Ler faz bem à saúde!

Hoje em Portugal se comemora o Dia dos Namorados e minha amiga Isabel Menezes colocou em seu blog Amor de biblioteca o convite para que se festeje também o Afeto pela Biblioteca.

Ela cita em seu blog Sugestões Amorosas as quais reproduzo abaixo:

No Dia dos Namorados, S. Valentim:

– Leve o amor da sua vida [marido, esposa, namorado(a), familiar, amigo(a)] numa visita à Biblioteca

– Ofereça chocolates, doces, um cartão, flores, etc., à sua bibliotecária preferida

– Dê um presente que dura uma vida: inscreva alguém que você ama como leitor da biblioteca

– Visite a biblioteca e faça uma requisição romântica: livros , CD´s ou DVD’s de amor ou em que o romance esteja presente.

– Faça um marcador de livros personalizado e ofereça à sua pessoa amada.

– Leia um autor ou sobre um tópico que você ame.

– Não tenha vergonha de promover e declarar o seu amor também pelas bibliotecas e livros neste dia!

“Vá para a cama com um livro” ou “Partilhe um livro com alguém que você ama”!

Não se esqueça de celebrar o seu Amor de Biblioteca!

Saiba mais sobre o assunto acessando o Amor de Biblioteca


Conta uma história
Cybele Meyer

O ser humano sempre adorou contar suas histórias.

Tudo que acontecesse durante o dia e tivesse uma conotação diferente, já virava história, recheada de “floreios”, que seria contada ao final do dia para todos os familiares quando se reunissem na varanda após o jantar.

O hábito de contar história, melhor dizendo, contar lendas, é milenar tendo origem antes mesmo da escrita a qual eram passadas de geração para geração através da fala onde cada um dava seu toque pessoal.

As lendas mitológicas primam pelo temor que o homem sempre teve diante dos fenômenos da natureza e ao contar seus episódios atribuía a estes fenômenos formas de deuses ou de monstros horríveis.

Estes relatos geravam lendas onde o imaginário superava a realidade e tinham como característica principal: a fatalidade.

Com isto havia a intenção de expressar toda a sua impotência diante do desconhecido.

As lendas são contadas até hoje, muitas ainda através da oralidade conservando sua característica principal: a criatividade.

As histórias voltadas para as crianças aconteceram por volta do século XVII quando a criança passou a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias.

Foi nesta época também que a criança começou a receber uma educação diferenciada onde havia uma preocupação em prepará-la adequadamente para a vida adulta.

Nesta época as histórias eram elaboradas de forma a robustecer estes ensinamentos.

O conto de fadas, desde os seus primórdios, e sabe-se que “Cinderela” já era contado na China no século IX d.C., teve sempre a preocupação de enfatizar a discriminação social, a luta pelo poder, o “conseguir” num vale tudo, bem como a maldade, os maus tratos aos frágeis como crianças e menos afortunados, as buscas incansáveis e a solidão.

Mas também atravessou séculos exaltando valores essenciais ao ser humano como o amor, a solidariedade, a justiça, a compreensão e o bem como vencedor.

Um personagem, de suma importância nos contos de fadas, é justamente o das fadas. Elas são sempre incumbidas do dever de fazer justiça trilhando o caminho do bem e da verdade.

As fadas são sempre representadas pela figura feminina dotadas de grandes virtudes e poderes sobrenaturais.

São a própria expressão do amor.

Mas há o mal que também é representado pela figura feminina, a bruxa, que não mede esforços para conseguir alcançar seus objetivos maléficos não importando os meios que utilizará para chegar até eles.

Há quem diga que o simbolismo fada e bruxa é uma alusão a eterna dualidade feminina.

Normalmente, os Contos de Fadas têm como enredo, provas dificílimas de serem cumpridas, obstáculos a serem vencidos pelo príncipe que normalmente é o herói das histórias, propiciando um encontro com o seu “eu” interior podendo então, ao vencer, se sentir seguro e viver feliz ao lado de sua amada.

Esta linguagem simbólica que envolve personagens e enredos acaba agindo no inconsciente das crianças vindo a auxiliar na resolução de conflitos internos tão normais na infância.

O maniqueísmo envolvendo os personagens tanto para o bem quanto para o mal, facilita a compreensão da criança dos valores básicos para uma vida em sociedade.

A intenção é justamente esta a de levar a criança a se identificar com o herói que é bom. Este sentimento trará uma sensação de segurança e proteção contribuindo para que a criança adquira o equilíbrio quando adulto.

Nas fábulas além de existir o certo a ser seguido e o errado a ser evitado, há a presença forte dos animais, talvez pela afetividade existente entre homem e animal, sendo esta uma forma de estreitar ainda mais estes sentimentos.

Este tipo de história aparece desde século XVIII a.C. na Suméria sendo reinventada no Ocidente por Esopo, um grego que viveu no século V a.C. Mas foi o francês Jean La Fontaine (1621/1692) que introduziu definitivamente a Fábula na Literatura Ocidental.

Na verdade, como já mencionamos acima, elas eram escritas para os adultos, mas até hoje são fábulas apreciadas no mundo infantil.

Nas fábulas, os animais simbolizam características pertencentes ao ser humano e que com o passar do tempo, incorporaram de tal forma, que viraram símbolos. Temos como exemplo o leão que é a imagem da magnitude, da realeza; a raposa que simboliza a astúcia e a esperteza; o cordeiro que representa a ingenuidade e o lobo que é sempre o vilão.

Estes textos recheados de encantamento não só inebriam as crianças como libertam a criança existente dentro de cada adulto.

Há que se ter um cuidado todo especial quanto à interpretação destes contos justamente em razão deste encantamento, razão pela qual se propicia a identificação da criança com o personagem.

As histórias infantis tiveram sempre por finalidade a união do lúdico com o pedagógico.

A magia da literatura é justamente trabalhar com a fantasia.

Podemos, através desta linguagem mágica, transmitir às crianças todos estes conceitos como respeito, educação, solidariedade, companheirismo, que estão praticamente em extinção, em razão da família não ter mais tempo para transmiti-los.

Vamos tentar resgatar o tão sonoro:

… e viveram felizes para sempre!


Teatralizando a literatura
Cybele Meyer

É através da leitura que as pessoas têm oportunidade de aprender a pensar e até a sonhar. A pessoa que desenvolve o hábito da leitura está abrindo uma porta gigantesca para experiências de vida onde a criação do autor pode ser desfrutada a qualquer hora, em qualquer lugar e quantas vezes quiser. Esta criação é compartilhada através do tempo se tornando imortal.

Através da leitura se tem acesso ao conhecimento.

Este mesmo encantamento ocorre com as crianças ao ler ou ouvir uma história. Quando a criança se identifica com a mensagem transmitida pela história, a escuta inúmeras vezes com a mesma atenção e interesse.

O contar histórias exerce uma magia no indivíduo estimulando-o a ler. Este estímulo o colocará em contato com diversos gêneros de leitura como os contos, crônicas, fábulas, lendas, parábolas, poemas, prosas e outros, tornando a leitura um hábito em sua vida, propiciando-o ser um multiplicador de conteúdos.

Saber contar histórias é ter criatividade para dar vida aos personagens. É criar um ambiente de encantamento, de suspense ou mesmo de emoção. É fazer a pessoa viajar através das palavras sentindo-se parte da história.

O ser humano sempre adorou contar histórias. O hábito de contar história, melhor dizendo, contar lendas, é milenar tendo origem antes mesmo da escrita a qual eram passadas de geração para geração através da fala onde cada um dava seu toque pessoal.

O conto de fadas, desde os seus primórdios, e sabe-se que “Cinderela” já era contada na China no século IX d.C, teve sempre a preocupação de enfatizar a discriminação social, a luta pelo poder, o “conseguir” num vale tudo, bem como a presença da maldade, dos maus tratos aos frágeis como crianças e menos afortunados, em suas buscas incansáveis e na solidão do abandono e da rejeição.

Mas também atravessou séculos exaltando valores essenciais ao ser humano como o amor, a solidariedade, a justiça, a compreensão e o bem como vencedor.

Esta linguagem simbólica que envolve personagens e enredos acaba agindo no inconsciente das crianças vindo a auxiliar na resolução de conflitos internos tão normais na infância.

O maniqueísmo envolvendo os personagens, tanto para o bem quanto para o mal, facilita a compreensão da criança no que diz respeito aos valores básicos para uma vida equilibrada em sociedade.

A intenção é justamente esta, de levar a criança a se identificar com o herói que é bom. Este sentimento trará uma sensação de segurança e proteção contribuindo para que a criança adquira o equilíbrio quando adulto.

As histórias infantis tiveram sempre por finalidade a união do lúdico com o pedagógico.

Existem muitos recursos que ao serem utilizados em classe nas aulas de literatura, roda de leitura e outros, facilitam a imaginação criadora do aluno resultando diretamente na produção de texto.
Um destes recursos é a teatralização o qual jogar com a voz faz imaginar a presença de diferentes personagens; alterá-la diante dos diversos estados emocionais provoca a sensação de tristeza, de dor ou de alegria. Os gestos caracterizam cada personagem. O fundo musical, o cenário composto, os efeitos sonoros e muitos outros atributos podem ser usados na representação de uma história literária.

Enfim, todos os recursos são válidos para que se desenvolva na criança o hábito da leitura. E se o adulto ainda não o desenvolveu, sempre é tempo.


A poesia nos envolve com seu perfume inebriante

Não se deve inibir que aflore a poesia existente dentro de cada ser humano.

A poesia e fonte de sensibilidade e de fantasia.

A criança desde o seu nascimento tem contato com a poesia através das cantigas de ninar. As cantigas de roda, as parlendas, os trava-línguas são poesias puras. A rima, um dos acessórios da poesia, agrada muito as crianças.

O exercitar a rima faz com que as crianças se mantenham atentas à sonoridade das palavras e o ritmo, ao ser bem marcado, proporciona a interação com a cadência dos versos.

A poesia é fonte inigualável de criatividade a qual a criança se sentirá instigada a aguçar sua sensibilidade na tentativa de criação dos versos que comporão as estrofes.

O objetivo de se trabalhar a poesia com as crianças está longe da intenção de se formar poetas, mas sim de expandir a linguagem poética que poderá incidir sobre os mitos, contos, fábulas, lendas e tantos outros.

As crianças adoram brincar, imaginem a delícia que é brincar com as palavras!

Qualquer um pode brincar de poesia. Uma bela canção é poesia musicada, o final da história “entrou por uma porta e saiu pela outra, quem quiser que conte outra” é poesia,
“E viveram felizes para sempre!” é poesia pura.

Já dizia o poeta que a poesia é a voz da alma. É quando se pode falar das coisas, não como elas são, mas como gostaríamos que fossem. O poeta tem o dom de dar vida às coisas. É por esta razão que a poesia ao ser trabalhada com a criança aproxima-se muito do mundo imaginativo e a linguagem metafórica, que a extasia, também exerce a magia de estreitar os laços com o mundo adulto ao perceber que o homem também é capaz de pensar como menino.

Trabalhar poesias em sala de aula não é tarefa fácil, porém aflorando a sensibilidade, e esta se unindo à imaginação poderá dar excelentes resultados.

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