vem sendo usada em embalagens, na moda e até em carros.
Dono de um traço quase infantil, Britto produz pinturas a óleo explorando formas geométricas ou figuras de sua preferência, como corações ou animais, sempre com cores vivíssimas. Faz sucesso justamente porque sua obra dá vida a qualquer espaço ou objeto.
“Resolvi criar uma coleção inspirada em seu trabalho porque ele é vibrante, transmite uma energia muito boa”, explica o estilista Amir Slama, dono da grife de moda praia Rosa Chá.
Há algum tempo, Amir lançou uma coleção a partir de dois desenhos de Britto. Vendeu tão rapidamente as 8 mil peças, embora custassem o dobro do preço dos biquínis tradicionais, que resolveu repetir a dose.
No Exterior, outros estilistas, como a americana Nicole Miller e os italianos Enrico Coveri e Gai Mattiolo, criaram roupas e acessórios baseados nos coloridos desenhos do brasileiro. A Grendene escolheu o artista para desenvolver uma linha de sandálias.
“Ele faz uma arte pop de qualidade que agrada a jovens das classes A e B, nosso público-alvo”, diz Paulo Pedó, gerente da empresa.




Romero Britto (1963-)
Seu estilo próprio, chamado de neo-Pop, revela uma incrível habilidade no balanceamento de cores, tons e linhas, combinando técnicas artísticas da arte Pop com composições intrincadas do Cubismo. Suas obras têm sido chamadas de “Trabalhos de Criança”, não por pintar como se fosse uma, mas por criar com clareza e entusiasmo. Sua paixão pela arte certamente o colocará em breve no cenário contemporâneo em um curto espaço de tempo.
Brasileiro, Nascido em Recife, começou a desenhar muito jovem, copiando os trabalhos de outros artistas como via nos livros. Inicialmente pensou em seguir a carreira de advocacia, mas decidiu seguir sua paixão pela arte na Europa, onde vendia suas pinturas nas ruas. Em 1989 foi patrocinado por Michel Roux, importador americano exclusivo da Absolut Vodka sendo o criador da campanha publicitária, fato esse, que lançou Romero Britto nos Estados Unidos, tendo já produzido muitas obras para artistas e celebridades, incluindo Michael Jordan, Arnold Schwartzenegger e Whitney Houston.








Ingênuos (Pintores)

São pintores autodidatas, chamados também de “primitivos”, originários do povo, que se mantiveram à margem da estética oficial e da arte de vanguarda. A pintura ingênua caracteriza-se pela minúcia do desenho e pelas co-rés vivas e contrastantes. O artista ingênuo inunda suas obras de lirismo, sonho, fantasia, nostalgia, mística primitiva e se maravilha diante do esplendor das paisagens, dos animais, das flores, enfim, da vida.
A arte ingênua começou a ser valorizada no início do século XX e hoje, há vários artistas importantes em todo o mundo, em especial no Brasil: Artur Pereira, G.T.O. (Geraldo Teles de Oliveira), José Antônio da Silva, José Valentim Rosa, Júlio Martins da Silva, Madalena Santos Reinbalt, Maria Auxiliadora Silva, Pedro Paulo Leal, Raimundo de Oliveira e tantos outros.

Referências

http://www.revistafenix.pro.br/vol8victor.php?PHPSESSID=533c2a1b100f2e07956f6dd45bfc1a4c
http://www.tratosculturais.com.br/Zona%20da%20Mata/Cult%20uai%20s/pintura/movimentos/index.htm
http://www.ciavisual.com.br/posters_out06.htm
http://elisabetecunha.wordpress.com/2007/07/18/romero/
http://www.giffs.hpg.ig.com.br/diversos28.html

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