Datas Comemorativas – DIA DO TRABALHO

DIA DO TRABALHO

Fonte: Recreio

Primeiro de maio é mais do que um feriado. Nessa data, os trabalhadores do mundo inteiro são homenageados pelas suas atividades. Com seu trabalho, todos contribuem para a nossa vida em sociedade. Uns plantam e colhem alimentos, outros ensinam em escolas ou constroem casas e edifícios. Há os que fazem pesquisas para descobrir a cura de doenças e também aqueles que se dedicam a cantar ou criar jogos de computador. Existem as mais diversas funções e todas têm importância. Afinal, nós dependemos uns dos outros para viver.

A data foi escolhidaem 1889para lembrar um acontecimento importante. No dia 1º de maio de 1886, os trabalhadores das indústrias de Chicago, nos Estados Unidos, organizaram greves para pedir melhores condições nas fábricas. Idosos, mulheres grávidas e até crianças trabalhavam mais de 13 horas por dia por salários muito baixos. Não tinham descanso nem nos fins de semana. Eles fizeram passeatas e, quando a polícia tentou acabar com o movimento, houve prisões, feridos e até mortos.

A origem do Dia do Trabalho


Ilustração com as faces dos líderes trabalhistas executados na forca em Chicago (EUA), em 1886. Foto: Columbia University Library

Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o Dia do Trabalho. Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes.
Reportagem: Lilian Caramel

Chicago, maio de 1886


Desenho que representa um dos conflitos entre policiais e operários em Chicago, 1886Os trabalhadores reivindicavam redução da jornada de trabalho por meio de protestos e greve.

Baixos salários e jornadas de trabalho que se estendiam até 17 horas diárias eram comuns nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.

Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado.

Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e sócio-democratas.

Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. Dia 1º de maio, os trabalhadores realizam uma grande manifestação – foi a última do período em que não houve violenta repressão policial.

Nos dias seguintes, toda ação dos operários foi duramente reprimida pela polícia, com mortos, feridos e muitos presos. As conseqüências chocaram o mundo: depois de um julgamento sumário, várias lideranças foram condenados a prisão perpétua e oito deles, à morte na forca.

Aos poucos, porém, vários Estados norte-americanos começaram a estabelecer jornadas de trabalho menores, de dez e até de oito horas.

A data vira uma instituição

Dois anos depois, em 1888, a AFL marcava para o dia 1º de maio manifestações de protestos e reivindicações por uma jornada de trabalho de oito horas.

Em 1890, o 1º de maio foi comemorado com manifestações em várias cidades européias e norte-americanas, organizadas por sindicatos, partidos e associações de trabalhadores.

Nesse mesmo ano, a Segunda Internacional, associação mundial de trabalhadores socialistas, aprovou em seu congresso a fixação do 1º de maio como Dia do Trabalhador: “Festa dos trabalhadores em todos os países, durante a qual o proletariado deve manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como a sua solidariedade”, declarava o documento daquele congresso.

As comemorações no Brasil


Ilustração alusiva ao enforcamento dos líderes dos protestos trabalhistas de Chicago.

No Brasil, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho.

A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar.

A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, pic-nics, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.

Getúlio Vargas e o trabalho


Comício realizado em 1º de maio de 1925 pela melhoria das condições de trabalho e pelo aumento salarial.

Com Getúlio Vargas – que governou o Brasil como chefe revolucionário e ditador por 15 anos e como presidente eleito por mais quatro – o 1º de maio ganhou status de “dia oficial” do trabalho.

Era nessa data que o governante anunciava as principais leis e iniciativas que atendiam as reivindicações dos trabalhadores, como a instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo ou a redução de jornada de trabalho para oito horas.

Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado, regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.

A revitalização do protesto no ABC


Trabalhadores participam da festa de 1º de maio promovida pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) no Estádio do Pacaembu, em São Paulo (1944).

Com a ditadura militar em 1964 e o AI-5 em 1968, os sindicatos e organizações de trabalhadores foram esvaziados com a prisão e perda dos direitos políticos de lideranças trabalhistas em todo o país.

O movimento sindical começa a renascer na segunda metade dos anos 70, reivindicando aumento salarial e o fim das horas-extras. No 1º de maio de 1978, os metalúrgicos de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, fizeram uma manifestação com mais de 3.000 pessoas.

De 1978 a 1980, cerca de 2 milhões de trabalhadores pararam temporariamente suas atividades para exigir o aumento dos salários. No dia 1° de maio de 1980, por volta de 100 mil pessoas reuniram-se no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, manifestando apoio ao líder sindical Luís Inácio Lula da Silva e aos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, presos durante uma greve.

Coincidências do 1º de maio

• Há 2.000 anos, os romanos realizavam no dia 1º de maio rituais para as deusas Flora e Maia, seres femininos relacionados às flores e aos cereais. As cerimônias anunciavam a chegada da primavera na Europa. Nem mesmo os escravos trabalhavam nesse dia.

• No dia 1º de maio de 1531, aprendizes de artesãos da cidade de Lucca (Itália) promoveram um protesto pela fixação de um salário mínimo e por uma jornada de trabalho reduzida.

• No século XIX, os Estados norte-americanos de Nova York e Pensilvânia celebravam o Moving Day em 1º de maio. Era o dia em que se comemorava os contratos de trabalho entre patrões e empregados.

• No dia 1º de maio de 1831, serradores de Bordeaux (França), revoltados com a mecanização do trabalho, destruíram as serras modernas e realizaram um quebra-quebra geral.

PARA LER, REFLETIR E AGIR

“Estes brutos (os operários) só compreendem a força, uma força que possam recordar durante várias gerações…” New York Tribune, 1886, sobre a repressão da greve na praça Haymarket, em Chicago, nos Estados Unidos.

“A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a questão social” Chicago Times, 1886, 1886, sobre a repressão da greve na praça Haymarket, em Chicago, nos Estados Unidos.

“Se é necessário subir também ao cadafalso pelos direitos dos trabalhadores, pela causa da liberdade e para melhorar a sorte dos oprimidos, aqui estou”
Alberto Parsons, tipógrafo, 39 anos, operário que participou da manifestação de Chicago em 1886, ao apresentar-se voluntariamente à polícia. Foi preso e enforcado.

“Virá o dia em que o nosso silêncio será mais poderoso que as vozes que vós estrangulais hoje” Agust Spies, tipógrafo de 32 anos, antes de ser enforcado
pela participação na manifestação de 1º de maio de 1886.

“Festa dos trabalhadores em todos os países, durante a qual o proletariado deve manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como a sua solidariedade” Declaração do documento aprovado pelo Congresso Socialista de Paris em 1889, que instituiu o 1º de maio como Dia Mundial do Trabalho.

TRABALHO INFANTIL

A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbem o trabalho infantil no Brasil. Mas, mesmo assim, no País o trabalho infantil compromete 5,4 milhões de crianças de jovens.

Quase a metade nem é remunerada pelas atividades que exerce.

O trabalho infantil diminuiu na última década, mas compromete o desenvolvimento de 12,7% (em 2001) das pessoas na faixa etária entre 5 e 17 anos. Em 1992, eles eram 19,6%.

Em termos populacionais, significa que 5,4 milhões de garotos e garotas exercem algum tipo de atividade produtiva, remunerada ou não.
O levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ) confirma: a maioria dos trabalhadores (45,2%) exerce atividades domésticas e o setor agrícola é o que mais absorve a mão-de-obra infantil:43,4%.

É um dado bastante assustador: 41,2% não recebem nenhum salário pelo que fazem.
Além da injustiça social de exploração dessa mão-de-obra, agravada pela ausência de remuneração, o trabalho infantil traz uma conseqüência funesta: o afastamento da escola.

Os dados apontam que, entre as crianças e adolescentes que trabalham, 80,3% freqüentam a escola, enquanto essa taxa chega a 91,1% quando se trata daqueles que não são obrigados a trabalhar.
FONTE: Folhateen,21 de abril de 2003

” Trabalhei na casa de uma dona por quase dois anos. Ela me dava R$15,00 por mês, mais sapato, roupa e mantimento. Hoje acho ruim ( as pessoas que dão trabalho para crianças) porque eles não dão emprego para as mães da gente, pensam que para crianças podem pagar menos.” (Alda, 13, está na7ª série , é de BH e não trabalha mais.)

” É um pouquinho difícil (cuidar dos meninos). Quando eles berram, mostro um bichinho. Mas canso de brincar com criança pequena. O chato é que só tem carrinho e eu gosto de brincar com boneca. Às vezes, tenho vontade de sair e só brincar. Mas a minha tia me ajuda na lição de casa e eu almoço lá.” (Fátima, 10, está na 4ª série, é de BH e cuida de dois primos).
FONTE : Folhinha, 19 de abril de 2003

Getúlio Vargas – Discurso do Dia do Trabalho de 1951

Para você que ainda não programou nada para o DIA DO TRABALHO vai uma sugestão:

Trabalhe o conto A CIGARRA E A FORMIGA.

Segue a sequência da história caso queiram montar o livrinho ou simplesmente usar como ilustração.

Fonte; Gente Miúda

Clique na figura para vê-la em tamanho natural

PROFISSÕES

JOGO DA MEMÓRIA

MINI PROJETO – Dia do Trabalho

Imitando as profissões

• Em roda de conversa utilizar a mímica para cantar a canção ou ler os versos. Vão-se mudando o nome das profissões e fazendo gestos enquanto cantam.
• Comentar sobre cada personagem das canções, apresentando o nome da profissão. Fazer um levantamento do conhecimento prévio dos alunos, perguntando: O que ele faz? Em que lugar trabalha? O que utiliza em seu trabalho? Listar os nomes das profissões no quadro.
• Pedir aos alunos que façam um desenho sobre a profissão de que mais gostam.

VAMOS CANTAR? Dê Asas aos gestos!!!

Passa, passa gavião, Todo mundo é bom!
A costureira faz assim, A costureira faz assim,
Assim, assim, assim, assim!

Passa, passa gavião, Todo mundo é bom!
O motorista faz assim, O motorista faz assim,
Assim, assim, assim, assim!
Passa, passa gavião, Todo mundo é bom!
A professora faz assim, A professora faz assim,
Assim, assim, assim, assim!
(Continue cantando: médico, piloto, dentista, etc.)

Livro das profissões

Em roda de conversa perguntar aos alunos qual a profissão de seus pais. Escreva no quadro, com letra de imprensa maiúscula.

• Comentar com a turma sobre cada profissional: O que ele faz? Em que lugar trabalha? O que utiliza em seu trabalho? Perguntar que outras profissões eles conhecem e explicar como cada uma delas contribui para a vida em sociedade. Trabalhar o sentido de utilidade das profissões e satisfação pessoal no trabalho, como valor.

• Elaborar com os alunos o Livro das Profissões para que possam registrar por meio de desenhos ou palavras, as profissões de seus pais, aquelas de que mais gostam e as demais, com seus objetos e ferramentas principais. Se for preciso, o professor pode atuar como escriba dos alunos.

• Sentados em roda, motivar os alunos para a brincadeira. A professora diz: “Estou pensando em alguém que faz pão”. Os alunos tentam adivinhar e dizer o nome da profissão. Quando alguém acertar, a professora deve escrever na lousa/quadro o nome da profissão, em letra de imprensa maiúscula.

(O jogo continua, com o aluno seguinte, na roda.)

6 thoughts on “Datas Comemorativas – DIA DO TRABALHO

  1. Adooreii

    Cybele Reply:

    Olá Gabriele, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho da visita.
    Volte sempre que quiser.
    abs
    Cybele

    Cybele Reply:

    Olá Gabriele, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho do comentário e por acompanhar o Educa Já!
    Volte sempre!
    abs

  2. Amei as atividades , gostaria de recebe-las sempre, sou professora do 5°ano, da rede municipal de São Vicente.

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