Informática – Projeto


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Os objetivos do Projeto de Informática na Escola são:

Introduzir os cursistas na discussão crítica sobre as novas tecnologias e suas implicações para gestão social do conhecimento e para a educação.

Propiciar um contato mais próximo e utilização do computador nas atividades de ensino e nos processos de administração e gestão escolar.

Capacitar na elaboração e construção de projetos pedagógicos auxiliados pelo computador.

Contribuir na instrumentalização e na utilização dos recursos do computador: seus diversos equipamentos, seus softwares básicos e educacionais e as possibilidades de comunicação através das redes.

Subsidiar para o auxílio na coordenação dos recursos tecnológicos e humanos no desenvolvimento das atividades dentro da escola.


Informática na Escola

Utilização da Tecnologia
Enquanto muitas organizações já estão obtendo retorno de seus investimentos em tecnologia da informação, em termos de aumento de produtividade e eficácia, (1) o ensino superior no nosso país, ainda, luta para aplicar a tecnologia da informação aos seus processos mais importantes: o ensino e o aprendizado.
É verdade que muitas escolas vão argumentar que o custo dos equipamento é o que impede uma utilização maior da tecnologia, mas essa não é a razão mais fundamental. Em primeiro lugar, um estudo detalhado vai demonstrar que o ganho de produtividade vai retornar o investimento rapidamente. Além disso, há soluções de custo bastante baixo, utilizadas em outros países, que poderiam ser aqui introduzidas. Trata-se de acertar com uma instituição financeira o financiamento de microcomputadores portáteis (lap tops) para os alunos. O financiamento poderia ser prolongado em até quatro anos. As escolas deixam de ter o custo de manter e renovar laboratórios de microcomputadores e passam a fornecer apenas a conectividade. Isso diminui custos em relação ao modelo atual. Certamente essa solução é bastante viável, uma vez que mesmo sem financiamento especial, mais de 60% dos graduandos que fizeram o Provão possuem microcomputador.
Na verdade a principal razão é que o corpo docente goza de ampla autonomia e seus integrantes possuem diferentes níveis de habilidades técnicas e diferentes níveis de interesse na tecnologia. A grande variedade de disciplinas faz com que não haja uma forma simples de integrar a tecnologia da informação ao currículo. A receita não é única.
Muitos docentes que possuem amplo domínio do conteúdo que ministram não sentem disposição de mudar o método que estão utilizando de longa data para introduzir inovações. Entretanto, a introdução da tecnologia da informação como ferramenta de trabalho é essencial à formação de todas as profissões e sua introdução possibilita o desenvolvimento de habilidades que estão sendo exigidas pelo mercado de trabalho. Ela possibilita uma forma de aprendizado mais ampla, em que os alunos trabalham em grupo, comunicam-se através da Internet e desenvolvem habilidades de localizar, sintetizar e divulgar informações, ao mesmo tempo em que vão dominando o conteúdo programático do curso. Para mais detalhes sobre este tema veja “Transformando Instituições de Ensino em Instituições de Aprendizado”.

Como introduzir a mudança na forma de ensinar?
Várias instituições de prestígio já introduziram o uso do microcomputador nas atividades de ensino. Várias delas já incluíam o preço do computador nas taxas anuais dos alunos há uma década e os alojamentos de estudantes já possuiam conexão com a rede da instituição. Estamos atrasados nesse aspecto, mas muitas vezes, ao começar depois, podemos tirar a vantagem de utilizar as práticas que deram melhor resultado.

Treinamento
Na pesquisa realizada nos Estados Unidos através do “1997 Campus Computing Survey” ficou constatado que apesar dos investimentos que faculdades e universidades efetuaram em hardware e software, um dos maiores desafios que o país enfrenta é levar todos os docentes a integrar a tecnologia ao processo de ensino, utilizando-a como instrumento facilitador do aprendizado e ferramenta para o gerenciamento dos cursos e para a pesquisa. O grande desafio está em treinar professores que tiveram sua formação profissional quando estas ferramentas não estavam disponíveis.
Muitos erros foram cometidos nos investimentos em treinamento. Muitos verificaram que os docentes não compareciam aos cursos organizados para tal fim.
Resumindo, as práticas que mostraram melhor resultado são:

Organizar os treinamentos na época de recesso das aulas. Começar com as áreas mais proficientes em tecnologia. Montar projetos piloto e não desprezar a importância do treinamento. Os professores precisam reprogramar sua forma de ensinar usando as facilidades da Intranet/Internet, da comunicação e trabalho em grupo. Para que eles possam incorporá-las às suas aulas, eles necessitam ficar bastante confortáveis com uso dessas tecnologias. Os projetos piloto devem ter a liberdade de experimentar e de fracassar, funcionando como uma experiência de aprendizado para os docentes. Procurar parcerias do mercado com empresas, ou consultores, para auxiliá-los na elaboração dos projetos. O uso da tecnologia da informação no ambiente acadêmico é em geral voltado ao desenvolvimento de novas teorias, à análise crítica das novas metodologias e não ao uso eficiente do que já está bem estabelecido e consolidado no mercado.

Ferramentas que os docentes precisam dominar
Em linhas gerais os docentes precisam ser capazes de utilizar softwares de produtividade como o Microsoft Office, dominando o uso de editores de texto, planilhas e apresentações do tipo Power Point para a montagem de aulas.
Esse é um bom começo que não exige muita sofisticação. Se os docentes já dominam essas ferramentas, os próximos passos são fáceis.
Através de um curso sobre utilização de ferramentas como FrontPage, os docentes aprendem a transformar documentos do Office em páginas Web.
Com um bom workshop de 40 horas, é possível ensiná-los a criar cursos virtuais que devem ser usados, no início, para complementar o ensino tradicional, através da Intranet da instituição. Eles vão familiarizar-se com as práticas de vídeo conferência, colaboração em grupo, “chats”, organização de grupos de trabalho com reuniões periódicas e até a transformar apresentações de Power Point em vídeos com som, que podem reproduzir aulas e podem ser disponibilizados na Web.
Com esse treinamento a semente está lançada para a sua instituição começar a desenvolver projetos de ONLINE LEARNING.
Uma vez dominadas essas tecnologias, não há limite para o que o talento da comunidade acadêmica pode produzir.


As Novas Tecnologias e os Projetos

A pedagogia de projetos (Hernández, 1998) pode ser a resposta aos nossos objetivos. Trabalhar com projetos na escola, não obriga, mas pede o uso dos computadores e da internet.

Os computadores e a internet são poderosos instrumentos na mão do homem. O aluno precisa aprender a fazer bom uso deles. Mas não adianta dar aula de informática (Vallin, 1998a ;; 1998b). É preciso usar os computadores em situações em que o conteúdo da aula faça sentido para o aluno, nas quais as produções escolares tenham utilidade e significado. É preciso proporcionar situações desafiadoras e ambientes de aprendizado que levem o aluno a buscar o conhecimento: procurando, lendo, perguntando, experimentando, descobrindo e convivendo com incertezas e dificuldades (Valente, 1999b).

Não queremos um uso do computador que repita os erros do livro “anti-“didático tradicional. Existem programas de computador para a escola que seguem aquela linha pedagógica do exemplo mostrado no início deste artigo, e que vão sendo aprimorados a cada ano, a ponto de ficarem muito, e cada vez mais, atraentes. Mas essa “facilidade” pode nos enganar. Não queremos o computador controlando o aluno. Queremos o aluno controlando o computador (Papert, 1985). Por isso devemos dar preferência ao uso de programas abertos, ou aqueles de uso geral (Valente, 1999c), que não trazem embutida a proposta pedagógica e dão margem à criatividade, investigação, comunicação e intercâmbio.

Se queremos que nosso aluno use o computador e a internet de forma crítica, criativa e aberta, as novas tecnologias também estarão a pedir o trabalho por projetos. É uma feliz simbiose: projetos e novas tecnologias.

Possibilidades e programas
Programas abertos são aqueles que dão a possibilidade de criação não somente ao aluno, mas também ao professor (Valente, 1999c). Quando falamos no aluno criativo, podemos pensar também na recriação, ou modificação a partir do que se conhece e do que se deseja, usando a imaginação e dando vazão aos sonhos e planos. Por esses motivos, são inúmeras as possibilidades de atividades com os programas abertos. Mesmo assim, vamos ilustrar com alguns exemplos que podem situar melhor a proposta.

Editores de texto:
A (re)escrita é um artifício necessário ao desenvolvimento da capacidade de expressão em forma de texto (Vallin, 1996). Essa capacidade envolve muitos aspectos como: as regras gramaticais, a ortografia, a coesão, coerência, estilo… Desenvolver tal capacidade é uma construção que necessita da verdadeira comunicação, na qual o texto do aluno (autor em desenvolvimento) precisa ser lido. A plasticidade que o computador permite ao texto, com suas capacidades de editoração eletrônica, como inclusão, exclusão, modificação, transferência, cópias, e outras, é uma grande ajuda quando se deseja fazer a (re)escrita. O computador permite, facilita e agiliza muito a reescrita e o retrabalho do texto em construção, o que deve acontecer a partir de análises e discussões, entre colegas, consigo mesmo (releitura) e com a ajuda do professor. Por outro lado a possibilidade de formatação (alinhamentos, escolha de letras, grifos, paginação…) e a perfeição da máquina, ao imprimir os textos, eleva a auto-estima e o gosto pela produção e apresentação. É fácil perceber as muitas vantagens que um editor de textos trazem à dinâmica das atividades e projetos na área de produção de textos.

Dicionários:
É muito mais fácil usar um dicionário quando ele está no computador. Quando se está usando o computador para escrever e há nele um dicionário, a tendência é que o usuário faça consultas muito mais vezes. Na escola, tendo o dicionário no computador, o professor pode elaborar dinâmicas e brincadeiras com a procura e uso de palavras, conforme a idade e fase de desenvolvimento do aluno. Os próprios alunos podem ser desafiados a elaborarem e desenvolverem tais brincadeiras com o dicionário.

Pesquisa na internet:
Na internet dispomos do conteúdo do jornal do dia e de diversas revistas. Temos os jornais de muitas e muitas cidades brasileiras e de outros países. Alguns jornais de outros países são também publicados em português, como o New York Times. Professor e alunos podem comparar a maneira de dar e mostrar a mesma notícia em diferentes lugares. Estão disponíveis ainda, os jornais e revistas de edições anteriores, do ano passado e de outros. São milhares de edições de cada jornal ou revista, todas disponíveis para o aluno. Existem livros inteiros cujo conteúdo está disponível na internet. Há hoje importantes, e cada vez mais, conteúdos abonados em bibliotecas digitais. Toda essa massa de conteúdos supera a maior parte das bibliotecas em papel, e apresenta algumas importantes vantagens em relação ao que se conseguiria fazer numa biblioteca comum, sem o uso de computadores: 1) para encontrar alguma coisa basta escolher as palavras certas e em alguns segundos já se tem uma lista de endereços;; 2) para acessar cada endereço, basta um clic e mais alguns segundos. 3) os conteúdos podem ser capturados e copiados digitalmente. 4) existem materiais que são apresentações dinâmicas, algumas incluindo som ou vídeo. Os conteúdos são atualizados diariamente. As universidades, editoras, “ongs” e outras instituições publicam seus principais trabalhos na rede. A escola lida com informações e com o desenrolar da vida, em nossa cidade e em nível nacional ou mundial. Não há como desenvolver uma proposta contextualizada, ligando visão global e ação local, sem que se use a internet como fonte de pesquisa. Ainda que a escola disponha somente de uma máquina ligada à rede, ela poderá fazer muita diferença no aprendizado dos alunos, se bem utilizada.

Publicações na internet:
Publicar as produções dos alunos os leva a terem maior prazer e motivação para cria-las. As produções podem representar para eles a sistematização do conhecimento que estão descobrindo e aprendendo. A publicação estará disponível em qualquer local do planeta, que tenha internet. Essas publicações não têm custo (páginas da rede) e podem ser melhoradas, revistas ou incrementadas a qualquer tempo. Podem servir como forma de intercâmbio.

Apresentações:
Apresentar um assunto, suas informações, suas relações, questões e conclusões a uma platéia é um desafio que leva também à sistematização do conhecimento. Provoca uma organização mental, além de provocar a antecipação de dúvidas e requerer classificações que organizem a seqüência do pensamento. Quando se tem um projetor de vídeo é possível mostrar no telão a apresentação sem nenhum custo adicional. Ela também pode ser mostrada na tela de um microcomputador, se for para poucas pessoas, bem como pode ser disponibilizada para muita gente via internet, tudo sem custos adicinais.

Comunicação / interação:
A internet fornece diferentes ferramentas de comunicação, cada uma com uma característica específica: “salas de bate-papo”, “grupos de discussão”, “fórum de discussão”, e etc. Não se pode dizer que uma seja melhor do que a outra. O melhor é que o professor conheça as diferenças e saiba em cada situação escolher a mais adequada. As “salas de bate-papo” (ou chat) exigem textos simples, geralmente uma frase de cada vez;; a interação é grande e imediata;; costumam ser localizados no tempo e servem para contatos mais superficiais;; é muito bem aceito por crianças e adolescentes;; ajuda a desenvolver as capacidades de escrita com teclado e sem ele, de leitura rápida, entre outras. Os “grupos de discussão” servem para textos maiores (~10 linhas) e reflexões mais aprofundadas. Levam as pessoas a confrontarem pontos de vista e valores. Cada um pode usar no horário e tempo que desejar e puder, o que facilita os encontros e agendamentos. São especialmente favoráveis para a formação de comunidades de reflexão. Os “fóruns de discussão” são mais favoráveis para uma troca de opiniões a respeito de um assunto específico. Podem ter um dia certo para começar e um dia certo para terminar. Podem ser abertos à participação de qualquer um, na rede. Como são ferramentas abertas, cada um as usa de maneira diferente e favorecem a criatividade no uso.

O Correio-eletrônico:
Os alunos de uma escola podem entrar em contato com alunos de outra escola, distante, em outro lugar do país. Podem combinar de analisar aspectos sociais ou naturais de sua realidade e para depois mostrarem para os colegas de longe. Fazendo isso poderão ao mesmo tempo conhecer o outro lugar e conhecer melhor a sua própria realidade, analisando as diferenças e suas possíveis causas. Muitos outros trabalhos podem ser elaborados em cima da troca de correspondência entre alunos e qualquer que seja o conteúdo haverá o desenvolvimento da capacidade de escrita. Não há custos adicionais, como no caso do correio normal. As cartas vão e voltam com muito mais agilidade e, aprender a lidar com o correio-eletrônico é uma necessidade dos tempos atuais.

O computador, com ou sem a internet, com seus programas abertos pode ainda ser usado com outras funções, diferentes das citadas até aqui: linguagem de programação (Logo) – para desenvolver raciocínio lógico-matemático;; programas de editoração – para jornais, folhetos ou cartazes;; planilhas de cálculo e gráficos;; editoração de desenhos…

Assim, diante de tantas possibilidades, tanto material, da agilidade e do contexto atual, não há como ser escola no século XXI e dispensar o uso dos computadores e da internet.

HotPotatoes na Educação
Colaboração Juliana Bohn

Que é Hotpotatoes?
Hot Potatoes é um programa que contém um pacote de cinco ferramentas ou programas de autoria. Foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Informática e Média da Universidade de Victoria, Canadá.

Estes programas possibilitam a criação de cinco tipos de exercícios interativos para a Web. Compatíveis com todas as versões dos browers/navegadores Internet Explorer e Netscape e com as plataformas Windows ou Macintosh.

O programa aceita caracteres portugueses e pode ser completamente configurado para a nossa língua, assim como quase todos os aspectos do interface (cores, tipo de letra, etc.).

Para se trabalhar com este programa, tudo o que precisamos saber é onde temos de colocar os dados (textos, questões, respostas, imagens, etc.), pois os programas criarão, automaticamente, a página web respectiva (código HTML). Posteriormente basta enviar a página ou páginas criadas para o servidor, de forma a serem utilizadas pelos alunos, via internet.

O Hotpotatoes é gratuito para educação, tem no entanto, de se fazer o registo do programa, para isso, basta preencher o formulário no site do programa.

Tutorial para quem quiser instalar o programa

Apresentação do Hotpotatoes

Como trabalhar com o Hotpotatoes

ATIVIDADES

Hotpotatoes e a Matemática

Hotpotatoes e a Lingua Portuguesa

Hotpotatoes e Conhecimentos Gerais

Projeto Aquarela

Referências

http://www.paulofreire.org/pieobjet.htm
http://www.microsoft.com/brasil/educacao/educador/info.mspx
http://www.escola2000.org.br/pesquise/texto/textos_art.aspx?id=69
http://infoescola.blogspot.com/
http://www.cceseb.ipbeja.pt/Hotpotatoes/hotpot.htm

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