Datas comemorativas – CARNAVAL

ORIGEM DO CARNAVAL


O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar que tem suas origens na Antiguidade e recuperadas pelo Cristianismo, que começava no dia de Reis (Epifania) e acabava na Quarta-feira de cinzas, às vésperas da Quaresma. O período do Carnaval era marcado pelo “adeus à carne” ou “carne nada vale” dando origem ao termo “Carnaval”. Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. As cidades de Paris e Veneza foram os grandes modelos exportadores da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.
Atualmente o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil é considerado um dos mais importantes desfiles do mundo. Em Portugal, existe uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os Carnavais de Ovar, Podence, Loulé, Sesimbra, Rio Maior, Torres Vedras e Sines, destacando-se o de Torres Vedras, Carnaval de Torres, por possuir o Carnaval mais antigo e dito o mais português de Portugal, que se mantém popular e fiel à tradição rejeitando o samba e outros estrangeirismos… Juntamente com o Carnaval de Canas de Senhorim com perto de 400 anos e tradições únicas como os Pizões, as Paneladas, Queima do Entrudo, Despique entre outras.

Cálculo do dia de Carnaval


Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir de 21 de março, e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa e a quinta-feira do Corpo de Deus ocorre 60 dias após a Páscoa.
O cálculo da data da Páscoa é fundamental na definição do calendário cristão desde os primórdios da cristandade, tornando-se definido na Idade Média.
A Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio da Primavera (no hemisfério norte, outono no hemisfério sul), ou seja, é equivalente à antiga regra de que seria o primeiro Domingo após o 14º dia do mês lunar de Nisan. Poderá assim ocorrer entre 22 de Março e 25 de Abril

HISTÓRIA DO CARNAVAL

O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.

O carnaval foi chamado de Entrudo por influência dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas. No Brasil o carnaval é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. Na Bahia é comemorado também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, mudando de nome para Micareta. Esta festa deu origem a várias outras em estados do Nordeste, todas com características baiana, com a presença indispensável dos Trios Elétricos e são realizadas no decorrer do ano; em Fortaleza realiza-se o Fortal; em Natal, o Carnatal; em João Pessoa, a Micaroa; em Campina Grande, a Micarande; em Maceió, o Carnaval Fest; em Caruaru, o Micarú; em Recife, o Recifolia, etc.

CARNAVAL NO RECIFE


Século XVII – De acordo com as antigas tradições, mais ou menos em fins do século XVII, existiam as Companhias de Carregadores de Açúcar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias. Essas companhias geralmente se reuniam para estabelecer acordo no modo de realizar alguns festejos, principalmente para a Festa de Reis, Esta massa de trabalhadores era constituída, em sua maioria, de pessoas da raça negra, livres ou escravos, que suspendiam suas tarefas a partir do dia anterior à festa de Reis. Reuniam-se cedo, formando cortejos que consistia de caixões de madeira carregados pelo grupo festejante e, sentado sobre ele uma pessoa conduzindo uma bandeira. Caminhavam improvisando cantigas em ritmo de marcha, e os foguetes eram ouvidos em grande parte da cidade.

Século XVIII – Os Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana, surgiram particularmente a partir do século XVIII. Melo Morais Filho, escritor do século passado, no seu livro “Festas e Tradições Populares”, descreve uma Coroação de um Rei Negro, em 1742. Pereira da Costa, à página 215 do seu livro, “Folk Lore Pernambucano”, transcreve um documento relativo à coroação do primeiro Rei do Congo, realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, da Paróquia da Boa Vista, na cidade do Recife. Os primeiros registros destas cerimônias de coroação, datam da segunda metade deste século nos adros das igrejas do Recife, Olinda, Igarassu e Itamaracá, no estado e Pernambuco, promovidas pelas irmandades de NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS e de SÃO BENEDITO.

Século XIX – Depois da abolição da escravatura, em 1888, os patrões e autoridades da época permitiram que surgissem as primeiras agremiações carnavalescas, formadas por operários urbanos nos antigos bairros comerciais. Supõe-se que as festas dos Reis Magos serviu de inspiração para a animação do carnaval recifense. De acordo com informações de pessoas antigas que participaram desses carnavais, possivelmente o primeiro clube que apareceu foi o dos Caiadores. Sua sede ficava na Rua do Bom Jesus e foi fundador, entre outros, um português de nome Antônio Valente. Na terça-feira de carnaval à tarde o clube comparecia à Matriz de São José, tocando uma linda marcha carnavalesca e os sócios levando nas mãos baldes, latas de tinta, escadinhas e varas com pincéis, subiam os degraus da igreja e caiavam (pintavam), simbolicamente. Outros Clubes existiam no bairro do Recife: Xaxadores, Canequinhas Japonesas, Marujos do Ocidente e Toureiros de Santo Antônio.

Século XX – O carnaval do Recife era composto de diversas sociedades carnavalescas e recreativas, entre todas destacava-se o Clube Internacional, chamado clube dos ricos, tinha sua sede na Rua da Aurora, no Palácio das Águias. A Tuna Portuguesa, hoje Clube Português, tinha sua sede na Rua do Imperador. A Charanga do Recife, sociedade musical e recreativa, com sede na Avenida Marquês de Olinda e a Recreativa Juventude, agremiação que reunia em seus salões a mocidade do bairro de São José. O carnaval do início deste século era realizado nas ruas da Concórdia, Imperatriz e Nova, onde desfilavam papangus e máscaras de fronhas (fronhas rendadas enfiadas na cabeça e saias da cintura para baixo e outra por sobre os ombros), esses mascarados sempre se apresentavam em grupos. Nesses tempos, o Recife não conhecia eletricidade, a iluminação pública eram lampiões queimando gás carbônico. Os transportes nos dias de carnaval vinham superlotados dos subúrbios para a cidade. As linhas eram feitas pelos trens da Great Western e Trilhos Urbanos do Recife, chamados maxambombas, que traziam os foliões da Várzea, Dois Irmãos, Arraial, Beberibe e Olinda. A companhia de Ferro Carril, com bondes puxados a burros, traziam foliões de Afogados, Madalena e Encruzilhada. Os clubes que se apresentaram entre 1904 e 1912 foram os seguintes: Cavalheiros de Satanás, Caras Duras, Filhos da Candinha e U.P.M.; este último criado como pilhéria aos homens que não tinham mais virilidade

O Corso – Percorria o seguinte itinerário: Praça da Faculdade de Direito, saindo pela Rua do Hospício, seguindo pela Rua da Imperatriz, Rua Nova, Rua do Imperador, Princesa Isabel e parando, finalmente na Praça da Faculdade. O corso era composto de carros puxados a cavalo como: cabriolé, aranha, charrete e outros. A brincadeira no corso era confete e serpentina, água com limão e bisnagas com água perfumada. Também havia caminhões e carroças puxadas a cavalo e bem ornamentadas, rapazes e moças tocavam e cantavam marchas da época dando alegre musicalidade ao evento. Fanfarras contratadas pelas famílias, desfilavam em lindos carros alegóricos.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro em 1908 e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

O carnaval carioca começou nas ruas e ali desenvolveu-se, trouxe gêneros e modalidades que serviram de modelo para todo o mundo, as escolas de samba tornaram-se fenômeno consolidado; o carnaval de rua, do prestígio de décadas seguidas à extinção, veio sofrendo mudanças que marcam desde as sucessivas crises econômicas e sociais aos personalismos administrativos das ambições políticas individuais.

carro alegórico – 1923

Banda de Ipanema, surgiu de um gesto de desabafo e protesto, criada por Ferdy Carneiro e liderada por Albino, junto com Jaguar, Ziraldo e a turma toda de O Pasquim e outros, inovando nas tradições populares do carnaval. A banda foi fundada em 1965.A primeira concentração saiu do bar Jangadeiros – Vavá – o garçon, era o tesoureiro da banda. Jangadeiros não era só um bar. Era um estado de espírito, uma filosofia de vida. Foi palco do cinema novo, da bossa nova e da banda. As primeiras porta-bandeiras da banda foram Maria Vasco e Leila Diniz. As gêmeas Laura e Delia Carvalho, senhoras de oitenta anos e conhecidas no bairro, chegaram a ser madrinhas da banda. Passando depois para a rua Teixeira de Melo, em frente ao restaurante Rio-Nápoles, junto à praça General Osório. Os componentes de honra saíam de terno branco e chapéu de palha na cabeça. Durante a ditadura, Albino e companhia faziam um desagravo satírico à inúmeras proibições à cultura feitas pelo governo dos militares. Tudo era proibido, menos futebol e carnaval. A banda de Ipanema soube usar a irreverência e o maravilhoso deboche e ironia fina carioca para fazer críticas políticas.
Seu lema é Yolhesman Crisbeles !, tirado da pregação de um desajustado, que vendia bíblias na Central do Brasil, e que seria a frase que identificaria o verdadeiro anjo do juízo final. Os agentes militares do Exército pensavam que era crítica à ditadura, mas a frase não significava absolutamente nada.

Com a queda de poder aquisitivo, processo de sua proletarização, a baixa classe média carioca passa a consumir a cultura popular, “de raiz”, mais barata, para suprir o lazer da sua vida; volta à cena invocando a tradição carnavalesca, a partir da “abertura”, pós-governo militar, nos anos 80 e 90, tomando o lugar da manifestação espontânea das comunidades culturais populares, muitas vezes proibidas de virem às ruas “bater tamanco” com os seus famosos blocos de sujo, formando inúmeros blocos carnavalescos, adotando, na maioria dos casos, formas de organização similar a das escolas, com escolha de samba enredo, vendas de camisetas (com o valor de ingresso), gravação de disco e outras formas de comercialização da folia.
Excessão aos tradicionais Cordão do Bola Preta(desde 1918), Cacique de Ramos e o Bafo da Onça (desde 1956).

CRONOLOGIA DO CARNAVAL

590 d.C. Gregório I, O GRANDE regulamentou as datas do Carnaval, e criou a expressão – “dominica ad carne levandas” – que foi sucessivamente sendo abreviada até a palavra Carnaval.

1464 O PAPA PAULO II incentiva o Carnaval de Veneza.

1723 Introduzido pelos portugueses, das ilhas da Madeira dos Açores e do Cabo Verde que chegaram ao Brasil pelo litoral a partir de Porto Alegre ao Espírito Santo, o Entrudo brasileiro.

1861 Os zuavos Carnavalescos, oriundos do Congresso das Sumidades Carnavalescas após um incêndio em pleno domingo de Carnaval, ganham o nome de Tenentes do Diabo.

1878 Surge a Sociedade Carnavalesca Boêmia, que introduziu no Carnaval Carioca a fantasia CHICARD ou seja, qualidade do que é Chic.

1880 Surge o “morcego” no Carnaval.

1885 Segundo Marisa Lyra: a Flor de São Lourenço foi o primeiro Cordão da Cidade. Chega ao Brasil a Polca nos palcos do Teatro São Pedro

1889 Surge a Sociedade Carnavalesca Triunfo das Concubinas, o primeiro cordão organizado da Cidade.
As Grandes Sociedades resolvem desfilar na Terça-feira gorda, pois este dia era considerado o dia da verdadeira festa do Carnaval.
A compositora Chiquinha Gonzaga compõe O ABRE-ALAS, considerada primeira música de Carnaval.

1892 Carnaval foi transferido para os dias 26 – 27 e 28 de junho, por ser um mês considerado mais saudável. A ordem foi do Ministro do Interior. O povo comemorou nesse ano dois carnavais.

1901 As passeatas Carnavalescas passam a se chamar Préstitos. O antigo Morro da Providência muda de nome e passa a se chamar Morro da Favela. Mais tarde o termo se estendeu a todos os morros com barracos de madeira.

1904 Oficializado o nome Tenentes do Diabo para os Zuavos.

1910 O carnaval é transferido para junho porque morreu o Barão do Rio Branco. Houve dois carnavais. O surgimento do samba foi um poderoso fator de democratização do Rio de Janeiro. De início a elite reage à “manifestação africana”. Imprensa e modernidade acabam por aproximar sambistas e elite.

1925 Realiza-se o primeiro concurso de sambas e marchinhas no Teatro São Pedro.
Instituído o Dia dos Ranchos (JB)
Fundado o Centro do Cronista Carnavalesco (CCC)

1927 A Gazeta de Notícias realiza a última batalha de confete.

1933 É criada a Associação dos Ranchos Carnavalescos
Por iniciativa da ACC é criada a Associação dos Blocos Carnavalescos.
É organizada a noite dos Blocos.

1936 Eloy Anthero Dias é eleito Cidadão Samba

1937 Proibido o uso de lança-perfume.

1944 Despedida: Zé Espinguela, criador do 1º concurso entre Escolas de Samba

1946 O chamado Carnaval da Vitória (desfile das Escolas de Samba) foi organizado pela União Geral das Escolas de Samba (UGES) e patrocinado pela Associação dos Cronistas Carnavalescos (ACC), por que o Departamento de Turismo da Prefeitura se negou a fazê-lo.

1947 É extinta a Escola de Samba Deixa Malhar, sua bateria para a nova Escola de Samba Império Serrano, através do Mano Eloy. O quesito riqueza, escultura e iluminação é substituído por alegorias.

1949 Primeira transmissão do Carnaval pela Rádio Continental com Paulo Palut, Afonso Soares, Cid Ribeiro e Jorge Sampaio.
Helegária dos Anjos – cria o primeiro destaque de Escola de Samba

1950 Desaparece a Escola de Samba Fiquei-Firme

1952 As Escolas de Samba passam a ser divididas em Grupos.

1955 Calixto introduz os pratos (instrumento musical) na Império Serrano – enredo Duque de Caxias.

1958 Criação do “Grupo Pelés do Samba” na Império Serrano formado por Careca, Jorginho do Império e Jamelão. É precursora da ala “Sente O Drama”. A ala dos impossíveis da Portela lança os passos marcados.

1960 Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona, introduzem elementos visuais de figurino e cenografia no desfile da Acadêmicos do Salgueiro , com o enredo Quilombo de Palmares, que revoluciona definitivamente a forma das escolas de samba se apresentarem

1961 Portela e Mangueira passam a cobrar ingressos para o público assistir aos ensaios de quadras.
É nomeado Secretário de Turismo, Victor Bouças e Diretor de Certames Miecio Tati.

1962 Realiza-se o 1º Congresso na cidade do Rio de Janeiro. Ë instituído o Dia Nacional do Samba.

1963 Desaparecem os bondes da Cidade
Fundada a Ala Sente O Drama do Império Serrano

1966 Realiza-se na cidade de Santos o 1º Simpósio do Samba.
David Ribeiro, Adir Botelho, Fernando Santoro, a Trinca, vencem o concurso de decoração da cidade do Rio de Janeiro (Debret)O quesito “Bandeira” é julgado pela última vez.

1967 Assume a Secretaria de Turismo, Carlos Late, jornalista que assinava uma seção no jornal Última Hora com o pseudônimo de João da Ega. Albino Pinheiro é convidado para ser seu principal assessor.
Realiza-se na cidade de Santos o 2º Simpósio do Samba.

1968 A Portela coloca pela primeira vez a Águia no Abre-Alas (escultura de Bira Sargento)

1969 Realiza-se na cidade do Rio de Janeiro o 3º Simpósio do Samba.
Despedida: Ataulfo Alves, compositor

1970 Torna-se obrigatório o envio dos croquis das alegorias e fantasias à censura.
Fundado o Bloco Cacique de Ramos, em 20/01
Despedida: Nair Pequena, fundadora da Mangueira, em 11/02

1971 Instituído o tempo dos desfiles das Escolas de Sambas.

1972 Criada a RIOTUR S/A. Empresa de Turismo do Estado da Guanabara – Lei nº 2079 de 14 de julho, assinado pelo Governador Chagas Ribeiro, sendo o seu o primeiro presidente Aníbal Uzeda de Oliveira.
A “Trinca” vence o concurso de decoração da cidade com o tema “O Circo Vem Ai”.
A Mangueira inaugura a sua quadra de ensaios, o Palácio do Samba, em 07/04
É assinada a escritura de compra da sede da Associação das Escolas de Samba, na rua Jacinto, 67 – Méier, em 27/05
Despedida: Ciro Monteiro, cantor e compositor.

1974 Nascimento, em pleno desfile, de Adeiladinha, filha da passista Finoca que tomara o lugar de Cecí, porta bandeira da Azul e Branco (uma das 3 escolas que deram origem ao Salgueiro), grávida, ostentou o pavilhão até que num volteio mais veloz precisou apoiar-se no mestre-sala Ranulfo. Adelaidinha até os dias de hoje é uma das passistas da Acadêmicos do Salgueiro, ao lado de Finoca.
Despedida: Donga, sambista.

1975 Realiza-se na cidade de Campos o 4º Simpósio do Samba.
Despedida: Natalino José do Nascimento, o Natal da Portela – pres. de Honra da Portela.

1976 É nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba (RIOTUR) Albino Pinheiro

1977 É nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba (RIOTUR) Roberto Faissal

1978 Realizado o IV Simpósio do Samba no dia 02 e 03 de dezembro, na Cidade de Campos.
É nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba (RIOTUR) Paulo Matias.
Despedida:
Antônio Candeia, em novembro – compositor da Portela.

1979 Publicação de Carnaval, malandros e heróis de Roberto da Matta.
Realiza-se na cidade de São Paulo o 5º Simpósio do Samba.

1980 Criada a Fundação Européia das Cidades de Carnaval (FECC) em Amsterdã, Holanda, cujo principal objetivo é promover encontros anuais nas cidades do mundo que produzem Carnaval. Seu Presidente Henry Van der Kroon.
Suprimido os quesitos Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Comissão de Frente.
É nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba (RIOTUR) Antônio Lemos (jornalista, cronista, Carnavalesco, ex-diretor do Império Serrano, foi Coordenador de Desfiles que mais tempo permaneceu no cargo (até 1990). Disciplinou os desfiles com uma série de atos que persistem até hoje – 1997).
Fundada a Fundação Européia das Cidades de Carnaval (FECC), na Holanda. Pres. Henry Van Den Kronn.

1981 1e FECC REUNION – PATRAS – 1o Congresso Mundial de Carnaval
A RIOTUR S.A. institui o concurso Zé Pereira, como estímulo ao Carnaval de rua, uma criação de Osmar Frazão. Morrem Neide (porta-bandeira), Mestre André e Cartola ( o 1º da Mocidade Independente e o 2º da Mangueira).
Torna-se obrigatória a presença de uma ala de crianças nos desfiles das Escolas de Samba.

1982 Voltam os quesitos Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Comissão de Frente.
2e FECC REUNION – SYROS: 2o Congresso Mundial de Carnaval

1983 3e FECC REUNION – KEFFALONIA-ZAKYNTHOS (GR) – 3o Congresso Mundial de Carnaval

1984 4e FECC REUNION – SAMOS (GR) – 4o Congresso Mundial de Carnaval
A primeira Escola a desfilar na Passarela do Samba foi a Império do Marangá. Leandro Miguel da Silva, de 6 anos foi o primeiro sambista a pisar o asfalto do Sambódromo, em 2/03

1985 5e FECC REUNION – KOS- PATMOS (GR) – 5o Congresso Mundial de Carnaval

1986 6e FECC REUNION – KALYMNOS-LEROS (GR) – 6o Congresso Mundial de Carnaval
Pela primeira vez o Grupo II das Escolas de Samba Desfilam no Sambódromo
Instalados relógios eletrônicos na pista dos Desfiles do Sambódromo para marcar o tempo do desfile
O Desfile volta a ser linear, com a construção de cadeiras de pista na Praça da Apoteose.
Despedida: Nelson Cavaquinho, compositor da Mangueira

1987 7e FECC REUNION – MALTA – 7o Congresso Mundial de Carnaval
Construídas Cabines de julgamento entre as arquibancadas, substituindo a locação dos jurados nos camarotes de Setores

1988 8e FECC REUNION – TRINDAD & TOBAGO – 8o Congresso Mundial de Carnaval

1989 A Escola de Samba campeã passa a ter o direito de escolher o dia e a hora do seu desfile. A Vice-Campeã desfila no outro dia, com o direito de escolher a hora de sua apresentação. O dinheiro arrecadado no desfile não é mais dividido igualmente entre as Escolas desfilantes do Grupo Especial, mas em ordem decrescente de acordo com a colocação final de cada Escola de Samba.
9e FECC REUNION – Sta. CRUZ DE TENERIFE – 9o Congresso Mundial de Carnaval
Cai do carro alegórico do Arranco a destaque Neuza Monteiro, em 05/02

1990 A RIOTUR passa a reservar lugares especiais em cadeiras de pistas em frente aos setores 4 e 13 para vender aos deficientes físicos.
10e FECC REUNION – PATRAS (GR) – 10o Congresso Mundial de Carnaval
Criado o Grupo Especial, desfile das Escolas de Samba.

1991 11e FECC REUNION – ROSAS (COSTA BRAVA) – 11o Congresso Mundial de Carnaval
É nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba, José Messias.José Messias, médico e Assessor de Carnaval da RIOTUR foi o último Coordenador dos desfiles da RIOTUR. Ano seguinte a LIESA assumiu a Coordenação Artística dos Desfiles.

1992 12e FECC REUNION – AALBORG (DK) – 12o Congresso Mundial de Carnaval
Despedida: Herivelto Martins, autor de “Ave Maria no Morro”

1993 13e FECC REUNION – CURACAO (N.A.) – 13o Congresso Mundial de Carnaval
Despedidas: Beto Sem Braço (Mauro Moreno Reyes), compositor do Império Serrano (“Bum, Bum, Baticumbum Prurugundum”). Isaurinha Garcia, cantora Guerra Peixe, Maestro Babaú da Mangueira (Waldemiro José da Rocha), compositor (“Tenha pena de mim”), fundador das Escolas de Samba:Paraíso do Tuiuti, Unidos do Cabuçu e Unidos do Outeiro Teresa Aragão, salgueirense, autora de “ENEIDA, Amor e Fantasia”

199414e FECC REUNION – NORRKÖPING (S) – 14o Congresso Mundial de Carnaval
Inauguração do Terreirão do Samba na Praça Onze – Rio de Janeiro – RJ, em 20/01
Despedidas: Mestre Marçal diretor de bateria, Portela, Império Serrano, Unidos da Tijuca Sinval Silva, compositor
Assinado o tombamento da Passarela do Samba, em 09/06
I Seminário da Velha Guarda na UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 01/11

1995 15e FECC REUNION – MALTA – 15o Congresso Mundial de Carnaval

1996 16e FECC REUNION – MARIBOR/PTUJ – 16o Congresso Mundial de Carnaval
Despedida: Luiz Antônio (Antônio de Pádua Vieira Costa), compositor (“Barracão”, “Sassaricando”, “Lata d’água na cabeça”)

1997 17e FECC REUNION – ARUBA – 17o Congresso Mundial de Carnaval
Despedida: “Candonga” (José Geraldo de Jesus), sambista

Ao contrário do que se imagina, a origem do carnaval brasileiro é totalmente européia. A comemoração carnavalesca data do início da colonização, é uma herança do entrudo português e das mascaradas italianas. Somente muitos anos mais tarde, no início do século XX, foram acrescentados os elementos africanos, que contribuíram de forma definitiva para o seu desenvolvimento e originalidade. Tanto em Portugal, como no Brasil, o carnaval não se assemelhava de forma alguma aos festejos da Itália Renascentista; era uma brincadeira de rua muitas vezes violenta, onde se cometia todo tipo de abusos e atrocidades. Era comum os escravos molharem-se uns aos outros, usando ovos, farinha de trigo, polvilho, cal, goma, laranja podre, restos de comida, enquanto as famílias brancas divertiam-se em suas casas derramando baldes de água suja em passantes desavisados.
Foi esse carnaval mais ou menos selvagem que desembarcou no Brasil com as primeiras caravelas portuguesas e os primeiros foliões.
Com o passar do tempo e devido a insistentes protestos, o entrudo civilizou-se, adquiriu maior graça e leveza, substituindo as substâncias nitidamente grosseiras por outras menos comprometedoras, como os limões de cheiro (pequenas esferas de cera cheias de água perfumada) ou como os frascos de borracha ou bisnagas cheias de vinho, vinagre ou groselha. Estas últimas foram as precursoras dos lança-perfumes introduzidos em 1885.
No tocante à música, tudo ainda era muito precário; o entrudo não possuía um ritmo ou melodia que o simbolizasse. Apenas a partir da primeira metade do século XIX, com a chegada dos bailes de máscaras nos moldes europeus, foi que se pode notar um desenvolvimento musical mais sofisticado.

FIGURAS CARNAVALESCAS

Colombina – Como Pierrô e Arlequim, é um personagem da Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia dell’Arte, forma teatral original com tipos regionais e textos improvisados


Arlequim – Rival de Pierrô pelo amor de Colombina, usava traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores. Representa o palhaço, o farsante, o cômico.


Pierrô – Personagem sentimental, tem como uma de suas principais características a ingenuidade.

Momo – Personagem que personifica o carnaval brasileiro. Sua figura foi inspirada no bufo, ator de proveniência portuguesa que representava pequenas comédias teatrais que tanto divertiam os nobres

MÁSCARAS: Em 1834, o gosto pelas máscaras se acentuou no país. De procedência francesa, eram confeccionadas em cera muito fina ou em papelão, simulando caras de animais, caretas, entre outros. As fantasias apareceram logo após o surgimento das máscaras, dando mais vida, charme e colorido ao carnaval, tanto nos salões quanto nas ruas

Escolas de Samba

Com a evolução do carnaval, surgem na década de 20 as primeiras escolas de samba. A primeira foi a Deixa Falar, criada no bairro do Estácio. Depois vieram a Portela, antes Vai como pode, e Mangueira. As escolas absorveram características de várias manifestações, como as Grandes Sociedades, os ranchos e os corsos. Com as escolas, nasceu o samba-enredo. A força das escolas foi tão grande que contribuiu para a decadência das marchinhas, do desfile de blocos de rua.
A primeira disputa entre escolas de samba aconteceu em 7 de fevereiro de 1932, na Praça Onze, e foi organizada pelo jornalista Mário Filho. Preocupado com a falta de assunto para o seu jornal, O Mundo Sportivo , entre os meses de dezembro e março, criou o primeiro concurso de escolas de samba.
Os desfiles das escolas foram realizados por muito tempo na Praça Onze e na Avenida Rio Branco. Até que em 1984 foi inaugurada a “Passarela do Samba”, ou Sambódromo, como apelidara Darcy Ribeiro. Uma avenida projetada por Oscar Niemeyer, e por onde passaram a desfilar as escolas cariocas, ladeadas por grandes arquibancadas. No dia 2 de março, os brasileiros assistiram ao primeiro desfile. Pela manhã entrava a primeira escola, a verde e rosa mangueira, que saiu vencedora do carnaval daquele ano, com o enredo “Yes, nós temos Braguinha.

O Carnaval dos Estados Brasileiros

Bahia:
Em Salvador, o carnaval começa efetivamente em dezembro, com a abertura dos festejos pela festa da Conceição da Praia. São celebrações que remetem umas às outras, adquirindo sempre, ao final, um estatuto carnavalesco.
A grande atração do carnaval baiano são os trios elétricos: músicos que percorrem as ruas em cima de caminhões equipados com potentes alto-falantes executando sucessos carnavalescos para o povo dançar. Ao que tudo indica, o trio elétrico surgiu em 1950, com Dodô e Osmar.

Os precursores do trio elétrico são Dodô e Osmar que, usando um velho carro Ford 1929 enfeitado, saíram pelas ruas de Salvador tocando em cima do carro e levando vários foliões atrás deles. O nome “trio elétrico” surgiu em 1951, quando Dodô e Osmar formaram um trio com um amigo e usaram uma pick up para desfilar pelas ruas tocando.

Pernambuco:

Já em Pernambuco, destaca-se outro grande carnaval brasileiro, o de Olinda e de Recife. É desse Estado que surgiu um dos ritmos mais alucinantes da festa momesca: o envolvente e contagiante frevo. O Frevo surgiu em Recife por volta de 1908. A palavra frevo veio do verbo “ferver” por ser um ritmo muito agitado. Ao dançar o frevo, os foliões usam roupas coloridas e uma pequena sombrinha.

São Paulo:

Em São Paulo, o carnaval, que era uma festa restrita aos salões, começou a ser praticado nas ruas, atendendo às influências das escolas de samba do Rio de Janeiro, e repete o estilo das grandes escolas cariocas, enfatizando o luxo das fantasias e alegorias.

Av. Paulista – 1926

Rio de Janeiro

A partir de 1984 o carnaval passou a acontecer no Sambódromo, projetado pro Oscar Niemeyer e construído a partir de 1983. Ocupa a avenida Marquês de Sapucaia, local agora já tradicional dos desfiles das escolas principais.

Outros estados

Nos outros Estados, geralmente aparecem traços peculiares, maneiras diferentes de celebrar a folia momesca. Mas a grande tendência registrada no Brasil inteiro é a do carnaval se homogeneizar: de um lado, o carnaval de salão (luxuoso ou popular); do outro, o desfile das escolas de samba. Assim, o carnaval vai se transformando num ritual padronizado em todo o país.

Maracatu de Baque Virado
Os cortejos levam uma boneca chamada “Calunga”, ao som da música vocal “toada” e do instrumental “toque”, além do som do apito. Os versos têm origem africana.

Micareta
A Micareta é o carnaval fora de época com características baianas: trio elétrico e abadás. Em Fortaleza há o Fortal; em Natal, o Carnatal; em João Pessoa, a Micaroa; em Campina Grande, a Micarande; em Recife, o Recifolia, etc.

Chiquinha Gonzaga

Em 1899, a carioca Chiquinha Gonzaga compôs a marcha-rancho “Ó Abre-Alas!” para o cordão Rosa de Ouro, do Andaraí, que foi considerada a primeira música composta especialmente para o carnaval. Mais de um século depois, essa música é ainda hoje um hino carnavalesco

Ó Abre Alas

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar

Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

Ícone do Carnaval – Clóvis Bornay

Clóvis Bornay desfila na escola de samba Portela no carnaval de 1995

Referências

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnaval
http://www.suapesquisa.com/carnaval/
http://opiniaoenoticia.com.br/interna.php?id=7975
http://americalatina.creatuforo.com/ver-tema-3686-americalatina.html
http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=300&textCode=896&date=currentDate
http://ig.obaoba.com.br/noticias/noticias_detalhes.asp?ID=1380
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_de_Ipanema
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-carnaval/cronologia.php
http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/carnaval.htm
http://www.vinicius.de/Sprache/Entrada/Workshops/Samba/samba.html
http://www.facom.ufba.br/pexsites/musicanordestina/dodosmar.htm
http://br.geocities.com/biografiaschiado/HistoriaCuriosidades/HistoriadoCarnaval/historiadocarnaval.htm
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/af/1935-micareta_jacobina.jpg/250px-1935-micareta_jacobina.jpg&imgrefurl=http://www.territorioscuola.com/wiki/pt.wikipedia.php%3Ftitle%3DMicareta&h=172&w=250&sz=12&hl=pt-BR&start=56&tbnid=YgnLwaYNiEeGgM:&tbnh=76&tbnw=111&prev=/images%3Fq%3D%2522micareta%2522%26start%3D40%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN
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6 thoughts on “Datas comemorativas – CARNAVAL

  1. REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA!
    Viva Zumbi! Viva Che!Viva Hugo Chávez! Feliz 2010!
    Conscientização!Justiça !Prosperidade! Solidariedade!
    Fraternidade!Amor! Paz! Socialismo Quilombolivariano!
    Ao Nosso Povo! Viva Brasil! Venceremos Feliz 2010!

    Ao Mestre Lagrila nossas homenagens.
    O movimento Negro Afro- Indígena Quilombolivariano, a Luta em luto o grande Mestre Lagrila falece , mas como todo mártir renasce, foi um dos maiores nome do samba era o samba em pessoa, um guerreiro da cultura afro um símbolo da raça negra,mas infelizmente a mídia fascista no Brasil é dominada pelos judeus e cristianismo mercantilista que discrimina e marginaliza menosprezam os valores da comunidade afro indígena brasileira Viva! Zumbi! Viva! Mestre Lagrila!

    Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. Movimento Revolucionário Socialista QUILOMBOLIVARIANO
    vivachavezviva.blogspot.com/
    quilombonnq@bol.com.br
    Organização Negra Nacional Quilombo
    O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
    Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

  2. REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA! 2

    Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construídor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar as histórias dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argentina, Boliviana, Peruana, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma, não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Vivas! a Simon Bolívar Viva! Zumbi!Tupac Amaru!Benkos BiojoS! Sepé Tiaraju Alicutan!Sabino! Elesbão!Cosme Bento! José Leonardo Chirinos !Antônio Ruiz,El Falucho! João Candido! Almirante Negro!Patrice Lumumba!Viva Che! Viva Martin Luther King!Malcolm X!Viva Oswaldão Viva! Mandela Viva!Luiz I.Lula da Silva, Viva! Chávez, Vivas! a Evo Ayma!Rafael Correa! Fernando Lugo!José Mujica(El Pepe)! Viva! a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva! 1º de maio, Viva! Os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados.
    Movimento Revolucionário Socialista QUILOMBOLIVARIANO
    vivachavezviva.blogspot.com/
    quilombonnq@bol.com.br
    Organização Negra Nacional Quilombo
    O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
    Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

  3. Adorei esta sua blogagem sobre o Carnaval. Também sou de uma terra de grandes tradições carnavalescas, embora com um pouquinho menos de história.
    Beijos e me visite também!

  4. Olá Efilipe, tudo bem?

    Obrigada pela visita e estou indo já lá no seu cantinho.
    beijinhos e ótimo carnaval.

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