Dia Internacional da Síndrome de Down – 21 de março

Eles foram à luta

Comportamento – Cidadãos com síndrome de Down provam que são capazes de trabalhar e de ter uma vida normal e hoje podem viver mais, chegando até 70 anos

Samir Machado

Rio Verde, a exemplo de diversas cidades do País, conta hoje com vários exemplos de portadores da síndrome de Down (ou outras deficiências mentais) que foram à luta contra as adversidades. Romperam preconceitos e dificuldades e, enfim, venceram. Essas pessoas conquistaram sua inclusão na sociedade, mostrando que são capazes de levar uma vida independente, trabalhar, morar sozinhos e ter relacionamentos. O assunto vem ganhando destaque nos principais veículos de comunicação.

Afinal, quem não se lembra do documentário Do Luto à Luta e de Páginas da Vida, última novela da Rede Globo, com a personagem Clarinha, interpretada pela atriz Joana Morcazel, que convive bem com a doença? Uma das grandes discussões que o mundo vive hoje é com relação à integração social dos portadores de ‘Down’. Contudo, o preço dessa integração inclui não só a independência na hora de ir e vir de jovens e adultos com a síndrome, além daqueles que possuem outras deficiências mentais, como também o desejo de exercer suas sexualidades, o que deixa muitos pais temerosos com esta novidade.

Em Rio Verde, por exemplo, as escolas, centros e associações de apoio aos portadores de necessidades especiais têm voltado todo o ensino no sentido de dar uma vida mais independente aos seus alunos de modo a inseri-los no contexto social. É o caso do Centro Dunga de Ensino Especial que oferece oficinas pré-profissionalizantes para alunos acima de 14 anos. Antes disso, porém, eles aprendem a cuidar de sua higiene pessoal.

E o que esses alunos especiais fazem na instituição? Após assimilarem os cuidados essenciais para o seu bem-estar, passam pela Oficina Verde, onde descobrem o cultivo e o manejo de plantas; a Oficina de Cozinha Experimental, cujos instrutores ensinam desde acender o fogão, a lavar, enxugar, guardar e organizar as vasilhas, indo até práticas culinárias mais complexas como o preparo de sanduíches, café, bolos, roscas, arroz e feijão. Existe ainda a Oficina de Reciclagem de Papel. Ali, os alunos aprendem a realizar todas as etapas do processo para a reciclagem do papel.

Segundo a gestora do Centro Dunga, Cirlene Mendonça Dias, nas oficinas os alunos recebem uma remuneração, de acordo com a produtividade, para que finalmente eles possam aprender a empregar o dinheiro, dar valor aos bens adquiridos e ter noções de custos, gastos, investimentos e economia.


Independência

O efeito de todo esse esforço percebe-se na vida de cada um dos rapazes e moças que já mostram que são capazes de tomar conta de suas vidas. Um exemplo disso é Riverson Moraes Ferreira, de 31 anos, com deficiência mental. Ele hoje trabalha como auxiliar guia de uma ecoterapia em Rio Verde. “Aqui eu cuido do manejo dos cavalos, da alimentação e do transporte”, explica. Apesar de ainda morar com os pais, Riverson é capaz de realizar todas as suas atividades diárias sem interferência.

Outro exemplo é Fábio Ferreira Melo, 28 anos. O jovem trabalha diariamente como auxiliar de motorista de transporte escolar. É responsável pela disciplina dentro do ônibus e pelo embarque e desembarque das crianças. Existe também o caso de Fábio Paraguai Faria, 17 anos. “Sou jardineiro. Faço toda a manutenção de jardins. Aqui eu recebo salário. Com o dinheiro, ajudo em casa além de comprar roupas, sapatos e outras coisas de meu uso”, esclarece.


Preconceito

A divulgação na imprensa desse tipo de deficiência e as formas de administrá-la colabora para dimunuir o preconceito. “Uma coisa é você perceber e entender a necessidade especial que a pessoa tem, mas a rejeição, o fato de não aceitar ou não querer, ai já configura o preconceito”, esclarece a gestora Cirlene. Para ela, o preconceito com os portadores de ‘Down’, infelizmente, acontece muito mais dentro de casa, por parte dos pais, do que nas ruas. “A discriminação acontecia muito em função da falta de informação. Mas já tivemos grandes avanços nesse setor”, justifica.


Expectativa de vida cresce

A síndrome de Down é a alteração genética mais comum, sendo registrado um caso a cada 700 nascimentos no Brasil. Cerca de 80% das crianças ‘down’ nascem de mulheres com menos de 35 anos de idade devido à maternidade ser mais comum nessa faixa etária. No entanto, a incidência da síndrome entre mulheres mais velhas é maior. De cada 400 bebês nascidos de mães com mais de 35 anos, um tem a alteração genética. Nas décadas de 50 e 60, pessoas com a síndrome viviam somente 15 anos. Em 1989 a expectativa de vida subiu para 50 anos e hoje é comum chegarem aos 60 e 70 anos.


Data comemorativa

Pouca gente sabe, mas o dia 21 de março (próxima quarta-feira) foi escolhido pela associação Down Syndrome International para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down, em alusão aos três cromossomos no par de número 21 que as pessoas com a doença possuem. Entidades que reúnem portadores e suas famílias deverão programar uma série de eventos, discutindo o tema e desmistificando velhos tabus.


A doença e seus mitos

Verdades e superstições se misturam no caso dessa síndrome. Saiba separá-las:
– Problemas com a gravidez ou emoções fortes não causam a doença no bebê;
– A idade da mãe pode aumentar a probabilidade da ocorrência da síndrome, especialmente após os 35 anos;
– É uma deficiência genética, porém, geralmente não herdada. Não existe uma predisposição dos pais de terem mais filhos com a doença;
– Não existem graus para a síndrome. O que há são variações de problemas de saúde e capacidade de aprendizado, podendo ocorrer em todo ser humano;
– O homem com Down é estéril, a mulher tem 50% de chances de ser fértil. O filho pode nascer com alteração genética.


O indivíduo com Síndrome de Down e a inclusão familiar
Por Fernanda Travassos-Rodriguez

Fala-se muito a respeito da inclusão escolar e social do indivíduo com Síndrome de Down, contudo se esquece de que quem apresenta e inclui a criança desde o nascimento na sociedade é a própria família. Alguns pais de bebês, vítimas de um (pré) conceito internalizado, muitas vezes, enraizado e tácito, retraem-se do contato social aparentemente por temor ao preconceito alheio. No entanto, não se dão conta de que através dos olhos de outros possam ver o reflexo de seus próprios afetos temidos e guardados, que freqüentemente despertam-lhes sentimentos de vergonha e culpa.

Cada um de nós constrói ao longo da vida suas crenças, valores, conceitos e mesmo preconceitos. Este processo é uma construção em via de mão dupla com o meio em que vivemos. Escrevemos a nossa história dentro de uma época, de uma família e de uma sociedade. Sem este contexto, não poderíamos atribuir valor a nada nas nossas vidas. São os nossos paradigmas. Entretanto, pensando em práticas sociais, podemos dizer que o mundo de alguma maneira nos forma, mas também podemos dizer que formamos o mundo, pois são as nossas idéias, produto da nossa história com o nosso meio, que “realimentam” os paradigmas da nossa cultura. Sendo assim, o preconceito social não existe como uma “entidade própria”, ele é constantemente reproduzido pela maioria de nós no cotidiano.


Muitos pais de crianças com Síndrome de Down, passaram grande parte da vida sem terem contato com nenhuma criança, adolescente ou adulto nestas condições. Formaram (pré) conceitos sobre a síndrome e seus portadores, assim como todos nós formamos (pré) conceitos sobre uma infinidade de temas que genuinamente desconhecemos. No momento que alguém se torna pai, mãe ou mesmo irmão de um bebê com Síndrome de Down seus preconceitos não desaparecem de imediato e isto pode causar muita dor e como já citamos há uma mistura de culpa e vergonha dos próprios sentimentos e da condição filho ou irmão.

Como a palavra preconceito na sua etimologia assinala, trata-se de uma idéia construída a priori, de forma precoce e que não inclui uma vivência ou conhecimento acerca do objeto alvo de julgamento. Concluímos, portanto, que a única maneira de transformar o preconceito pessoal e/ou social, visto que eles estão intimamente relacionados, é através da informação e da proximidade com o tema. Vemos que muitas pessoas são capazes de transformar os seus preconceitos acerca dos portadores de diversos tipos de deficiência ao longo de um intenso aprendizado de vida com os próprios filhos, mas, às vezes, por uma série de fatores, outros pais não têm esta possibilidade e mantém o preconceito “engavetado”, mascarado sob uma série de atitudes que acabam por reforçar a exclusão social do próprio filho. São pessoas sofridas e que não conseguiram transformar as suas crenças. Precisam de ajuda, mas, muitas vezes nem sabem.


A presença do indivíduo com Síndrome de Down na escola regular, na mídia e na sociedade de forma mais ampla denota uma mudança produzida pela nossa subcultura, já que acreditamos que tais elaborações são recíprocas. Não se trata de um movimento independente do nosso contexto, senão não seria significativo. Assistimos hoje um momento que pode se tornar histórico, um ponto de bifurcação que pode gerar uma mudança do conceito que se tinha sobre a pessoa com Síndrome de Down dentro do imaginário social. Isto não muda a sociedade em si, isto muda as idéias das pessoas que contróem socialmente valores, normas, padrões, conceitos e preconceitos.

Contudo, podemos dizer que a inclusão começa em casa, seja em relação aos pais que têm filhos com Síndrome de Down, seja com pais que têm filhos sem nenum tipo de síndrome e que permitem que seus filhos conheçam, se aproximem e convivam com as diferenças. Todos nós estamos incluídos nesta história e enquanto as pessoas não se derem conta disso, apenas os que sofrem o preconceito na própria carne serão capazes de pensar em alternativas para a transformação social. No caso da criança com Síndrome de Down, como já vimos, existe uma grande necessidade que ela seja genuinamente inserida na sua família para que possamos pensar em qualquer tipo de inclusão, pois uma inclusão que não é baseada em crenças verdadeiras dos próprios pais não funciona, não vinga e não transforma aqueles que cercam a criança. Dizemos isto porque a luta pela inclusão na nossa sociedade consiste em um batalha muito dura. Há uma guerra travada com aqueles que não aceitam nem as próprias diferenças e vivem em busca de modelos ideais. Portanto, a família que não trabalha muito bem todas estas questões dentro de si, provavelmente terá pouca energia para ir mais longe nesta luta e, então, fica muito difícil pensar em inclusão escolar e social.


Os pais, muitas vezes, têm um preconceito que é anterior (como a própria palavra já diz) ao nascimento do filho e com freqüência não se dão conta disto até que alguém os aponte. Com este preconceito internalizado e muitas vezes culpados por estes sentimentos camuflam esta questão. Tal problemática fica evidenciada quando tentam incluir seu filho na vida escolar e social. Nestes casos, vemos a necessidade de um trabalho cuidadoso e minucioso junto aos familiares que não se trata de orientação, nem prescrição, pois assim não damos espaço para acolher o lado preconceituoso dos próprios pais e dar-lhes a possibilidade de transformação, trata-se mesmo de um trabalho psicoterápico realizado por profissional especializado no assunto.

Na pesquisa de campo para a tese de doutorado: Síndrome de Down – da estimulação precoce ao acolhimento familiar precoce, percebemos que atitudes prescritivas e imperativas dos profissionais que lidam com pais de crianças com Síndrome de Down aumentavam ainda mais o preconceito internalizado dos pais em relação aos filhos, visto que os pais, ao se sentirem recriminados por se identificarem com atitudes preconceituosas, guardavam e escondiam mais ainda dentro de si, tais sentimentos considerados por eles vergonhosos, ao ponto de não mais reconhecer o próprio preconceito, ter a possibilidade de entrar em contato com ele e transformá-lo. Portanto, com o tempo fica cada vez mais difícil ajudar e identificar esta parcela da sociedade que teve o seu preconceito silenciado por não ter acesso a um espaço com profissionais especializados que pudessem suportar escutar e acolher junto com os pais as angústias próprias de um momento tão delicado: o tornar-se familiar de um bebê com a Síndrome de Down.


Quando este trabalho é feito ou quando as famílias conseguem realizá-lo de maneira natural a criança está pronta para ser inserida numa esfera maior. O bebê com Síndrome de Down pode ser inserido na sociedade desde bem pequeno quando freqüenta em seus passeios de carrinho os mesmos lugares que os outros bebês considerados “normais”, freqüenta as reuniões de família, as festinhas de outras crianças e todas as outras coisas que qualquer criança deveria fazer. No entanto, mais tarde, através da escola haverá uma inclusão mais contundente que colocará a prova o preconceito de cada educador com que a criança se deparar e também o dos outros pais de crianças que freqüentem a mesma escola, no caso de escolas regulares.

O momento da inclusão escolar é muito complicado para a família da criança com Síndrome de Down, mesmo que ela tenha trabalhado bem suas questões relativas ao preconceito. Isto porque os pais temem a exposição do próprio filho a um ambiente que muitas vezes é hostil ou despreparado para lidar com as diferenças. Ficam com medo da discriminação e querem proteger o filho de qualquer tipo de sofrimento. Contudo, as crianças vão para a escola não só para aprender português ou matemática, mas também para se socializar. Vão aprender na prática as regras do nosso convívio e por isso é tão importante que a criança com Síndrome de Down possa participar disso também. Em primeiro lugar, ela ensina aos colegas que a vida é feita de diferenças e que é possível lidar com as mesmas sem ter que buscar modelos ideais. Em segundo lugar, a criança com Síndrome de Down começa desde bem cedo a aprender a ter que lidar com a sociedade como ela é. Não se criam mundos paralelos para a criança que, nestes casos, apenas na adolescência começará a se deparar com um mundo diferente do que construíram para ela. Isto causa sofrimento e cria mais dificuldades no processo de inclusão deste indivíduo. Finalmente, acreditamos que um trabalho bem feito de inclusão começa dentro de casa e isto modifica a sociedade e facilita a vida destas crianças em um futuro próximo. Afinal, estamos todos dentro deste grande barco chamado sociedade.

A equipe interdisciplinar e profissional de referência
Julia Linzmeier

O bebê com Síndrome de Down deve freqüentar um programa de estimulação precoce. Particularmente acredito que o programa deve ter um enfoque integrado baseado em duas proposições distintas, uma com base nas áreas motoras (fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional) e outro com base na disciplina psicológica, pois, estimulações meramente mecânicas certamente fazem a criança falar bem, andar bem, mastigar bem, no entanto, por vezes, é só isso; não se pensa que nesta fase de bebê há um sujeito psicológico se constituindo e que precisa dar sentido ao andar, ao mastigar e ao falar. Falar o que e para quem? Não serve falar qualquer coisa, este falar, por exemplo, precisa ter sentido e significado e isso, na maioria das vezes, não é trabalhado em uma estimulação puramente motora, até porque os profissionais destas disciplinas não têm formação para este tipo de intervenção. Dou ênfase a este aspecto, pois sabemos que a deficiência mental está presente no quadro da Síndrome de Down e que os atrasos motores são corrigidos se bem estimulados desde cedo, mas este trabalho precisa deixar a criança desenvolver-se também de maneira espontânea, criativa e afetiva. Assim, elas estarão prontas para entrar em contato com o mundo “de fora”, para uma inclusão mais ampla na sociedade e com uma possibilidade maior de sucesso, pois em um mundo que pouco respeita as diferenças individuais, a criança com Síndrome de Down como qualquer outra precisa ter um certo “jogo de cintura” e uma boa dose de segurança para se lançar ao convívio social e escolar, isto inclusive deixa os pais mais tranqüilos e seguros.


Uma equipe interdisciplinar de estimulação precoce para um bebê com diagnóstico de Síndrome de Down deve ser composta pelas áreas referentes ao que ele necessita de atenção nesse momento de vida: fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia; ou seja, os aspectos motores, motores/orais e de linguagem e cognitivo- relacionais.

Ao iniciar atendimento numa equipe de estimulação precoce, o bebê e seus pais costumam chegar com informações sobre diagnóstico, possibilidades e dificuldades que enfrentarão. Tais informações chegam emaranhadas em crenças, suposições e frustrações. Nesse momento, o manejo desses dados pela equipe terapêutica deve ser de extrema cautela. Deve-se levar em consideração não só esses dados – que são importantes para se pensar o que se espera desse bebê, como ele é visto neste momento e que lugar lhe é dado nessa família – mas também as produções do bebê – tônus, postura, movimento, linguagem, exploração dos objetos, alimentação e etc..


Ao se pensar no trabalho interdisciplinar como o grande suporte para a realização da estimulação precoce, pensa-se a criança como um todo, única, jamais como um corpo dividido em membros, boca e cérebro; além disso, leva-se em conta a criança em seu contexto familiar e sócio-cultural.

Uma característica importante que se deve esperar da equipe de estimulação precoce é a aposta de que o diagnóstico não é tudo que se pode dizer sobre uma determinada criança e nem a experiência dos terapeutas da equipe determinante para os limites e possibilidades dessa. Sem dúvida conhecimento e vivência são essenciais para os profissionais que acompanham a criança, mas jamais determinantes de quem essa criança é e como ela será.

Com a troca entre disciplinas, aquisições motoras, como por exemplo, o engatinhar, são investidas e compreendidas como uma conquista da criança que deseja ampliar a exploração do seu entorno, como uma transformação da relação com seus pais feita pela criança e como uma possível mudança de olhar da família sobre esta, em virtude da atitude que não combina mais com fragilidade e vulnerabilidade, e sim com autonomia e crescimento. Dessa forma, manobras motoras são feitas para se atingir sim o objetivo motor, mas como uma aposta da equipe interdisciplinar num “convite” à criança a engajar-se nas relações, a investir no meio, algo essencial para seu desenvolvimento.

Incluindo Alunos com Síndrome de Down no Ensino Fundamental

OBJETIVO:

Muito mais crianças com Síndrome de Down têm entrado em escolas da rede regular de ensino. Este é o resultado de muitos fatores. Pressão dos pais com o apoio de organizações voluntárias encorajaram desde 1981 a secretaria de educação a integrar alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas comuns se os pais assim o desejassem. Mais recentemente, um documento de 1997 propôs que alunos com necessidades educacionais especiais deveriam estar em escolas comuns.

Inevitavelmente, muitos professores vão achar a idéia de incluir alunos com SD em suas classes preocupante e vão ficar apreensivos a princípio. Porém, a experiência demonstra que a maioria dos professores têm as ferramentas necessárias para entender as necessidades específicas destas crianças e são capazes de ensiná-los efetivamente e com sensibilidade.

Este folheto traz informações sobre o perfil de aprendizado típico de uma criança com Síndrome de Down e boas práticas para sua educação, desta forma, pavimentando o caminho para uma inclusão bem-sucedida.


POR QUE INCLUSÃO ?

Há muitas razões por que uma criança com Síndrome de Down deve ter a oportunidade de frequentar uma escola comum. Cada vez mais pesquisas tem sido publicadas e o conhecimento sobre as capacidades de crianças com Síndrome de Down e o potencial de serem incluídos com sucesso tem aumentado. Ao mesmo tempo, os pais têm se informado mais sobre os benefícios da inclusão. Além disso, a inclusão é não discriminatória e traz tanto benefícios acadêmicos quanto sociais.

Acadêmicos

– Pesquisas mostram que as crianças se desenvolvem melhor academicamente quando trabalham num ambiente inclusivo

Social

– Oportunidades diárias de se misturar com seus parceiros com desenvolvimento típico proporcionam modelos para comportamento de acordo com a faixa etária

– As crianças têm oportunidade de desenvolver relações com crianças de sua própria comunidade

– Ir à escola comum é um passo chave em direção à inclusão na vida comunitária e na sociedade como um todo.

A inclusão bem-sucedida é um passo importante para que crianças com necessidades educacionais especiais se tornem membros plenos e contributivos da comunidade, e a sociedade como um todo se beneficia disso. Os colegas com desenvolvimento típico ganham conhecimento sobre deficiência, tolerância e aprendem como defender e apoiar outras crianças com necessidades educacionais especiais. Como escreve David Blunkett “ quando todas as crianaças saõ incluídas como parceiros iguais na comunicade escolar, os benefícios são sentidos por todos”.


ATITUDE POSITIVA

Mas a inclusão bem-sucedida não acontece automaticamente. A experiência mostra que um dos ingredientes mais importantes na implementação bem-sucedida de um aluno com necessidade de aprendizagem específia é simplesmente a vontade de que ela ocorra. A atitude da escola como um todo é, portanto, um fator significativo. Uma atitude positiva resolve problemas por si só. As escolas precisam de uma política clara e sensível sobre inclusão de sua direção e coordenação, que devem ser comprometidas com esta política e apoiar seus funcionários, ajudando-os a desenvolver novas soluções em suas salas de aula.

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE A SÍNDROME DE DOWN

– A Síndrome de Down é a deficiência intelectual mais frequente, acontecendo em 1 a cada nascimentos por ano no Brasil.

– Ela é ocasionada pela presença de um cromossomo a mais. Ao invés dos 46 usuais, uma pessoa com Síndrome de Down tem 47.

– Toda criança com Síndrome de Down terá algum grau de dificuldade para aprender, de leve a severo.

– Embora a Síndrome de Down tenha causas genéticas, fatores ambientais têm importância fundamental no desenvolvimento e progresso assim como acontece com crianças sem a síndrome.

– Em geral, crianças com SD se desenvolvem mais devagar do que as crianças de sua faixa etária, alcançando as etapas do desenvolvimento mais tarde e ficando nelas por mais tempo. A diferença no desenvolvimento entre crianças com Síndrome de Down e as sem a síndrome aumenta com a idade.


UM PERFIL DE APRENDIZADO ESPECÍFICO, NÃO APENAS ATRASO NO DESENVOLVIMENTO

As crianças com Síndrome de Down não apenas levam mais tempo para se desenvolver e portanto precisam de um currículo mais diluído. Elas têm, em geral, um perfil de aprendizagem específico com pontos fortes e fracos característicos. Saber dos fatores que facilitam e inibem o aprendizado permite aos professores planejar e levar adiante atividades relevantes e significativas e programas de trabalho. O perfil de aprendizado característico e estilos de aprendizado de uma criança com Síndrome de Down , junto com suas necessidades individuais e variações do perfil devem, portanto, ser considerados.

Os seguintes fatores são comuns a várias crianças com Síndrome de Down. Alguns têm implicações físicas, outras têm comprometimentos cognitivos. Muitas têm ambos.

FATORES QUE FACILITAM O APRENDIZADO

– Forte reconhecimento visual e habilidade visual de aprendizado, incluindo:

– Habilidade de aprender e usar sinais, gestos e apoio visual

– Habilidade para aprender e usar a palavra escrita

– Imitação de comportamento e atitudes dos colegas e adultos

– Aprendizado com currículo prático e material e com atividades de manipulação

FATORES QUE INIBEM O APRENDIZADO

– Desenvolvimento tardio de habilidades motoras, tanto fina quanto grossa

– Dificuldades de audição e visão

– Dificulade no discurso e na linguagem

– Déficit de memória auditiva recente

– Capacidade de concentração mais curta

– Dificuldade com a consolidação e retenção de conteúdo

– Dificuldade com generalizações, pensamento abstrato e raciocínio

– Dificuldade em seguir sequências

– Estratégias para evitar o trabalho


DIFICULDADE DE VISÃO

Embora os alunos com Síndrome de Down costumem ser muito bons em aprender visualmente e sejam capazes de utilizar este habilidade para aprender o currículo, muitos têm alguma dificuldade de visão: de 60 a 70% usam óculos antes dos 7 anos e é importante diagnosticar e sanar as dificuldades que eles possuem.

ESTRATÉGIAS

– Coloque o aluno mais à frente

– Escreva com letras maiores

– Faça apresentações simples e claras


DIFICULDADE DE AUDIÇÃO

Muitas crianças com Síndrome de Down têm alguma perda auditiva, especialmente nos primeiros anos. Até 20% apresentam perda sensorial-neural, causada por defeitos no desenvolvimento do ouvido e nervos auditivos. Outros 50% podem ter perda auditiva ocasionada por infecções respiratórias que costumam ocorrer por conta dos canais auditivos mais estreitos. É especialmente importante checar a audição da criança porque ela afetará sua fala e linguagem.

A clareza da audição também pode ser flutuante e é importante identificar que respostas inconsistentes podem ser fruto de deficiência auditiva e não falta de entendimento ou atitude indesejada.

ESTRATÉGIAS

– Coloque o aluno mais à frente

– Fale diretamente ao aluno

– Reforce o discurso com expressões faciais, sinais ou gestos

– Reforce o discurso com material de apoio visual – figuras, fotos, objetos

– Escreva novo vocabulário no quadro

– Quando outros alunos responderem, repita suas respostas alto

– Diga de outra forma ou repita palavras e frases que possam ter sido mal-entendidas.

SISTEMA MOTOR FINO E GROSSO

Muitas crianças com Síndrome de Down têm flacidez muscular (hipotonia), o que pode afetar sua habilidade motora fina e grossa. Isso pode atrasar as fases do desenvolvimento motor, restringindo experiências dos primeiros anos, tornando o desenvolvimento cognitivo mais lento. Na sala de aula, o desenvolvimento da escrita é especialmente afetado.

ESTRATÉGIAS

– Oferecer exercícios extras, orientação e encorajamento – todos as habilidades motoras melhoram com a prática.

– Oferecer atividades para o fortalecimento do pulso e dedos, como por exemplo alinhavar, seguir tracinhos com o lápis, desenhar, separar, cortar, apertar, construir, etc.

– Usar um grande leque de atividades e materiais multi-sensoriais.

– Procurar que as tividades sejam o mais significativas e prazerosas possível.


DIFICULDADE DE FALA E DE LINGUAGEM

Crianças com Síndrome de Down típicas possuem dificuldade de fala e linguagem e devem ser atendidas regularmente por fonoaudiólogos que podem sugerir atividades individualizadas para promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.

O atraso na linguagem é causada por uma combinação de fatores, alguns deles físicos e alguns devido a problemas cognitivos e de percepção. Qualquer atraso em aprender a entender e usar a linguagem pode levar a um atraso cognitivo. O nível de conhecimento e entendimento e, logo, a habiliade de acessar o currículo vai inevitavelmente ser afetada. Habilidades receptivas são mais desenvolvidas do que habilidades de expessão. Isso quer dizer que as crianças com Síndrome de Down entendem mais do que são capazes de expressar. Como resultado disso, as habilidades cognitivas destes alunos são freqüentemente subestimadas.

ATRASO NA AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

– Vocabulário menor, levando a um conhecimento geral menor.

– Dificuldade de aprender regras gramaticais (não usar vocábulos de conexão, preposições, etc), resultando num estilo telegráfico de discurso.

– Habilidade para aprender vocabulário novo mais fácilmente do que as regras gramaticais.

– Maiores problemas em aprender e usar linguagem social.

– Maiores problemas em entender linguagem específica apresentada no currículo.

– Dificuldade em compreender instruções.

Além disso, a combinação de ter uma boca menor e músculos da boca e da língua mais fracos torna a formação das palavras fisicamente mais difícil, e quanto maior a frase maiores ficam os problemas de articulação.

Problemas de fala e linguagem para estas crianças normalmente significam que menos oportunidades lhes são oferecidas para manter uma conversação. É mais difícil para eles pedir informação ou ajuda. Os adultos costumam fazer perguntas fechadas, ou terminar uma frase pelas crianças sem lhes dar tempo para falarem por si próprios nem ajudar para que eles consigam fazê-lo.

A consequência disso é que a criança:

– Ganha menos experiência de linguagem que lhe dê oportunidade de aprender novas palavras e estruturas de período.

– Tem menos oportunidade de praticar para tentar falar com mais clareza.

ESTRATÉGIAS

– Dar tempo para o processamento da linguagem e para responder.

– Escutar atentamente – seu ouvido irá se acostumar.

– Falar frente à frente e com os olhos nos olhos do aluno.

– Usar linguagem simples e familiar, com frases curtas e enxutas.

– Checar o entendimento – pedir para a criança repetir instruções dadas.

– Evitar vocabulário ambíguo.

– Reforçar a fala com expressões faciais, gestos e sinais.

– Ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pronúncia.

– Reforçar instruções faladas com instruções impressas, usar também imagens, diagramas, símbolos e material concreto.

– Enfatizar palavras-chave reforçando-as visualmente.

– Ensinar gramática com material impresso, cartões de figuras, jogos, figuras de preposições, símbolos, etc.

– Evitar perguntas fechadas e encorajar a criança a falar além de frases monosilábicas.

– Encorajar o aluno a falar em voz alta na sala dando a ele estímulos visuais. Permitir que eles leiam a informação pode ser mais fácil para eles do que falar espontaneamente.

– O uso de um diário para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas “ novidades”.

– Desenvolver a linguagem através de teatro e faz-de-conta.

– Encorajar o aluno a liderar.

– Criar oportunidades onde ele possa falar com outras pessoas, por exemplo, levar mensagens, etc.

– Providenciar várias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e táteis para reforçar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas.


DÉFICIT DE MEMÓRIA AUDITIVA RECENTE E NA HABILIDADE DE PROCESSAMENTO AUDITIVO

Outros problemas de fala e linguagem em crianças com Síndrome de Down surgem por conta de dificuldades na memória auditiva recente e nas habilidades de processamento auditivo. A memória auditiva recente é a memória armazenada usada para manter, processar, entender e assimilar a língua falada o tempo suficiente para responder. Qualquer déficit na memória auditiva recente vai afetar consideravelmente a habilidade do aluno em responder a palavra falada ou aprender a partir de situações que se prendam somente a sua habilidade auditiva. Além disso, eles acham mais difícil seguir e lembrar de instruções verbais.

ESTRATÉGIAS

– Limite a quantidade de instruções verbais a uma de cada vez.

– Dê tempo à criança para processar e responder às colocações verbais.

– Repita individualmente para o aluno qualquer informação ou instrução que foi dada a classe como um todo.

– Tente evitar instruções ou discussões na classe que sejam muito longas.

– Planeje traduções visuais e-ou atividades alternativas.

Lembre-se: em geral, crianças com Síndrome de Down têm fortes habilidades de aprendizagem visual mas não são bons aprendizes auditivos. Sempre que possível eles necessitam de apoio visual e concreto e materiais práticos para reforçar as informações auditivas.

CAPACIDADE DE CONCENTRAÇÃO MAIS CURTA

Muitas crianças com Síndrome de Down têm uma capacidade de concentração mais curta e são facilmente distraídos. Além disso, a intensidade do aprendizado com apoio, especialmente quando ele se dá individualmente, é muito maior e a criança se cansa mais facilmente do que a criança que não necessita deste apoio.

ESTRATÉGIAS

– Construa uma gama de tarefas curtas, focalizadas e definidas claramente nas aulas.

– Varie o nível de demanda de tarefa para tarefa.

– Varie o tipo de apoio.

– Use os outros colegas para manter o aluno trabalhando.

– Na hora da rodinha, situe o aluno próximo ao professor (sem sentar no colo!).

– Providencie um quadrado de carpete para que a criança fique sentada no mesmo lugar.

– Trabalhar no computador às vezes ajuda a manter o interesse da criança por mais tempo.

– Crie uma caixa de atividades. Isso é útil para as horas em que a criança terminou sua atividade antes de seus colegas, precisa mudar de tarefa ou precisa dar um tempo. Coloque uma série de atividades que o aluno gosta de fazer, incluindo livros, cartões, jogos de manipulação, etc. Isso encoraja a escolha dentro de uma situação estruturada. Deixar que outra criança participe é uma boa maneira de encorajar amizade e cooperação.


GENERALIZAÇÃO, PENSAMENTO ABSTRATO E RACIOCÍNIO

Quando uma criança tem deficiência de fala e linguagem, suas habilidades de pensamento e raciocínio são inevitavelmente afetadas. Ela encontra mais dificuldade em transferir suas habilidades de uma situação para outra. Conceitos e assuntos abstratos podem ser particularmente difíceis de entender e a capacidade de resolução de problemas pode ser afetada.

ESTRATÉGIAS

– Não assuma que o aluno vai transferir conhecimento automaticamente.

– Ensine novas habilidades usando uma variedade de métodos e materiais e em vários contextos diferentes.

– Reforce o aprendizado de conceitos abstratos com materiais concretos e visuais.

– Ofereça explicações adicionais e dê demonstrações.

– Encoraje a solução de problemas.

CONSOLIDAÇÃO E RETENÇÃO

Alunos com Síndrome de Down geralmente levam mais tempo para aprender e consolidar coisas novas e a habilidade de aprender e absorver o aprendizado pode variar de um dia para o outro.

ESTRATÉGIAS

– Ofereça mais tempo e oportunidade para repetições adicionais e reforço.

– Apresente informações e conceitos novos de maneiras variadas, usando material concreto, prático e visual, sempre que possível.

– Siga em frente mas sempre dê uma revisada para assegurar que coisas aprendidas anteriormente não ficaram esquecidas com a assimilação das novas informações.


ESTRUTURA E ROTINA

Muitas crianças com Síndrome de Down se dão bem com rotina, estrutura e atividades focalizadas claramente. Situações informais e sem estrutura são geralmente mais difícieis para eles. Eles também podem se sentir contrariados com qualquer mudança. Podem precisar de maior preparação e podem levar mais tempo para se adaptar às mudanças na sala de aula e nas transições.

ESTRATÉGIAS

– Explique sobre a grade de horários, rotinas e regras escolares explicitamente, dando tempo e oportunidade para que aprenda.

– Providencie uma grade de horários visualmente atraente: use palavras, desenhos, figuras e fotos.

– A progressão da aula durante o dia deve poder ser acompanhada pelo horário.

– Quando uma grade visual não for apropriada, arrume uma série de fotos ou figuras descrevendo as atividades escolares. Estas fotos podem ser mostradas a criança antes da atividade ser começada.

– Certifique-se de que a crinaça sabe qual será a próxima atividade.

– Atenha-se à rotina sempre que possível.

– Prepare a criança com antecedência se souber que haverá alguma mudança e informe os pais.

– Solicite a ajuda da criança na preparação para a atividade subsequente dando-lhe uma tarefa específica.

INCLUSÃO SOCIAL

O objetivo primordial para qualquer criança de 5 anos entrar na escola é a inclusão social. Como com qualquer criança, é muito mais difícil progredir nas áreas cognitivas até que ela seja capaz de se comportar e interagir com os outros de maneira socialmente aceitável e entender e responder apropriadamente ao ambiente que a cerca. Todas crianças com Síndrome de Down se beneficiam em se misturar com colegas com desenvolvimento típico. Muitas vezes eles ficam felizes em agir como os colegas e geralmente os usam como modelos para o comportamento social apropriado e motivação para aprender. Este tipo de experiência social, quando existe a expectativa de que as outras crianças se comportem e consigam fazer coisas de acordo com sua faixa etária, é extremamente importante para as crianças com Síndrome de Down, que geralmente tem um mundo mais confuso e menos maduro social e emocionalmente. Mesmo assim, muitas delas precisam de ajuda adicional e apoio para aprender as regras para o comportamento social apropriado. Elas não aprendem facilmente de forma incidental e não pegam as convenções intuitivamente como seus colegas. Elas vão levar mais tempo do que seus colegas para aprender as regras. O foco principal da ajuda adicional nos primeiros anos deve ser aprender as regras do comportamento social adequado.

ESTRATÉGIAS

– Reconhecer as principais rotinas do dia.

– Aprender a participar e responder apropriadamente.

– Responder a perguntas e instruções dadas oralmente.

– Aprender a respeitar a vez de cada um, dividir, dar e receber.

– Aprender a fazer fila.

– Aprender a sentar no chão na hora da rodinha.

– Aprender comportamentos apropriados.

– Aprender as regras da escola e da classe, tanto as formais quanto as informais.

– Trabalhar independentemente.

– Trabalhar em cooperação com os outros.

– Fazer e manter amizades.

– Desenvolver de habilidades de auto-ajuda e tarefas práticas.

– Tomar conta, se preocupar com os outros.

HORA DE BRINCAR

Algumas ajudas adicionais na inclusão de crianças pequenas com Síndrome de Down durante a hora da brincadeira podem ser necessárias. Porém, qualquer ajuda de adulto que a criança tiver, se não for usado com sensibilidade, pode erguer uma barreira entre a criança e seus colegas, o que, junto com a dificuldade de fala e linguagem, pode tornar as coisas muito mais difíceis para a criança com Síndrome de Down:

– Começar independentemente a brincar com outras crianças.

– Entender as regras do jogo.

– Entender as regras de “ser amigo”.

ESTRATÉGIAS

– Encoraje o aprendizado cooperativo em trabalho com um parceiro ou num grupo pequeno.

– Não coloque sempre o aluno junto com o grupo menos capaz ou menos motivado. Alunos com Síndrome de Down se beneficiam por trabalhar com crianças mais capazes se as tarefas forem adequadamente diferenciadas.

– Promova a conscientização sobre as deficiências através de, por exemplo, uma discussão com toda a classe ou a escola. É importante que os alunos se familiarizem com o colega com Síndrome de Down, entendam seus pontos fortes, seus pontos fracos, sua capacidade e também reconheçam que ele tem as mesmas necessidades emocionais e sociais do que eles próprios.

– Se achar adequado, promova uma alternância de amigos ou um sistema de colega de apoio para ajudar na inclusão.

– Use a ajuda dos colegas no lugar de adultos sempre que possível.

– Organize apoio para oferecer sessões de brincadeira estruturadas na hora do recreio.

– Encoraje a participação do aluno em atividades extra-curriculares com os colegas da escola (clubes de livro, esportes, etc).

– Encoraje habilidades de independência e vida prática, por exemplo, dando-lhe responsabilidades – devolver livros, levar mensagens, etc.

– Encoraje-o a conhecer a si mesmo, respeitar a própria identidade, promova sua auto-estima e auto-confiança.

– Promova o entendimento através de teatro, livros, figuras ou na hora da rodinha.

COMPORTAMENTO

Não há problemas de comportamento característicos de crianças com Síndrome de Down. Porém, muito de seu comportamento estará relacionado a seu nível de desenvolvimento. Então, quando ocorrem problemas, eles são geralmente parecidos com aqueles vistos em crianças de desenvolvimento típico mais novas.

Além disso, crianças com Síndrome de Down cresceram tendo que lidar com mais dificuldades do que muitos de seus colegas. Muito do que se espera que eles façam em seu dia-a-dia será muito mais difícil de conseguir fazer devido a seus problemas de comunicação, audição, memória, coordenação motora, concentração, e dificuldade de aprendizado. Os problemas de comportamento podem, portanto, ser desencadeados em algumas situações aparentemente banais. Por exemplo, eles podem se sentir frustrados ou ansiosos com mais facilidade. Então, o fato da criança ter Síndrome de Down não necessariamente quer dizer que ela vá apresentar inevitavelmente problemas de comportamento, mas a natureza de suas dificuldades os fazem mais vulneráveis a desenvolver problemas de comportamento.

Uma questão particular dos problemas de comportamento são as estratégias para escapar das tarefas. Pesquisas mostram que, como muitos alunos com necessidaes educacionais especiais, crianças com Síndrome de Down costuma adotar estas estratégias que comprometem o progresso de seu aprendizado. Alguns alunos usam comportamentos anti-sociais para distrair a atenção dos adultos e escapar do trabalho, e parecem apenas aceitar fazer tarefas que exigem muito pouco de sua capacidade cognitiva.

É importante o professor ficar atento à possibilidade destas estratégias e saber separar comportamento imaturo de mau-comportamento deliberado, e assegurar que o nível de desenvolvimento e não a idade cronológica da criança seja levado em consideração, junto com sua capacidade de entender instruções dadas oralmente. Qualquer recompensa a ser oferecida trambém deve levar em conta estes fatores.

ESTRATÉGIAS

– Assegurar que as regras são claras

– Assegurar que todos os funcionários da escola saibam que a criança com Síndrome de Down deve obedecer às regras como qualquer aluno.

– Utilizar instruções curtas, precisas e claras e gestos e expressões que as confirmem – explicações longas e complexas não são apropriadas.

– Distinguir o “não consigo fazer” do “não vou fazer”

– Investigar qualquer comportamento inapropriado, perguntando a si mesmo por que a criança está agindo deste modo: a tarefa é muito fácil ou muito difícil ? A tarefa é muito longa ? O trabalho é adequado para a criança ?

– O aluno compreende o que é esperado dele ?

– Encorajar comportamento positivo desenvolvendo figuras de bom comportamento. Por exemplo, mostrar uma foto da turma ou de um grupo arrumando a sala direitinho, pode ser o bastante para encorajá-lo a fazer o mesmo.

– Reforçar o comportamento desejado imediatamente com sinais de aprovação visuais ou orais.

– Ignorar tentativas de chamar a atenção dentro do possível – o seu propósito é criar distração

– Desenvolver uma série de estratégias para lidar com a tentativa de escapar: algumas funcionarão melhor que outras com algum um aluno em particular.

– Assegurar que o professor de apoio não seja o único lidando com o mau-comportamento. O professor da turma tem a responsabilidade sobre a criança.

– Assegurar que a criança trabalhe com colegas que sejam bons modelos em comportamento.


APOIO

A maior parte dos alunos com Síndrome de Down vai precisar de apoio adicional. Porém, o tipo de apoio que a criança recebe pode ter um enorme impacto na efetivação da inclusão.

A seguir, algumas coisas que são esperadas do profissional de apoio:

No que diz respeito à criança:

– Aumentar o acesso ao currículo e ao desenvolvimento do aprendizado.

– Garantir que a criança aprenda novas habilidades.

– Ajudar a desenvolver a independência.

– Ajudar a desenvolver habilidades sociais, amizades e comportamento apropriado para a idade.

No que diz respeito ao professor:

– Ajudar a modificar ou adaptar tarefas planejadas pelo professor.

– Dar informações mais detalhadas sobre o desempenho do aluno ao professor.

– Dar oportunidade ao professor de trabalhar individualmente com uma criança com Síndrome de Down ou em grupo enquanto assume o lugar do professor.

TAMBÉM É MUITO IMPORTANTE QUE O PROFESSOR DE APOIO SEJA VISTO COMO PERTENCENDO A TODA CLASSE, DANDO AJUDA A TODAS AS CRIANÇAS QUE NECESSITAREM, E NÃO COMO PROPRIEDADE DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN. DESTA MANEIRA, OUTRAS CRIANÇAS DA CLASSE SE BENEFICIAM COM O APOIO EXTRA . O PROFESSOR NUNCA DEVE ABDICAR DE SUA RESPONSABILIDADE PELA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN.

AJUDA INDIVIDUAL E SAÍDAS DA CLASSE

Além disso, o apoio não deve consistir apenas e nem principalmente na professora ajudante trabalhando individualmente com a criança, especialmente quando isso requer saídas da classe, o que deve ser evitado ao máximo. Embora vá haver vezes em que algum trabalho individual seja requerido, isso só deve ser feito em último caso e dentro da sala de aula, sempre que possível.

ESTRATÉGIAS

Esteja ciente de que muita ajuda individual pode privar a criança de:

– ser beneficiada da estimulação e modelos proporcionados pelos colegas.

– aprender a trabalhar cooperativamente.

– aprender a trabalhar independentemente.

– desenvolver relações sociais com seus colegas.


QUANTOS AJUDANTES ?

Em geral, não é aconselhável ter um profissional de apoio para ajudar uma criança. Isso pode levar a uma familiaridade grande demais e à dependência da criança naquela pessoa, além de ser uma relação intensa demais tanto para a criança quanto para o ajudante. Considere ter dois ajudantes ao invés de um, que se revezem dividindo horários ou dias. Isso também pode facilitar na hora de substituir um ajudante quando o outro se ausentar por qualque motivo.

Quando planejar o apoio, é vital decidir:

– Quem vai adaptar o trabalho e de que maneira?

– Quem vai procurar e preparar recursos adicionais ?

– Quando isso vai acontecer e com que frequência ?

O professor da turma é o responsável pela diferenciação das atividades, mas muitos professores de apoio são capazes de adaptar atividades se e quando necessário.

O CURRÍCULO

Embora vá haver uma necessidade contínua de visar a independência, o comportamento social e a inclusão social da criança com Síndrome de Down, algumas metas devem ser alcançadas no primeiros anos. Uma atenção maior deve ser dada quando a criança passa da primeira para a segunda série.

Mesmo assim, como para qualquer criança, as atividades devem ser modificadas e adaptadas para se adequar ao nível de aprendizado e desenvolvimento da criança. Em alguns casos, isso pode significar que um novo conceito, assunto ou habilidade deverá ser recortado até um nível bem básico com um foco num ponto específico que você quer que a criança aprenda e entenda.

Embora isso possa significar que, em alguns casos, a criança com Síndrome de Down estará trabalhando num nível muito diferente , não quer dizer que o assunto ou tópico que ela esteja trabalhando seja diferente do dos demais colegas. Com planejamento e o apoio do professor ajudante isso pode ser alcançado com sucesso em muitos casos.

PRÁTICAS DE SALA DE AULA

Muitos alunos com Síndrome de Down, assim como outros alunos com necessidades educacionais especiais, não se adaptam a algumas práticas de sala de aula: aulas expositivas para a turma inteira, aprender ouvindo, e trabalho de reforço baseado em exercícios sem modificação. Portanto, os professores precisam analisar suas práticas de sala de aula e todo o ambiente de aprendizado na classe de forma que as atividades, os materiais e os grupos de alunos sejam levados em conta. Para certos propósitos, a habilidade será menos importante do que os estilos de aprender de cada aluno. É importante, por exemplo, utilizar a motivação e a oportunidade para aprender com bons modelos que surgem quando o alunos com Síndrome de Down está trabalhando em grupo os colegas.

Estudos mostram que não apenas os alunos com necessiades educacionais especiais preferem trabalhar em grupo, mas o grupo cooperativo fomenta o aprendizado.

ESTRATÉGIAS

Decida quando a criança deve trabalhar:

– Em atividades com toda a classe.

– Em grupo ou em pares na classe.

– Em grupo ou em pares numa área afastada.

– Individualmente independentemente ou individualmente com o professor.

Decida quando a criança deve ficar:

– Sem apoio.

– Com apoio dos colegas.

– Com apoio do professor assistente.

– Com apoio do professor da turma.

– Faça um Plano de Educação Individual para atingir determinadas áreas que necessitem atenção.

– Produza uma grade de horários visualmente atraente para que a criança entenda a estrutura do seu dia.


LEITURA

Há muitas pesquisas destacando a forte ligação entre a leitura e o desenvolvimento da linguagem em crianças com Síndrome de Down e a leitura é uma área do currículo em que muitas destas crianças podem se sair muito bem. Como a palavra escrita faz com que a linguagem se torne visual, os textos impressos superam a dificuldade do aprendizado pela audição.

A leitura pode portanto ser usada para:

– Ajudar o entendimento.

– Ajudar a acessar o currículo.

– Melhorar as habilidades de fala e linguagem.

PORÉM É IMPORTANTE ESTAR ATENTO SOBRE COMO A CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN APRENDE A LER, JÁ QUE AS MANEIRAS PODEM SER DIFERENTES DAS RECOMENDADAS POR CADA ESCOLA. UM FATOR CHAVE AO ENSINAR UMA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN A LER É UTILIZAR O MÉTODO DE APRESENTAR A PALAVRA COMPLETA E MUITAS CRIANÇAS SÃO CAPAZES DE COMEÇAR A CONSTRUIR UM VOCABULÁRIO VISUAL DE PALAVRAS FAMILIARES DESTA MANEIRA.

Isso, é claro, pode significar um problema quando existe a exigência de que o método fônico seja utilizado na alfabetização. Usar fonemas para decodificar palavras pode ser mais difícil para crianças pequenas com Síndrome de Down porque ele envolve habilidades como audição apurada e discriminação de sons, assim como estar apto a resolver problemas. Mas uma noção básica do método fonético pode ser adquirida por muitas crianças com Síndrome de Down e isso deve ser introduzido enquanto elas estão construindo seu vocabulário visual.

ESCRITA

Produzir qualquer forma de trabalho escrito é uma tarefa muito complexa. As dificuldades de memória curta, fala e linguagem, sistema motor fino e organização e sequenciamento de informação provocam um impacto considerável na aquisição e desenvolvimento da escrita para muitos alunos com Síndrome de Down.

Áreas de especial dificuldade:

– Colocar as palavras em sequência para formação da frase.

– Colocar eventos-informação em sequência na ordem correta.

– Organização de pensamentos e informação relevante no papel.

ESTRATÉGIAS

– Investigar recursos adicioais para ajudar a escrita como um processo físico – diferentes tipos instrumentos para escrever, apoio tátil para empunhar o lápis, linhas grossas, quadrados no papel para limitar o tamanho da letra, papel com pauta, quadriculado, quadro individual para escrever, programas de computador.

– Oferecer apoio visual – flash cards (cartões de leitura com figura ou foto e palavra), palavras-chave e símbolos gráficos escritos em cartões.

– Oferecer métodos alternativos de memorização: sublinhar ou circular a resposta correta, sequência de frases com cartões, programas de computador específicos, utilizar o método Cloze (subtração sistemática de palavras, substituídas por lacunas num texto a ser aprendido).

– Garanta que os alunos só escrevam sobre assuntos que estejam dentro de sua experiência e entendimento.

– Ao copiar do quadro, sublinhe ou destaque uma versão mais curta que focalize o que é essencial para o aluno.

– Encorajar o uso de letra cursiva para ganhar fluência.

ORTOGRAFIA

Como a leitura, não é indicado confiar apenas na fonética para resolver problemas de ortografia, uma vez que muitas crianças com Síndrome de Down estarão soletrando palavras a partir da sua memória visual. Porém, para desenvolver e expandir sua habilidade de leitura elas vão precisar aprender algumas noções fonéticas , mas o desenvolvimento nesta área pode ser mais lento do que o de seus colegas.

ESTRATÉGIAS

Devido às habilidades de fala e linguagem mais fracas e o vocabulário limitado, é importante:

– Ensinar palavras que eles entendam.

– Ensinar palavras objetivando promover o desenvolvimento de sua fala e linguagem.

– Ensinar palavras necessárias para matérias específicas.

– Ensinar ortografia da maneira mais visual possível.

– Usar métodos multi-sensoriais – por exemplo, olhe-cubra-escreva-cheque, cartões com figuras e palavras, acompanhar com o dedo as letras.

– Reforçar os significados de palavras abstratas com figuras e símbolos.

– Colorir grupos e padrões de letras similares dentro das palavras.

– Oferecer um banco de palavras com figuras agrupado alfabeticamente para reforçar o significado.

– Trabalhar atividades de ortografia no computador.

– Ensinar famílias de palavras simples e básicas.

COMUNICAÇÃO COM OS PAIS E CUIDADORES

Embora muitos pais vão à escola regularmente, um livro de comunicação casa-escola é o ideal como forma de informar as novidades do dia. Isso tem um valor inestimável, principalmente enquanto a criança ainda não possui uma habilidade de fala e linguagem muito desenvolvida para contar as novidades claramente. Tome cuidado para não transformar o livro só em um portador de más notícias.

Ser diferente é NORMAL!!! Síndrome de Down

Educação e Solidariedade


O curso Alfabetização de Crianças com Necessidades Especiais, vem abordar um assunto de suma importância em sala de aula regular: a inclusão.
Mas não somente a inclusão como teoria e legislação; mas como prática do dia a dia do educador.
Ele traz ferramentas para que o educador trabalhe com alunos de inclusão em sala de aula regular; uma realidade que nós educadores convivemos em todos os sentidos.

Qual o objetivo deste curso?

Este curso tem por objetivo capacitar professores de forma a compreender as questões conceituais envolvidas no processo de desenvolvimento e alfabetização, possibilitando um espaço para revisão teórica e aprimoramento da prática. Procuramos mostrar que trabalhar com inclusão em sala de aula não é um bicho de sete cabeças e sim um trabalho extremamente gratificante onde todos ganham: educadores e alunos. É uma lição de vida.


Programação completa do curso
O curso é dividido em três partes:
A primeira parte inclui a troca de experiência com Antônia Yamashita – mãe de um aluno com necessidades especiais, que além de ser uma mãe especial, é autora de um livro que trata do assunto.

A segunda parte aborda a pedagogia da alfabetização da criança com Paralisia Cerebral, Síndrome de Down, entre outras.

A terceira parte traz a organização de material e sala de aula; como trabalhar com alunos, pais, comunidade escolar e a aceitação desta criança; enfim, todo processo que envolve desde o acolhimento dos pais deste aluno até o seu ingresso na rede regular de ensino.

Conteúdo programático

Vivencias e dinâmicas.
A família, a perda e o luto: filho real X filho idealizado.
Compreendendo esta mãe.
A escola X A família: a resistência, o medo e a insegurança.
O ambiente escolar: reação da comunidade escolar, os sentimentos do educador, o acolhimento da criança.
Quem ganha com a inclusão?
Parceiros: escola e família: sem esta parceria tudo fica mais difícil.
Princípios orientadores do trabalho;
Processo de alfabetização: fase de estimulação, fase de pré estimulação, alfabetização.
Materiais utilizados para cada etapa.
Estrutura Curricular;
Planejamento.
A função da avaliação pedagógica permanente;
Mostra de atividades e discussão.
Vivências nos processos educativos; – elaboração de material didático.
O desenvolvimento da competência comunicativa – comunicação suplementar e alternativa.
A organização do tempo didático através de atividades permanentes, seqüenciais e projetos;
Socialização de experiências interdisciplinares: Língua Portuguesa, Artes, Ciências e Matemática.


Diferencial do curso
O curso Alfabetização para Crianças com NE está elaborado para ajudar os educadores na prática diária em sala de aula. Experientes profissionais da área de Educação Especial fazem parte da nossa equipe. Nele você terá:
• um instrumento em versão simples e atualizada que tem aplicação prática em salas de aula em escolas regulares.
• Este é o único curso no mercado que aborda de maneira detalhada as diferentes formas de trabalhar com estas crianças.
• O material em CD possui um roteiro detalhado de como elaborar as atividades diárias.
• O curso é formatado com vivências, aula prática, troca de experiências e parte teórica.

A verdadeira inclusão começa no acolhimento aos pais das nossas crianças e na sensibilidade em interagirmos com os aspectos que envolvem esta relação.
A prática pedagógica só acontece em toda sua plenitude quando o educador tem como base a sensibilidade, o respeito, o comprometimento e a ética.

Informações gerais

Curso Alfabetização para Crianças com Necessidades Especiais
Data 22 de março de 2008
Horário Das 8:00 às 12:00 e das 13:30 às 17:30
Endereço Rua Costa Aguiar, nº 1810, Ipiranga São Paulo/SP
Informações curso@educarsol.com.br | Tel.: (11) 9318 3059 | 6914 0139 | 9690 8783

6 thoughts on “Dia Internacional da Síndrome de Down – 21 de março

  1. Amei o site, foi de grande ajuda, para minhas pesquisas, trabalho com inclusão em goias, e materiais ricos em conteudos ajuda muito.

    abraço.

    Cybele Reply:

    Olá Deborah, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho do comentário.
    Sua participação e este retorno é muito importante para todos nós.
    Obrigada por acompanhar o Educa Já!
    Com carinho

  2. Realmente estas informações em que o site apresenta sao muito importantes ate mesmo para tentarmos diminuir o preconceito q ainda existe com os deficientes em geral. A falta de informacao, a falta de interesse e o despreparo de profissionais infelizmente também aida existe… POr favor se vcs tiverem materiais para alfabetizacao com criancas especiais coloque no blog. obrigada!

    Cybele Reply:

    Olá Darla, tudo bem?

    Obrigada por visitar o Educa Já! e por deixar seu comentário enriquecendo ainda mais o nosso espaço.
    Sua sugestão já foi anotada e em breve haverá postagem sobre ela.
    Volte sempre!
    Com carinho

  3. Ganhei de presente a oportunidade de trabalhar com a linda Andressa, e encontrei este recurso,riquíssimo para nortear minha prática pedagógica nesta área, da qual sou totalmete leiga. Muito obrigada! Sejam abençoados com muito sucesso!

    Cybele Reply:

    Olá Nilzimara, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho das suas palavras.
    Continue acompanhando o Educa Já!
    Sua presença nos deixa muito felizes.
    abraços
    Equipe Educa Já

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