Datas Comemorativas – Libertação dos escravos

A LEI ÁUREA

Fonte: Canal Kids

Finalmente! No dia 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans (ufa!), mais conhecida como Princesa Isabel, assinou a lei Áurea, que aboliu definitivamente a escravidão no Brasil. Áurea siginifica coberta de ouro, e também pode ser uma coisa linda, magnífica. Bonito, não?

Mas não pense que a grande “heroína” da história foi a Princesa Isabel. A lei Áurea foi uma conquista do povo, principalmente dos abolicionistas, e dos próprios escravos, que tiveram muita coragem para combater uma realidade tão dura.

E depois disso? O que aconteceu com os negros? Essa é uma longa história de lutas e preconceito, que ainda não terminou. Até hoje, no Brasil, os negros são discriminados pela cor da pele: a grande maioria da população pobre é negra,não tem acesso a boas escolas, tem salários menores e enfrenta dificuldades até para arranjar empregos melhores.

Mas como você já sabe, não importa a cor da pele! Todos temos direito a uma vida decente e feliz. Assim como os negros que se rebelaram nas senzalas, nós também não podemos cruzar os braços diante dessa injustiça. E a melhor coisa que cada um pode fazer é: respeitar e valorizar as diferenças.

O FIM DA ESCRAVIDÃO

FINALMENTE: É O FIM DA ESCRAVIDÃO!

No dia 13 de maio de 1888, sem suportar mais tanta pressão, o Brasil declara o fim da escravidão. Quem assina a lei Áurea é a princesa Isabel, já que d. Pedro II está fora do Brasil. Agora o fim do Império está muito, muito próximo. A escravidão, que sustentava o reinado, ia acabar sendo a principal responsável pelo seu fim! A partir de então, ela virou assunto para os livros de história.

OS ABOLICIONISTAS

Muitas pessoas lutaram pela abolição da escravatura negra no Brasil durante a década de 1870. Essas pessoas, chamadas de abolicionistas, eram principalmente intelectuais que viviam nas grandes cidades. Acredite se quiser, mas o Brasil era o único país independente das Américas que ainda preservava a escravidão.

Mas é a partir de 1880 que cresce o movimento antiescravista. Aliás, foi nesse ano que nasceu a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, liderada (entre outros) por duas figuras muito importantes no processo da abolição: Joaquim Nabuco e José do Patrocínio.

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo foi um político e escritor pernambucano. Ele foi o principal líder abolicionista da escravatura na imprensa. Dá para acreditar que o danado foi pedir ao papa Leão XIII apoio para a causa dos escravos? E ele conseguiu mesmo!!! Em 1883, ele escreveu “O Abolicionismo”, e lutou contra a escravidão até a abolição em 1888.

Além de José do Patrocínio, não dá para esquecer do poeta Castro Alves, o “Poeta dos Escravos”. Sem os abolicionistas, a Lei Áurea poderia ter demorado ainda mais para ser aprovada.

José Carlos do Patrocínio foi um jornalista e escritor fluminense. Sabia que a mãe de José do Patrocínio era escrava? Pois é, e em 1881 ele casou com uma moça branca, gerando o maior rebuliço na sociedade racista daquela época. O pai da moça ainda emprestou dinheiro à Patrocínio para que ele comprasse o jornal Gazeta da Tarde. No jornal, Patrocínio escrevia sempre a favor da abolição da escravatura e da República.

Já o grande poeta baiano Antônio de Castro Alves dedicou grande parte de sua vida (relativamente curta, o poeta viveu até os 24 anos) à causa abolicionista. Escreveu poemas tão tocantes, que ficou conhecido como o “Poeta dos Escravos”. Seus poemas mais conhecidos são “Navio Negreiro” e “Vozes d’África”, além da obra “Os Escravos” .

ESCRAVOS

Fonte: Clio História

A·S · M·Ã·O·S · E · O·S · P·É·S …

A sociedade brasileira, durante mais de 350 anos, é eminentemente escravista e todas as relações socioculturais são permeadas por essa característica. Do escravo, a sociedade branca esperava fidelidade, obediência e humildade: “Essas três qualidades especiais conformam a personalidade do bom escravo”. (Kátia Matoso, 1982).

A aparente aceitação dessas normas não signficava que não houvesse resistências ou conflitos internos. No entanto, mesmo em meio ao horror que vivenciavam, eles precisavam tentar sobreviver. Os que não se adaptavam a essas exigências e não conseguiam se estruturar internamente na condição escrava provavelmente morriam

Pode-se imaginar o tamanho do desespero, da depressão e da insegurança que acometiam muitos escravos. Os que sobreviviam precisavam se adaptar às duras condições de trabalho, às longas jornadas, à alimentação precária, aos maus tratos e castigos. Essas eram as condições objetivas em que viviam. As regras básicas de sobrevivência implicavam trabalhar e obedecer. Não necessariamente sem resistência. (Guillen/Couceiro, adaptado)

O TRÁFICO

“Embarcam-se, anualmente, cerca de 120.000 negros da Costa da África, unicamente para o Brasil, e é raro chegarem a seu destino mais de 80 a 90 mil. Perde-se, portanto, cerca de 1/3 durante uma travessia de dois meses e meio a 3 meses. Reflita-se sobre a impressão cruel do negro diante da separação violenta de tudo que lhe é caro, sobre os efeitos do mais profundo abatimento ou a mais terrível exaltação de espírito unidos às privações do corpo e aos sofrimentos da viagem, e nada terão de estranho tão incríveis resultados. Esses infelizes são amontoados num compartimento cuja altura raramente ultrapassa 5 pés. Esse cárcere ocupa todo o comprimento e a largura do porão do navio; aí são eles reunidos em número de 200 a 300, de modo que para cada homem adulto se reserva apenas um espaço de 5 pés cúbicos.

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Disposição dos escravos no navio

Certos relatórios oficiais apresentados ao parlamento, a respeito do tráfico no Brasil permitem afirmar que no porão de muitos navios o espaço disponível para cada indivíduo se reduz a 4 pés cúbicos c a altura da ponte não ultrapassa tampouco 4 pés. Os escravos são aí amontoados de encontro às paredes do navio e em torno do mastro; onde quer que haja lugar para uma criatura humana, e qualquer que seja a posição que se lhe faça tomar, aproveita-se. O mais das vezes, as paredes comportam, a meia altura, uma espécie de prateleira de madeira sobre a qual jaz uma segunda camada de corpos humanos. Todos, principalmente, nos primeiros tempos de travessia, têm algemas nos pés e nas mãos e são presos uns aos outros por uma comprida corrente.

Acrescentamos a essa deplorável situação, o calor ardente do Equador, as fúrias das tempestades e a alimentação, a que não estão acostumados, de feijão e carne salgada, a falta d’água, finalmente, conseqüência quase sempre inevitável da cobiça em virtude da qual se aproveita o menor espaço para tornar a carga mais rica, e teremos a razão da enorme mortalidade a bordo dos navios negreiros.

Às vezes acontece ficar um corpo sem vida vários dias entre os vivos. A falta d’água é a causa mais freqüente das revoltas dos negros; mas, ao menor sinal de sedição, não se distingue ninguém; fazem-se impiedosas descargas de fuzil nesse antro atravancado de homens, mulheres e crianças. Acontece que, desvairados pelo desespero, os negros furiosos se atiram contra seus companheiros ou rasgam em pedaços seus próprios membros.”

Quando a escravatura trazida de muitas partes chega aos portos marítimos da África, aí é segunda vez permutada por fazenda e gêneros a comerciantes, que ali têm casa de negócio assentada para este fim: fazendo a escravatura sua por este troco, a conservam por tempo em o mesmo libambo; e quando assim não são conservados os escravos, são metidos em um pátio seguro, de altas paredes, que não podem pela mesma escravatura ser saltadas, ficando ali ao tempo; e de noite há um telheiro, ou armazém também térreos onde é recolhida.

A ração lhe continua a ser escassa do mesmo modo, e sem tempero, à exceção do sal, que em os portos marítimos já há em maior abundância: o alimento se reduz ao feijão umas vezes, a outras ao milho, outras ao feijão misturado com o milho por variedade. Ajuntando-lhe demais à comida uma pequena parte de peixe salgado, de que abunda o Reino de Angola pela extração do azeite. Por variedade lhe costumam dar a savelha, peixe miúdo e barato, muito mais do que entre nós a sardinha: mas prejudica à saúde, e com tanta infalibilidade, que os habitantes estabelecidos em aqueles portos dele se abstêm pelo reconhecido prejuízo que lhes causa.


Navio negreiro. À direita, o corpo de um negro, possivelmente morto, é retirado; no centro, outro negro pede água ou comida. (Rugendas)

Por se achar a escravatura vizinha ao mar, a mandam em pelotões, a que chamam lotes, lavar ao mar. Com a escravatura não despendem vestuário algum, porque lhe fazem conservar o pouco que ela traz: e se este lhe falta, permanece quase nua; porque não querem entrar com ela em despesa, tanto por se persuadirem, que a escravatura lhes fica mais cara, como porque cada hora a esperam negociar com aqueles que a hão de transportar para o Brasil.

Nesta situação, e economia se conserva por semanas, e por meses a escravatura, e é grande a quantidade dela que morre; de sorte, que descendo a Luanda em cada um ano de dez a doze mil escravos, muitas vezes sucede que só chegam a ser transportados de seis a sete mil para o Brasil. Entrando-se neste cálculo por toda a Costa de Leste, ele não é bastante para desenganar aos comissários, que ali há de estadia negociando em escravatura; de que o mau trato, que se lhe continua quando ela chega cansada, e destroçada de uma tão longa viagem, é a causa de tanta mortandade. Seria proveitoso a eles, e a esta porção de humanidade desgraçada, que em vez de negociarem anualmente cada um deles em quinhentos a seiscentos escravos, e até mil, negociassem em muito menor número, e os escravos fossem tratados, como deviam ser; pois que não podem existir, e durar, faltando-lhes com o preciso.

Como porém aquele giro de comércio se chama florente, uma vez que recebem a escravatura, e logo a passam aos que ali em navios vão negociar, e permutar escravos; não se atende pela maior parte aos cômodos da mesma escravatura, e conservação da saúde dela.

Esta porção de escravatura, que se vai apurando de mão em mão, com resistência a tantos contratempos, de que vai escapando pela força da robustez; entregue aos capitães dos navios, que por último a permutam, é metida, e fechada debaixo da escotilha do navio transportador. Estes querendo adiantar também os seus interesses, se propõem a três fins: 1º o de permutar e de fazer sua a escravatura pelo mais barato que possa ser; 2º o de meter, e o de transportar em um navio, quanto lhes seja possível, a maior porção dela; 3º que com ela se despenda o menos, que possa ser no seu transporte.

Metidos os pretos escravos debaixo de escotilha, e aferrolhados, ainda aí se observa a maior força da sua robustez; porque ai lhes entra a faltar tudo, muito mais do que em terra. Em primeiro lugar sendo metidos duzentos, e trezentos escravos na coberta, e na escotilha, lhes falta a respiração; porque nada mais tem por onde o ar se lhes possa comunicar, senão pela grade da escotilha, e por umas pequenas frestas.
Em segundo lugar a escravatura embarcada tem uma curtíssima ração de água, e esta amornada pela ardência do clima; e é em tanto extremo a necessidade, que experimenta deste gênero, que a sede, que padece, dá causa a suscitarem-se diversas queixas epidêmicas: e depois de alguns dias de viagem, se entra a deitar escravatura ao mar.
Em terceiro lugar são maltratados os escravos, porque têm uma escassa ração de mantimentos, e pela maior parte de torna-viagem. Os referidos mantimentos não discrepam do feijão, do milho, e da farinha de pau, tudo malfeita, e intemperado para tantos; ajuntando-se-lhe apenas em cada ração uma pequena porção daquele mesmo peixe nocivo da Costa da África, que já vem derrancado pelo decurso da viagem [...]


Desembarque de escravos. (Rugendas)

Há portanto pois anualmente um sem-número de escravos transportados de toda a Costa da África ao Brasil; parece que refolgando a humanidade oprimida, seria um dia de triunfo, de glória, e de prazer para a mesma humanidade, que escapando a tantos perigos entrava no cristianismo, no centro, e na unidade da Igreja: porém assim não sucede, porque não sei se diga, que o remanescente de seus dias é mais desgraçado.
Desembarcada esta grande porção de escravatura na América, é conduzida para casa do comum senhor, que também o é do navio, e de toda a negociação. Ali para ser vista de todos, são os escravos postos, e mandados assentar em lotes, e com separação dos grandes aos pequenos, das pretas maiores e menores, na rua pela frente da propriedade do senhor; e quando à noite se faz preciso ser recolhida a escravatura, repousa em um grande armazém térreo, que fica por baixo da propriedade senhorial.

Quando esta porção de escravatura chega ao Brasil, consigo pensa, e bem, que entrando na terra prometida da abundância, e da fartura, nada lhe deve faltar; porém o contrário lhe sucede, porque por se querer liquidar a negociação pela menor despesa, a mesma escravatura se conserva sem novo vestuário; e encontra a economia de umas escassas rações, que de ordinário são feitas daqueles mantimentos, que o capitão fez durar por providência para maior tempo da viagem: e na terra da abundância, onde tudo é barato, não se supre melhor a maltratada escravatura, que acaba de uma tão alongada viagem.
Neste suprimento não entram os senhorios dela, porque todo o seu fim e intento vem a ser gastar pouco, e pôr fora com venda depressa a mesma escravatura: acometendo a esse tempo o maior número das enfermidades à escravatura, aos enfermos mandam às vezes persuadir pelos seus intérpretes, quando saem para a mostra da compra, que digam aos novos senhores, que estão bons; ao que são fáceis, porque cuidam, que vão buscar melhor fortuna: de sorte que da cama do chão, onde se acham gravemente enfermos, são levados, e passados aos compradores; e por conservarem por mais algum tempo o segredo da mentira até sucede que pouco duram em poder de terceiro; e não dão tempo a serem refugados, e na frase da terra enjeitados [...]

Passando o escravo pelo título da venda a novo senhor, ele se persuade vivendo em um contínuo martírio. Se o escravo se ocupa em o serviço urbano, ele sim é mais bem tratado pela comida, e pelo vestuário; porém se é comprado para servir a casa, há de dar conta de todo o serviço dela com repartição das horas, e é um fiador eterno dos bens da mesma casa. Se em alguma coisa discrepa, ou quanto faz não se amolda a um gênio sempre prevenido contra o humilde escravo, é logo mandado castigar.

Os escravos metidos nesta tortura, sustentando o horrível combate da vida com a morte, tremendo, e sendo obrigados a miúdo a comparecerem como réus: alguns tornam o fôlego, e morrem; outros passam navalhas às goelas; outros lançam-se aos poços; outros precipitam-se das janelas, das grandes alturas; outros finalmente matam a seus senhores [...]”

O MERCADO

“O lugar onde fica situado o grande mercado de escravos é uma rua comprida e sinuosa, chamada Valongo, que vai da beira-mar até a extremidade nordeste da cidade. Quase todas as casas dessa rua são depósitos de escravos que ali ficam à espera de seus compradores. Esses depósitos ocupam os dois lados da rua, e ali as pobres criaturas são expostas à venda como qualquer outra mercadoria. Quando chega um comprador, eles são trazidos à sua presença, sendo por este examinados e apalpados em qualquer parte do corpo, exatamente como já vi açougueiros fazerem com os bois.


Mercado da rua do Valongo. (Debret)

O exame todo se restringe apenas à avaliação da capacidade física do escravo, sem a menor preocupação quanto às suas qualidades morais, que interessam tanto ao comprador quanto se ele estivesse adquirindo um cão ou um burro. Freqüentemente tive a oportunidade de ver senhoras brasileiras nesses mercados. Elas chegam, sentam-se, examinam e apalpam suas aquisições e as levam consigo, com a mais profunda indiferença. Muitas vezes vi aqui grupos de senhoras bem vestidas comprando escravos com a mesma animação com que senhoras inglesas fazem compras nos bazares.

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No recibo de compra e venda de escravos, uma vinheta mostra os senhores decidindo o destino de um casal.

(…) Os depósitos consistem de espaços cômodos onde, às vezes, ficam em exposição 300 a 400 escravos de ambos os sexos e de todas as idades. À volta do aposento há vários bancos, ocupados geralmente pelos velhos; no centro ficam os mais jovens, principalmente as mulheres, que ficam acocoradas no chão formando um grupo compacto, com as mãos e o queixo apoiados nos joelhos. Seu corpo é coberto apenas por uma faixa de tecido de algodão quadriculado, atado à volta da cintura.

Quando passei por essa rua pela primeira vez, parei para olhar através das grades de uma janela; apareceu então um cigano e insistiu para que eu entrasse. Senti-me atraído por um grupo de crianças, uma das quais, uma menina, tinha um ar triste e cativante. Ao me ver olhando para ela, o cigano a fez levantar-se dando-lhe uma lambada com uma comprida vara, e lhe ordenou com voz áspera que se aproximasse. Era desolador ver a pobre criança de pé à minha frente, toda encolhida, em tal estado de solidão e desamparo que era difícil conceber como pode chegar àquela situação um ser que, assim como eu, é dotado de uma mente racional e uma alma imortal. Algumas meninas tinham um ar muito doce e cativante. Apesar de sua pele escura, havia tanto recato, delicadeza e cordura nos seus modos que era impossível deixar de reconhecer que eram dotadas dos mesmos sentimentos e da mesma natureza das nossas filhas. O vendedor preparava-se para colocar a menina em várias posições e exibi-la da mesma maneira como faria com um homem, mas eu declinei da exibição e ela retornou timidamente ao seu lugar, parecendo contente por poder se esconder no meio do grupo.


Escravas negras de diferentes nações. (Debret)

(…) Os homens eram geralmente figuras menos interessantes do que as mulheres. Suas fisionomias e a tonalidade de sua pele variavam de acordo com a parte da costa africana. Alguns eram negros como fuligem, e uma certa ferocidade no seu aspecto indicava a presença de sentimentos fortes e passionais como se remoessem sobriamente em seu íntimo as ofensas muito graves que lhes haviam sido feitas e planejassem vingança. Quando um deles era chamado, ele se aproximava com sombria indiferença, levantava os braços, batia os pés, gritava para mostrar o vigor de seus pulmões, corria para lá e para cá no aposento – em suma, era tratado exatamente como se fosse um cavalo sendo exibido numa exposição e que depois é mandado de volta à baia com uma chicotada. A cabeça dos escravos, tanto masculinos quanto femininos, era raspada, sendo deixado apenas um tufo de cabelos na frente.

Algumas das mulheres usavam lenços de algodão amarrados na cabeça, enfeitados com conchas e sementes nativas, o que lhes dava uma aparência muito graciosa. Um certo número deles, principalmente os homens sofriam de uma erupção na pele, que ficava com manchas esbranquiçadas e tinha um aspecto asqueroso, lembrando lepra. Entretanto, a erupção era considerada um saudável esforço do organismo para se livrar do sal dos mantimentos consumidos durante a viagem; e, de fato, seu aspecto lembrava exatamente uma concreção salina.

Muitos deles se achavam estirados sobre as tábuas nuas do assoalho; viam-se também muitas mães com os filhos ao peito, mostrando-se elas profundamente apegadas a eles. Todos estavam condenados a permanecer ali, como ovelhas no redil, até serem vendidos. Não dispunham de um quarto para o qual se recolhessem, nem de cama onde repousassem, nem de uma coberta que os agasalhasse. Permaneciam sentados ali, nus, o dia inteiro, e à noite se estiravam nus sobre as tábuas do assoalho ou sobre os bancos.”

O TRABALHO

Assim, os escravos como as escravas se ocupam no corte da cana; porém, comumente os escravos cortam e as escravas amarram os feixes. Consta o feixe de doze canas, e tem por obrigação cada escravo cortar num dia sete mãos de dez feixes por cada dedo, que são trezentos e cinqüenta feixes e a escrava há de amarrar outros tantos com os olhos da mesma cana; e, se lhes sobejar tempo, será para o gastarem livremente no que quiserem. (…) E o contar a tarefa do corte, como está dito, por mãos e dedos, é para se acomodar à rudeza dos escravos boçais, que de outra sorte não entendem, nem sabem contar.

O modo de cortar é o seguinte: pega-se com a mão esquerda em tantas canas quantas pode abarcar, e com a direita armada de fouce se lhe tira a palha, a qual depois se queima ou pela madrugada, ou já de noite, quando, acalmando, o vento der para isso lugar, e serve para fazer a terra mais fértil; logo, levantando mais acima a mão esquerda, batam-se fora com a fouce os olhos da cana, e estes dão-se aos bois a comer; e ultimamente, tornando com a esquerda mais abaixo, corta-se rente ao pé, e quanto a fouce for mais rasteira à terra, melhor. Quem segue ao que corta (que comumente é uma escrava) ajunta as canas limpas, como está dito, em feixes, a doze por feixe, e com os olhos dela os vai atando; e assim atados, vão nos carros ao porto, ou se o engenho for pela terra dentro, chega o carro à moenda.


Pesagem e encaixotamento de açúcar, Rio de Janeiro. (Jean-Victor Frond)

O lugar de maior perigo que há no engenho é o da moenda, porque, se por desgraça a escrava que mete a cana entre os eixos, ou por força do sono, ou por cansada, ou por qualquer outro descuido, meteu desatentamente a mão mais adiante do que devia, arrisca-se a passar moída entre os eixos, se lhe não cortarem logo a mão ou o braço apanhado, tendo para isso junto da moenda um facão, ou não forem tão ligeiros em fazer parar a moenda (…)

As escravas de que necessita a moenda, ao menos, são sete ou oito, a saber: três para trazer a cana, uma para a meter, outra para passar o bagaço, outra para consertar e acender as candeias, que na moenda são cinco, e para alimpar o cacho do caldo (a quem chamam cocheira ou calumbá) e os aguilhões da moenda e refrescá-los com água para que não ardam, servindo-se para isso do parol da água, que tem debaixo do rodete, e outra, finalmente, para botar fora o bagaço, ou no rio, ou na bagaceira, para se queimar a seu tempo. E, se for necessário botá-lo em parte mais distante, não bastará uma só escrava, mas haverá mister outra que a ajude, porque, de outra sorte, não se daria vazão a tempo, e ficaria embaraçada a moenda.
(…)

Junto à casa da moenda, que chamam casa do engenho, segue-se a casa das fornalhas, bocas verdadeiramente tragadoras de matos, cárcere de fogo e fumo perpétuo e viva imagem dos vulcões, Vesúvios e Etnas e quase disse, do Purgatório ou do Inferno. Nem faltam perto destas fornalhas seus condenados, que são os escravos boubentos e os que têm corrimentos, obrigados a esta penosa assistência para purgarem com suor violento os humores gálicos de que têm cheios seus corpos. Vêem-se aí, também, outros escravos, facinorosos, que, presos em compridas e grossas correntes de ferro, pagam neste trabalhoso exercício os repetidos excessos de sua extraordinária maldade, com pouca ou nenhuma esperança de emenda.”

A VIOLÊNCIA

Quando um escravo comete um crime, as autoridades se encarregam de puni-lo (…) ; mas quando ele se limita a descontentar o senhor pela sua embriaguez, preguiça, imprudência ou pequeninos roubos este o pode punir como bem entende. Em verdade, existem leis que impõem certos limites ao arbítrio e à cólera dos senhores, como por exemplo a que fixa o número de chicotadas que é permitido infringir de uma só vez, ao escravo, sem a intervenção da autoridade; entretanto (…) essas leis não têm força e talvez mesmo sejam desconhecidas da maioria dos escravos e senhores; por outro lado, as autoridades se encontram tão afastadas que, na realidade, o castigo do escravo por uma falta verdadeira ou imaginária, ou os maus tratos resultantes do capricho e da crueldade do senhor só encontram limites no medo de perder o escravo, pela morte ou pela fuga ou no respeito à opinião pública. Mas essas considerações nem sempre são suficientes para impedir o mal e é inegável que não faltem exemplos de crueldades impunes, que provocam a mutilação ou a morte de escravos …


Feitores castigando negros. (Debret)

(…) os delitos graves são punidos com o chicote; para as faltas menores usa-se a palmatória. Essas correções são quase sempre administradas em presença de todos os escravos. É de desejar-se, sem dúvida, que o uso do chicote se pouco a pouco completamente abolido, o que se pode esperar para breve, pois o interesse dos colonos se concilia perfeitamente com essa abolição. A experiência provou, com efeito, que nada estraga mais um escravo e lhe diminui o valor do que o uso freqüente do chicote, que destrói nele o sentimento de honra. E se, é verdade que os maus escravos são os mais corrigidos, também é verdade que há nisso uma contínua e infeliz reciprocidade de causa e efeito.

De resto, os escravos se habituam tão rapidamente a esse gênero de dor, que muitas vezes lhes acontece suplicarem a seus senhores fazê-los chicotear, de preferência a encarcerá-los, mesmo durante pouco tempo. O melhor meio de manter os escravos no dever, com a severidade necessária e sem crueldade, é encarcerá-los durante certo tempo, principalmente nos dias que lhes são reservados, e sem outras privações que a da luz. Passar um só dia na obscuridade, sem alimentos, é uma coisa que o negro teme muito mais que as chicotadas.”

“Um departamento da Casa de Correção é apropriado ao castigo dos escravos, que para aí são mandados a fim de serem punidos por desobediência ou por faltas pequenas. São recebidos a qualquer hora do dia e da noite, e retidos livros de despesas, tanto tempo quanto seus senhores o quiserem. Seria de estranhar que não se dessem, aí, as vezes, cenas de extrema crueldade.

As punições da Casa de Correção não são, entretanto, o único castigo que recebem os escravos insubmissos. Há punições especiais, e, entre as mais comuns, figuram – a máscara de estanho, o colar de ferro, e os pesos e correntes. As últimas duas se destinam aos fujões; porém a máscara de estanho é muitas vezes colocada no rosto para evitar que os escravos da cidade bebam cachaça, e os escravos do interior comam terra, medida que se aplica também a muitos negros do campo. Essa mania, pois não se pode chamar de outra maneira, quando não dominada, causa moleza, doença e morte.”

A RESISTÊNCIA

“O número de negros e mulatos no país é estimado atualmente em 2.500.000, ao passo que o de brancos chega apenas a 850.000; por conseguinte, os primeiros excedem os últimos na proporção de 3 para 1. Devido a essa grande superioridade numérica, há muito tempo existem sérias apreensões de que, num momento qualquer, devido à presente difusão de doutrinas revolucionárias no continente, eles acabem por se dar conta da própria força e por afirmar sua própria independência (…) Isso se aplica particularmente à Bahia e Pernambuco, onde praticamente todos os negros foram trazidos da mesma parte da costa africana, havendo uma união e compreensão geral entre eles, já que falam a mesma língua e têm interesses comuns.

Já tem havido ali várias conspirações e tentativas de revolta. Em abril de 1828, ocorreu uma insurreição parcial em alguns engenhos da Bahia e houve receio de que ela se espalhasse até Pernambuco. Mas no Rio a situação é diferente. A população é composta de oito ou nove castas diferentes, que não têm uma linguagem comum nem são ligadas umas às outras por nenhum laço, a tal ponto que freqüentemente eles se empenham em lutas e batalhas das quais chegam a participar até 200 indivíduos de uma nação de cada lado. Os brancos incentivam essa animosidade, procurando mantê-la viva, por acharem que ela está intimamente associada à sua própria segurança.”


A Província de Minas, 1887

“Segurança e Tranqüilidade Pública: Se excetuarmos alguns pequenos desaguisados, que têm ocorrido em vários municípios da Província, nascidos de intrigas próprias de povoações pequenas, e do abuso com que alguns juízes de paz se servem da terrível arma da pronúncia, em satisfação de ódios e ressentimentos particulares, e bem assim os acontecimentos ocorridos cm novembro próximo passado na fazenda do Capitão-mor Manoel Francisco Xavier, na freguesia do Paty do Alferes, cujos escravos em grande número se insubordinaram e fugiram, aquilomhando-se nos matos onde foram perseguidor logo, e presos, sendo depois devidamente castigados, pode assegurar-se que toda a Província tem gozado a mais profunda tranqüilidade …”

“Esse horror à escravidão chega a tal ponto que os negros, para escapar a ela, matam não só a si próprios como também os filhos. As mulheres negras têm fama de ser excelentes mães, e tive a oportunidade de ver sempre confirmada essa fama em todas as ocasiões; não obstante, essa mesma afeição que têm pelos filhos leva-as a cometer infanticídio. Muitas delas, principalmente as negras minas, repelem violentamente a idéia de ter filhos, empregando vários meios para matar a criança ainda no ventre, evitando assim – conforme declaram – a desgraça de por mais escravos no mundo …”

“Piracicaba – A 18 do mesmo mês (novembro – 1884), pelas 8 horas da manhã, em o sítio Pau-Queimado, a escrava Tertuliana, pertencente ao fazendeiro José Vieira de Morais, assassinou aos seus três filhos menores, Pedro de 6 anos, Marinho de 26 meses, e Benedito de 8 meses.
Tertuliana foi presa naquela fazenda e remetida para a cadeia do mesmo termo, procedendo o delegado de polícia a auto de corpo de delito e outras diligências.”

ABOLIÇÃO

“No Brasil, [...] o abolicionismo é antes de tudo um movimento político, para o qual, sem dúvida, poderosamente concorre o interesse pelos escravos e a compaixão pela sua sorte, mas que nasce de um pensamento diverso: o de reconstruir o Brasil sobre o trabalho livre e a união das raças na liberdade.”

(Joaquim Nabuco, O Abolicionismo, p. 68 – 1883)

“Senhores, combatendo a idéia da emancipação direta perante o Parlamento, devo repelir uma pecha que os mais intolerantes promotores da propaganda costuma lançar sobre aqueles que, como eu, têm levantado a voz para protestar energicamente contra a imprudência e precipitação com que se iniciou esta reforma.
Chamam-nos de escravocratas, de retrógrados, de espíritos tacanhos e ferrenhos, que não recebem os influxos da civilização. Procuram assim atemorizar-nos com a odiosidade que de ordinário suscitam as idéias condenadas, os sentimentos egoísticos. [...]
Vós, os propagandistas, os emancipadores a todo transe, não passais de emissários da revolução, de apóstolos da anarquia. Os retrógrados sois vós, que pretendeis recuar o progresso do país, ferindo-o no coração, matando a sua primeira indústria, a lavoura. [...] Não vos lembrais de que a liberdade concedida a essas massas brutas é um dom funesto; é o fogo entregue ao ímpeto, ao arrojo de um novo e selvagem Prometeu. ”
(José de Alencar, Discursos parlamentares, p. 228 – 1871)

“[...] No dia seguinte, chamei o Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza:
- Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida e tens mais um ordenado, um ordenado que…
- Oh! Meu Sinhô! Fico.
- … Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo; tu cresceste imensamente. Quando nascestes, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos…
- Artura não qué dizê nada, não, sinhô…
- Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis; mas é de grão em grão que a galinha enche o papo. Tu vales muito mais que uma galinha.
[...]
Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por não me escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.
Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio; daí para cá, tenho lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; cousas todas que ele recebe humildemente, e, (Deus me perdoe!) creio que até alegre.”
(Machado de Assis, ‘Bons Dias’. In Diário de Notícias, p. 489-491

13 de maio de 1888 – Petrópolis
Meus queridos e bons pais.
Não sabendo por qual começar hoje: mamãe por ter tanto sofrido estes dias; papai pelo dia que é, escrevo a ambos juntamente.
É de minha cama que o faço, sentindo necessidade de esticar-me depois de muitas noites curtas, dias aziagos e excitações de todos os gêneros. O dia de trás-ontem foi um dia de amargura para mim e direi para todos os brasileiros e outras pessoas que os amam. Graças a Deus, desde ontem respiramos um pouco e hoje de manhã as notícias sobre papai eram muito tranqüilizadoras. Também foi com o coração mais aliviado que perto de uma hora da tarde partimos para o Rio a fim de eu assinar a grande lei, cuja maior glória cabe a papai, que há tantos anos esforça-se para um tal fim. Eu também fiz alguma coisa e confesso que estou bem contente de também ter trabalhado para idéia tão humanitária e grandiosa. A maneira pela qual tudo se passou honra nossa pátria e tanto maior júbilo me causa. Os nossos autógrafos da lei e o decreto foram assinados às três e meia, em público, na sala que precede a grande do trono, passada a arranjar depois de sua partida. O Paço (mesmo as salas) e o Largo estavam cheios de gente, e havia grande entusiasmo, foi uma festa grandiosa, mas o coração apertava-se me lembrando que papai aí não se achava! Discursos, vivas, flores, nada faltou, só a todos faltava saber papai bom e poder tributar-lhe todo o nosso amor e gratidão. Às quatro e meia embarcávamos de novo e em Petrópolis novas demonstrações nos esperavam, todos estando também contentes com as notícias de manhã de papai. Chuvas de flores, senhoras e cavalheiros armados de lanternas chinesas, foguetes, vivas. Queriam puxar meu carro, mas eu não quis e propus antes vir a pé com todos da estação. Assim o fizemos, entramos no Paço para abraçarmos os meninos e continuamos até a igreja do mesmo feitio que viemos da estação. Um bando de ex-escravos fazia parte do préstito, armados de archotes. Chuviscava e mesmo choveu, mas nessas ocasiões não se faz caso de nada. Na igreja tivemos nosso mês de Maria sempre precedido do terço dito em intenção de papai e de mamãe. Não são as orações que têm faltado; por toda a parte se reza e se manda rezar, e esta manhã, nas Irmãs, tivemos uma comunhão por intenção de papai. Comungamos nós dois e umas quarenta senhoras.

Boas noites, queridos, queridíssimos!!!
Saudades e mais saudades!!!

16 de maio
Tudo está em festa pela lei, coincidindo com estas as melhoras de papai. Já estivemos hoje no Paço da Cidade para receber comissões e uma missa na igreja do Rosário mandada dizer pela Irmandade dos pretinhos por intenção de papai. Reina entusiasmo grande por toda a parte.
Adeus, meus queridos e bons pais, aceitem mil abraços e beijos saudosíssimos e deitem-nos sua bênção.
Sua filhinha que tanto os ama.

Isabel, condessa d’Eu

[Extraído de Paulo Bonavides & R. A. Amaral Vieira. Textos políticos da história do Brasil (Independência - Império - I). Fortaleza: Imprensa Universitária da Universidade Federal do Ceará, s/d, pp. 786-7.]

Original da Lei Áurea, assinada pela Regente Dona Isabel (1888)

LEI ÁUREA – teor

A lei nº 3.353, ( de autoria de Antônio da Silva Prado, ministro da Agricultura e fazendeiro incentivador da mão de obra européia), de 13 de maio de 1888, que não previa nenhuma forma de indenização aos fazendeiros, dizia:

Declara extinta a escravidão no Brasil:

A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:

Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.

O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império.
Princesa Imperial Regente.
Rodrigo Augusto da Silva

Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sancionar, declarando extincta a escravidão no Brazil, como nella se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. Chancelaria-mor do Império.- Antônio Ferreira Viana.
Transitou em 13 de Maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque.

LEI ÁUREA – registro

Para ler sobre a Lei do Ventre Livre clique AQUI

Lei dos Sexagenários

A decisão cearense aumenta a pressão da opinião pública sobre as autoridades federais. Em 1885, o governo cede mais um pouco e promulga a Lei Saraiva-Cotegipe. Conhecida como Lei dos Sexagenários, ela liberta os escravos com mais de 60 anos, mediante compensações a seus proprietários. A lei não apresenta resultados significativos, já que poucos cativos atingem essa idade e os que sobrevivem não têm de onde tirar o sustento sozinhos.

Os escravizados, que sempre resistiram ao cativeiro, passam a participar ativamente do movimento, fugindo das fazendas e buscando a liberdade nas cidades. No interior de São Paulo, liderados pelo mulato Antônio Bento e seus caifazes (nome tirado de uma personalidade bíblica, o sumo-sacerdote judeu Caifaz), milhares deles escapam das fazendas e instalam-se no Quilombo do Jabaquara, em Santos. A esta altura, a campanha abolicionista mistura-se à republicana e ganha um reforço importante: o Exército. Descontentes com o Império, os militares pedem publicamente para não mais ser utilizados na captura dos fugitivos. Do exterior, sobretudo da Europa, chegam apelos e manifestos favoráveis ao fim da escravidão.

Datas comemorativas – Dia das Mães

SUGESTÕES DE PRESENTES EM EVA

Extraído do Oficina de Criatividade

PORTA LIXA DE UNHAS

PORTA ABSORVENTE COM CAIXINHA DE LEITE

BOLSINHA PARA MAQUIAGEM

MOLDE – CLIQUE NA FIGURA PARA AUMENTAR

PORTA-RECADOS

MOLDE – CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR

KIT MANICURE

MOLDE – CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR

KIT PARA HIGIENE BUCAL

MOLDE – CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR

PORTA-BATOM

]

MOLDE – CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR

PORTA-RECADOS

MOLDE – CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR

POTINHO DE GARRAFA PET

MOLDE – CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR

MODO DE FAZER

1-Risque um círculo do tamanho da boca da garrafa pet que você vai usar, mas faça no papelão de caixa, porque vai lhe dar uma base melhor para trabalhar;

2-Depois que riscou, corte e cole no eva branco, cortando em seguida, pois agora vc vai ter um círculo branco, correto?

3- Risque uma tira no eva branco, sendo que a mesma tem que dá a volta no círculo. Escolha a largura que preferir; cole a tira com cola quente em volta do círculo. agora vc já tem uma tampa certo?

4-Essa fita que dou acabamento chama-se viés, mas vc pode usar qualquer fita ou até mesmo o próprio eva.

5-Corte um coração e cole na tampa na parte superior tá! Agora vc já finalizou a tampa.

MENINA CARTÃO

MOLDE – CLIQUE NA FIGURA PARA AMPLIAR

FAÇA UM ÁLBUM PARA A MAMÃE


Pintura com giz de cera

A flor do meu jardim

Pintura feita com guache utilizando escova de dentes

O Sol da minha vida

Pintura feita com guacge utilizando o fundo do lápis de cor

A estrela que mais brilha

Estrela com glitter prata

Juntos somos um só… Te amo!

Pintura feita com os dedinhos dos alunos

CARTÕES

POESIA PARA A MAMÃE

POESIA

DIA DA MÃE

I
Neste dia especial
Juntos vamos estar
O dia vai ser normal
Uma história te vou contar.
II
Neste dia especial
Uma prenda te vou dar,
Esse presente é normal
Mas vai servir p´ra enfeitar.
III
Hoje o dia começa bem
Nunca há-de acabar mal.
A mãe é a rainha da casa
E gosta de um presente especial.
IV
Neste dia esperado
Uma prenda te vai animar
Guardo-a muito bem guardado
Para o poderes recordar
V
Mãe começa pelo M,
M de mãe, M de Maio,
M de Maria, M de manhãzinha,
M de mãezinha.

VÍDEO EM HOMENAGEM ÀS MÃES

Problemas de aprendizagem e a auto-estima

Dificuldades na aprendizagem

Medicina Avançada – Sra. Shirley de Campos


Se a criança manifesta dificuldades na aprendizagem, tal poderá ter a ver não com falhas cognitivas (porque a criança até é inteligente), mas com privação de bem-estar emocional. Nessas circunstâncias é imprescindível saber como atuar. A visita a um profissional especializado – um psiquiatra infantil – poderá ser determinante.

Dificuldades de aprendizagem – identifique a causa
É crescente o número de crianças que não tem um rítmo de aprendizagem proporcional ás suas capacidades. Estas crianças não só têm dificuldades de adaptação à escola como são suscetíveis de perturbar o ambiente escolar e prejudicar o aproveitamento e bem-estar das restantes.
Na maior parte dos casos o que, efetivamente, está em causa é um desequilíbrio emocional que permita disponibilidade interior para manter vivo o desejo e o prazer de aprender.

O valor do afeto
Sabemos que a inteligência é, até um certo ponto, um patrimônio herdado dos pais. Cada criança tem um perfil heterogêneo com pontos fortes e fracos; por exemplo: há crianças que têm mais facilidade no raciocínio abstrato verbal, outras na área de organização espaço-temporal, etc. É por essa razão que as crianças têm potenciais diferentes: umas são melhores em línguas, outras em artes e outras em ciências e tecnologia.
Sabe-se, contudo, que os fatores que determinam a possibilidade de desenvolver esse potencial inato são:

· peso da estimulação afetiva (familiar, social, cultural)

· o tipo de experiências que a criança vive com quem lhe está mais próximo


A importância da auto-estima
Em idade escolar a capacidade de aprendizagem é uma das primeiras a ficar afetada sempre que haja uma perturbação emocional da criança. Dois tipos de perturbação emocional podem ocorrer:

· transitória – como alterações reactivas a circunstâncias sentidas como adversas, como o nascimento de um irmão ou a separação conflitual dos pais

· permanente – quando as dificuldades são mais estruturais

A maioria destas crianças têm estruturas depressivas do seu funcionamento psíquico, isto é, são:

· desvalorizadas na sua auto imagem (são vulgares expressões do tipo: “sou burro”, “não sou nada bom”, “não faço nada bem”)

· inseguras (são vulgares expressões do tipo: “não sei se consigo, faço isto ou faço aquilo?”)

· têm pouca tolerância à frustração, desistindo rapidamente à primeira contrariedade ou respondendo agressivamente contra os outros,

· antecipam negativamente as situações escolares, sobretudo de teste ou avaliação formal (são vulgares expressões do tipo: “vou falhar, amanhã não vou conseguir”),

· têm dificuldades em interpor pensamento entre o sentir e o agir, pelo que a alteração dos comportamentos (instabilidade, hiperatividade ou agressividade ou, mais raramente, pela inibição e retirada) é a melhor imagem de marca desta situação.

Estão assim criadas as condições para um círculo vicioso negativo, já que as dificuldades na escola reforçam a má imagem que as crianças têm de si próprias. Se a isto juntarmos ainda a ansiedade dos pais, que também aumentam nos filhos a idéia de não estar respondendo às suas expectativas (são vulgares expressões do tipo: “será que eu sou o filho que os meus pais gostavam que eu fosse?”), temos completamente traçado o quadro habitual a que se assiste.

Reforce-lhe a segurança
Dê atenção a dois caminhos que se seguem e certifique-se de que faz tudo o que está ao seu alcance para proporcional ao seu filho condições para seguir o segundo.

· A sensação de não ser gostado –> insegurança –>maior dependência emocional –> a regressão, o desejo de regredir, estagnar ou, então, o medo de conhecer, o desejo de ignorar, esquecer ou, em caso último, destruir, morrer

· A sensação de ser gostado, amado –> segurança –>autonomia –> gosto de descobrir, conhecer–> desejo de crescer, pensar, sonhar, criar, viver

Fonte: NOVA ESCOLA on-line

Aprender aumenta a auto-estima
Você não precisa fazer mágica para elevar a auto-estima dos seus alunos. Basta fazer o que sabe: ensinar

Graziella Beting

Eu preciso elevar a auto-estima da minha turma!” Mesmo que você nunca tenha pensado nisso, com certeza conhece alguém que já se dispôs a encarar o desafio. Isso depois de deparar com uma classe desmotivada, que não participava das atividades, deixava as tarefas incompletas e não aprendia nada. Em situações assim, o “elevar a auto-estima” aparece como solução mágica para mudar a atitude da garotada e resolver todos os problemas de aprendizagem. O professor, então, começa a quebrar a cabeça e a inventar fórmulas e mais fórmulas para tentar reverter o quadro.

Mas o que é essa tal de auto-estima que não sai da boca dos educadores? “É a capacidade de se gostar, de se sentir confiante e bem-sucedido”, explica a psicóloga Cisele Ortiz, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, de São Paulo, que trabalha com formação de professores.

A criança vai construindo a imagem que faz de si com base no que vê e no que ouve dos adultos que a rodeiam. Se essas pessoas não a valorizam, sua auto-estima fica comprometida. Em família isso acontece, por exemplo, quando o pai não deixa o filho comer sozinho, por achar que ele não vai conseguir. Assim, passa o recado de que ele é incapaz. O mesmo erro comete o professor que nunca chama um estudante para escrever na lousa porque considera sua letra feia. Quem é tratado dessa maneira passa a se ver como um fracassado.

Mal na escola e em casa


O sentimento de insucesso surgido em sala de aula afeta muito a vida do aluno. Ele não é popular entre os colegas e acaba excluído do grupo. Em casa a situação pode até se agravar. “Se ele pensa que não está atendendo às expectativas dos pais, se sente muito mal. Pior: acha que os dois vão gostar menos dele por causa de seu desempenho”, explica a pedagoga Mariângela Bueno, assistente de Estudos Sociais do Colégio Vera Cruz, de São Paulo.

O fracasso escolar é um dos fatores que mais prejudicam a auto-estima. E o professor tem sua responsabilidade, quando exige mais do que o aluno é capaz de dar ou se ministra aulas desorganizadas, em que não fica claro para a turma o que quer ensinar. Por vezes, também, o educador acaba estigmatizando algumas crianças, ao perceber que elas têm problemas em casa, como uma família desestruturada ou dificuldades financeiras, afetivas e sociais. “Logo o professor vê nos alunos problemas de auto-estima”, explica Gisela Wajskop, diretora do Instituto Singularidades, de São Paulo, especializado na formação docente.


Você pode mudar o quadro

Está em suas mãos, no entanto, alterar um cenário como esse. No momento em que um garoto percebe que sabe escrever o próprio nome sozinho, por exemplo, fica com uma grande sensação de sucesso. Uma vitória obtida em sala de aula pode se refletir na vida do aluno em outros ambientes. “A escola é a maior responsável pela auto-imagem da criança”, considera Mariângela Bueno.

Antes de se preocupar em elevar a auto-estima da turma, que tal repensar o seu sistema de avaliação? “O primeiro passo é parar de usar a questão como regra mágica que explica todo o desempenho escolar”, considera a psicóloga Rosely Sayão, de São Paulo, especializada em educação. Além disso, há muitos outros fatores que interferem no rendimento de um estudante, como seu estado de saúde ou a sua capacidade visual.

E é bom ter sempre em mente que ninguém é bom em tudo. Cada um faz alguma coisa melhor que os demais. Cabe a você descobrir e valorizar essas outras competências, que não são só as normalmente cobradas no contexto educacional. No mais, você só precisa fazer o que já sabe: ensinar. “Não tem melhor maneira de manter a auto-estima da classe em alta do que garantir o sucesso na aprendizagem”, considera Cisele Ortiz. Agindo assim, quando você menos esperar vai perceber que a garotada está com a auto-estima lá em cima.


A saída é aprimorar as aulas

Quando você resolve os problemas de aprendizagem em classe acaba elevando a auto-estima da turma. Algumas atitudes simples podem mudar a dinâmica das aulas. Veja como isso é possível.

Procure conhecer melhor seu aluno, descobrir e estimular as potencialidades dele todo mundo tem as suas.

Dê voz à garotada. Todos têm contribuições a dar e se sentirão valorizados ao constatar que foi dada importância às suas palavras.

Reflita sobre a maneira como você trata as dificuldades da turma. Elas devem ser algo para você e o seu grupo superarem juntos. Encare as dúvidas como material de trabalho.

Faça uma auto-avaliação. Como é a organização de suas aulas? Você está sendo claro em suas falas?

Tenha cuidado na hora de avaliar e não rotule nem desestimule ninguém. Valorize o sucesso de quem acertou somente uma parte do que você pediu. Depois ensine de outra maneira o que falta ser aprendido.

Preocupe-se sempre em fazer com que o ambiente escolar seja um lugar onde todos aprendem juntos.

Crie atividades que valorizem o que o estudante já sabe e estimule-o a aprender mais. Nunca organize situações de ensino que sejam constrangedoras ou intimidadoras. A criança não pode pensar: “Sou burro, não sei fazer isso”.

Em vez de objetivo, conseqüência

Melhorar a auto-estima da classe nunca deve ser o objetivo de um projeto. Gisela Wajskop dá um exemplo que ajuda a esclarecer a questão: uma mãe que cuida do seu bebê, oferecendo o carinho e a proteção de que ele precisa, não está pensando em elevar a auto-estima do filho. No entanto, ele se sente amado e cuidado, como decorrência do gesto da mãe.

Na escola, desenvolver esse sentimento é conseqüência de uma ação global do professor. Propor em sala trabalhos que levem em consideração o que a meninada sabe, valorizar as informações trazidas de casa e ensinar com base nesses conhecimentos são caminhos para fazer com que o ensino ganhe sentido. Ao perceber que não é só você que detém todo o saber, o estudante certamente terá sua auto-estima elevada. E mais: quem descobre que aprendeu não tem como se sentir fracassado.

O que são realmente as dificuldades de aprendizagem?

Fonte: Centro de Referência Educcional

Vera Lúcia Camara F. Zacharias

A literatura sobre as dificuldades de aprendizagem se caracteriza por um conjunto desestruturado de argumentos contraditórios.

Apesar do conceito de dificuldades de aprendizagem apresentar diversas definições e ainda ser um pouco ambíguo, é necessário que tentemos determinar à que fazemos referência com tal expressão ou etiqueta diagnóstica, de modo que se possa reduzir a confusão com outros termos tais como “necessidades educativas especiais”, “inadaptações por déficit socioambiental” etc.,.


Podemos assinalar como elementos de definição mais relevantes:

A criança com transtornos de aprendizagem tem uma linha desigual em seu desenvolvimento.

Seus problemas de aprendizagem não são causados por pobreza ambiental.

Os problemas não são devidos a atraso mental ou transtornos emocionais.

Em síntese, só é procedente falar em dificuldades de aprendizagem quando fazemos referência a alunos que:

Têm um quociente intelectual normal, ou muito próximo da normalidade, ou ainda, superior.

Seu ambiente sóciofamiliar é normal.

Não apresentam deficiências sensoriais nem afecções neurológicas significativas.

Seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório.

O que podemos observar, de modo geral, em alunos com dificuldades de aprendizagem incluem problemas mais localizados nos campos da conduta e da aprendizagem, dos seguintes tipos:

Atividade motora: hiperatividade ou hipoatividade, dificuldade de coordenação…..,

Atenção: baixo nível de concentração, dispersão…,

Área matemática: problemas em seriações, inversão de números, reiterados erros de cálculo …,

Área verbal: problemas na codificação/ decodificação simbólica, irregularidades na lectoescrita, disgrafías …,

Emoções: desajustes emocionais leves, baixa auto-estima …,

Memória: dificuldades de fixação …,

Percepção: reprodução inadequada de formas geométricas, confusão entre figura e fundo, inversão de letras …,

Sociabilidade: inibição participativa, pouca habilidade social, agressividade.

Bem, e daí? Somos professores e os alunos estão em nossas escolas, em nossas classes. O que fazer?

Assumamos com todos os nossos conhecimentos, com toda nossa dedicação, os princípios da normalização e individualização do ensino, optando pela compreensão ao invés da exclusão. Esta é uma visão que tenta superar a concepção patológica tradicional dos problemas escolares que se apóia em enfoques clínicos centrados nos déficits dos alunos e em tratamentos psico-terapêuticos em anexo aos processos escolares.

Partindo da realidade plenamente constatada que todos os alunos são diferentes, tanto em suas capacidades, quanto em suas motivações, interesses, ritmos evolutivos, estilos de aprendizagem, situações ambientais, etc. , e entendendo que todas as dificuldades de aprendizagem são em si mesmas contextuais e relativas, é necessário colocar o acento no próprio processo de interação ensino/aprendizagem.

Sabemos que este é um processo complexo em que estão incluídas inúmeras variáveis: aluno, professor, concepção e organização curricular, metodologias, estratégias, recursos. Mas, a aprendizagem do aluno não depende somente dele, e sim do grau em que a ajuda do professor esteja ajustada ao nível que o aluno apresenta em cada tarefa de aprendizagem. Se o ajuste entre professor e aprendizagem do aluno for apropriado, o aluno aprenderá e apresentará progressos, qualquer que seja o seu nível.

É óbvio a grande dificuldade que os professores sentem quando se deparam com alunos que se lhes apresenta como com “dificuldades de aprendizagem”. Nessa altura do artigo, coloco “dificuldades de aprendizagem” entre aspas, pois, muitas vezes me pergunto, se estas dificuldades são de ensino ou de aprendizagem. Ambas estão juntas, é difícil dizer qual das duas tem mais peso.

O que acontece quando o docente se esquece que a escola é um universo heterogêneo, tal como a sociedade? Devemos ter em mente que nem todos aprendem da mesma maneira, que cada um aprende a seu ritmo e em seu nível. Precisamos criar novos contextos que se adaptem às individualidades dos alunos, partindo do que cada um sabe, de suas potencialidades e não de suas dificuldades.


Didática: fator de prevenção

De acordo com Blin (2005) sem subestimar o efeito de fatores externos à escola, variadas pesquisas sobre a eficácia do ensino têm demonstrado a influência dos professores e da maneira como conduzem a ação pedagógica, não somente sobre a forma como se dá a aprendizagem dos alunos, mas também sobre o modo com que se comportam em aula. O conhecimento dos processos associados ao ato de aprender e uma prática didática capaz de facilitá-los pode minimizar grande parte dos problemas e dos rótulos colocados nos alunos com “dificuldades de aprendizagem”.

—”Ora, é impossível dar mais atenção para alguns alunos, com as classes lotadas e com o programa que tem de ser igual para todos. Somos cobrados pelos pais, principalmente os das escolas particulares”. (uma professora de 4ª série do E.F I)

Segundo Perrenoud (2001) pode-se duvidar que, mesmo em uma classe tradicional em que se pratica o ensino frontal, que o professor se dirija constantemente a todos os alunos, que cada um deles receba a mesma orientação, as mesmas tarefas, os mesmos recursos. E, coloca três motivos para isto:

O professor interage seletivamente com os alunos e, por isso, alguns têm, mais que outros, a experiência de serem ouvidos ou questionados, felicitados ou repreendidos. Pergunta ele: quanto à comunicação não verbal, como ela poderia ser padronizada?

Mesmo nessas classes tradicionais, muitas vezes o trabalho é realizado em grupos, e o professor circula como um recurso para atender os alunos.

A diversidade dos ritmos de trabalho pode levar ao enriquecimento ou ao empobrecimento das tarefas. Assim, sempre há aqueles que terminam primeiro e têm tempo para brincar, ler, enquanto outros demoram para terminar e é preciso esperá-los.

Coloca ainda o autor: “Se considerarmos o currículo real como uma série de experiências, chegaremos, grosso modo, a uma conclusão evidente: o currículo real é personalizado, dois indivíduos nunca seguem exatamente o mesmo percurso educativo, mesmo se permanecerem de mãos dadas durante anos”.

O que Perrenoud deixa claro, é que individualização de itinerários educativos é possível para os professores, pois ao invés de uma individualização deixada ao acaso, “pode ser feita uma individualização deliberada e pertinente dos percursos educativos às diferentes características, às possibilidades, aos projetos e às necessidades diferentes dos indivíduos”.(obra citada)


Alunos que reprovam vários anos na mesma série são mais comuns do que se pode imaginar. Essas crianças sentem que a escola não foi feita para eles e se evadem. Segundo Freire (1999, p.35), “os alunos não se evadem da escola, a escola é que os expulsa”. Quem realmente falhou, o aluno ou a escola? Esses alunos reprovados retornarão no ano seguinte?

Uma criança curiosa que está descobrindo o mundo e suas possibilidades não progrediu nada em um ano, dois ou três. . . Isto nos faz questionar o atual sistema de ensino, pois, parece-nos que busca uma produção em série e com isso apenas evidencia as diferenças sem nada fazer por elas.

Vários autores, como Sara Pain, Alicia Fernández, Maria Lucia Weiss, chamam atenção para o fato de que a maior percentual de fracasso na produção escolar, de crianças encaminhadas a consultórios e clínicas, encontram-se no âmbito do problema de aprendizagem reativo, produzido e incrementado pelo próprio ambiente escolar. (WEISS et. al, 1999, p.46)

É importante considerar que a escola deve valorizar os muitos saberes do aluno, e que seja oportunizado a ele demonstrar suas reais potencialidades. A escola tem valorizado apenas o conhecimento verbal e matemático, deixando de fora tantos conhecimentos importantes para sociedade.

O sentimento de pertença deve ser estimulado, alguém acuado, jamais vai demonstrar as potencialidades que possui. Tornando o ambiente escolar acolhedor, aceitando a criança como ela é, oferecendo meios para que se desenvolva, já é uma garantia de dar certo o trabalho em sala de aula.

É necessário que os profissionais da educação adotem uma postura ética em relação ao aluno, que assim como eles convivem em uma sociedade excludente.

Portanto, diversificar as situações de aprendizagem é adaptá-las às especificidades dos alunos, é tentar responder ao problema didático da heterogeneidade das aprendizagens, que muitas vezes é rotulada de dificuldades de aprendizagens.

Projeto ” Auto- Estima”

Fonte: A teia – Id Brasil

Auto- Estima : Um Desafio

Justificativa

A E .E.F.M Ricardo de Souza neves, preocupada com o aumento do indicie de meninos fora da sala de aula em nosso município e com a violência que a estão sujeito; Propõe a realização de um projeto intitulado Auto-Estima: Um Desafio com adolescentes de 12 (doze) a15 (quinze) anos.

Para tanto partimos do principio de que o espaço da escola deve ser utilizado de todas as formas em todos os momentos para a construção de cidadãos conscientes de seus deveres e direitos, dessa forma o presente projeto justifica a necessidade urgente de atrair adolescentes para o espaço escolar retirando-os da ociosidade e oferecer os mesmos condição de aprender informática básica e outras atividades, que venha contribuir para a sua formação social e educativa

Objetivo Geral

Elevar a auto-estima dos adolescentes estimulando a um maior convívio escolar oportunidade realização de atividades de Inclusão Social.

Objetivos Específico

? Valorizar as ações e preceptivas dos adolescentes por meio de diálogos.
? Proporcionar o aprendizado da informática básica
? Desenvolver jogos interativos, pintura, música
? Oportunizar um melhor convívio no meio social educativo a fim de tirá-los da ociosidade e dos perigos que na rua encontram.

Cronograma
Maio/Junho
Atividades

? Socialização do projeto
? Dialágo do professor do laboratório, com os monitores e adolescentes.
? Apresentação das dependências da escola
? Apresentação de slides com mensagens de paz
? Comentários sobre os slides
? Um breve exame do computador:
? Introdução e desenvolvimento de Windows
? Jogos educativo
? Conhecendo a Internet

Agosto/Setembro

? Apresentação de slide sobre a Amazônia
? Introdução e desenvolvimento do Word
? .Introdução e desenvolvimento do power point
? .Atividades de pesquisa na Internet
? .Point produção de desenhos (paint)
? Confraternização, conclusão do projeto

Avaliação

No desenvolvimento do projeto, Será feito uma avaliação das ações desenvolvidas observando os procedimentos atitudinais, procedimentais durante das atividades desenvolvidas, procurando rever mudanças de atualidades se necessária para melhorar a aprendizagem

Recursos Materiais

? Laboratório de informática.
? Disquetes
? CDs
? Papel oficio
? Lápis, caneta, borracha, régua…..
? Cartolina

Recurso Humano

? Professor do laboratório.
? Monitores
? Adolescentes entre 12e 15 anos
? Núcleo gestor
? Professores da sala de apoio

Resultado Esperado

Esperamos que ao término desse projeto ele tenha contribuído para ajudar nas ações cotidiana dos educando e sua posição na sociedade, valorizando a educação como ponto de partida para a inclusão social.

“Projeto – A Escola de Mãos Dadas com a Família”

Elaboração: Terezinha Maria de Jesus S. Carvalho,
Cooperação: Cássia Maria Marques Nunes
Nayara de Oliveira Santos

Introdução:

Este é um projeto que visa melhorar a qualidade de ensino aprendizagem dos alunos que se encontram em situações de repetência. O referido projeto além de desenvolver habilidades cognitivas, permite também o diagnóstico de dificuldades de aprendizagem .

Justificativa:

A origem de um problema de aprendizagem pode ser multicasual, podendo estar no educando ou em seu ambiente. Devemos estar atentos ao seu meio cultural, familiar, escolar e, principalmente, à metodologia e didática empregadas pelo educador(escola).
Observando a problemática que envolve o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicossomático dos alunos desta unidade de ensino, o alto índice de repetência ocorrido no ano de 2003 nesta mesma Unidade, e detectando que este índice se dá em virtude de vários fatores incluindo também a baixo auto-estima, fez-se necessário tomarmos medidas de intervenção que venham atender e procurar melhorar a qualidade da educação e consequentemente melhorar a vida afetiva, psicossocial, psicomotora e cognitiva dos alunos desta unidade de ensino.

Certamente as dificuldades de aprendizagem nem sempre se dá por desinteresse do aluno e sim por este não ser trabalhado de forma adequada e na idade certa acarretando um elevado índice de desestímulo, apresentando dificuldades em aprender a aprender.

Sabendo-se que os pilares da educação estão firmados na arte de aprender e que esta arte é aprender a prender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver, devemos buscar, resgatar em nossos alunos sobre tudo nos que apresentam defasagem de aprendizagem e idade, série, o gosto e o interesse em perceber-se como pessoa integrante, dependente e transformadora de si mesma e do meio em que vive, melhorando sua auto-estima, e o gosto pela vida

Objetivo Geral:

Trabalhar a afetividade, socialização, relações emocionais e os aspectos psicomotores de uma maneira lúdica, visando resgatar a auto-estima e despertar o interesse do educando em aprender e proporcionar condições para que todos os alunos sejam capazes de possuir autonomia frente ao conhecimento construído socialmente.

Objetivos específicos:

Vivenciar diferentes situações em que os educandos possam exteriorizar(ou não) suas dificuldades;
Despertar a ajuda mútua entre colegas e entre escola e família;
Favorecer a socialização através de atividades físico-recreativas;
Estimular o desenvolvimento das capacidades físicas naturais através do movimento;
Melhorar suas relações com o mundo, a escola, a família, a comunidade e consigo mesmo;
Estimular a criatividade e a expressão oral e facial;
Contribuir para a aquisição e formação de hábitos saudáveis;
Desenvolver a auto-estima;
Valorizar o Eu e o Outro;
Desenvolver a capacidade de cantar;
Estimular o gosto pela poesia e música;
Desenvolver habilidades artísticas;
Realizar, com respeito e alegria a atividades propostas.

Público Alvo:

Alunos das séries iniciais do ensino fundamental que se encontram em situação de repetência bem como seus respectivos responsáveis.

Procedimentos:

Observar e analisar desenhos;
Analisar várias situações de aprendizagem;
Por meio de jogos e atividades práticas, sanar dificuldades de aprendizagem;
Exercitar a pronúncia por meio de trava-línguas;
Desenhar o corpo humano;
Trabalhar as partes do copo humano
Fazer o Auto-retrato, com minúcia, ornamentado etc;
Descobrir e relatar a história do próprio nome(desenhar o nome). Desenvolver atividades recreativas envolvendo o próprio nome (a canoa virou, olaria de Deus etc.);
Participar de atividades de sensibilização.
Ler e interpretar, textos(musicas, poesias, contos, histórias, textos reflexivos, paradoxos, etc.);
Participar de dinâmicas de grupo;
Participar de atividades psicomotoras de recreação e jogos;
Rolar, correr, saltar, localizar-se no tempo e no espaço;
Trabalhar a lateralidade, ritmo e o equilíbrio;
Valorizar as regras de convivência;

Metodologia:

Este projeto será executado pela Orientadora Educacional juntamente com a Coordenadora e vice-diretora da unidade de Ensino, as quais dividirão os alunos em seis grupos sendo três no matutino e três no vespertino, cada grupo será atendido uma vez por semana, uma hora por vez no turno contrário ao do professor regente. As aulas serão divididas em três tempos de vinte minutos, sendo vinte minutos para sensibilização e dinâmica, vinte minutos para atividades psicomotoras e vinte minutos de atividades pedagógicas voltadas para a oralidade, expressão corporal, interpretação de textos, através de desenhos, escrita e dramatização.

Após quatro encontros consecutivos as educadoras que desenvolvem o trabalho com os alunos se reúnem para planejar mais quatro encontros e a cada dois meses são realizadas oficinas, estas voltadas para atividades dinâmicas de auto-estima e resgate de valores realizadas com os responsáveis dos alunos.

Obs.: Antes de se colocar o projeto em prática, os responsáveis dos alunos que serão atendidos devem assinar um Termo de Compromisso, onde consta que o responsável deverá acompanhar todo o processo a ser desenvolvido, bem como participar dos encontros destinados aos responsáveis dos educandos.

Recursos:

Papel; (Cartolina, crepom, camurça etc.)
Revistas e Jornais;
Fita Crepe;
Garrafas Pet’s;
Lápis coloridos;
Giz de Cera;
Tinta Guache:
Textos (musicais, poéticos, reflexivos):
Jogos recreativos (bola, corda, colchonete, )
Rádio
Gravador;
Fitas musicais.

Avaliação:

A Avaliação se dará no decorrer das atividades e durante a aplicação do projeto a cada 02(dois) meses.

Cronograma:

O projeto será executado no decorrer do ano em que for colocado em prática.

Problemas de aprendizagem e a auto-estima

Dificuldades na aprendizagem

Medicina Avançada – Sra. Shirley de Campos


Se a criança manifesta dificuldades na aprendizagem, tal poderá ter a ver não com falhas cognitivas (porque a criança até é inteligente), mas com privação de bem-estar emocional. Nessas circunstâncias é imprescindível saber como atuar. A visita a um profissional especializado – um psiquiatra infantil – poderá ser determinante.

Dificuldades de aprendizagem – identifique a causa
É crescente o número de crianças que não tem um rítmo de aprendizagem proporcional ás suas capacidades. Estas crianças não só têm dificuldades de adaptação à escola como são suscetíveis de perturbar o ambiente escolar e prejudicar o aproveitamento e bem-estar das restantes.
Na maior parte dos casos o que, efetivamente, está em causa é um desequilíbrio emocional que permita disponibilidade interior para manter vivo o desejo e o prazer de aprender.

O valor do afeto
Sabemos que a inteligência é, até um certo ponto, um patrimônio herdado dos pais. Cada criança tem um perfil heterogêneo com pontos fortes e fracos; por exemplo: há crianças que têm mais facilidade no raciocínio abstrato verbal, outras na área de organização espaço-temporal, etc. É por essa razão que as crianças têm potenciais diferentes: umas são melhores em línguas, outras em artes e outras em ciências e tecnologia.
Sabe-se, contudo, que os fatores que determinam a possibilidade de desenvolver esse potencial inato são:

· peso da estimulação afetiva (familiar, social, cultural)

· o tipo de experiências que a criança vive com quem lhe está mais próximo


A importância da auto-estima
Em idade escolar a capacidade de aprendizagem é uma das primeiras a ficar afetada sempre que haja uma perturbação emocional da criança. Dois tipos de perturbação emocional podem ocorrer:

· transitória – como alterações reactivas a circunstâncias sentidas como adversas, como o nascimento de um irmão ou a separação conflitual dos pais

· permanente – quando as dificuldades são mais estruturais

A maioria destas crianças têm estruturas depressivas do seu funcionamento psíquico, isto é, são:

· desvalorizadas na sua auto imagem (são vulgares expressões do tipo: “sou burro”, “não sou nada bom”, “não faço nada bem”)

· inseguras (são vulgares expressões do tipo: “não sei se consigo, faço isto ou faço aquilo?”)

· têm pouca tolerância à frustração, desistindo rapidamente à primeira contrariedade ou respondendo agressivamente contra os outros,

· antecipam negativamente as situações escolares, sobretudo de teste ou avaliação formal (são vulgares expressões do tipo: “vou falhar, amanhã não vou conseguir”),

· têm dificuldades em interpor pensamento entre o sentir e o agir, pelo que a alteração dos comportamentos (instabilidade, hiperatividade ou agressividade ou, mais raramente, pela inibição e retirada) é a melhor imagem de marca desta situação.

Estão assim criadas as condições para um círculo vicioso negativo, já que as dificuldades na escola reforçam a má imagem que as crianças têm de si próprias. Se a isto juntarmos ainda a ansiedade dos pais, que também aumentam nos filhos a idéia de não estar respondendo às suas expectativas (são vulgares expressões do tipo: “será que eu sou o filho que os meus pais gostavam que eu fosse?”), temos completamente traçado o quadro habitual a que se assiste.

Reforce-lhe a segurança
Dê atenção a dois caminhos que se seguem e certifique-se de que faz tudo o que está ao seu alcance para proporcional ao seu filho condições para seguir o segundo.

· A sensação de não ser gostado –> insegurança –>maior dependência emocional –> a regressão, o desejo de regredir, estagnar ou, então, o medo de conhecer, o desejo de ignorar, esquecer ou, em caso último, destruir, morrer

· A sensação de ser gostado, amado –> segurança –>autonomia –> gosto de descobrir, conhecer–> desejo de crescer, pensar, sonhar, criar, viver

Fonte: NOVA ESCOLA on-line

Aprender aumenta a auto-estima
Você não precisa fazer mágica para elevar a auto-estima dos seus alunos. Basta fazer o que sabe: ensinar

Graziella Beting

Eu preciso elevar a auto-estima da minha turma!” Mesmo que você nunca tenha pensado nisso, com certeza conhece alguém que já se dispôs a encarar o desafio. Isso depois de deparar com uma classe desmotivada, que não participava das atividades, deixava as tarefas incompletas e não aprendia nada. Em situações assim, o “elevar a auto-estima” aparece como solução mágica para mudar a atitude da garotada e resolver todos os problemas de aprendizagem. O professor, então, começa a quebrar a cabeça e a inventar fórmulas e mais fórmulas para tentar reverter o quadro.

Mas o que é essa tal de auto-estima que não sai da boca dos educadores? “É a capacidade de se gostar, de se sentir confiante e bem-sucedido”, explica a psicóloga Cisele Ortiz, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, de São Paulo, que trabalha com formação de professores.

A criança vai construindo a imagem que faz de si com base no que vê e no que ouve dos adultos que a rodeiam. Se essas pessoas não a valorizam, sua auto-estima fica comprometida. Em família isso acontece, por exemplo, quando o pai não deixa o filho comer sozinho, por achar que ele não vai conseguir. Assim, passa o recado de que ele é incapaz. O mesmo erro comete o professor que nunca chama um estudante para escrever na lousa porque considera sua letra feia. Quem é tratado dessa maneira passa a se ver como um fracassado.

Mal na escola e em casa


O sentimento de insucesso surgido em sala de aula afeta muito a vida do aluno. Ele não é popular entre os colegas e acaba excluído do grupo. Em casa a situação pode até se agravar. “Se ele pensa que não está atendendo às expectativas dos pais, se sente muito mal. Pior: acha que os dois vão gostar menos dele por causa de seu desempenho”, explica a pedagoga Mariângela Bueno, assistente de Estudos Sociais do Colégio Vera Cruz, de São Paulo.

O fracasso escolar é um dos fatores que mais prejudicam a auto-estima. E o professor tem sua responsabilidade, quando exige mais do que o aluno é capaz de dar ou se ministra aulas desorganizadas, em que não fica claro para a turma o que quer ensinar. Por vezes, também, o educador acaba estigmatizando algumas crianças, ao perceber que elas têm problemas em casa, como uma família desestruturada ou dificuldades financeiras, afetivas e sociais. “Logo o professor vê nos alunos problemas de auto-estima”, explica Gisela Wajskop, diretora do Instituto Singularidades, de São Paulo, especializado na formação docente.


Você pode mudar o quadro

Está em suas mãos, no entanto, alterar um cenário como esse. No momento em que um garoto percebe que sabe escrever o próprio nome sozinho, por exemplo, fica com uma grande sensação de sucesso. Uma vitória obtida em sala de aula pode se refletir na vida do aluno em outros ambientes. “A escola é a maior responsável pela auto-imagem da criança”, considera Mariângela Bueno.

Antes de se preocupar em elevar a auto-estima da turma, que tal repensar o seu sistema de avaliação? “O primeiro passo é parar de usar a questão como regra mágica que explica todo o desempenho escolar”, considera a psicóloga Rosely Sayão, de São Paulo, especializada em educação. Além disso, há muitos outros fatores que interferem no rendimento de um estudante, como seu estado de saúde ou a sua capacidade visual.

E é bom ter sempre em mente que ninguém é bom em tudo. Cada um faz alguma coisa melhor que os demais. Cabe a você descobrir e valorizar essas outras competências, que não são só as normalmente cobradas no contexto educacional. No mais, você só precisa fazer o que já sabe: ensinar. “Não tem melhor maneira de manter a auto-estima da classe em alta do que garantir o sucesso na aprendizagem”, considera Cisele Ortiz. Agindo assim, quando você menos esperar vai perceber que a garotada está com a auto-estima lá em cima.


A saída é aprimorar as aulas

Quando você resolve os problemas de aprendizagem em classe acaba elevando a auto-estima da turma. Algumas atitudes simples podem mudar a dinâmica das aulas. Veja como isso é possível.

Procure conhecer melhor seu aluno, descobrir e estimular as potencialidades dele todo mundo tem as suas.

Dê voz à garotada. Todos têm contribuições a dar e se sentirão valorizados ao constatar que foi dada importância às suas palavras.

Reflita sobre a maneira como você trata as dificuldades da turma. Elas devem ser algo para você e o seu grupo superarem juntos. Encare as dúvidas como material de trabalho.

Faça uma auto-avaliação. Como é a organização de suas aulas? Você está sendo claro em suas falas?

Tenha cuidado na hora de avaliar e não rotule nem desestimule ninguém. Valorize o sucesso de quem acertou somente uma parte do que você pediu. Depois ensine de outra maneira o que falta ser aprendido.

Preocupe-se sempre em fazer com que o ambiente escolar seja um lugar onde todos aprendem juntos.

Crie atividades que valorizem o que o estudante já sabe e estimule-o a aprender mais. Nunca organize situações de ensino que sejam constrangedoras ou intimidadoras. A criança não pode pensar: “Sou burro, não sei fazer isso”.

Em vez de objetivo, conseqüência

Melhorar a auto-estima da classe nunca deve ser o objetivo de um projeto. Gisela Wajskop dá um exemplo que ajuda a esclarecer a questão: uma mãe que cuida do seu bebê, oferecendo o carinho e a proteção de que ele precisa, não está pensando em elevar a auto-estima do filho. No entanto, ele se sente amado e cuidado, como decorrência do gesto da mãe.

Na escola, desenvolver esse sentimento é conseqüência de uma ação global do professor. Propor em sala trabalhos que levem em consideração o que a meninada sabe, valorizar as informações trazidas de casa e ensinar com base nesses conhecimentos são caminhos para fazer com que o ensino ganhe sentido. Ao perceber que não é só você que detém todo o saber, o estudante certamente terá sua auto-estima elevada. E mais: quem descobre que aprendeu não tem como se sentir fracassado.

O que são realmente as dificuldades de aprendizagem?

Fonte: Centro de Referência Educcional

Vera Lúcia Camara F. Zacharias

A literatura sobre as dificuldades de aprendizagem se caracteriza por um conjunto desestruturado de argumentos contraditórios.

Apesar do conceito de dificuldades de aprendizagem apresentar diversas definições e ainda ser um pouco ambíguo, é necessário que tentemos determinar à que fazemos referência com tal expressão ou etiqueta diagnóstica, de modo que se possa reduzir a confusão com outros termos tais como “necessidades educativas especiais”, “inadaptações por déficit socioambiental” etc.,.


Podemos assinalar como elementos de definição mais relevantes:

A criança com transtornos de aprendizagem tem uma linha desigual em seu desenvolvimento.

Seus problemas de aprendizagem não são causados por pobreza ambiental.

Os problemas não são devidos a atraso mental ou transtornos emocionais.

Em síntese, só é procedente falar em dificuldades de aprendizagem quando fazemos referência a alunos que:

Têm um quociente intelectual normal, ou muito próximo da normalidade, ou ainda, superior.

Seu ambiente sóciofamiliar é normal.

Não apresentam deficiências sensoriais nem afecções neurológicas significativas.

Seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório.

O que podemos observar, de modo geral, em alunos com dificuldades de aprendizagem incluem problemas mais localizados nos campos da conduta e da aprendizagem, dos seguintes tipos:

Atividade motora: hiperatividade ou hipoatividade, dificuldade de coordenação…..,

Atenção: baixo nível de concentração, dispersão…,

Área matemática: problemas em seriações, inversão de números, reiterados erros de cálculo …,

Área verbal: problemas na codificação/ decodificação simbólica, irregularidades na lectoescrita, disgrafías …,

Emoções: desajustes emocionais leves, baixa auto-estima …,

Memória: dificuldades de fixação …,

Percepção: reprodução inadequada de formas geométricas, confusão entre figura e fundo, inversão de letras …,

Sociabilidade: inibição participativa, pouca habilidade social, agressividade.

Bem, e daí? Somos professores e os alunos estão em nossas escolas, em nossas classes. O que fazer?

Assumamos com todos os nossos conhecimentos, com toda nossa dedicação, os princípios da normalização e individualização do ensino, optando pela compreensão ao invés da exclusão. Esta é uma visão que tenta superar a concepção patológica tradicional dos problemas escolares que se apóia em enfoques clínicos centrados nos déficits dos alunos e em tratamentos psico-terapêuticos em anexo aos processos escolares.

Partindo da realidade plenamente constatada que todos os alunos são diferentes, tanto em suas capacidades, quanto em suas motivações, interesses, ritmos evolutivos, estilos de aprendizagem, situações ambientais, etc. , e entendendo que todas as dificuldades de aprendizagem são em si mesmas contextuais e relativas, é necessário colocar o acento no próprio processo de interação ensino/aprendizagem.

Sabemos que este é um processo complexo em que estão incluídas inúmeras variáveis: aluno, professor, concepção e organização curricular, metodologias, estratégias, recursos. Mas, a aprendizagem do aluno não depende somente dele, e sim do grau em que a ajuda do professor esteja ajustada ao nível que o aluno apresenta em cada tarefa de aprendizagem. Se o ajuste entre professor e aprendizagem do aluno for apropriado, o aluno aprenderá e apresentará progressos, qualquer que seja o seu nível.

É óbvio a grande dificuldade que os professores sentem quando se deparam com alunos que se lhes apresenta como com “dificuldades de aprendizagem”. Nessa altura do artigo, coloco “dificuldades de aprendizagem” entre aspas, pois, muitas vezes me pergunto, se estas dificuldades são de ensino ou de aprendizagem. Ambas estão juntas, é difícil dizer qual das duas tem mais peso.

O que acontece quando o docente se esquece que a escola é um universo heterogêneo, tal como a sociedade? Devemos ter em mente que nem todos aprendem da mesma maneira, que cada um aprende a seu ritmo e em seu nível. Precisamos criar novos contextos que se adaptem às individualidades dos alunos, partindo do que cada um sabe, de suas potencialidades e não de suas dificuldades.


Didática: fator de prevenção

De acordo com Blin (2005) sem subestimar o efeito de fatores externos à escola, variadas pesquisas sobre a eficácia do ensino têm demonstrado a influência dos professores e da maneira como conduzem a ação pedagógica, não somente sobre a forma como se dá a aprendizagem dos alunos, mas também sobre o modo com que se comportam em aula. O conhecimento dos processos associados ao ato de aprender e uma prática didática capaz de facilitá-los pode minimizar grande parte dos problemas e dos rótulos colocados nos alunos com “dificuldades de aprendizagem”.

—”Ora, é impossível dar mais atenção para alguns alunos, com as classes lotadas e com o programa que tem de ser igual para todos. Somos cobrados pelos pais, principalmente os das escolas particulares”. (uma professora de 4ª série do E.F I)

Segundo Perrenoud (2001) pode-se duvidar que, mesmo em uma classe tradicional em que se pratica o ensino frontal, que o professor se dirija constantemente a todos os alunos, que cada um deles receba a mesma orientação, as mesmas tarefas, os mesmos recursos. E, coloca três motivos para isto:

O professor interage seletivamente com os alunos e, por isso, alguns têm, mais que outros, a experiência de serem ouvidos ou questionados, felicitados ou repreendidos. Pergunta ele: quanto à comunicação não verbal, como ela poderia ser padronizada?

Mesmo nessas classes tradicionais, muitas vezes o trabalho é realizado em grupos, e o professor circula como um recurso para atender os alunos.

A diversidade dos ritmos de trabalho pode levar ao enriquecimento ou ao empobrecimento das tarefas. Assim, sempre há aqueles que terminam primeiro e têm tempo para brincar, ler, enquanto outros demoram para terminar e é preciso esperá-los.

Coloca ainda o autor: “Se considerarmos o currículo real como uma série de experiências, chegaremos, grosso modo, a uma conclusão evidente: o currículo real é personalizado, dois indivíduos nunca seguem exatamente o mesmo percurso educativo, mesmo se permanecerem de mãos dadas durante anos”.

O que Perrenoud deixa claro, é que individualização de itinerários educativos é possível para os professores, pois ao invés de uma individualização deixada ao acaso, “pode ser feita uma individualização deliberada e pertinente dos percursos educativos às diferentes características, às possibilidades, aos projetos e às necessidades diferentes dos indivíduos”.(obra citada)


Alunos que reprovam vários anos na mesma série são mais comuns do que se pode imaginar. Essas crianças sentem que a escola não foi feita para eles e se evadem. Segundo Freire (1999, p.35), “os alunos não se evadem da escola, a escola é que os expulsa”. Quem realmente falhou, o aluno ou a escola? Esses alunos reprovados retornarão no ano seguinte?

Uma criança curiosa que está descobrindo o mundo e suas possibilidades não progrediu nada em um ano, dois ou três. . . Isto nos faz questionar o atual sistema de ensino, pois, parece-nos que busca uma produção em série e com isso apenas evidencia as diferenças sem nada fazer por elas.

Vários autores, como Sara Pain, Alicia Fernández, Maria Lucia Weiss, chamam atenção para o fato de que a maior percentual de fracasso na produção escolar, de crianças encaminhadas a consultórios e clínicas, encontram-se no âmbito do problema de aprendizagem reativo, produzido e incrementado pelo próprio ambiente escolar. (WEISS et. al, 1999, p.46)

É importante considerar que a escola deve valorizar os muitos saberes do aluno, e que seja oportunizado a ele demonstrar suas reais potencialidades. A escola tem valorizado apenas o conhecimento verbal e matemático, deixando de fora tantos conhecimentos importantes para sociedade.

O sentimento de pertença deve ser estimulado, alguém acuado, jamais vai demonstrar as potencialidades que possui. Tornando o ambiente escolar acolhedor, aceitando a criança como ela é, oferecendo meios para que se desenvolva, já é uma garantia de dar certo o trabalho em sala de aula.

É necessário que os profissionais da educação adotem uma postura ética em relação ao aluno, que assim como eles convivem em uma sociedade excludente.

Portanto, diversificar as situações de aprendizagem é adaptá-las às especificidades dos alunos, é tentar responder ao problema didático da heterogeneidade das aprendizagens, que muitas vezes é rotulada de dificuldades de aprendizagens.

Projeto ” Auto- Estima”

Fonte: A teia – Id Brasil

Auto- Estima : Um Desafio

Justificativa

A E .E.F.M Ricardo de Souza neves, preocupada com o aumento do indicie de meninos fora da sala de aula em nosso município e com a violência que a estão sujeito; Propõe a realização de um projeto intitulado Auto-Estima: Um Desafio com adolescentes de 12 (doze) a15 (quinze) anos.

Para tanto partimos do principio de que o espaço da escola deve ser utilizado de todas as formas em todos os momentos para a construção de cidadãos conscientes de seus deveres e direitos, dessa forma o presente projeto justifica a necessidade urgente de atrair adolescentes para o espaço escolar retirando-os da ociosidade e oferecer os mesmos condição de aprender informática básica e outras atividades, que venha contribuir para a sua formação social e educativa

Objetivo Geral

Elevar a auto-estima dos adolescentes estimulando a um maior convívio escolar oportunidade realização de atividades de Inclusão Social.

Objetivos Específico

? Valorizar as ações e preceptivas dos adolescentes por meio de diálogos.
? Proporcionar o aprendizado da informática básica
? Desenvolver jogos interativos, pintura, música
? Oportunizar um melhor convívio no meio social educativo a fim de tirá-los da ociosidade e dos perigos que na rua encontram.

Cronograma
Maio/Junho
Atividades

? Socialização do projeto
? Dialágo do professor do laboratório, com os monitores e adolescentes.
? Apresentação das dependências da escola
? Apresentação de slides com mensagens de paz
? Comentários sobre os slides
? Um breve exame do computador:
? Introdução e desenvolvimento de Windows
? Jogos educativo
? Conhecendo a Internet

Agosto/Setembro

? Apresentação de slide sobre a Amazônia
? Introdução e desenvolvimento do Word
? .Introdução e desenvolvimento do power point
? .Atividades de pesquisa na Internet
? .Point produção de desenhos (paint)
? Confraternização, conclusão do projeto

Avaliação

No desenvolvimento do projeto, Será feito uma avaliação das ações desenvolvidas observando os procedimentos atitudinais, procedimentais durante das atividades desenvolvidas, procurando rever mudanças de atualidades se necessária para melhorar a aprendizagem

Recursos Materiais

? Laboratório de informática.
? Disquetes
? CDs
? Papel oficio
? Lápis, caneta, borracha, régua…..
? Cartolina

Recurso Humano

? Professor do laboratório.
? Monitores
? Adolescentes entre 12e 15 anos
? Núcleo gestor
? Professores da sala de apoio

Resultado Esperado

Esperamos que ao término desse projeto ele tenha contribuído para ajudar nas ações cotidiana dos educando e sua posição na sociedade, valorizando a educação como ponto de partida para a inclusão social.

“Projeto – A Escola de Mãos Dadas com a Família”

Elaboração: Terezinha Maria de Jesus S. Carvalho,
Cooperação: Cássia Maria Marques Nunes
Nayara de Oliveira Santos

Introdução:

Este é um projeto que visa melhorar a qualidade de ensino aprendizagem dos alunos que se encontram em situações de repetência. O referido projeto além de desenvolver habilidades cognitivas, permite também o diagnóstico de dificuldades de aprendizagem .

Justificativa:

A origem de um problema de aprendizagem pode ser multicasual, podendo estar no educando ou em seu ambiente. Devemos estar atentos ao seu meio cultural, familiar, escolar e, principalmente, à metodologia e didática empregadas pelo educador(escola).
Observando a problemática que envolve o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicossomático dos alunos desta unidade de ensino, o alto índice de repetência ocorrido no ano de 2003 nesta mesma Unidade, e detectando que este índice se dá em virtude de vários fatores incluindo também a baixo auto-estima, fez-se necessário tomarmos medidas de intervenção que venham atender e procurar melhorar a qualidade da educação e consequentemente melhorar a vida afetiva, psicossocial, psicomotora e cognitiva dos alunos desta unidade de ensino.

Certamente as dificuldades de aprendizagem nem sempre se dá por desinteresse do aluno e sim por este não ser trabalhado de forma adequada e na idade certa acarretando um elevado índice de desestímulo, apresentando dificuldades em aprender a aprender.

Sabendo-se que os pilares da educação estão firmados na arte de aprender e que esta arte é aprender a prender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver, devemos buscar, resgatar em nossos alunos sobre tudo nos que apresentam defasagem de aprendizagem e idade, série, o gosto e o interesse em perceber-se como pessoa integrante, dependente e transformadora de si mesma e do meio em que vive, melhorando sua auto-estima, e o gosto pela vida

Objetivo Geral:

Trabalhar a afetividade, socialização, relações emocionais e os aspectos psicomotores de uma maneira lúdica, visando resgatar a auto-estima e despertar o interesse do educando em aprender e proporcionar condições para que todos os alunos sejam capazes de possuir autonomia frente ao conhecimento construído socialmente.

Objetivos específicos:

Vivenciar diferentes situações em que os educandos possam exteriorizar(ou não) suas dificuldades;
Despertar a ajuda mútua entre colegas e entre escola e família;
Favorecer a socialização através de atividades físico-recreativas;
Estimular o desenvolvimento das capacidades físicas naturais através do movimento;
Melhorar suas relações com o mundo, a escola, a família, a comunidade e consigo mesmo;
Estimular a criatividade e a expressão oral e facial;
Contribuir para a aquisição e formação de hábitos saudáveis;
Desenvolver a auto-estima;
Valorizar o Eu e o Outro;
Desenvolver a capacidade de cantar;
Estimular o gosto pela poesia e música;
Desenvolver habilidades artísticas;
Realizar, com respeito e alegria a atividades propostas.

Público Alvo:

Alunos das séries iniciais do ensino fundamental que se encontram em situação de repetência bem como seus respectivos responsáveis.

Procedimentos:

Observar e analisar desenhos;
Analisar várias situações de aprendizagem;
Por meio de jogos e atividades práticas, sanar dificuldades de aprendizagem;
Exercitar a pronúncia por meio de trava-línguas;
Desenhar o corpo humano;
Trabalhar as partes do copo humano
Fazer o Auto-retrato, com minúcia, ornamentado etc;
Descobrir e relatar a história do próprio nome(desenhar o nome). Desenvolver atividades recreativas envolvendo o próprio nome (a canoa virou, olaria de Deus etc.);
Participar de atividades de sensibilização.
Ler e interpretar, textos(musicas, poesias, contos, histórias, textos reflexivos, paradoxos, etc.);
Participar de dinâmicas de grupo;
Participar de atividades psicomotoras de recreação e jogos;
Rolar, correr, saltar, localizar-se no tempo e no espaço;
Trabalhar a lateralidade, ritmo e o equilíbrio;
Valorizar as regras de convivência;

Metodologia:

Este projeto será executado pela Orientadora Educacional juntamente com a Coordenadora e vice-diretora da unidade de Ensino, as quais dividirão os alunos em seis grupos sendo três no matutino e três no vespertino, cada grupo será atendido uma vez por semana, uma hora por vez no turno contrário ao do professor regente. As aulas serão divididas em três tempos de vinte minutos, sendo vinte minutos para sensibilização e dinâmica, vinte minutos para atividades psicomotoras e vinte minutos de atividades pedagógicas voltadas para a oralidade, expressão corporal, interpretação de textos, através de desenhos, escrita e dramatização.

Após quatro encontros consecutivos as educadoras que desenvolvem o trabalho com os alunos se reúnem para planejar mais quatro encontros e a cada dois meses são realizadas oficinas, estas voltadas para atividades dinâmicas de auto-estima e resgate de valores realizadas com os responsáveis dos alunos.

Obs.: Antes de se colocar o projeto em prática, os responsáveis dos alunos que serão atendidos devem assinar um Termo de Compromisso, onde consta que o responsável deverá acompanhar todo o processo a ser desenvolvido, bem como participar dos encontros destinados aos responsáveis dos educandos.

Recursos:

Papel; (Cartolina, crepom, camurça etc.)
Revistas e Jornais;
Fita Crepe;
Garrafas Pet’s;
Lápis coloridos;
Giz de Cera;
Tinta Guache:
Textos (musicais, poéticos, reflexivos):
Jogos recreativos (bola, corda, colchonete, )
Rádio
Gravador;
Fitas musicais.

Avaliação:

A Avaliação se dará no decorrer das atividades e durante a aplicação do projeto a cada 02(dois) meses.

Cronograma:

O projeto será executado no decorrer do ano em que for colocado em prática.

Dicas para o Final de Semana

VISITE O SITE DO MUSEU DA ENERGIA CLICANDO AQUI


Sala Dourada – Um dos ambientes da exposição, que reconstitui uma sala de visitas no período final do século XIX e início do século XX em Itú

II CICLO DE OFICINAS, MUSEOLOGIA E PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Com a missão de preservar e divulgar o patrimônio cultural dos setores energéticos e de saneamento ambiental, a Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) que atua no estado de São Paulo e no Brasil por meio de ações culturais, ambientais e educacionais em favor da democratização do acesso ao patrimônio histórico, do uso responsável dos recursos naturais e do fortalecimento da cidadania.

Com um valioso acervo arquivístico, bibliográfico, museológico e arquitetônico, é uma referência importante para a história paulista e brasileira, sobretudo nos temas relacionados à industrialização e urbanização contemporâneas.

Por meio de suas unidades museológicas em São Paulo, Itu, Jundiaí, Salesópolis e Rio Claro, a Fundação desenvolve uma série de atividades educativas, culturais e de ecoturismo, em projetos que aliam educação patrimonial, ambiental e científico-tecnológica.

Como parte da programação da Semana Nacional de Museus, que comemora o Dia Internacional dos Museus (18/05), a Fundação Energia e Saneamento, através de parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) preparou uma programação especial para o público de instituições culturais em quatro de suas unidades.

Confira: VAGAS LIMITADAS

:: Conservação de Acervos

Local: Museu da Energia de Itu
Datas: 7, 8 e 9 de maio
Horário: das 9h às 17h (com intervalo para almoço)
Endereço: Rua Paula Souza, 669 – Centro – Itu – SP
Telefone: (11) 4022-6832 com Antônio Marcos
itu@fphesp.org.br
Valor da Oficina: R$10,00
Ministrante: Prof.ª Wívian Diniz

Público-alvo: Conservadores e restauradores; agentes e produtores culturais, profissionais que atuam na gestão e na preservação de acervos.

Conteúdo:
• Os museus e suas funções;
• Conceitos de preservação, conservação e restauração;
• Breve histórico da preservação de bens culturais;
• Fatores de degradação: ação humana, condições ambientais, ataques biológicos e reações químicas;
• Documentação e conservação preventiva: elaboração de diagnóstico e plano de conservação;
• Procedimentos técnicos e rotinas de acondicionamento, manuseio, embalagem e transporte. Política de conservação de acervos.

Faça sua inscrição on line

~Para visitar o site do Museu da Energia em Itú clique AQUI


Galeria de Imagens – Museu da Energia – Núcleo de Itu

CINE PROFESSOR

Fonte: NOVA ESCOLA online

A Sociedade dos Poetas Mortos

Em 1959, na tradicional e conservadora Welton Academy, freqüentada exclusivamente por rapazes, o professor John Keating (Robin Williams) emprega métodos de ensino nada ortodoxos para lecionar Literatura. Seu lema é carpe diem, expressão em latim que significa “aproveite o dia”. E ele não mede esforços para provar aos estudantes que a preparação para a universidade não precisa ser um tormento. Pelo contrário, aprender pode ser um prazer. Keating fala aos pupilos sobre uma confraria secreta, A Sociedade dos Poetas Mortos que dá nome ao filme e cujos membros se reuniriam para a leitura de versos e a discussão de paixões pessoais. Ao ressuscitar esses hábitos, o professor incentiva os jovens a seguir os próprios instintos e decidir seus destinos. Um deles, por exemplo, pretende tornar-se ator de teatro, contrariando a vontade do pai, que o quer na advocacia. Ainda que quase toda a turma goste muito das novidades implementadas pelo mestre como assistir às aulas ao ar livre e arrancar dos livros didáticos as páginas consideradas inúteis ou prepotentes as medidas não agradam à direção da escola, que as proíbe. O filme contrapõe o desejo de liberdade e a alegria de viver aos rígidos códigos de conduta que regem as instituições educacionais mais arcaicas.

Ficha técnica
Título original: Deads Poets Society
Direção: Peter Weir
Elenco: Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke e Josh Charles
Roteiro: Tom Schulman
Duração: 128 min.
Ano: 1989
País: EUA
Gênero: drama
Distribuidora: Abril Vídeo

Mentes que brilham

O pequeno gênio retraído

Fred Tate (Adam Hann-Byrd) tem 7 anos, inteligência muito acima da média e sérias dificuldades de relacionamento. Tímido e solitário, o menino se vê afastado do convívio social em parte por causa da superproteção que recebe da mãe, Dede (Jodie Foster). Ela é solteira, trabalha como garçonete e espera que o filho consiga levar uma vida normal. Depois de fracassar ao matriculá-lo em escolas comuns, Dede procura uma entidade especial para crianças superdotadas. Mas a diretora da instituição (Diane Wiest), temendo que Fred desperdice seu potencial com trivialidades, o inscreve na Odisséia da Mente, espécie de olimpíada para pequenos prodígios. Embora apresente um desempenho notável na competição, ele agrava sua condição psicológica. Mentes que Brilham discute, de forma delicada e convincente, o tratamento que se deve dispensar às crianças de QI muito alto.

Mentes que Brilham (Little Man Tate), EUA, 1991, 99 min., drama/suspense, cor, 20/20 Visin. Direção de Jodie Foster. Com Jodie Foster, Harry Connick Jr., Adam Hann-Byrd e Diane Wiest

Meu Mestre, Minha Vida
De volta à velha sala de aula

Vinte anos após sua demissão, um professor que virou atleta famoso (Morgan Freeman) retorna à escola onde deu as primeiras aulas com a missão de educar estudantes violentos e viciados em drogas. A trama de Meu Mestre, Minha Vida baseia-se na história real de Joe Clark, ex-ídolo do beisebol norte-americano.

Meu Mestre, Minha Vida (Lean on Me), EUA, 1989, 109 min., drama, cor, Warner Home Video, tel. (11) 3845-6777. Direção de Jhon G. Avidsen. Com Morgan Freeman, Beverly Todd, Robert Guillaume e Alan North

Morangos Silvestres
Revivendo o próprio passado

A caminho da universidade onde lecionou, um professor aposentado (Victor Sjöström) viaja para receber um título honorífico. No trajeto, um pesadelo o faz recordar episódios de sua longa vida. Morangos Silvestres, contado em flashbacks, não é de fácil entendimento, mas os cinéfilos — como Luiz Carlos Merten, crítico do jornal O Estado de S. Paulo — garantem que vale a pena.

Morangos Silvestres (Smultronstället), Suécia, 1957, 90 min., drama, preto e branco, Cult Filmes, tel. (11) 820-6670. Direção de Ingmar Bergman. Com Victor Sjöström, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand e Max Von Sydow