Datas Comemorativas – DIA DO ÍNDIO

Sugestão da professora e amiga Jenny Horta

COISAS QUE NÃO SE DEVE DIZER DO ÍNDIO NO DIA DO ÍNDIO

Novamente estamos chegando em abril e como que de súbito, as escolas brasileiras redescobrem o indígena brasileiro como os portugueses há 500 anos atrás. E nessa redescoberta, vários mitos também são ressuscitados, seja nas reportagens “especializadas” na questão indígena, seja por boa parte dos nossos livros didáticos. Neste texto, apresentarei alguns destes mitos gerados nestes 500 anos de conquista e preconceito em relação a estes povos.

Descoberta

Em relação à essa palavra muito já foi dito, mas, nunca é demais lembrar que o que aconteceu nas praias do Brasil em 22 de abril de 1500, não foi uma descoberta, mas, sim, uma conquista violentíssima, com conseqüências funestas para os povos originários destas terras. Falar em descoberta ou conquista, não é apenas uma questão de semântica, mas de postura histórica, a idéia de descoberta absolve o conquistador de todas suas vilezas e violência contra os povos colonizados, que, segundo esta versão, foram descobertos, não domesticados e subjugados. É uma visão oportunista da história construída e veiculada pelas classes dominantes na tentativa de camuflar os crimes coloniais perpetrados pelos povos europeus.

Os povos indígenas não foram descobertos; foram conquistados, o que é obviamente é bem diferente. Falar em descoberta, não é apenas ingênuo, antes disso, beira o oportunismo histórico e político.


Índios

Inicialmente não existem “índios brasileiros”, mas, sim, centenas de povos indígenas divididos e caracterizados por culturas distintas. São grupos culturais diversos possuidores de língua, costumes e universos religiosos próprios. Daí, ser complicado falar a famigerada frase; “os índios do Brasil eram assim…”, além de ser falsa, possui o marca da intolerância. Nas palavras de Albert Memmi: “O indígena/colonizado jamais é caracterizado de maneira diferencial: só tem direito ao afogamento coletivo anônimo. (“Eles são isso…Eles são todos os mesmo)”.

Esta marca do plural, utilizada indistintamente para designar os diversos povos indígenas do Brasil, termina por desumanizar e descaracterizar toda riqueza cultural destes grupos, entendidos como “’índios” e não como povos. Não se fala em povo Xavante, Guarani ou Xerente, como modos próprios de ser, mas, apenas e simplesmente, índios. Por tudo isso, deve-se evitar o termo “índios” e trabalhar com a perspectiva de povos indígenas.

Povos do passado

É bastante comum nos livros didáticos existirem frases do tipo: “Antigamente os índios do Brasil viviam dessa forma…”, “nos tempos da descoberta , os indígenas moravam dessa forma…”, como se atualmente estes povos não mais morassem e não mais vivessem de forma alguma.

Estes diversos livros e textos didáticos nos falam de um indígena que não existe mais, e cuja lembrança não passa de um sombra longínqua perdida no tempo das caravelas. Ignorando, desta maneira, as dezenas de povos que atualmente existem e reivindicam sua etnicidade junto a sociedade não-índia, como os Pankararu da favela Real de Parque da grande São Paulo. Os povos indígenas, antes de tudo, são povos do presente e devem ser tratados, estudados e pesquisados neste âmbito.

Aculturação

Desde de muito cedo, um determinado indígena nos é apresentado como sendo legítimo: ele fala Tupi, crê em Tupã, mora na oca, veste-se de penas e tem um filho chamado curumim (que de certa forma é personificado pelo personagem Papa-Capim de Maurício de Sousa), pois bem, este indígena não existe. Na verdade existem povos Tupi como os Guarani, os Tenharim e os Parintintin, mas nenhum deles encaixa-se nesta representação que vem do período colonial e passa pelo romantismo brasileiro do século XIX.

Porém, informado deste estereótipo, rotulamos todo e qualquer indígena que não possua estas caraterísticas como aculturado. É muito comum, após incursões as comunidades Guarani próximas aos grandes centros urbanos, os visitantes (sejam alunos, professores ou mesmo curiosos) regressarem com a nítida sensação de que estiveram com um grupo indígena aculturado. Não percebem que estes grupos continuam falando a língua materna e possuem um modo originalíssimo de ver e perceber o mundo. Mas, afinal, não usam penas – usam roupas, e consomem produtos manufaturados em vez de viverem da caça e da pesca (que sequer existe mais em suas pequenas reservas).

Estes olhares não conseguem penetrar além da aparência física e perceber que ali existe uma cultura distinta em constante reelaboração, o que não quer dizer, uma cultura dominada e morta. É necessário entender estas culturas como sujeitas a acréscimos e reorganizações constantes. Aliás, como qualquer cultura.

O que fazer?

Como já disse o Guarani Luís Euzébio, da comunidade de Brakuí no Rio de Janeiro: “no dia do índio façam qualquer coisa, mas não fantasiem as crianças de índios e venham para a aldeia sem sequer avisar ou pedir autorização para as lideranças”. Provavelmente, a melhor coisa a fazer é, quando possível, refletir com os alunos sobre a atual situação destes povos, assim como elaborar projetos nos quais os alunos possam não só discutir sobre a temática indígena, como intervir.

Em 1995 em Itanháem/SP, foi elaborado uma proposta para a Semana do Índio junto a escolas estudais e municipais que culminaram em centenas de cartas para o então presidente da República Itamar Franco, exigindo a demarcação das terras indígenas.

Discuta quais povos existem no estado, qual sua situação, suas terras são demarcadas? Ou seja, na Semana do Índio (que deveria ser Semana dos Povos Indígenas) importa mais discutir sobre o presente e o futuro destes povos, do que sobre seu passado, afinal, a única aliança que é possível constituir é com gente de carne e osso, real, como os povos indígenas que continuam existindo (e crescendo demograficamente!) em todo território brasileiro. E por último, nunca é demais lembrar a necessidade de trabalhar com a temática indígena durante o ano inteiro através de projetos relacionados a cidadania, e não apenas cinco dias de abril. Os povos indígenas agradecem.

Recomendações de Leitura:

Essa terra tinha dono – FDT
Benedito Prezia e Eduardo H.

As veias abertas da América Latina – Paz e Terra
Eduardo Galeano

Ymã, ano mil e quinhentos: relatos e memórias indígenas sobre a conquista – Mercado de Letras
Paulo Humberto Porto Borges

Uirá sai em busca de Deus – Paz e Terra
Darcy Ribeiro

Retrato do colonizador precedido pelo retrato do colonizado – Paz e Terra
Albert Memmi

Extraído do site Índios on line

19 de abril com lucidez

Aproxima-se o dia 19 de abril e muitos estudantes são levados a pesquisarem sobre nós, indígenas do Brasil, devido à falta de material didático, capaz de transmitir aos alunos da rede pública ou particular de ensino conhecimento sobre cultura indígena.

Em primeiro lugar, existe um equívoco no ensino brasileiro, expresso nos livros de História do Brasil. Lá se fala de um “Descobrimento do Brasil”, quando na verdade um território foi invadido, nações inteiras foram dizimadas, milhões de pessoas mortas, em um genocídio de proporções incomparáveis em todo planeta. Aguardamos uma revisão historiográfica, a fim de que seja transmitida a verdadeira história do Brasil. Não se constrói uma nação sobre mentiras, pois assim jamais um povo se sentirá sustentado em bases sólidas. Sem raízes, não há base sobre o que se sustentar.

Nesse período do ano, as escolas públicas costumam “fantasiar” os alunos de “índios”, talvez pela falta de criatividade e senso crítico. Com isso, são transmitidas idéias distorcidas e fora da realidade, gerando nesses futuros adultos uma visão equivocada, que promove a segregação.

Nós, Povos Autóctones, habitantes desse continente, não delimitamos ou demarcamos territórios. Cada Nação possui sua organização, umas possuem chefes, outras não. Cada Nação tem suas peculiaridades culturais, seus saberes, sua forma ímpar de lidar com a organização de sua comunidade.

Entre as comunidades indígenas existe algo em comum: a forma de se relacionar com a Natureza, e com tudo que nela existe, porque acreditamos que para haver vida, é preciso cuidar do meio ambiente em que vivemos. Enquanto hoje se discute uma forma racional de consumo, tentando-se a todo custo conscientizar a população da necessidade de preservar o meio ambiente, nós, Povos Autóctones, desde pequenos lidamos com o consumo consciente. Não somos gananciosos, nem usurários, não acumulamos riquezas, por acreditarmos que devemos viver cada dia como se fosse o último, partilhando o que produzimos, sendo um corpo coletivo. E tudo que aqui existe deve ser cuidado para as futuras gerações.

Nossos saberes são muitas vezes hostilizados pela sociedade, somos vistos como primitivos, porém o produto de nosso solo e nossos saberes são usados como matéria-prima pelas indústrias farmacêuticas e de cosméticos. A “verdade científica” se apropria de uma prática comunitária milenar bebendo na fonte do senso comum.

Com a invasão de nossos territórios, somos obrigados até hoje a conviver com as violações que nos foram impostas pelos colonizadores: demarcação de território (impedindo-nos o direito de ir e vir); etnocídio; epistemicídio, ou seja: uma destruição de conhecimentos, idéias e culturas; genocídio (até hoje somos objetos de caça); estupro, miscigenação imposta.

Ainda hoje, somos 230 etnias, e mais de 180 línguas são faladas, em todo território brasileiro, e, no entanto, insistem em usar o tempo verbal do passado, quando falam sobre nós. Descaracterizam-nos, chamando-nos de “índios”, pejorativamente, como se não fôssemos humanos, mas simplesmente selvagens.

Possuímos religião, moral e ética. Em nossas organizações, não existem sistemas prisionais – cadeias – para punir os que praticam atos delituosos. Vivemos em comunidade, e não em sociedade: isso não significa que não existam conflitos, mas, cada povo tem sua forma de lidar com eles, sem coação.

Se hoje a maioria do nosso Povo não consegue viver dentro dos moldes da civilização ocidental foi devido a um choque de culturas. Mesmo assim continuamos resistindo para manter nossa culturas e tradições. A falta de respeito da cultura ocidental, ainda existente em relação a nós, Povos Autóctones, nos marginaliza.

Deixo aqui um apelo aos pedagogos, professores: Aproximem-se de nós, conheçam a realidade do indígena hoje, transmitam aos seus pupilos uma história mais próxima da verdade, nos colocando em contato, seja nas escolas, seja nas aldeias. Assim transformaremos o dia 19 de abril na esperança de um mundo melhor, onde todos possam estar próximos, respeitando as diferenças existentes!
Yakuy Tupinambá
e-mail: yakuy@indiosonline.org.br

Os pankararu em São Paulo


Os pankararu, originário da aldeia brejo dos padres, próximos às margens do rio São Francisco (sertão de Pernambuco), começaram a migrar para são Paulo a partir de 1950, fugindo da seca, da fome e do conflito com posseiro da terra. Alguns retornaram para suas terras falando da possibilidade de trabalho, principalmente na construção civil na maior metrópole da América do sul, criando, desde então, um fluxo entre os dois estados.

Na aldeia permanecem cerca de 6.000 índios que convive com a Dura realidade da ocupação de dois terço de sua terra original por 400 famílias de trabalhadores rurais (aproximadamente 3600 posseiros, alguns deles vivendo no local a cerca de 200 anos). Na grande são Paulo vivem 1.500 índios distribuídos pelas regiões periféricas da cidade:
Capão redondo, jardim Elba, paraisopolis, Grajaú, jardim das palmas, jardim Sônia Maria, jardim Irene e nos município colados à cidade como Guarulhos, Osasco, Francisco Morato, Mauá, São Mateus, muitos morando em favela, principalmente no Real Parque e Paraisopolis (cercanias do Morumbi, bairro de classe media alta), as margens do rio pinheiro.


No real parque, em 2003, nasceu a ONG AÇÃO CULTURAL INDIGENA PANKARARU.Que vem lutando pela legitimação da identidade do grupo.

Além da rede de parentesco que se institui entre esses bairros, ela se realimenta continuamente através da idas e vindas de membros pankararu de São Paulo às suas aldeias de origem em Pernambuco. Porque escolheram essa cidade? Que sonhos faziam antes de conhecê-la? Que imaginário é produzido por ambos grupos sobre a fronteira geográfica e cultural que os separa? O que mudou ao longo desse 50 anos? Que projeto e utopias são construídos? Esses são alguns dos desafios do presente docomentário.

Os índios da região nordeste do Brasil, entre eles os Pankararu, foram os primeiros ao grande impacto da colonização européia a partir do século XXI. Desde então, lutam para preservar sua identidade, apesar da proximidade com as frentes ocidentais, representadas pelos posseiros (com os quais convivem desde o século XX) e com os núcleos urbanos a partir do século XX até os dias de hoje. Em qualquer um destes contextos enfrentam preconceito de serem índios mestiços, nordestinos pobres. A tenção e os conflitos outrora entre estado e estado e colônia foram substituídos ou sobrepostos aos conflitos com a população que formam a sociedade envolvente, seja no ambiente rural ou urbano.
PAULA MORGADO

Os ÍNDIOS do estado de ALAGOAS

No Brasil do ano 2008, 1.000.000 (um milhão) de pessoas se declararam indígenas.
O governo reconhece a existência de 240 etnias.
Em Alagoas temos os: ACONÃ (Traipu), GERIPANCÓ (Pariconha), KALANKÓ ( Água Branca), KARAPOTÓ (São Sebastião), KARIRI-XOCÓ (Porto Real do Colégio),
KARUAZÚ (Pariconha), KATOQUIM (Pariconha), KOIUPANKÁ (Inhapi), TINGUI-BOTÓ (Feira Grande), XUCURU-KARIRI (Palmeira dos Índios), WASSU COCAL (Joaquim Gomes), quer disser que no estado de Alagoas existem hoje 11 nações indígenas, somando mais de 20.000 índios.

A Aldeia Kariri-Xocó aparece nas margens do Rio São Francisco, apresentando com casas de alvenaria, de tijolos, energia elétrica, saneamento básico, água tratada, telefones público. Estar organizada no aspecto urbano em diversas ruas: Rua da Frente, do Portão, Rua do Posto, Conjunto Novo e Rua da Baia. Tem uma caixa d água com capacidade de 42.000 litros. Um serviço de abastecimento próprio, tem Posto de Saúde, embora desativado, Posto da FUNAI fora da área indígena na cidade. As ruas da aldeia são de terra batida, arborizadas, com pessoas conversando nas portas,meninos brincando sem preocupação alguma. Ao amanhecer os pescadores saem com seus remos, pegam as canoas para pescar no Rio São Francisco.

Mulheres ceramistas com seus potes de barro secando ao Sol, crianças caminhando para a escola da tribo. Passa pelas ruas da aldeia de vez em quando, cavalos, ovelhas dos criadores indígenas, carroças paradas nas portas. A tarde passam os jogadores dos times de futebol, para treinar no campo perto da escola, não falta platéia de torcedores até o por do Sol. Os programas de TV, colocam espectadores na sala, com desenhos animados, novelas, filmes e jogos. A Rádio FM Ilha de Propriá, deixam os indígenas sintonizados, com músicas sertanejas, românticas e notícias.

Essa é a descrição cotidiana tribal, neste período contemporâneo, com suas mudanças, a Rodovia AL 225 com seus automóveis de Porto Real do Colégio á São Bráz. Quando morre uma pessoa na cidade ou na aldeia, o carro com serviço de auto-falante, anuncia o falecimento, para toda a comunidade. Outras vezes aparece carros de propagandistas, anunciando seus produtos para venda, calçados, água sanitária, roupas e afins. Nhenety Kariri-Xocó.

Bom, hoje em dia, no Nordeste ninguém mais vive pelado. A ropa foi imposta e hoje é normal o uso dela por parte dos indígenas, mas isso não quita que os indígenas tenham suas vestes tradicionais, vestes de palha de Ouricuri, palha de Croa ou outras que eles conhecem como preparar para transformar, por exemplo, em saias.

Muitos indígenas pintam seus corpos, e para eles isso as vezes também se parece com vestir roupa; porque pintandose se protegem, pintandose se comunicam, se embelecem… pela pintura de cada um vem muita informação. Há pinturas diferentes para diferentes ocasiões.

Mas o que comem? Antigamente quando a Natureza estava preservada e os índios podiam circulam por grandes espaços de Terra, todo o alimento vinha da Natureza.

Porem, atualmente, após as barragens os peixes dos rios estão muito escassos; as caças nas matas já não existem, porque quase que nem as matas existem… O Rio São Francisco secando, as matas sendo derrubadas para cana de açúcar… Tudo isso faz com que os indígenas hoje vivam um pouco da agricultura, do plantio de feijão, milho, mandioca… mas vivam também de comprar feijão, arroz, carne no supermercado da cidade. Os índios ainda sabem caçar e ainda ate caçam alguma coisa, mas preferem preservar e buscar a recuperação da Natureza e todos seus seres vivos.

E as Ocas? As casas?
Muitos índios vivem em casas de taipa, construídas em sistema de mutirão: através de muitos índios juntos que em um dia tapam com barro um esquema de barras, caibos e madeiras que fazem o esqueleto da casa. Hoje os indígenas já sabem fazer tijolos, telhas. Hoje muitos começam a fazer suas casas no mesmo padrão que o resto dos Alagoanos que vivem perto deles.

Mas…Se comem, vestem e vivem igual a seus vizinhos… Por que são índios?
Os índios não são índios pelo que comem, pelo que vestem ou pela casa em que moram. Os índios são índios porque tem sua cultura. Porque tem uma tradição especifica que constroe a sua identidade.

Vamos entrelaçar dois fatores:

1) Biológico: Os índios tem no DNA de seu sangue informações “precolombinas” (antes de Colombo (antes de invadir América – No caso de Brasil: “precabralinas” (antes de Cabral invadir esta terra que depois passou a se chamar Brasil))
2) Social: Os indígenas mantêm entre si relações sociais de identificação, por exemplo, seguir uma tradição comum, praticar um ritual, conhecer sua própria Historia, compartilhar conhecimentos e ciencias especificas: criando, como todos, suas próprias verdades. Verdades essas, que o sistema vem há 500 anos desqualificando, chamando essas verdades de mitos, de lendas!

Para você entender melhor, para aprender, te convidamos a vivenciar….
Encontra um indígena conversa com ele.
Sebastián – Colaborador da Rede.
e-mail: Sebastian.thydewas@gmail.com

ÍNDIOS

Vídeo enviado pela professora Jaqueline Godinho

ATIVIDADES

PINTURA DE ÍNDIO: usando a mão das próprias crianças, com guache.

Sugestão do Espaço Criativo

ROUPA DE ÍNDIO

Sugestão da Oficina de criatividade

Modo de fazer:

Corte um quadrado no tnt do tamanho da criança;
Corte a parte da cabeça um decote V, que dê para passar a cabeça da criança.
Cole as laterais da roupa, deixando o buraco da manga.
Faça as tiras e decore com eva.

Para a lança, faça um canudinho de jornal,
penas de galinha tingida com anilina,
caso não queira as penas da galinha, faça com papéis coloridos.

Para o cocar, da mesma forma, use o jornal para fazer o apoio da cabeça, penas coloridas, pedacinhos de eva.

Indiozinho!

MOLDE

CASAL DE ÍNDIOS

MOLDE

Sugestão do Baú de idéias

Cada etnia indígena tem suas brincadeiras próprias. A seguir estão alguns exemplos:

1. No Parque do Xingu no Mato Grosso, os pequenos índios Mehinaku brincam de “onça” (a que chamam de Yanokama). Uma criança se esconde no capinzal, e seu papel é surpreender as demais crianças, pulando sobre elas como se fosse o bote de uma onça.

???
2. Entre os índios Tenetehara, do Maranhão e Pará, há um jogo chamado “caça ao veado”. Um indiozinho faz o papel do veado e tem de fugir de outra criança que representa o caçador e de várias outras que representam os cachorros.

???
3. Entre os índios Canela, do Maranhão, as crianças formam uma fila, começando pelos mais fortes e altos. Cada criança abraça forte a da frente, passando os dois braços por baixo do colega. Uma das crianças fica fora da fila e representa um Gavião. Ele vai falando com cada um da fila dizendo que tem fome e ataca sempre a última da fila. Enquanto o Gavião tenta apanhar esse último, o grupo – sempre abraçado – tenta cercar o Gavião.

???
4. As crianças Kamayurá, do Parque do Xingu, também formam uma fila, todos sentados e abraçados ao colega da frente. O primeiro da fila se agarra firme a um toco. Um outro grupo tenta arrancar o último da fila e se utiliza de cócegas, arranhões e puxões bem firmes.

???
5. Há brincadeiras que são representações do papel do adulto dentro da sociedade indígena. Entre os Mehinaku, as crianças fingem estar doentes e imitam procedimentos de cura dos pajés adultos. Há também a imitação do casamento, onde os meninos fingem que saem para caçar, trazem folhas representando a caça e as entregam às meninas, que fingem preparar o alimento. Esse jogo tem variações interessantes: às vezes as meninas fingem arrumar amantes enquanto o menino está fora caçando; quando este chega em casa, finge ter raiva da mulher enquanto o amante foge.

???
6. Um brinquedo bastante comum entre etnias de todo o Brasil é a chamada “cama-de-gato”, onde as crianças entrelaçam um barbante nos dedos das mãos formando figuras.

Uma outra diferença importante entre a infância dos índios e não-índios é o grau de autonomia que gozam as crianças indígenas. São sempre criadas com muita liberdade e raramente repreendidas.
Um bom exemplo dessa autonomia é mostrado em um filme chamado “Das Crianças Ikpeng para o Mundo”, feito por um adolescente Ikpeng dentro do projeto Vídeo nas Aldeias. Nesse filme, dois garotos de uns 10 anos, apresentam o cotidiano da aldeia e das crianças dessa etnia, índios que vivem no Parque do Xingu. Em uma cena as crianças organizam uma pescaria. Saem umas doze crianças, com idades variando de 5 a 10 anos – somente elas – remando por um rio gigantesco até uma ilhota no meio do rio. Pescam, mergulham, brincam, e voltam remando sozinhas até a aldeia.
Em outra cena, um dos meninos pega um facão, quase de sua altura. Fica parecido com um samurai japonês. E então esculpe um aviãozinho num pedaço de madeira. São ações que fariam uma mamãe não-índia arrepiar os cabelos, mas que por outro lado fortalecem a autoconfiança do índio desde pequeno.
Fonte: www.iande.art.br

A Brincadeira do Sapo Tuxáua
Brincadeira dos índios Tukano – Alto Rio Negro, AM

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O Tuxáua (chefe) Sapo reúne seus parentes numa fila em sua aldeia, para perguntar o que cada um quer comer. Os sapos só podem responder mosquitos (carapanã). Aqueles que falarem outros alimentos como frutas (cuki, uacu e umari) ganham veneno do Tuxáua Sapo e morrem. Só sobreviverão os que acertarem a verdadeira alimentação dos sapos: os insetos.
Como prêmio, os vencedores farão parte do grupo do chefe.

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