Datas comemorativas – Dia Internacional da Mulher

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Tema da blogagem coletiva: “Pela valorização da Mulher brasileira”

Quem propôs: Meire e a Lys

Ocorre: Sábado, 8 de março de 2008.

Como participar: O objetivo principal dessa coletiva é resgatar o sentido de luta do dia 8 de março para as mulheres. Nesse dia redija um post que discuta as questões femininas e tambem a necessidade da valorizacao da mulher
como ser humano, em especifico a mulher brasileira. Idéias de abordagem podem ser encontradas em “Pela valorização da mulher brasileira” no Universo Desconexo.
Essa é uma campanha pelas mulheres e não esta ligada a nenhum movimento especifico portanto, é importante entender os problemas da mulher com amor e trazer solucões em formas de acões diretas que a sociedade e o governo deveriam tomar para melhorar a condição feminina dentro de nosso país e nossa sociedade.
Colabore, as mulheres brasileiras precisam de você!!

08 de Março – Dia Internacional da Mulher
Luiz Affonso
Mulher: lutas, conquistas e sensibilidade

Negras, brancas ou amarelas, católicas ou mulçumanas, jovens ou idosas, não importa.
O 08 de Março, Dia Internacional da Mulher, simboliza todo o poder feminino no mundo.

Não se pode negar que as conquistas femininas avançaram muito nos últimos anos. O panorama atual se difere substancialmente do que o de há algumas (e poucas) décadas.

As mulheres que vieram depois de 1945 passaram por um “boom” de transformações. Na verdade, acho que fomos quase que cobaias. A começar pela bomba atômica, pelo pós-guerra. Depois veio a pílula, o movimento feminista, a educação sem limites para os filhos, as drogas, a produção independente, hormônios…

Quase 150 anos separam o data de hoje do dia em que 129 operárias morreram em uma greve nos EUA. A história do Dia Internacional da Mulher tem seu começo. Em 8 de março de 1857, patrões e policiais colocaram fogo na fábrica têxtil onde as mulheres estavam trancadas, após protestarem contra a jornada de trabalho de 16 horas e por melhores salários. Muita coisa mudou desde então, mas ainda há muito por fazer.

As primeiras articulações de um movimento feminista começaram logo após a Revolução Francesa. Os principais objetivos eram o direito ao voto e à educação. No Brasil, até 1879, as mulheres eram proibidas de freqüentar cursos de nível superior e, durante boa parte do século 19, só poderiam ter educação fundamental. Mesmo com a legislação que permitia a instrução feminina, as mulheres tinham o acesso dificultado.

Aos poucos, as conquistas vão acontecendo. A passos de formiga, mas vão. Toda a crise no Oriente Médio, por exemplo, trouxe – embora, de forma trágica – significativas mudanças. A libertação ocorreu em diversos níveis e, dentre eles, o da mulher. Somente o fato de questionar todos os conceitos pré-estabelecidos e, muitas vezes, prejudiciais, já é uma forma de evolução.

Hoje, muitos homens já reconhecem esta força feminina, tanto que, muitos deles, buscam neste equilíbrio da emoção e criatividade (características, muitas vezes, somente da mulher) artifícios para a busca de seus objetivos. “Já cheguei a dar palestras para cerca de 3 mil homens, numa sala onde haviam apenas três mulheres”, revela Mônica Buonfiglio, uma estudiosa de assuntos esotéricos e espiritualistas. Mônica encara esta mudança como uma porta de entrada para o avanço de ambos os sexos.

As mudanças foram absorvidas de tal forma que muitas pessoas acreditam que a mulher já conquistou a ambicionada “igualdade”. Porém, novas e antigas formas de preconceito e violência persistem. Enquanto isso, a mulher, com seu poder descomunal, continua abrindo fronteiras, assumindo espaços e gritando por seus direitos. Com uma parte da guerra vencida, o feminino encara cada ano como uma nova batalha.

Algum benefício na guerra
Terrores à parte, a a guerra serviu como um grande empurrão para a emancipação feminina. Por causa da falta de homens, que eram obrigados a ir para o front, mais mulheres entraram para o mercado de trabalho.

Desde a Revolução Industrial, mulheres vinham ocupando postos em fábricas, além de exercer as profissões tipicamente femininas, como enfermagem e serviços domésticos. Os salários, entretanto, tinham diferenças brutais. As distorções permanecem, mas menos severas.

O batalhado direito ao voto
O direito a escolher os próprios governantes mobilizou mulheres de todo o mundo durante boa parte da primeira metade do século 20. No Brasil, essa conquista aconteceu em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas.


A Nova Zelândia foi o primeiro país a permitir o voto feminino, em 1893. Na França, apesar de “igualdade” estar entre os lemas da Revolução Francesa, a mulher só conseguiu votar a partir de 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial.

A liberação sexual
Nos anos 50, o feminismo ganhou um novo aspecto: a contrução da identidade feminina e a liberação sexual. Em 1949, a escritora Simone de Beauvoir publicou O Segundo Sexo, que demolia o mito da “natureza feminina” e negava a existência de um “destino biológico feminino”. Para a companheira de Jean-Paul Sartre, “a feminilidade não é uma essência nem uma natureza: é uma situação criada pelas civilazações a partir de certos dados fisiológicos”.

O livro causou impacto imediato e provocou críticas não só dos conservadores – devido principalmente aos capítulos dedicados à sexualidade feminina -, mas também da esquerda. Simone de Beauvoir foi acusada de desviar o foco da questão principal, a luta de classes.

Um novo impulso chegou nos anos 60, com a criação da pílula anticoncepcional. A revolução sexual acompanhava outros acontecimentos da época, como a guerra do Vietnã e a ascensão do movimento estudantil. Com a chegada da pílula, um dos pretextos para a repressão sexual feminina, a gravidez indesejada, não tinha mais porque existir. Depois de cerca de 40 anos de existência, a pílula é usada por cem milhões de mulheres em todo o mundo.

Outro sinal dos tempos viria em 1964, quando a inglesa Mary Quant escandalizou com uma saia dois palmos acima do joelho. O pedaço de pano de trinta centímetros rapidamente conquistou mulheres de todo o mundo e deu o impulso a novas musas, como a modelo Twiggy, que apesar de polêmicas eram mais simpáticas que as feministas clássicas, como Betty Friedman e Simone de Beauvoir. Em 1971, preenchendo a longa lista de tabus quebrados, a brasileira Leila Diniz apareceu de biquíni em uma praia carioca, exibindo uma grande barriga de gravidez.

Uma nova ordem familiar
Com o novo papel da mulher da sociedade, mudou também a estrutura familiar. As publicações e programas de televisão dirigidos ao público feminino se multiplicaram durante os anos 80, e a educação sexual começou a entrar nos currículos escolares.

Sem dependerem financeiramente do marido, as mulheres passaram a adiar o casamento. As taxas de fecundidade caíram, ligadas à presença cada vez maior no mercado de trabalho.

A Revolução feminina
Fatima Nazareth

A evolução e a conquista dos direitos da mulher nos dias de hoje, contrasta com o pensamento machista de séculos atrás, conforme frases de intelectuais, filósofos, apóstolos e teólogos da época

Uma das provas do avanço e da conquista dos direitos da mulher é conhecermos a história da sociedade machista que sempre oprimiu as mulheres, relegando-as à submissão e escravidão.

Atualmente, graças a luta incessante das mulheres e dos direitos alcançados nos dias de hoje, nos causa repugnação e indignação em saber como sofriam nossas ancestrais.

“Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se casar de seu marido, se este morrer, de seus filhos e se não os tiver, de seu soberano. Uma mulher nunca deve governar a si própria.” Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia)

“A mulher que se negar ao dever conjugal deverá ser atirada ao rio.”
Constituição Nacional Suméria (civilização mesopotâmica, século XX A.C.)

“Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir suas obrigações do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão pode, inclusive, ser exercida na casa de um credor de seu marido e, durante o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair novo matrimônio” Código de Hamurabi (Constituição Nacional da Babilônia, outorgada pelo rei Hamurábi, que a concebeu sob inspiração divina, século
XVII A.C.)

“A mulher deve adorar o homem como a um deus. Toda manhã, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados, perguntar-lhe: Senhor, que desejais que eu faça?” Zaratustra (filósofo
persa, século VII A.C.)

“As mulheres, os escravos e os estrangeiros não são cidadãos.” Péricles (político democrata ateniense, século V A.C., um dos mais brilhantes cidadãos da civilização grega)

“A mulher é o que há de mais corrupto e corruptível no mundo.” Confúcio (filósofo chinês, século V A.C.)

“A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior.”
Aristóteles (filósofo, guia intelectual e preceptor grego de Alexandre, o Grande, século IV A.C.)

“Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar. Se querem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos.” São Paulo (apóstolo cristão, ano 67 D.C.)

“Os homens são superiores às mulheres porque Alá outorgou-lhes a primazia sobre elas. Portanto, dai aos varões o dobro do que dai às mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem castigá-las:
deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas. Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher.” Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos, escrito por Maomé no século VI, sob inspiração divina)

“Para a boa ordem da família humana, uns terão que ser governados por outros mais sábios que aqueles; daí a mulher, mais fraca quanto ao vigor da alma e força corporal, estar sujeita por natureza ao homem, em quem a
razão predomina.” São Tomás de Aquino (italiano, um dos maiores teólogos católicos da humanidade, século XIII)

“Inimiga da paz, fonte de inquietação, causa de brigas que destroem toda a tranqüilidade, a mulher é o próprio diabo.” Petrarca (poeta italiano do Renascimento, século XIV)

“O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia.” Lutero (teólogo alemão, reformador protestante, século XVI)

“As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar negócios.” Henrique VII (rei da Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, século XVI)

“Enquanto houver homens sensatos sobre a terra, as mulheres letradas morrerão solteiras.” Jean-Jacques Rousseau (escritos francês, precursor do Romantismo, um dos mentores da Revolução Francesa, século XVIII)

“Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheio nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica automaticamente anulado.” Constituição Nacional Inglesa (lei do século XVIII)

“A mulher pode ser educada, mas sua mente não é adequada às ciências mais elevadas, à filosofia e algumas das artes.” Friederich Hegel (filósofo e historiador alemão do século XIX)”

“Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe o direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada de sua face. E é bem merecido, por dirigir-se ao homem com maldade de linguajar ousado.” Le Ménagier de Paris (Tratado de conduta moral e costumes da França, século XIV )

Anistia Internacional

A Anistia Internacional informou, no inicio de 2004, que a violência contra a mulher é “o desafio mais persistente à defesa dos direitos humanos de nossa era” e denunciou que o flagelo de estupros e da circuncisão feminina ainda afeta milhões de mulheres em todo o mundo.

Um dia depois da data escolhida pela ONU para marcar a Eliminação da Violência Contra a Mulher, a organização de defesa dos direitos humanos, com sede em londres, afirmou que a barbárie contra mulheres não tem fronteiras culturais, religiosas, políticas, sociais ou econômicas.

De acordo com a organização, 120 milhões de mulheres no mundo são submetidas todos os anos à dolorosa prática da circuncisão feminina – que consiste na retirada do clitóris, muitas vezes sem material cirúrgico próprio, anestesia ou condições apropriadas de higiente – a maioria delas em tribos na África, em nome de religião ou cultura.

Na África do Sul, adolescentes pertencem ao grupo de maior risco de estupro. Cinqüenta por cento de todos os assassinatos em Bangladesh são de mulheres – mortas por seus parceiros.

Em Ciudad Juárez, mais de 370 mulheres jovens e pobres – a mais nova delas com 11 anos – foram seqüestradas, torturadas brutalmente, estupradas e assassinadas, na região da fronteira com os EUA. A Anistia afirma que as autoridades não tomaram as medidas necessárias para investigar e lidar com o problema.

Apenas nos EUA, 700 mil mulheres são estupradas todos os anos. Na Grã-Bretanha, as autoridades recebem um pedido de ajuda de mulheres a cada minuto, devido à violência doméstica.

O grupo diz ainda que as mulheres não estão a salvo em tempos de guerra ou de paz. No Paquistão, centenas de mulheres são mortas por seus pais ou irmãos em nome da honra. Noivas são queimadas vivas na Índia por não conseguirem um dote considerado bom o suficiente.

Nós temos a força
Flávia Martinelli
Bolsa na mão e o mundo aos nossos pés. Soa lindo, não soa? E é verdade. Pesquisas confirmam, especialistas validam: cada vez que você compra algum produto, seja ele qual for, move uma engrenagem gigantesca. Tudo começa a partir de uma informação preciosa para os fabricantes: é a mulher quem compra ou decide o que será consumido em 80% dos casos. Das cuecas do marido ao carro da família, a palavra final é, praticamente, sempre nossa. Agora, o mais bacana disso tudo é ter consciência do que esse poder significa no cenário econômico. Até mesmo a comprinha mais simples e cotidiana passa a ganhar importância. E muito significado.


Indústrias e serviços querem e precisam agradar
às mulheres para lucrar

O banco do carro não rasga mais as suas meias nem os botões do painel quebram as suas unhas ou arruínam a manicure. Ou seja, a indústria, cada vez mais, presta atenção às exigências femininas. Produtos tradicionalmente masculinos estão se adaptando às nossas necessidades. Você já não precisa usar o aparelho de barbear para se depilar. Desenharam um só para você. “Sabemos que as mulheres compram furadeiras elétricas. Antes, nosso produto era totalmente voltado para os homens. Mas detectamos a mudança do perfil de consumo e desde os anos 90 estamos atentos”, afirma Luis Bressane, chefe de marketing do setor da indústria Bosch na América Latina. “Hoje, as furadeiras Skill têm punho ergonômico, que dá segurança na pegada da máquina.” Os executivos perceberam que nós já não esperamos mais maridão, irmão ou papai para furar parede.

Muitas mudanças nascem de reclamações ou sugestões femininas. A empresa que hoje não tiver um serviço de atendimento ao consumidor (SAC) corre um tremendo risco. Até meados da década de 80, as que dispunham de áreas específicas voltadas ao cliente não passavam de 20. Em 1995, já eram 2 mil serviços de atendimento e, no último levantamento, do ano 2000, mais de 5 mil novos SACs foram criados. Vale a pena ouvir quem compra. Quando uma indústria escuta e aproveita o que você fala, ganha clientes mais satisfeitas. E lucra muito mais.

Uma das gurus do marketing norte-americano e fundadora de uma consultoria que identifica novas oportunidades de negócios para empresas, Faith Popcorn, aconselha: “As mulheres querem uma marca que diga: “Fale o que você quer e vamos fazer disso nossa estratégia””.

A publicidade já reflete faz tempo a tendência identificada por Faith. Você se lembra da “mulher-propaganda de margarina”? Aquela dona de casa perfeita e sorridente que servia o café-da-manhã para a família e parecia existir em função do marido? Repare, ela se aposentou de vez dos comerciais e da vida. De rainhas do lar, as mulheres hoje são chefes de família. Aliás, segundo o último censo, de 2000, de cada quatro lares, um é chefiado por mulher. Hoje, o sabão em pó só não pendura a roupa para secar. Pudera, ele é usado por quem passa oito horas por dia no trabalho – caso de 44% das brasileiras.


Pesquisas mostram que o empenho das indústrias e serviços em responder às nossas necessidades – e assim vender aos montes – é, mais do que estratégia de marketing, questão de sobrevivência. Afinal, veja o alcance dos superpoderes femininos:
Escolhemos TODOS os produtos de higiene e limpeza usados pela família.
Decidimos em 95% dos casos as marcas dos alimentos consumidos em casa.
Dirigimos 45% dos carros em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas decidimos a compra de 80% dos automóveis; opinamos em tudo: do modelo à cor, especialmente a cor.
Respondemos por 60% do comércio pela internet.
Corretores de imóveis espertos sabem: o marido até pode assinar o cheque, mas é sempre a mulher quem escolhe onde a família vai morar.
Longe do universo doméstico também somos foco. As instituições financeiras assumiram sua porção mulher e sete entre dez campanhas são direcionadas a nós.
30% de todos os cartões de crédito são sacados de uma carteira feminina. Na faixa etária que vai dos 18 aos 30 anos, o índice sobe para 45%.
Impressiona constatar tudo isso, não é? E tem mais.

Se uma mulher sozinha é poderosa, imagine quando elas se unem…

Em 1983, um grupo de bancárias, profissionais liberais, diaristas, líderes comunitárias, coordenado pela professora mineira Lúcia Pacífico, se reuniu para conversar. Todas administradoras do orçamento de suas casas. Viviam na pele a crise que assolava o país. A inflação corria à solta e o salário sumia antes do fim do mês. Juntas, essas mulheres fizeram um levantamento de suas aflições. Falaram sobre a sensação de impotência diante dos abusos nos preços, debateram idéias, buscaram soluções. E assim foi criado o Movimento das Donas de Casa de Belo Horizonte.

Apesar de muitas terem carreira e trabalhar fora, o nome da entidade é muito adequado. “Quase toda mulher é dona de casa, mesmo que relute em assumir o fato – o que é uma bobagem. Quem escolhe o vai para a geladeira é dona de casa, independe da profissão que exerce”, diz Lúcia, a fundadora do movimento. Logo nas primeiras semanas, a organização agiu. “Fizemos um boicote à carne. O preço era abusivo. Foi uma linda vitória, substituímos a carne por outros produtos, deixamos de comprar e assim obrigamos os fornecedores da cidade a abaixar o preço”, lembra Lúcia.

Naquele mesmo 1983, a engenheira agrônoma Marilena Lazzarini assumia a diretoria da Fundação Procon de São Paulo. O país estava em processo de abertura democrática e ela era a primeira mulher a dirigir a entidade paulista. Em três anos no cargo, Marilena modernizou o órgão público, que passou a coletar denúncias de consumidores e alertar os empresários sobre a necessidade de mudar o relacionamento com consumidores. Em 1987, Marilena fundou, com um pequeno grupo de voluntários, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), uma associação independente de consumidores. A missão da entidade é representar associados em disputas sobre questões de alimentos, planos de saúde, medicamentos e serviços públicos. Quando ganham causas, abrem precedente e servem de exemplo.

Marilena, do Idec, e Lúcia, do Movimento das Donas de Casa, sempre lutaram pela criação do Código de Defesa do Consumidor. Em 1991, ambas foram consultoras e participaram na elaboração de nossas leis de defesa do consumidor, consideradas as melhores do mundo. Nesses dez anos, muito mudou.

Informar data de validade e composição de produtos de alimentos, por exemplo, ficou obrigatório. E mais, prometeu tem que cumprir. O produto tem que fazer o que está anunciado, sempre em letras bem legíveis, na embalagem. Se houver reclamação do consumidor, é o fornecedor que tem que se explicar. A população também descobriu a utilidade de cobrar e ficou menos passiva. Na outra ponta, empresas, fornecedores e prestadores de serviços foram obrigados a obedecer às regras.


As organizações de consumidores se fortaleceram e multiplicaram. Hoje, o Movimento das Donas de Casa tem representantes em 14 Estados. De tanto os homens reivindicarem participação, desde 1994 a entidade acrescentou ao nome um lugar para o sexo forte. Virou Confederação Nacional das Donas de Casa e Consumidores. “Os rapazes estão muito ligados”, observa Lúcia. O grupo de 5 mil associados já conseguiu, a custa de boicote, a adoção de normas no uso de hormônios para engorda do gado. Eles são especialistas em botar a boca no trombone e conscientizar a população em passeatas contra os aumentos de tarifas públicas e abuso na cobrança das taxas de juro. A confederação organiza listas comparativas de preços e sempre leva denúncias à imprensa. Atualmente, Lúcia Pacífico é vereadora em Belo Horizonte, única cidade que obriga os supermercados a ter gôndolas exclusivas para alimentos transgênicos. “Somos formiguinhas com força de elefante.”

“A mulher tem mais facilidade para reclamar que o homem, tem mais argumento, conhece, compara, é mais solta”, diz Marilena, do Idec, que acaba de completar 15 anos de vitórias. Entre elas, a restituição de cerca de 8 milhões de reais referentes às perdas da poupança no Plano Verão, de 1989, e ações na Justiça em nome de dez mulheres carentes que tomaram as “pílulas de farinha”, aqueles anticoncepcionais de mentirinha. Como conseqüência dos testes e avaliações de produtos feitos pelo Idec, muitas normas de fabricação são aperfeiçoadas e produtos ganham qualidade. Aconteceu com camisinhas, berços, playgrounds, chupetas, fogões, materiais elétricos e dezenas de alimentos industrializados. Toda vez que o Idec testa ou contesta, todo mundo ganha.

O jogo da bolsa

Em resumo, quando tiramos da nossa bolsa o nosso suado dinheirinho para fazer uma compra, mesmo a mais simples e cotidiana, tomamos uma decisão que transborda da sacola de compras. Não importa o quanto você gaste, é enorme a engrenagem que você, e todos os consumidores, põem em ação. E é a sua inteligência que sofistica o movimento dessa máquina gigante e pode mudar as regras da corrida pelo lucro.

Já existe uma tendência identificada em todo o mundo: a solidez de uma empresa estáassociada à sua postura ética. Em um futuro bem próximo, veremos um novo valor pesando na balança da decisão. Além de o produto atender às necessidades do consumidor, deve ser de “boa família” para ser escolhido. A responsabilidade social do fabricante é o tal valor que desempatará a decisão entre dois produtos de qualidade igual.
Um belo dia, não tão distante, em troca da nossa preferência, estaremos exigindo – além de produto honesto e adequado às nossas necessidades – a preocupação do fabricante em preservar o meio ambiente, sua participação em campanhas humanitárias e outros investimentos no bem-estar comum.

Ora, se temos o poder de decisão de tudo, tudo, o que se compra, nós, mulheres, temos a opção de protagonizar nada mais, nada menos do que uma nova revolução. Uma revolução através do consumo. Se a regra do jogo é criar desejos, está aí um bem a ser desejado.

A origem do mito da greve de 1857
Vito Giannotti


O que estamos acostumados a ler nos boletins de convocação do Dia da Mulher é a história de uma greve, que aconteceu em Nova Iorque, em 1857, na qual 129 operárias morreram depois de os patrões terem incendiado a fábrica ocupada.

A primeira menção a essa greve, sem nenhum dos detalhes que serão acrescentados posteriormente, aparece no jornal do Partido Comunista Francês, na véspera do 8 de Março de 1955. Mas onde se dá a fixação da data do 8 de março, devido a esta greve, é numa publicação, que apareceu em Berlim, na então República Democrática Alemã, da Federação Internacional Democrática das Mulheres. O boletim é de 1966.

O artigo fala rapidamente, em três linhas, do incêndio que teria ocorrido em 8 de março de 1857 e depois diz que em 1910, durante a 2ª Conferência da Mulher Socialista, a dirigente do Partido Socialdemocrata Alemão, Clara Zetkin, em lembrança à data da greve das tecelãs americanas, 53 anos antes, teria proposto o 8 de Março como data do Dia Internacional da Mulher.

A confusão feita pelo jornal L ´Humanité não fala das 129 mulheres queimadas. Aonde se começa a falar desta mulheres queimadas é na publicação da Federação das Mulheres Alemã, alguns anos depois. Esta historinha fictícia teve origem, provavelmente, em duas outras greves ocorridas na mesma cidade de Nova Iorque, mas em outra época. A primeira foi uma longa greve real, de costureiras, que durou de 22 de novembro de 1909 a 15 de fevereiro de 1910.

A segunda foi uma outra greve, uma das tantas lutas da classe operária, no começo do século XX, nos EUA. Esta aconteceu na mesma cidade em 1911. Nessa greve, em 29 de março, foi registrada a morte, durante um incêndio, causado pela falta de segurança nas péssimas instalações de uma fábrica têxtil, de 146 pessoas, na maioria mulheres imigrantes judias e italianas.

Esse incêndio foi, evidentemente, descrito pelos jornais socialistas, numerosos nos EUA naqueles anos, como um crime cometido pelos patrões, pelo capitalismo.

Essa fábrica pegando fogo, com dezenas de operárias se jogando do oitavo andar, em chamas, nos dá a pista do nascimento do mito daquela greve de 1857, na qual teriam morrido 129 operárias num incêndio provocado propositadamente pelos patrões.

E como se chegou a criar toda a história de 1857? Por que aquele ano? Por que nos EUA? A explicação, provavelmente, é a combinação de casualidades, sem plano diabólico pré-estabelecido. Assim como nascem todos os mitos.

A canadense Renée Côté pesquisou, durante dez anos, em todos os arquivos da Europa, EUA e Canadá e não encontrou nenhuma traça da greve de 1857. Nem nos jornais da grande imprensa da época, nem em qualquer outra fonte de memórias das lutas operárias.

Ela afirma e reafirma que essa greve nunca existiu. É um mito criado por causa da confusão com as greves de 1910; de 1911, nos EUA; e 1917, na Rússia.

Essa confusão se deu por motivos históricos políticos, ideológicos e psicológicos que ficarão claros no fim do artigo.

Pouco a pouco, o mito dessa greve das 129 operárias queimadas vivas se firmou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político.


Já em 1970, o mito das mulheres queimadas vivas estava firmado. Rapidamente foi feita a síntese de uma greve que nunca existiu, a de 1857, com as outras duas, de costureiras, que ocorreram em 1910 e 1911, em Nova Iorque.

Nesse ano de 1970, com centenas de milhares de mulheres americanas participando de enormes manifestações contra a guerra do Vietnã e com um forte movimento feminista, em Baltimore, EUA, é publicado o boletim Mulheres-Jornal da Libertação. Neste já se reafirmava e se consolidava a versão do mito de 1857.

Mas, na França, essa confusão não foi aceita tranqüilamente por todas e todos. O jornal nº 0, de 8 de março de 1977, História d´Elas, publicado em Paris, alerta para esta mistura de datas e diz que, em longas pesquisas, nada se encontrou sobre a famosa greve de Nova Iorque, em 1857. Mas o alerta não teve eco.

Dolores Farias, no seu artigo no Brasil de Fato, nº 2, nos lembra que, em 1975, a ONU declarou a década de 75 a 85 como a década da mulher e reconheceu o 8 de março como o seu dia. Logo após, em 1977, a Unesco reconhece oficialmente este dia como o Dia da Mulher, em homenagem às 129 operárias queimadas vivas.

No ano de 1978, o prefeito de Nova Iorque, na resolução nº 14, de 24/1, reafirma o 8 de março como Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado oficialmente na cidade de Nova Iorque.

Na resolução, cita expressamente a greve das operárias de 1857, por aumento de salário e por 12 horas de trabalho diário, e mistura esta greve fictícia com uma greve real que começou em 20 de novembro de 1909. O mito estava fixado, firmado e consolidado. Agora era só repeti-lo.

Prefeitura de Campos abre concurso com 573 vagas na área de Educação

Período de Inscrições :
* Internet – Das 00:00 h do dia 29/02/2008 até às 23:59 hs do dia 18/03/2008.

* Posto de Inscrição – De 03/03/2008 até 18/03/2008, de 2ª a 6ª feira, das 09:00 às 17:00 hs.

Local:
Liceu de Humanidades de Campos – Praça Barão do Rio Branco, nº 15 – Centro
Campos dos Goytacazes / RJ

Data e Horário de Realização da Prova Objetiva :
* Dia 20 de Abril de 2008 – Manhã: das 9:00 h às 13:00 h(horário de Brasília)

Cargos: Professor II(Educação Infantil – Creche), Professor I(Professor de Arte, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Matemática) e Pedagogo.

* Dia 20 de Abril de 2008 – Tarde: das 15:00 h às 19:00 h(horário de Brasília)

Cargos: Auxiliar de Secretaria e Professor II(Educação Infantil-Escola e Ensino Fundamental 1º segmento).

Os salários variam de R$ 896,02 a R$ 1.368,69

As inscrições podem ser feitas no FUNRIO
As taxas são de R$ 45,00 (Professor II) e R$ 60,00 (demais funções)

SP reabre inscrição para 12 mil vagas de professores coordenadores

Inscrição deve ser feita até o dia 5; prova será aplicada em 9 de março.
Mudança atende a pedido de professores e dos sindicatos da categoria.

Do G1, em São Paulo

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo reabriu nesta quinta-feira (28) as inscrições para 12 mil vagas destinadas a professores-coordenadores. Os cerca de 250 mil professores da rede estadual podem se inscrever até a próxima quarta-feira, 5 de março. A prova, que aconteceria neste domingo (2), será em 9 de março.

Nesta nova etapa de inscrições os professores poderão apresentar os requisitos (veja lista abaixo) para a função após a prova, no momento da posse. As inscrições precisam ser feitas via internet, no site www.saopaulofazescola.sp.gov.br.

Os professores-coordenadores, que atuarão já neste ano em todas escolas estaduais, trabalharão como gestores das mudanças implementadas pela pasta em toda a rede de escolas. Eles serão responsáveis, por exemplo, por planejar como as escolas cumprirão as metas de desempenho e como elevar o nível de aprendizado dos alunos.

A mudança de data da prova atende a pedido de professores e dos sindicatos da categoria, que solicitaram a mudança de data da prova e mais tempo para as inscrições.

A secretaria dividiu a seleção em duas partes. Neste momento haverá inscrições para atuação no ciclo 2 do ensino fundamental e no ensino médio. A segunda fase, no meio do ano, será para professor coordenador de ciclo 1 do fundamental, totalizando as 12 mil vagas. Todos os professores, concursados ou temporários, podem se inscrever.

O salário inicial de professor-coordenador de ciclo 1 é de R$ 1.773,71. Para ciclo 2 e ensino médio é de R$ 1.975,55. Um professor na rede estadual ganha hoje, de início, para 24 horas semanais, R$ 1.036,00.

A prova terá 20 questões de múltipla escolha sobre propostas curriculares e metodologias das áreas. Cada questão valerá 5 décimos, e a classificação acontecerá a partir de 5 pontos, em uma escala de 0 a 10. Após a prova, os candidatos apresentarão projeto de trabalho e passarão por entrevista.

Atualmente a secretaria conta com 6.000 professores coordenadores – um por escola. Eles poderão participar da seleção de 12 mil. A secretaria levará em conta na avaliação a experiência já adquirida.

A seleção é necessária porque em 2007 foi criada nova função de professor-coordenador, com carga horária diferente (40 horas semanais) e bonificação específica (15%, mais incorporações). Cada professor coordenador agora será responsável por um ciclo (1ª a 4ª séries do ensino fundamental, 5ª a 8ª e ensino médio) e por no máximo 30 classes. A seleção dará prioridade para professores que já atuam na escola pretendida, passando para vizinhas se não houver interesse.

A bibliografia que servirá de base para a elaboração das questões está disponível no site São Paulo Faz Escola (www.saopaulofazescola.sp.gov.br)

Requisitos para a vaga

Ser portador de diploma de licenciatura plena.
Contar, no mínimo, com 3 anos de experiência como docente da rede estadual de ensino.
Ser docente efetivo classificado na unidade escolar em que pretende ser professor coordenador ou ser docente com vínculo garantido em lei, com, no mínimo 10 aulas atribuídas na unidade escolar em que pretende ser professor coordenador.

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