Educação – Artes – última parte.

A ARTE BRASILEIRA

Projetos
Colégio Rainha da Paz

A Arte Brasileira no século XIX e início do XX

A influência da Arte Européia I

Neoclassicismo


Obra de DAVID

Nas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras décadas do século XIX, esse movimento expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o império de Napoleão.

O ACADEMICISMO OU NEOCLASSICISMO EUROPEU


Obra de INGRES

De acordo com a tendência neoclássica, uma obra de arte só seria perfeitamente bela na medida em que imitasse não as formas da natureza, mas as que os artistas clássicos gregos e renascentistas italianos já haviam criado. E esse trabalho de imitação só seria possível através de um cuidadoso aprendizado das técnicas e convenções da ARTE CLÁSSICA. Por isso, o convencionalismo e o tecnicismo reinaram nas academias de belas-artes, até serem questionados pela arte moderna.

A influência da Arte Européia II

Romantismo

O ROMANTISMO EUROPEU

Dentro do século XIX, o Romantismo foi um movimento artístico, que se caracteriza como uma reação ao Neoclassicismo e historicamente situa-se entre 1820 e 1850.

Enquanto os artistas neoclássicos voltaram-se para a imitação da arte greco-romana e dos mestres do Renascimento italiano, submetendo-se às regras determinadas pelas escolas de belas-artes, os românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. O sentimento do presente, o nacionalismo e a valorização da natureza.

A pintura romântica aproxima-se das formas barrocas. A cor é valorizada e os contrastes claro-escuro reaparecem, produzindo efeitos de dramaticidade. A natureza ganha importância. Temas: fatos reais da história nacional e contemporânea dos artistas.


Obra de GOYA


Obra de DELACROIX

ARTE BRASILEIRA NO SÉC. XIX

O início do século XIX no Brasil é marcado, em 1808, pela chegada da família real portuguesa, que fugia do conflito entre a França napoleônica e a Inglaterra. No Brasil, ainda, apreciava-se a arte barroca-colonial.

Dom João VI e mais uma comitiva de 15000 pessoas desembarcaram na Bahia em janeiro de 1808, mas em março do mesmo ano transferiram-se para o Rio de Janeiro.

A transferência da côrte portuguesa para o Brasil e a elevação da colônia a Reino Unido e sede do governo metropolitano renovaram o país. Nessa cidade o soberano português começou uma série de reformas administrativas, sócio-econômicas e culturais, para adaptá-la às necessidades dos nobres que vieram com ele e sua família. Assim, foram criadas as primeiras fábricas e fundadas instituições como o Banco do Brasil, a Biblioteca Real, o Museu Real e a Imprensa Régia.

A partir de então, o Brasil recebe forte influência da cultura européia, que começa a assimilar e a imitar. Essa tendência europeizante da cultura da colônia se afirma ainda mais com a chegada da Missão Artística Francesa, oito anos depois da vinda da família real.

A PINTURA BRASILEIRA ACADÊMICA

Em meados do século XIX, o Império Brasileiro conheceu certa prosperidade econômica, proporcionada pelo café, e certa estabilidade política, depois que D.Pedro II assumiu o governo e dominou as muitas rebeliões que agitaram o Brasil até 1848. Além disso, o próprio imperador procurou dar ao país um desenvolvimento cultural mais sólido, incentivando as letras, as ciências e as artes. Estas ganharam um impulso de tendência nitidamente conservadora, que refletia modelos clássicos europeus.

Mesmo a guerra que o Brasil manteve com o Paraguai, que custou aos dois países um grande número de vidas e um desgaste econômico incalculável, não foi motivo para um declínio das artes. Pelo contrário, serviu como um tema artístico para que alguns pintores exaltassem a ação do governo imperial.

É nesse contexto histórico que se situam as obras de Pedro Américo e Victor Meirelles, pintores brasileiros que estudaram na Academia Imperial de Belas-Artes do RJ. Além desses dois pintores, outro que merece destaque é José Ferraz de Almeida Júnior que foi aluno de Victor Meirelles.


“O Grito do Ipiranga”
A Academia de Belas-Artes, que foi instalada em 1826, permaneceu até 1919.

Outros artistas brasileiros estudaram, também, nos moldes acadêmicos.
OBRAS DE OUTROS ARTISTAS ACADÊMICOS.

O Academismo na Arte Brasileira

A influência do ACADEMISMO na arte brasileira ainda é visível hoje, especialmente em suas instituições mais fortes: ensino, mecenato oficial e mercado de arte.

Existe o Academismo ou Academicismo com influência Neoclássica e o Ecletismo.

O Academismo foi um sistema fechado, autoritário e poderoso, que envolveu todo o circuito de arte. O Neoclassicismo trazido pela Missão Artística Francesa serviu de base para a implantação do sistema das belas-artes. Com ele foram criadas as normas e regras do ensino, hierarquizando gêneros e temas, impondo modelos europeus e dificultando ao máximo o contato com a realidade brasileira.

Através de prêmios de viagem à Europa, concedidos inicialmente pela Academia, em concursos internos, e em seguida nas Exposições Gerais, este vínculo com a pátria artística colonial foi reforçado. Os bolsistas recebiam instruções precisas sobre o que ver e fazer, os mestres que deveriam tomar como professores, as obras de museus que deveriam ser copiadas etc. De volta ao Brasil, comprovado o bom aproveitamento, eram nomeados professores. Mantinha-se assim, sem rupturas, o funcionamento do sistema acadêmico. Várias tentativas de furar este bloqueio foram feitas. Os Acadêmicos controlavam também os Liceus de Artes e Ofícios, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu Nacional de Belas-Artes, e instituições influentes como a Sociedade Brasileira de Belas-Artes. Controlavam, até muito recentemente, o Salão Nacional, dificultando o acesso sos artistas jovens ao prêmio de viagem ao Exterior.

O Ecletismo

Existe uma outra arte acadêmica, que nada tem a ver com o Neoclassicismo, é o ECLETISMO e outros ismos que vigiam no Brasil ainda no século passado. Esse outro academismo, de hoje, é apenas uma arte temática, técnica e formalmente defasada. Mas que detém prestígio numa espécie de circuito paralelo, que envolve artistas, mercado, crítica, locais de apresentação, um público fiel e recursos de certa monta, tudo isso exercendo uma forte pressão subterrânea sobre o meio cultural brasileiro.

Misturam-se as diversas tendências (1870-1922)

O ECLETISMO reunia aspectos de estilos do passado, principalmente aqueles que tinham uma finalidade decorativa. Assim, alguns arquitetos mantiveram, num mesmo edifício, elementos greco-romanos, góticos, renascentistas e mouriscos.

Por isso, as casas que os fazendeiros de São Paulo construíram nas cidades passaram a ser ornamentadas com relevos de estuque pré-moldados, platibandas, grandes vidraças e ferragens importadas da França e da Bélgica. As cidades do norte do país, enriquecidas com a borracha, também desenvolveram uma arquitetura requintada, de acordo com as concepções ecléticas. O prédio do Museu Paulista da USP é um palácio de derivação neo-renascentista

PROJETO – CUBO MÁGICO
Patricia Marantes Bordignon Canoas, RS

Este projeto, realizado com as turmas de 7ª série do colégio Maria auxiliadora em Canoas – RS, teve por objetivo pesquisar obras e períodos da história da Arte onde percebeu-se a preocupação com a preservação ambiental, favorecendo o conhecimento de novas formas de expressão em Arte e exploração de materiais alternativos focalizados na consciência planetária. O projeto que incluiu pesquisa de dados biográficos do artista, conceituação de cada uma das formas de expressão a serem trabalhadas, culminou com a construção de um objeto artístico que representasse as idéias do artista ou período histórico pesquisado. Os alunos produziram objetos tridimensionais, esculturas e pinturas com utilização de materiais recicláveis. O trabalho que deu título ao projeto, foi criado por um grupo de alunos que construiu um cubo em M.D.F com medidas de 70X70 cm, com fotos e frases sobre consciência planetária.

Baseados nas características deste jogo tão popular, os alunos foram desafiados a procurar soluções possíveis para a preservação ambiental, tomando como base a consciência planetária que deve supor em primeiro lugar o respeito pelo semelhante, independentemente de quem ele seja e de onde ele esteja.

Título: “A expressão da cor na Arte de Romero Britto”

Patricia Marantes Bordignon

Este projeto visou conhecer a obra do artista Romero Britto por meio da apreciação e reflexão sobre a sua obra e também através da leitura e da produção artística. Além da pesquisa sobre a vida e a obra do artista brasileiro e sobre sua expressividade no uso das formas e das cores, os alunos da 5ª série, fizeram releituras da obra de Britto através de pintura em tela e esculturas com a técnica da papietagem.

Denise Cunha Pimpão

O objetivo do trabalho foi exercitar o olhar sensível por meio da leitura de códigos visuais e reconhecer a importância da corrente artística “op art” dentro da história da arte. A expressão “op art” vem do inglês e significa “arte óptica”. Defendia, em seus conceitos, menos expressão e mais visualização. As produções plásticas brincam com nossas percepções ópticas. As cores são usadas para a criação de efeitos visuais como sobreposição, movimento e interação entre o fundo e o foco principal. Antes de entrarmos na “op art” propriamente dita, observamos imagens populares de ilusão de óptica, em sua grande maioria conhecida pelos alunos que acessam a internet. Assim, o olhar foi treinado para em seguida receber e discutir as obras e os artistas desse período. Pesquisamos o que acontecia paralelamente na história da arte e história geral, a fim de enriquecer e agregar novos valores a aprendizagem.Pudemos fazer um link com conteúdos de outras disciplinas também, bem como, conceitos da física relacionados a espectros, realismo do senso comum da filosofia, sistema solar de geografia entre outros. A partir da análise das obras em seus aspectos formais e conceitos intrínsecos, os alunos elaboraram um desenho apropriando-se das características do estilo artístico. Projetaram formas geométricas em repetição, cores alternadas, perspectiva e muitos outros aspectos próprios da linguagem da op art aliados. Resultando, dessa forma, num processo único e criativo, com o qual os estudantes puderam, de forma agradável, conhecer um pouco mais do contexto histórico artístico e exercitar o olhar sensível.


Alessandra Baumer – 16 anos


Alini Lentz – 16 anos

O VESTIDO DE LAURA

Maria da Glória Gosciola Vizeu

Sou coordenadora pedagógica das creches mantidas por uma Associação sem fins lucrativos. Montamos um projeto com as educadoras sobre a poesia de Cecilia Meireles, “O Vestido de Laura”. Trabalhamos o conteúdo da poesia, fazendo pinturas,colagens, construções com crianças na faixa etária de 3 a 7 anos. instalamos o trabalho no pátio da creche.

Painel de Lauras

RIO DE JANEIRO

Dione Souza Lins

Os trabalhos aqui enviados fazem parte do projeto que abordou a cidade do Rio de Janeiro através de ícones, da música, dos esportes, artes visuais e da arquitetura. No último aspecto, Oscar Niemeyer foi o foco. Partimos de suas obras na cidade, no país e no mundo para celebrar seu centenário com muita arte.


linhas e curvas de Niemeyer- colag e pint s/papelão

ALBÚM DE FAMÍLIA

Priscyla Raquel da Silva
Referenciando o trabalho da artista plástica contemporânea Rosângela Rennó, no qual encontramos as palavras-chave: memória e apropriação, os alunos apropriaram-se de fotos de álbuns de família para a produção de seu trabalho, que veio a ser montado em um álbum da turma ao final do Projeto.

O MENINO DE VIDRO
Carlos Fernando Pulhiese

O trabalho ilustrado foi produzido em papel paraná, com espelhos cortados e colados com cola quente e aplicado tinta esmalte sintético preto ao fundo. Fou usado um aluno onde seu corpo foi contornado com lápis HB.

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