Medo de Palhaço.

Sugestão da Professora Silvana Guerreiro de Palmas – Tocantins
MEDO DE PALHAÇO

Com a proximidade do Dia das crianças as escolas empenham-se em proporcionar muito divertimento, durante toda a semana, para a criançada.
O alegre Palhaço não pode faltar.
Porém, é comum os professores ficarem apreensivos quanto ao medo que algumas crianças demonstram diante da figura do palhaço. Como se deve proceder diante de tal fato?
Seguem textos que comentam e informam sobre traumas e medos, especificamente sobre o medo do palhaço.
Há também um vídeo que documenta o quão profundo este trauma pode atingir um indivíduo.

De medo em medo

Em cada fase do desenvolvimento da criança, um receio novo aparece para ser vencido

Colaborou Thais Lazzeri

A festa estava completa. Bexigas, bolo e muita animação. Tudo pronto para o aniversário de um amigo de Rafael Danieletto, 6 anos, não fosse a presença do palhaço. Discretamente, o menino se aproximou da mãe e passou a observar de longe as brincadeiras dos colegas. “O medo que ele sente de palhaço é maior do que a vontade de se divertir. Já expliquei que é uma pessoa com o rosto pintado, mas não adianta”, diz a mãe, Valéria.
A angústia de Rafael melhorou com o tempo: hoje ele já consegue olhar o palhaço a distância. Em cada etapa do desenvolvimento, aparecem medos comuns a todos que convivem em uma mesma região e partilham da mesma cultura. “Eles surgem e desaparecem em cada fase da vida”, afirma Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. É comum que a criança perca e ganhe um novo medo a cada instante. “Quando confronta o medo com a realidade, ela ganha segurança. Perde aquele medo, mas pode ganhar outro”, esclarece a psicopedagoga Neide Noffs.


Quando era pequeno, Rafael até chorava se via um palhaço. Hoje, aos 6 anos, apenas consegue observá-lo a distância

Sentimento natural

O medo faz bem. “É essencial para a sobrevivência do ser humano, alerta-nos para o perigo e ensina-nos como antecipar e prevê-lo. Dá independência”, explica a psicóloga australiana Janet Hall, autora do livro Bicho-Papão não Existe (Ed. Fundamento). Temer cair da janela, por exemplo, nos faz ser mais cautelosos quando encostamos no parapeito. “O medo também estimula a imaginação, a fantasia”, diz Maria Irene. Como imaginar a Chapeuzinho Vermelho ou os Três Porquinhos sem o Lobo Mau? Mas a criança nem sempre consegue se virar sozinha. Quando não recebe apoio, o medo pode permanecer para o resto da vida. É preciso conversar para saber por que o medo se manifestou e para confortá-la. Explique que esse sentimento é natural e ela pode lidar com ele. Vale ler histórias infantis, como a coleção Quem Tem Medo de Quê?, da escritora Ruth Rocha. “Acompanhe-a de perto e diga sempre a verdade. A criança precisa aprender a diferença entre o real e o imaginário”, orienta Adalberto Goulart, da Sociedade Brasileira de Psicanálise.
Tudo isso é normal e esperado, desde que não interfira na rotina da criança. Problemas com sono, alimentação, irritabilidade e dificuldade no convívio podem ser indícios de que algo não está bem. Quando o temor sem justificativa foge do controle, passa a ser fobia. E, nesse caso, o melhor é procurar o auxílio de um psicólogo.

Pavor a palhaço: isso é normal?

O medo na infância é natural e faz parte do desenvolvimento da criança. Cada pequeno tem suas fantasias e seus medos que, normalmente, são transitórios. Basta ter a segurança e apoio de um adulto que seja confiável à criança.
Digo isso porque certamente você já notou que a presença de um palhaço às vezes causa reação adversa nas crianças. Ao invés de alegria, ele causa espanto nas crianças, que não consegue traduzir o que o nobre folião tenta transmitir a elas.
O palhaço pode ser interpretado como um “ser estranho” para a criança entre 4 e 6 anos de idade. Para esses pequenos, o palhaço não é uma pessoa e sim uma “coisa” anormal, que tem o rosto todo pintado, roupas espalhafatosas, e atitudes diferentes de tudo que já conheceu.
Por ser tão controverso no imaginário do queridinho da família, o palhaço é uma das figuras que mais amedrontam, assim como o Papai Noel, já que o pequeno pode ligar o palhaço a um bicho-papão, entre outros seres “invasores”.
É importante ressaltar que crianças sentem mais medo porque conhecem menos. Diante de tudo o que é desconhecido e novo, um certo temor aparece. Essa apreensão passa ela começa a conhecer melhor esse tal “ser diferente”.

Como ver um palhaço sem receio? – Contar histórias, não forçar a criança a enfrentar um palhaço ou um Papai Noel são atitudes que contam muito na hora da criança superar esse receio. Se a criança chorar ao fica no colo de um animador infantil, tire a do colo.
Conforme vão conhecendo o que são essas figuras, conseguem identificá-las como figuras humanas. Conseqüentemente, vão perdendo o medo e passarão a dar boas risadas dos personagens.
A criança está começando a encher sua caixinha de experiências, vivenciando a vida e tudo o que é diferente oferece perigo e por isso dá medo. E o adulto entra com a participação de mostrar para a criança que aquela experiência nova não é perigosa e por isso não precisa sentir medo.

São fases – Cada fase tem os seus medos e a criança sempre troca um medo por outro. Até um ano de idade, os pequenos têm medo de perder a mamãe. Quando a mãe sai do alcance da visão da criança esta fica apavorada achando que a mamãe desapareceu para sempre.
Os bebês não têm a chamada “permanência de objeto”, quando sabemos que quando uma pessoa vai ao banheiro ela não desaparece, ela ainda existe. Para os bebês, a pessoa simplesmente desaparece e não existe mais, por isso ficam com medo.
As crianças acima de dois anos têm medo de fatores climáticos ou animais, tem medo do que é concreto e não do abstrato. Tente explicar o que acontece num dia de vento e leve-a para brincar na chuva. Não fale que todo cachorro morde, assim a criança ficará com medo só de olhar para um. Explique que tem cachorros bravos e deixe-a passar a mão num bem mansinho.
Os pais também passam medo aos filhos. A dura realidade dos dias de hoje como violência e seqüestros fazem com que os pais apavorados passem insegurança para os seus filhos que, vivendo nesse ambiente, não conseguem enfrentar os medos que aparecem na sua vida.
Temos que ensinar os filhos a lidar com toda essa realidade intranqüila, mas oferecendo meios para as crianças lidarem com os problemas e medos e não somente apavorá-los.
Os pais devem passar muito amor e segurança para que a criança perceba que seus medos são pura fantasia e não fazem parte da realidade e que podem encará-los. O palhaço está ali para divertir e o Papai Noel para festejar o natal.
Todos os medos são normais e naturais desde que não interfira no dia-a-dia da criança, como alimento, sono e convívio social. Se algo parecido acontece, o melhor é buscar ajuda profissional.

Dicas

Os pais são os super-heróis das crianças e por isso podem fazer com que qualquer medo da criança seja superado. Não force a criança a curtir a uma festa animada por palhaço. Se ela não curtir, procure outra animação.
Contar histórias antes de dormir, deixar uma luz acesa no quarto e não desvalorizar o medo da criança são atitudes que ajudam a criança.
Não deixe seu filho dormir no seu quarto quando estiver com medo, somente tente explicar que seu medo não te motivo e fique com a criança no próprio quarto.
Bruno Rodrigues

Leves Traumas de Infância

Por Cíntia Silva, Débora Bueno, Joaquim Andrade,
Letícia Petreche, Raphael Carrozo e Renata Gomes*

Trauma é a conseqüência de um fato acompanhado de uma emoção violenta, que vai modificar de uma maneira permanente a personalidade de um indivíduo, sensibilizando-o de uma forma especial para emoções análogas posteriores, isto é, um acontecimento violen-tamente emotivo que se desenvolve em determinada época do indivíduo.
A Infância já traz traumas logo no momento primordial da vida: o nascimento. A partir desta marca, deste contato brusco com o mundo externo, extra-uterino, o individuo já se expõe a um choque.
Durante esta fase a criança se depara com o projeto obrigatório de adaptação com o ambiente de sua sociedade.
Ao longo do desenvolvimento da criança, levando em consideração uma infância normal para os parâmetros da sociedade, a exposição a brincadeiras em grupos, familiares ou educativas pode gerar algum acidente traumático.
Sendo assim, a Infância é um período fundamental para a formação do caráter do indivíduo. Durante este período, as características marcantes se despontam, os defeitos ficam fáceis de identificar e o tipo de personalidade torna-se evidente. E é principalmente nessa fase, a infância, quando o real e o lúdico se esbarram constantemente, as informações, com o decorrer do tempo lentamente passam do consciente ao inconsciente sendo armazenado na memória.
Quando algo fora do que era esperado, ou algo que assusta acontece, dependendo da recepção do fato, torna-se uma experiência traumática para a criança. Segundo especialistas, não existem apenas traumas fortes resultantes de perda de algum ente querido, acidentes, maus tratos, etc.
Traumas também podem ser resultados de acontecimentos do dia-a-dia, e dependendo do estado emocional do indivíduo, de sua maturidade e do ambiente onde ocorre o fato, esse episódio pode se tornar um trauma que pode durar anos e causar bloqueios ou momentos constrangedores, de certa forma, em alguns momentos de sua vida.
Estes traumas aos quais estamos nos referindo, são abordados de forma clara com uma linguagem informal (jornalística) no formato de vídeo-documentário.
Escolhemos o formato de vídeo-documentário por acreditar que ele é o que se encaixa melhor a nossa proposta por ter áudio e imagens, formas que facilitam um melhor entendimento sobre o assunto por parte do telespectador.
Nosso objetivo com esse documentário é mostrar, através de um documentário, os mais diversos traumas vividos na infância, de forma clara e objetiva e para isso procuramos explicar a relação entre o real/ lúdico que a criança vivência durante a infância, o quanto o ambiente familiar pode contribuir para o cultivo e para o fim de um trauma, relatamos a natural ocorrência de fatos que podem se tornar traumas infantis e aflorar na fase adulta do indivíduo, informamos como o desenvolvimento infantil pode ser afetado por um trauma e para analisar os traumas convidamos profissionais das áreas de pedagogia, filosofia e psicanálise.
Ao definir nosso trabalho, percebemos que a proposta é altamente interessante e contém uma abordagem diferenciada sobre o tema trauma.
Traumas, geralmente, são abordados de maneira dramática, dolorosa e intensa.
Nossa proposta é abordar este tema de maneira clara, objetiva e interessante, tendo como foco principal, leves traumas que ocorreram durante a infância e que, de alguma forma, afeta o indivíduo em alguns momentos de sua fase adulta, causando bloqueios e, até mesmo, situações de pânico e constrangimento.
Trauma de acordo com a psicanalise: trauma, que vem do grego, é igual a ferida que deriva de furar, ou seja, trauma é igual uma ferida com efração.
Acontecimento da vida do sujeito que se define pela sua intensidade, pela incapacidade em que se encontra o sujeito de reagir a ele de forma adequada, pelo transtorno e pelos efeitos patogênicos duradouros que provoca na organização psíquica. (Fontes, 1998, p 522-3).
Quem não tem uma história traumática proveniente de algum fato ocorrido na infância? Um caso que, na infância, parecia não ser tão forte.
Porém, com o passar dos anos, percebe-se que assuntos ligados a esse fato causam bloqueios ou reações emocionais que, muitas vezes, fogem de nosso controle. Segundo a psicanalista, Mirian Abduch, trauma é uma carga emocional forte que a criança não consegue suportar, é a falta de condição de compreender a fantasia.
A importância de se abordar esse assunto é de abrir uma discussão para o melhor entendimento das pessoas sobre fatos que acontecem durante a infância, e que, por algum motivo, algumas pessoas não superam e carregam a marca até a fase adulta. Isso será abordado por meio dos depoimentos de algumas pessoas que passam por isso e que podem levar uma reflexão interna sobre o assunto, uma vez que eles (os traumas) são tratados de uma forma mais leve, natural e menos dolorosa.
Constatamos que este assunto não é muito abordado pela mídia, que sempre se limita a discutir o trauma em si, geralmente traumas trágicos que envolvem perdas e acidentes, sem se aprofundar nas diversas vertentes apresentas pelo tema.
Podemos afirmar que justamente por esse motivo nosso documentário se diferencia dos demais, pois em nosso caso o tema será o leve trauma infantil, que é tão sério e importante quanto os demais, já que envolve tanto o estado emocional, psicológico e físico do individuo e, muitas vezes, resulta em conseqüências gravíssimas para o mesmo.
Todas as pessoas, na infância, passam por diversas situações e episódios que as ajudam em seu crescimento físico e psicológico. Episódios estes, que de acordo com a receptividade da criança, podem se tornar um trauma, sendo esses leves ou mais profundos.
Segundo o pedagogo Paulo Vasconcellos, “… na história da humanidade, ela esta toda bordada pelas questões traumáticas que nos temos”, e completa dizendo, “que como a brincadeira é profundamente presente na infância, logo é possível que nessas brincadeiras se estabeleçam algum acidente traumático”.
A população de nosso trabalho consiste basicamente em pessoas que hoje na fase adulta, possuem traumas que adquiriram na infância e que até hoje causam situações emocionais muito fortes e muitas vezes constrangedoras. Traumas esses considerados bobos e sem importância alguma pelas outras pessoas, mas que afetam suas vidas.
Sendo assim, a classe social da população escolhida foi a classe média e a classe média alta, pois seus problemas não são de ordem socioeconômica e sim de relacionamento pessoais. De acordo com o filosofo Jose Vicente de Andrade, “Acontece que esses traumas são a prova disso. Esses que foram apresentados aconteceram exatamente com pessoas de boa família, com pessoas de possibilidade de superação e famílias em condição cultural de não deixar que aconteçam traumas e os traumas aconteceram”.
Não focamos o trabalho na população de classe baixa, pois, o foco do nosso trabalho não é de traumas de origem na condição social (fome, miséria, má estrutura familiar, de saúde e educacional), nem ligados a episódios trágicos (morte, acidentes, violência).
Segundo o filosofo, “As crianças de família marginalizadas, de famílias excluídas não são marginais. São crianças que sofrem traumas permanentes e o normal delas necessitam de afetividade com a ausência total de ruptura, de revolta com a própria sociedade”.
Escolhemos a população feminina, por se mostrar mais receptivas ao tema, ou seja, pela facilidade em expor suas experiências inclusive as traumáticas.
Nossa pesquisa foi em livros de psicologia, que abordassem a infância e o assunto traumas, porém, nem todos falam especificamente de traumas leves. Portanto, foi feita uma abordagem dos traumas, de uma maneira geral e no período da infância. Também utilizamos o recurso da pesquisa sobre histórias de vida, ou seja, com pesquisas sobre a vida dos indivíduos, conseguimos obter informações e dados para o nosso documentário.
“Atualmente, a história oral de vida tem sido uma das formas mais cultivadas do gênero. Como o próprio nome indica, trata-se da narrativa do conjunto da experiência de vida de uma pessoa.” ( Meihy, 2005, p 147)
Fomos a campo a fim de mensurar o número de pessoas que tiveram episódios na infância e hoje (na fase adulta) possui algum trauma resultado desse episódio, que interfere, de alguma forma em seu dia-a-dia. A cada dez pessoas, sete contou casos que se enquadravam na proposta de nosso trabalho.
Com relação as entrevistas foram selecionadas três pessoas do sexo feminino de classe média e classe média alta, que tiveram leves traumas de infância, e que hoje tem de 21 a 26 anos.
As entrevistadas são: Carolina Silva, que depois de um susto quando pequena ficou com medo de palhaço. Maria Puebla, após uma brincadeira de seu pai com um comercial de facas na televisão, não suporta que toquem em seu pescoço. E Marina Paes, depois de ser lambida no rosto pelo pai, tem aversão à saliva.
Além das entrevistadas que tiveram leves traumas, temos três profissionais, o filósofo José Vicente de Andrade, o pedagogo Paulo Vasconcelos e a psicanalista Mirian Abduch, separadamente analisaram os traumas. Suas analises foram utilizadas para o embasamento teórico do trabalho, assim como, suas opiniões como estudiosos sobre os casos selecionados.
Uma das intenções do documentário é o registro de fatos históricos utilizando imagens e personagens “reais”, de acordo com sua importância histórica. No entanto, o simples fato de filmes utilizarem recursos históricos não os torna por si só um documentário.
O fator de extrema importância para essa diferenciação é a utilização da narrativa no documentário. É necessário identificar o quanto essa narrativa está de acordo com o discurso sobre o real, precisamente o que o diferencia de uma narrativa puramente ficcional. Isso significa assegurar até onde vai a interferência do autor na interpretação dos fatos.
O documentário jornalístico faz uso da narração de ações discursivas que, a partir da interpretação do autor, está apresentando a realidade diante de seu ponto de vista.
“A locução, a canção, os quadros apreendem e cercam a experiência dos migrantes pelo viés da ciência e da arte – ciência e arte (pelo menos no caso dos quadros) que não pertencem ao seu universo cultural, mais interpretam em termos cultos a sua vivência. Quanto a eles, nada mais se lhes pede, se não que a vivam.”(Bernardet, 2003, p 17).
Para se ter uma análise mais aprofundada diante do episódio é preciso separar o que é fato, podendo ser transformado em texto jornalístico.
Mediante isso, se desperta no público o interesse em saber mais sobre algo que pode não fazer parte de seu universo cotidiano.
“O documentário não é um mero “espelho da realidade” não apresenta a “realidade tal qual”, ao combinarem-se e interligarem-se as imagens obtidas in loco está-se a construir e a dar significado à realidade, está-se o mais das vezes não a impor significados mas a mostrar que o mundo é feito de muitos significados. Isto conduz-nos àquilo que se pretende que um documentário seja, que se exclua o voyeurismo ou mero sensacionalismo a favor do questionamento e da discussão através da construção de argumentos (em especial, e no meu entender, de modo visual – fazendo uso das imagens).” (Penafria, 1999, P 122)
A narração jornalística dos fatos não precisa, necessariamente, seguir a ordem cronológica. No documentário, a narrativa pode ser utilizada como uma forma de prender a atenção do espectador para o que está sendo mostrado. O essencial, no entanto, é dar seqüência aos fatos conforme sua importância, começando do fato mais relevante para o menos relevante.
A linguagem utilizada no documentário foi a dos próprios entrevistados.
Para os especialistas, pedimos que as análises feitas dos casos fossem claras e objetivas, exatamente com o intuito de ajudar os espectadores do trabalho a entenderem melhor os motivos, os fatos e os eventos que levam ao trauma e quais os melhores modos para que esses traumas possam ser tratados e superados.
“A imagem viva, em movimento, carrega uma dose muito maior de emoção. As palavras devem, então, servir de suporte, dar apoio, complementá-la. É com a imagem que a televisão compete com o rádio e o jornal. È com a imagem que a TV exerce o seu fascínio e prende a atenção das pessoas. É preciso respeitar a força da informação visual e descobrir como associa-la à palavra, porque a informação na TV funciona a partir da relação texto/imagem. Coloquial, claro e preciso. Objetivo, direto. Informativo, simples e pausado. São características de um texto jornalístico de televisão.” (Paternostro, 1999, p. 61)
Os entrevistados foram orientados a agir de forma natural, como se estivessem conversando entre amigos ou narrando o fato para alguém. Através de tais entrevistas, foi possível obter depoimentos com linguagem coloquial e emoções verdadeiras e autênticas.
O coloquialismo das entrevistas foi obtido através da forma natural como se deram, no modelo “bate-papo”.
Por se tratar de linguagem oral, as noções de passado e presente das entrevistas foram bem identificadas no trabalho.
O público-alvo de nosso documentário são pessoas com idade acima dos 20 anos. Especialistas da área (psicólogos, pedagogos e filósofos), pessoas que possuam traumas e se identificam com o tema, professores e estudantes.
O trabalho realizado servirá como um alerta para que todas as pessoas reflitam e vejam que qualquer pequena situação desconfortável pode ser um problema sério, e para as pessoas que se identificarem com o tema procurarem ajuda profissional.
*Cíntia Silva, Débora Bueno, Joaquim Andrade, Letícia Petreche, Raphael Carrozo e Renata Gomes são graduados em jornalismo pela UAM – Universidade Anhembi Morumbi. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado em 2005.

Vídeos

http://www.youtube.com/watch?v=W2nK_qmvJ7A

http://www.youtube.com/watch?v=ppPhN6nFSRE

Referências

http://revistacrescer.globo.com/Crescer/0,19125,EFC1046656-2213,00.html
http://www.eca.usp.br/pjbr/arquivos/dossie6_c.htm
http://guiadobebe.uol.com.br/bb4a5/pavor_a_palhaco_isso_e_normal.htm

8 thoughts on “Medo de Palhaço.

  1. Nunca gostei de palhaços e não sabia o motivo. Quando meu filho tinha uns 2 anos de idade, acordava chorando, dizendo que o Palhaço estava o espetando e o machucando. O fato ocorreu durante todas as noites, por mais de um ano. Fomos a 2 psicólogos, conversamos com pedagogos e, até, psiquiatra. Cansados, fomos à Federação Espírita, em São Paulo e, lá, sem que dissesse qualquer coisa, uma das mediuns me disse que havia um homem, que se vestia de palhaço e assustava meu filho e que, no passado, havia me assustado também. Fizemos o chamado tratamento espiritual e, coincidência, ou não, cessaram os pesadelos e os sonhos com o palhaço.
    Trata-se de um medo meramente irracional?

  2. Apenas a título de esclarecimento, tenho 3 pós-graduações (2 na USP e uma na PUC), falo inglês e alemão fluentemente; somos de uma família de classe média alta e nunca frequentei qualquer religião. Logo, para mim, que sou totalmente cética, foi muito difícil aceitar a história do palhaço…

    Cybele Reply:

    Olá Rosana, tudo bem?

    Obrigada pelo seu comentário.
    Ele veio contribuir e enriquecer o artigo.
    Volte sempre!
    abs

  3. Meu filho tem 2 anos e quatro meses, desde qdo o Patati Patata, teve na creche em uma apresentção, nao quer ir de jeito nenhum e creche. Estou preocupada, pois tudo que faz lembra-lo da creche ele chora, as vezes nem almoça ou quer tomar banho, fica dizendo creche não.
    Qto a palhaço então ele diz que tem medo, chora e fica muito nervoso ao ver um.
    O que devo fazer???
    Não consigo nem manda-lo pra creche tenho medo de estar piorando….. teve um dia que ele não quiz nem sair de casa, por achava que ia acabar indo pra creche….

    Cybele Reply:

    Olá Geisy, tudo bem?

    Sugiro que você leia esta postagem que trata exatamente deste tema. Acredito que irá lhe ajudar.
    http://educaja.com.br/2007/10/medo-de-palhaco.html
    Obrigada por acompanhar o Educa Já!
    Volte sempre!
    abraços
    Equipe do Educa Já!

  4. Eu tenho medo de palhaços e de fantasias e queria ir na Disney mais não consigo porque tem pessoas fantasiadas

    Cybele Reply:

    Olá Patricia, tudo bem?

    Fique tranquila e vá para a Disney. Lá é tão encantador que você vai substituir o seu “medo” pelo encantamento.
    Obrigada por visitar o Educa Já!
    Volte sempre! Abraço
    Cybele Meyer

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *