Palavra cantada

Quando postei sobre Músicas Infantis recebi uma mensagem sugerindo sobre as canções do grupo Palavra Cantada. A pessoa não se identificou, mas aproveito para parabenizá-la. Foi uma excelente sugestão.

Palavra Cantada – Rato
Paulo Tatit/ Edith Derdyck

Todo rato tem rabo longo
Todo rato tem faro esperto
Todo rato curte o escuro, lambe restos
Todo rato deixa rastros
Todo rato trai e mente
Todo rato assusta a gente
Todo rato anda em bandos
São os ratos, são os ratos
São os ratos bem malandros
Mas sempre tem um
Que é diferente
Tem sempre um
Que até surpreende a gente
Esse rato que aqui se mostra
É um rato que a gente gosta
É um rato que em vez de catar
Lasquinhas de queijo e comer na rua
Prefere mil vezes um beijo
Um beijo brilhante da lua

Lua minguante
Lua crescente
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer da noite escura o nosso altar

Rato, meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato
Pra selar este contrato
Minha luz é passageira
Fico sempre por um triz
Mesmo quando estou inteira
Vem a nuvem me cobrir
Ela sim, nuvem faceira
É que lhe fará feliz

Nuvem redonda
Que cobre o luar
Declaro se ro seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer do céu imenso o nosso altar

Rato, meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato
Pra selar este contrato
Minha sombra é tão nublada
Fico sempre por um triz
Mesmo quando estou parada
Vem a brisa me diluir
Ela sim, brisa danada
É que lhe fará feliz

Brisa macia que destrói a nuvem
Que cobre o luar
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer do vento o nosso altar

Rato, meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato
Pra selar este contrato
Mesmo quando sopro forte
Vem a parede me barrar
Só a parede de uma casa
Não deixa a brisa passar
Ela sim, dura parede
É que aprenderá a te amar

Parede parada que barra a brisa
Que destrói a nuvem que cobre o luar
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer da terra o nosso altar

Rato, meu querido rato
Eu não sou assim de fino trato
Pra selar este contrato
Meus tijolos são de barro
Mas não é difícil me esburacar
Mesmo sendo bem segura
Vem a ratinha me cavocar
Só a ratinha bem dentuça
Saberá como te amar

Ratinha dentuça que cavoca a parede
Que barra a brisa que destrói a nuvem
Que cobre o luar
Declaro ser o seu mais lindo amante
Com você eu quero me casar
Fazer da natureza o nosso altar

Rato, meu qurido rato
Eu que sou assim de fino trato
Pra selar este contrato
O meu faro é tão certeiro
Com você vou ser feliz
Mesmo não sendo perfeita
Eu sou a ratinha eleita
Fico toda aqui sem jeito
Esperando um grande queijo
Ops! Espereando um grande beijo

Toda rata tem rabo longo
Toda rata tem faro esperto
Toda rata curte o escuro, lambe restos
Toda rata deixa rastros
Toda rata trai e mente
Toda rata assusta a gente
Toda rata anda em bandos
São as ratas, são as ratas
São as ratas bem malandras

Palavra Cantada – Criança Não Trabalha
Arnaldo Antunes E Paulo Tatit

Lápis, caderno, chiclete, pião
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria, tambor
Gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar, pula-cela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia
Pirata, baleia, manteiga no pão

Giz, merthiolate, band-aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão
Pega-pega, papel, papelão

Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha…

1,2 feijão com arroz,
3, 4 feijão no prato
5, 6 tudo outra vez…

Criança não trabalha, criança dá trabalho
Criança não trabalha, criança dá trabalho

Lápis…
Banho de rio, banho de mar, pula-sela, bombom
Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão…

Não trabalha…

Palavra Cantada – Pindorama
(sandra Peres E Luiz Tatit)

Pindorama, Pindorama
É o Brasil antes de Cabral
Pindorama, Pindorama
É tão longe de Portugal

Fica além, muito além
Do encontro do mar com o céu
Fica além, muito além
Dos domínios de Dom Manuel
Vera Cruz, Vera Cruz
Quem achou foi Portugal
Vera Cruz, Vera Cruz
Atrás do Monte Pascoal

Bem ali, Cabral viu
Dia 22 de abril
Não só viu, descobriu
Toda terra do Brasil

Pindorama, Pindorama
Mas os índios já estavam aqui
Pindorama, Pindorama
Já falavam tudo em tupi

Só depois vêem vocês
Que falavam tudo em português
Só depois, com vocês
Nossa vida mudou de uma vez

Pero Vaz, Pero Vaz
Disse numa carta ao rei
Que no altar, sob a cruz
Rezou missa o nosso frei

Mas depois, seu Cabral
Foi saindo devagar
Do país tropical
Para as Índias encontrar
Para as Índias, para as Índias
Mas as índias já estavam aqui
Avisamos, olha as índias!
Mas Cabral não entende tupi

Se mandou para o mar
Ver as índias em outro lugar
Deu chabu, deu azar
Muitas naus não puderam voltar

Mas enfim, desconfio
Não foi nada ocasional
Que Cabral, num desvio
Viu a terra e disse: uau!
Não foi não, foi um plano imperial
Pra aportar seu navio num país monumental

A Álvares Cabral
A El-rei Dom Manuel
Ao índio do Brasil
E ainda a quem me ouviu

Vou dizer, descobri
O Brasil ta inteirinho na voz
Quem quiser vem ouvir
Pindorama ta dentro de nós
A Álvares Cabral
A El-rei Dom Manuel
Ao índio do Brasil
E ainda a quem me ouviu

Vou dizer, vem ouvir
É um país muito sutil
Quem quiser descobrir
Só depois do ano dois mil

Palavra Cantada – Sopa
Paulo Tatit/sandra Peres

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem espinafre?
Será que tem tomate?
Será que tem feijão?
Será que tem agrião?
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem farinha?
Será que tem balinha!?
Será que tem macarrão?
Será que tem caminhão?!
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem rabanete?
Será que tem sorvete!?
Será que tem berinjela?
Será que tem panela!?
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem mandioca?
Será que tem minhoca!?!
Será que tem jacaré!?!
Será que tem chulé!?!
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem alho-poró?
Será que tem sabão em pó?!
Será que tem repolho?
Será que tem piolho!?
É um, é dois, é três…
O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem caqui?
Será que tem javali?!
Será que tem palmito?
Será que tem pirulito!?
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?

Palavra Cantada – Fome Come
Sandra Peres E Paulo Tatit

gente eu tô ficando impaciente
a minha fome é persistente
come frio come quente
come o que vê pela frente
come a língua come o dente
qualquer coisa que alimente
a fome come simplesmete
come tudo no ambiente
tudo que seja atraente
é uma forma absorvente
come e nunca é suficiente
toda fome é tão carente
come o amor que a gente sente
a fome come eternamente
no passado e no presente
a fome é sempre descontente

Fome come fome come
Se vem de fora ela devora ela devora ela devora
(qualquer coisa que alimente)
se for cultura ela tritura ela tritura
se o que vem é uma cantiga ela mastiga ela mastiga
ela então nunca discute só deglute só deglute
e se for conversa mole se for mole ela engole
se faz falta no abdome fome come fome come

gente eu tô ficando impaciente
a fome sempre é descontente
toda fome é tão carente
qualquer coisa que alimente
come o amor que a gente sente come o amor que a gente
sente

Palavra Cantada – Aniversário

Hoje eu sinto que cresci bastante
Hoje eu sinto que estou muito grande
Sinto mesmo que sou um gigante
Do tamanho de um elefante

É que hoje é meu aniversário
E quando chega meu aniversário
Eu me sinto bem maior, bem maior, bem maior, bem
maior
Do que eu era antes

Palavra Cantada – Toda Criança Quer
Péricles Cavalcanti

Toda criança quer
Toda criança quer crescer
Toda criança quer ser um adulto

E todo adulto quer
E todo adulto quer crescer
Para Vender e ter acesso ao mundo

E todo mundo quer
E todo mundo quer saber
De onde vem
Pra onde vai
Como é que entra
Como é que sai
Por que é que sobe
Por que é que cai
Pois todo mundo quer…

Palavra Cantada – Era Uma Vez

Era uma vez uma vez só de vez em quando
Quando iam duas mas só uma cada vez
E toda vez que uma vinha retornando
A outra ia outra vez e pareciam três

Naquele dia aquela vez desfez o bando
Da sua vez a sua voz disse talvez
Queria ir mas não iria por enquanto
Às vezes isso acontece à uma vez

A vez da vez estava quase se acabando
Aquela dúvida já era estupidez
Mas toda vez que ia ir, vinha voltando
Perdendo a vez, perdia só mais uma vez

Na outra vez, passou a vez, esperou tanto
Que dessa vez abandonou a vez de vez
De duas uma vezes uma vez portanto
A história já se fez e agora a vez é de vocês

Palavra Cantada – Pomar

Banana, bananeira
Goiaba, goiabera
Laranja, laranjeira
Maçã, maciera
Mamão, mamoero
Abacate, abacatero
Limão, limoero
Tomate, tomatero
Caju, cajuero
Bambu, bumbuzero
Manga, manguera
Pera, pereira
Amora, amoreira
Pitanga, pitanguera
Figo, figueira
Mexirica, mexiriqueira
Açai, açaizero
Sabuti, sabutizeiro
Mangaba, mangabeira
Uva, parreira
Coco, coqueiro
Inga, ingazeiro
Jambo, jambeiro
Jabuticaba, jabuticabeira

Palavra Cantada – Eu

Perguntei pra minha mãe: “Mãe, onde é que ocê nasceu?”
Ela então me respondeu que nasceu em Curitiba
Mas que sua mãe que é minha avó
Era filha de um gaúcho que gostava de churrasco
E andava de bombacho e trabalhava no rancho
E um dia bem cedinho foi caçar atrás do morro
Quando ouviu alguém gritando: “Socorro, socorro!”
Era uma voz de mulher
Então o meu bisavô, um gaúcho destemido
Foi correndo, galopando, imaginando o inimigo
E chegando no ranchinho, já entrou de supetão
Derrubando tudo em volta, com o seu facão na mão
Para alívio da donzela, que apontava estupefata,
Para o saco de batata, onde havia uma barata
E ele então se apaixonou
E marcaram casamento com churrasco e chimarrão
E tiveram seus três filhos, minha avó e seus irmãos
E eu fico imaginando, fico mesmo intrigado
Se não fosse uma barata ninguém teria gritado
Meu bisavô nada ouviria e seguiria na caçada
Eu não teria bisavô, bisavó, avô, avó, pai, mãe, não
teria nada
Nem sequer existiria

Perguntei para o meu pai: “Pai, onde é que ocê
nasceu?”
Ele então me respondeu que nasceu lá em Recife
Mas seu pai que é o meu avô
Era filho de um baiano que viajava no sertão
E vendia coisas como roupa, panela e sabão
E que um dia foi caçado pelo bando do Lampião
Que achavam que ele era da polícia um espião
E se fez a confusão
E amarraram ele num pau pra matar depois do almoço
E ele então desesperado gritava: “Socorro!”
E uma moça apareceu bem no último instante

E gritou pra aquele bando: “Esse rapaz é
comerciante!”
E com muita habilidade ela desfez a confusão
E ele então deu um presente, um vestido de algodão
E ela então se apaixonou
Se aquela moça esperta não tivesse ali passado
Ou se não se apaixonasse por aquele condenado
Eu não teria bisavô, nem bisavó, nem avô, nem avó, nem
pai pra casar com a minha mãe
Então eu não contaria essa história familiar
Pois eu nem existiria pra poder cantar
Nem pra tocar violão

Palavra Cantada – Boa Noite
Paulo Tatit/zé Tatit

Gatinha, a mamãe tá tão cansada
Vê se dorme hoje toda a
Madrugada
Boa noite, boa noite

Garoto que dá uma de bacana
Faz xixi, escova os dentes
E já pra cama
Boa noite, boa noite

Brotinho com você não tem
Problema
Só não dorme quando vamos
Pro cinema
Boa noite, boa noite

Iche, e agora a nenê tá com cocô
E a mamãe já foi pra casa do vovô
Boa noite, boa noite

Meu filho se você dormir bem cedo
Amanhã te conto um baita de um
Secredo
Boa noite, boa noite

Menininha, pra que tanta
Choradeira
A mamãe já está fazendo a
Mamadeira
Boa noite, boa noite

Menino não é hora de TV
Não tem essa de programa
Que você precisa ver
Boa noite, boa noite

Criança eu já tive a sua idade
Também tive que dormir sem ter

Vontade
Boa noite, boa noite

Bichinha, ‘cê é mesmo uma capeta
Você não disse que não ia mais
Chupar essa chupeta?
Boa noite, boa noite

Menininha você me enrola com
Pergunta
Bando é bando, banda é banda,
Bunda é bunda
Boa noite, boa noite

Criançada vou cantar a vaca
Amarela
Quem falar primeiro comoe todo o
Cocô dela
Boa noite, boa noite

Agora sem nenhuma brincadeira
Vê se dorme e chega de tanta
Besteira
Boa noite, boa noite

Mil abraços, mil beijinhos, mil
Carinhos
Durma bem e sonhe só com os
Anjinhos
Boa noite, boa noite
Boa noite, boa noite
Boa noite…

Palavra Cantada – Gramática
Sandra Peres e Luiz Tatit

O substantivo
É o substituto
Do conteúdo

O adjetivo
É a nossa impressão
Sobre quase tudo

O diminutivo
É o que aperta o mundo
E deixa miúdo

O imperativo
É o que aperta os outros
E deixa mudo

Um homem de letras
Dizendo idéias
Sempre se imflama

Um homem de idéias
Nem usa letras
Faz ideograma

Se altera as letras
E esconde o nome
Faz anagrama

Mas se mostro o nome
Com poucas letras
É um telegrama

Nosso verbo ser
É uma identidade
Mas sem projeto

E se temos verbo
Com objeto
É bem mais direto

No entanto falta
Ter um sujeito
Pra ter afeto

Mas se é um sujeito
Que se sujeita
Ainda é objeto

Todo barbarismo
É o português
Que se repeliu

O neologismo
É uma palavra
Que não se ouviu

Já o idiotismo
É tudo que a língua
Não traduziu

Mas tem idiotismo
Também na fala
De um imbecil

Little =P

Palavra Cantada – África

Quem não sabe onde é o sudão
saberá
A Nigéria o Gabão
Ruanda
Quem não sabe onde fica o Senegal,
A Tanzânia e a Namíbia,
Guiné Bissau?
Todo o povo do Japão
Saberá
De onde veio o
Leão de Judá
Alemnha e Canadá
Saberão
Toda a gente da Bahia
sabe já
De onde vem a melodia
Do ijexá
o sol nasce todo dia
Vem de lá

Entre o Oriente e ocidente
Onde fica?
Qual a origem de gente?
Onde fica?
África fica no meio do mapa do mundo do
atlas da vida
Áfricas ficam na África que fica lá e aqui
África ficará

Basta atravessar o mar
pra chegar
Onde cresce o Baobá
pra saber
Da floresta de Oxalá
E malê
Do deserto de alah
Do ilê
Banto mulçumanamagô
Yorubá

Palavra Cantada – Água
Paulo Tatit/ Arnaldo Antunes

Da nuvem até o chão, do chão até o bueiro
Do bueiro até o cano, do cano até o rio
Do rio até a cachoeira

Da cachoeira até a represa, da represa até a caixa
d’água
Da caixa d’água até a torneira, da torneira até o
filtro
Do filtro até o copo

Do copo até a boca, da boca até a bexiga
Da bexiga até a privada, da privada até o cano
Do cano até o rio

Do rio até outro rio
De outro rio até o mar
Do mar até outra nuvem

Palavra Cantada – Pé Com Pé
Sandra Peres E Paulo Tattit

**Dedicada a Georgia Lengos e Balagandança Cia**

Acordei com o pé esquerdo
Calcei meu pé de pato
Chutei o pé da cama
Botei o pé na estrada
Deu um pé de vento
Caiu um pé-d’água
Enfiei o pé na lama
Perdi o pé de apoio
Agarrei num pé de plante
Despenquei com pé descalço
Tomei pé da situação
Tava tudo em pé de querra
Tudo em pé de guerra

Pé com pé, pé com pé, pé com pé
Pé contra pé

Não me leve ao pé da letra
Essa hitória não tem pé nem cabeça

Vou dar no pé/ Pé quente
Pé ante pé/ Pé rapado
Samba no pé/ Pé na roda
Não dá mais pé/ Pé chato
Pegar no pé/ Pé de anjo
Beijar o pé/ Pé de meia
Meter o pé/ Pé-de-moleque
Passar o pé/ Pé de pato
Ponta do pé/ pé de chinelo
Bicho de pé/ Pé de gente
Fincar o pé/ Pé de guerra
De orelha em pé/ Pé atras
Pé contra pé/ Pé fora
A pé/ Pé frio
Rodapé/ Pé

Palavra Cantada – A Chuva
Sandra Peres/paulo Tatit

Achuva cai faz ti lim
O sapo coacha cha
O sino bate dim dom
Eu canto la la la la

A noite vai começar
Só falta você nanar

Referência:

http://vagalume.uol.com.br/palavra-cantada/

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