Problemas de aprendizagem e a auto-estima

Dificuldades na aprendizagem

Medicina Avançada – Sra. Shirley de Campos


Se a criança manifesta dificuldades na aprendizagem, tal poderá ter a ver não com falhas cognitivas (porque a criança até é inteligente), mas com privação de bem-estar emocional. Nessas circunstâncias é imprescindível saber como atuar. A visita a um profissional especializado – um psiquiatra infantil – poderá ser determinante.

Dificuldades de aprendizagem – identifique a causa
É crescente o número de crianças que não tem um rítmo de aprendizagem proporcional ás suas capacidades. Estas crianças não só têm dificuldades de adaptação à escola como são suscetíveis de perturbar o ambiente escolar e prejudicar o aproveitamento e bem-estar das restantes.
Na maior parte dos casos o que, efetivamente, está em causa é um desequilíbrio emocional que permita disponibilidade interior para manter vivo o desejo e o prazer de aprender.

O valor do afeto
Sabemos que a inteligência é, até um certo ponto, um patrimônio herdado dos pais. Cada criança tem um perfil heterogêneo com pontos fortes e fracos; por exemplo: há crianças que têm mais facilidade no raciocínio abstrato verbal, outras na área de organização espaço-temporal, etc. É por essa razão que as crianças têm potenciais diferentes: umas são melhores em línguas, outras em artes e outras em ciências e tecnologia.
Sabe-se, contudo, que os fatores que determinam a possibilidade de desenvolver esse potencial inato são:

· peso da estimulação afetiva (familiar, social, cultural)

· o tipo de experiências que a criança vive com quem lhe está mais próximo


A importância da auto-estima
Em idade escolar a capacidade de aprendizagem é uma das primeiras a ficar afetada sempre que haja uma perturbação emocional da criança. Dois tipos de perturbação emocional podem ocorrer:

· transitória – como alterações reactivas a circunstâncias sentidas como adversas, como o nascimento de um irmão ou a separação conflitual dos pais

· permanente – quando as dificuldades são mais estruturais

A maioria destas crianças têm estruturas depressivas do seu funcionamento psíquico, isto é, são:

· desvalorizadas na sua auto imagem (são vulgares expressões do tipo: “sou burro”, “não sou nada bom”, “não faço nada bem”)

· inseguras (são vulgares expressões do tipo: “não sei se consigo, faço isto ou faço aquilo?”)

· têm pouca tolerância à frustração, desistindo rapidamente à primeira contrariedade ou respondendo agressivamente contra os outros,

· antecipam negativamente as situações escolares, sobretudo de teste ou avaliação formal (são vulgares expressões do tipo: “vou falhar, amanhã não vou conseguir”),

· têm dificuldades em interpor pensamento entre o sentir e o agir, pelo que a alteração dos comportamentos (instabilidade, hiperatividade ou agressividade ou, mais raramente, pela inibição e retirada) é a melhor imagem de marca desta situação.

Estão assim criadas as condições para um círculo vicioso negativo, já que as dificuldades na escola reforçam a má imagem que as crianças têm de si próprias. Se a isto juntarmos ainda a ansiedade dos pais, que também aumentam nos filhos a idéia de não estar respondendo às suas expectativas (são vulgares expressões do tipo: “será que eu sou o filho que os meus pais gostavam que eu fosse?”), temos completamente traçado o quadro habitual a que se assiste.

Reforce-lhe a segurança
Dê atenção a dois caminhos que se seguem e certifique-se de que faz tudo o que está ao seu alcance para proporcional ao seu filho condições para seguir o segundo.

· A sensação de não ser gostado –> insegurança –>maior dependência emocional –> a regressão, o desejo de regredir, estagnar ou, então, o medo de conhecer, o desejo de ignorar, esquecer ou, em caso último, destruir, morrer

· A sensação de ser gostado, amado –> segurança –>autonomia –> gosto de descobrir, conhecer–> desejo de crescer, pensar, sonhar, criar, viver

Fonte: NOVA ESCOLA on-line

Aprender aumenta a auto-estima
Você não precisa fazer mágica para elevar a auto-estima dos seus alunos. Basta fazer o que sabe: ensinar

Graziella Beting

Eu preciso elevar a auto-estima da minha turma!” Mesmo que você nunca tenha pensado nisso, com certeza conhece alguém que já se dispôs a encarar o desafio. Isso depois de deparar com uma classe desmotivada, que não participava das atividades, deixava as tarefas incompletas e não aprendia nada. Em situações assim, o “elevar a auto-estima” aparece como solução mágica para mudar a atitude da garotada e resolver todos os problemas de aprendizagem. O professor, então, começa a quebrar a cabeça e a inventar fórmulas e mais fórmulas para tentar reverter o quadro.

Mas o que é essa tal de auto-estima que não sai da boca dos educadores? “É a capacidade de se gostar, de se sentir confiante e bem-sucedido”, explica a psicóloga Cisele Ortiz, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, de São Paulo, que trabalha com formação de professores.

A criança vai construindo a imagem que faz de si com base no que vê e no que ouve dos adultos que a rodeiam. Se essas pessoas não a valorizam, sua auto-estima fica comprometida. Em família isso acontece, por exemplo, quando o pai não deixa o filho comer sozinho, por achar que ele não vai conseguir. Assim, passa o recado de que ele é incapaz. O mesmo erro comete o professor que nunca chama um estudante para escrever na lousa porque considera sua letra feia. Quem é tratado dessa maneira passa a se ver como um fracassado.

Mal na escola e em casa


O sentimento de insucesso surgido em sala de aula afeta muito a vida do aluno. Ele não é popular entre os colegas e acaba excluído do grupo. Em casa a situação pode até se agravar. “Se ele pensa que não está atendendo às expectativas dos pais, se sente muito mal. Pior: acha que os dois vão gostar menos dele por causa de seu desempenho”, explica a pedagoga Mariângela Bueno, assistente de Estudos Sociais do Colégio Vera Cruz, de São Paulo.

O fracasso escolar é um dos fatores que mais prejudicam a auto-estima. E o professor tem sua responsabilidade, quando exige mais do que o aluno é capaz de dar ou se ministra aulas desorganizadas, em que não fica claro para a turma o que quer ensinar. Por vezes, também, o educador acaba estigmatizando algumas crianças, ao perceber que elas têm problemas em casa, como uma família desestruturada ou dificuldades financeiras, afetivas e sociais. “Logo o professor vê nos alunos problemas de auto-estima”, explica Gisela Wajskop, diretora do Instituto Singularidades, de São Paulo, especializado na formação docente.


Você pode mudar o quadro

Está em suas mãos, no entanto, alterar um cenário como esse. No momento em que um garoto percebe que sabe escrever o próprio nome sozinho, por exemplo, fica com uma grande sensação de sucesso. Uma vitória obtida em sala de aula pode se refletir na vida do aluno em outros ambientes. “A escola é a maior responsável pela auto-imagem da criança”, considera Mariângela Bueno.

Antes de se preocupar em elevar a auto-estima da turma, que tal repensar o seu sistema de avaliação? “O primeiro passo é parar de usar a questão como regra mágica que explica todo o desempenho escolar”, considera a psicóloga Rosely Sayão, de São Paulo, especializada em educação. Além disso, há muitos outros fatores que interferem no rendimento de um estudante, como seu estado de saúde ou a sua capacidade visual.

E é bom ter sempre em mente que ninguém é bom em tudo. Cada um faz alguma coisa melhor que os demais. Cabe a você descobrir e valorizar essas outras competências, que não são só as normalmente cobradas no contexto educacional. No mais, você só precisa fazer o que já sabe: ensinar. “Não tem melhor maneira de manter a auto-estima da classe em alta do que garantir o sucesso na aprendizagem”, considera Cisele Ortiz. Agindo assim, quando você menos esperar vai perceber que a garotada está com a auto-estima lá em cima.


A saída é aprimorar as aulas

Quando você resolve os problemas de aprendizagem em classe acaba elevando a auto-estima da turma. Algumas atitudes simples podem mudar a dinâmica das aulas. Veja como isso é possível.

Procure conhecer melhor seu aluno, descobrir e estimular as potencialidades dele todo mundo tem as suas.

Dê voz à garotada. Todos têm contribuições a dar e se sentirão valorizados ao constatar que foi dada importância às suas palavras.

Reflita sobre a maneira como você trata as dificuldades da turma. Elas devem ser algo para você e o seu grupo superarem juntos. Encare as dúvidas como material de trabalho.

Faça uma auto-avaliação. Como é a organização de suas aulas? Você está sendo claro em suas falas?

Tenha cuidado na hora de avaliar e não rotule nem desestimule ninguém. Valorize o sucesso de quem acertou somente uma parte do que você pediu. Depois ensine de outra maneira o que falta ser aprendido.

Preocupe-se sempre em fazer com que o ambiente escolar seja um lugar onde todos aprendem juntos.

Crie atividades que valorizem o que o estudante já sabe e estimule-o a aprender mais. Nunca organize situações de ensino que sejam constrangedoras ou intimidadoras. A criança não pode pensar: “Sou burro, não sei fazer isso”.

Em vez de objetivo, conseqüência

Melhorar a auto-estima da classe nunca deve ser o objetivo de um projeto. Gisela Wajskop dá um exemplo que ajuda a esclarecer a questão: uma mãe que cuida do seu bebê, oferecendo o carinho e a proteção de que ele precisa, não está pensando em elevar a auto-estima do filho. No entanto, ele se sente amado e cuidado, como decorrência do gesto da mãe.

Na escola, desenvolver esse sentimento é conseqüência de uma ação global do professor. Propor em sala trabalhos que levem em consideração o que a meninada sabe, valorizar as informações trazidas de casa e ensinar com base nesses conhecimentos são caminhos para fazer com que o ensino ganhe sentido. Ao perceber que não é só você que detém todo o saber, o estudante certamente terá sua auto-estima elevada. E mais: quem descobre que aprendeu não tem como se sentir fracassado.

O que são realmente as dificuldades de aprendizagem?

Fonte: Centro de Referência Educcional

Vera Lúcia Camara F. Zacharias

A literatura sobre as dificuldades de aprendizagem se caracteriza por um conjunto desestruturado de argumentos contraditórios.

Apesar do conceito de dificuldades de aprendizagem apresentar diversas definições e ainda ser um pouco ambíguo, é necessário que tentemos determinar à que fazemos referência com tal expressão ou etiqueta diagnóstica, de modo que se possa reduzir a confusão com outros termos tais como “necessidades educativas especiais”, “inadaptações por déficit socioambiental” etc.,.


Podemos assinalar como elementos de definição mais relevantes:

A criança com transtornos de aprendizagem tem uma linha desigual em seu desenvolvimento.

Seus problemas de aprendizagem não são causados por pobreza ambiental.

Os problemas não são devidos a atraso mental ou transtornos emocionais.

Em síntese, só é procedente falar em dificuldades de aprendizagem quando fazemos referência a alunos que:

Têm um quociente intelectual normal, ou muito próximo da normalidade, ou ainda, superior.

Seu ambiente sóciofamiliar é normal.

Não apresentam deficiências sensoriais nem afecções neurológicas significativas.

Seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório.

O que podemos observar, de modo geral, em alunos com dificuldades de aprendizagem incluem problemas mais localizados nos campos da conduta e da aprendizagem, dos seguintes tipos:

Atividade motora: hiperatividade ou hipoatividade, dificuldade de coordenação…..,

Atenção: baixo nível de concentração, dispersão…,

Área matemática: problemas em seriações, inversão de números, reiterados erros de cálculo …,

Área verbal: problemas na codificação/ decodificação simbólica, irregularidades na lectoescrita, disgrafías …,

Emoções: desajustes emocionais leves, baixa auto-estima …,

Memória: dificuldades de fixação …,

Percepção: reprodução inadequada de formas geométricas, confusão entre figura e fundo, inversão de letras …,

Sociabilidade: inibição participativa, pouca habilidade social, agressividade.

Bem, e daí? Somos professores e os alunos estão em nossas escolas, em nossas classes. O que fazer?

Assumamos com todos os nossos conhecimentos, com toda nossa dedicação, os princípios da normalização e individualização do ensino, optando pela compreensão ao invés da exclusão. Esta é uma visão que tenta superar a concepção patológica tradicional dos problemas escolares que se apóia em enfoques clínicos centrados nos déficits dos alunos e em tratamentos psico-terapêuticos em anexo aos processos escolares.

Partindo da realidade plenamente constatada que todos os alunos são diferentes, tanto em suas capacidades, quanto em suas motivações, interesses, ritmos evolutivos, estilos de aprendizagem, situações ambientais, etc. , e entendendo que todas as dificuldades de aprendizagem são em si mesmas contextuais e relativas, é necessário colocar o acento no próprio processo de interação ensino/aprendizagem.

Sabemos que este é um processo complexo em que estão incluídas inúmeras variáveis: aluno, professor, concepção e organização curricular, metodologias, estratégias, recursos. Mas, a aprendizagem do aluno não depende somente dele, e sim do grau em que a ajuda do professor esteja ajustada ao nível que o aluno apresenta em cada tarefa de aprendizagem. Se o ajuste entre professor e aprendizagem do aluno for apropriado, o aluno aprenderá e apresentará progressos, qualquer que seja o seu nível.

É óbvio a grande dificuldade que os professores sentem quando se deparam com alunos que se lhes apresenta como com “dificuldades de aprendizagem”. Nessa altura do artigo, coloco “dificuldades de aprendizagem” entre aspas, pois, muitas vezes me pergunto, se estas dificuldades são de ensino ou de aprendizagem. Ambas estão juntas, é difícil dizer qual das duas tem mais peso.

O que acontece quando o docente se esquece que a escola é um universo heterogêneo, tal como a sociedade? Devemos ter em mente que nem todos aprendem da mesma maneira, que cada um aprende a seu ritmo e em seu nível. Precisamos criar novos contextos que se adaptem às individualidades dos alunos, partindo do que cada um sabe, de suas potencialidades e não de suas dificuldades.


Didática: fator de prevenção

De acordo com Blin (2005) sem subestimar o efeito de fatores externos à escola, variadas pesquisas sobre a eficácia do ensino têm demonstrado a influência dos professores e da maneira como conduzem a ação pedagógica, não somente sobre a forma como se dá a aprendizagem dos alunos, mas também sobre o modo com que se comportam em aula. O conhecimento dos processos associados ao ato de aprender e uma prática didática capaz de facilitá-los pode minimizar grande parte dos problemas e dos rótulos colocados nos alunos com “dificuldades de aprendizagem”.

—”Ora, é impossível dar mais atenção para alguns alunos, com as classes lotadas e com o programa que tem de ser igual para todos. Somos cobrados pelos pais, principalmente os das escolas particulares”. (uma professora de 4ª série do E.F I)

Segundo Perrenoud (2001) pode-se duvidar que, mesmo em uma classe tradicional em que se pratica o ensino frontal, que o professor se dirija constantemente a todos os alunos, que cada um deles receba a mesma orientação, as mesmas tarefas, os mesmos recursos. E, coloca três motivos para isto:

O professor interage seletivamente com os alunos e, por isso, alguns têm, mais que outros, a experiência de serem ouvidos ou questionados, felicitados ou repreendidos. Pergunta ele: quanto à comunicação não verbal, como ela poderia ser padronizada?

Mesmo nessas classes tradicionais, muitas vezes o trabalho é realizado em grupos, e o professor circula como um recurso para atender os alunos.

A diversidade dos ritmos de trabalho pode levar ao enriquecimento ou ao empobrecimento das tarefas. Assim, sempre há aqueles que terminam primeiro e têm tempo para brincar, ler, enquanto outros demoram para terminar e é preciso esperá-los.

Coloca ainda o autor: “Se considerarmos o currículo real como uma série de experiências, chegaremos, grosso modo, a uma conclusão evidente: o currículo real é personalizado, dois indivíduos nunca seguem exatamente o mesmo percurso educativo, mesmo se permanecerem de mãos dadas durante anos”.

O que Perrenoud deixa claro, é que individualização de itinerários educativos é possível para os professores, pois ao invés de uma individualização deixada ao acaso, “pode ser feita uma individualização deliberada e pertinente dos percursos educativos às diferentes características, às possibilidades, aos projetos e às necessidades diferentes dos indivíduos”.(obra citada)


Alunos que reprovam vários anos na mesma série são mais comuns do que se pode imaginar. Essas crianças sentem que a escola não foi feita para eles e se evadem. Segundo Freire (1999, p.35), “os alunos não se evadem da escola, a escola é que os expulsa”. Quem realmente falhou, o aluno ou a escola? Esses alunos reprovados retornarão no ano seguinte?

Uma criança curiosa que está descobrindo o mundo e suas possibilidades não progrediu nada em um ano, dois ou três. . . Isto nos faz questionar o atual sistema de ensino, pois, parece-nos que busca uma produção em série e com isso apenas evidencia as diferenças sem nada fazer por elas.

Vários autores, como Sara Pain, Alicia Fernández, Maria Lucia Weiss, chamam atenção para o fato de que a maior percentual de fracasso na produção escolar, de crianças encaminhadas a consultórios e clínicas, encontram-se no âmbito do problema de aprendizagem reativo, produzido e incrementado pelo próprio ambiente escolar. (WEISS et. al, 1999, p.46)

É importante considerar que a escola deve valorizar os muitos saberes do aluno, e que seja oportunizado a ele demonstrar suas reais potencialidades. A escola tem valorizado apenas o conhecimento verbal e matemático, deixando de fora tantos conhecimentos importantes para sociedade.

O sentimento de pertença deve ser estimulado, alguém acuado, jamais vai demonstrar as potencialidades que possui. Tornando o ambiente escolar acolhedor, aceitando a criança como ela é, oferecendo meios para que se desenvolva, já é uma garantia de dar certo o trabalho em sala de aula.

É necessário que os profissionais da educação adotem uma postura ética em relação ao aluno, que assim como eles convivem em uma sociedade excludente.

Portanto, diversificar as situações de aprendizagem é adaptá-las às especificidades dos alunos, é tentar responder ao problema didático da heterogeneidade das aprendizagens, que muitas vezes é rotulada de dificuldades de aprendizagens.

Projeto ” Auto- Estima”

Fonte: A teia – Id Brasil

Auto- Estima : Um Desafio

Justificativa

A E .E.F.M Ricardo de Souza neves, preocupada com o aumento do indicie de meninos fora da sala de aula em nosso município e com a violência que a estão sujeito; Propõe a realização de um projeto intitulado Auto-Estima: Um Desafio com adolescentes de 12 (doze) a15 (quinze) anos.

Para tanto partimos do principio de que o espaço da escola deve ser utilizado de todas as formas em todos os momentos para a construção de cidadãos conscientes de seus deveres e direitos, dessa forma o presente projeto justifica a necessidade urgente de atrair adolescentes para o espaço escolar retirando-os da ociosidade e oferecer os mesmos condição de aprender informática básica e outras atividades, que venha contribuir para a sua formação social e educativa

Objetivo Geral

Elevar a auto-estima dos adolescentes estimulando a um maior convívio escolar oportunidade realização de atividades de Inclusão Social.

Objetivos Específico

? Valorizar as ações e preceptivas dos adolescentes por meio de diálogos.
? Proporcionar o aprendizado da informática básica
? Desenvolver jogos interativos, pintura, música
? Oportunizar um melhor convívio no meio social educativo a fim de tirá-los da ociosidade e dos perigos que na rua encontram.

Cronograma
Maio/Junho
Atividades

? Socialização do projeto
? Dialágo do professor do laboratório, com os monitores e adolescentes.
? Apresentação das dependências da escola
? Apresentação de slides com mensagens de paz
? Comentários sobre os slides
? Um breve exame do computador:
? Introdução e desenvolvimento de Windows
? Jogos educativo
? Conhecendo a Internet

Agosto/Setembro

? Apresentação de slide sobre a Amazônia
? Introdução e desenvolvimento do Word
? .Introdução e desenvolvimento do power point
? .Atividades de pesquisa na Internet
? .Point produção de desenhos (paint)
? Confraternização, conclusão do projeto

Avaliação

No desenvolvimento do projeto, Será feito uma avaliação das ações desenvolvidas observando os procedimentos atitudinais, procedimentais durante das atividades desenvolvidas, procurando rever mudanças de atualidades se necessária para melhorar a aprendizagem

Recursos Materiais

? Laboratório de informática.
? Disquetes
? CDs
? Papel oficio
? Lápis, caneta, borracha, régua…..
? Cartolina

Recurso Humano

? Professor do laboratório.
? Monitores
? Adolescentes entre 12e 15 anos
? Núcleo gestor
? Professores da sala de apoio

Resultado Esperado

Esperamos que ao término desse projeto ele tenha contribuído para ajudar nas ações cotidiana dos educando e sua posição na sociedade, valorizando a educação como ponto de partida para a inclusão social.

“Projeto – A Escola de Mãos Dadas com a Família”

Elaboração: Terezinha Maria de Jesus S. Carvalho,
Cooperação: Cássia Maria Marques Nunes
Nayara de Oliveira Santos

Introdução:

Este é um projeto que visa melhorar a qualidade de ensino aprendizagem dos alunos que se encontram em situações de repetência. O referido projeto além de desenvolver habilidades cognitivas, permite também o diagnóstico de dificuldades de aprendizagem .

Justificativa:

A origem de um problema de aprendizagem pode ser multicasual, podendo estar no educando ou em seu ambiente. Devemos estar atentos ao seu meio cultural, familiar, escolar e, principalmente, à metodologia e didática empregadas pelo educador(escola).
Observando a problemática que envolve o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicossomático dos alunos desta unidade de ensino, o alto índice de repetência ocorrido no ano de 2003 nesta mesma Unidade, e detectando que este índice se dá em virtude de vários fatores incluindo também a baixo auto-estima, fez-se necessário tomarmos medidas de intervenção que venham atender e procurar melhorar a qualidade da educação e consequentemente melhorar a vida afetiva, psicossocial, psicomotora e cognitiva dos alunos desta unidade de ensino.

Certamente as dificuldades de aprendizagem nem sempre se dá por desinteresse do aluno e sim por este não ser trabalhado de forma adequada e na idade certa acarretando um elevado índice de desestímulo, apresentando dificuldades em aprender a aprender.

Sabendo-se que os pilares da educação estão firmados na arte de aprender e que esta arte é aprender a prender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver, devemos buscar, resgatar em nossos alunos sobre tudo nos que apresentam defasagem de aprendizagem e idade, série, o gosto e o interesse em perceber-se como pessoa integrante, dependente e transformadora de si mesma e do meio em que vive, melhorando sua auto-estima, e o gosto pela vida

Objetivo Geral:

Trabalhar a afetividade, socialização, relações emocionais e os aspectos psicomotores de uma maneira lúdica, visando resgatar a auto-estima e despertar o interesse do educando em aprender e proporcionar condições para que todos os alunos sejam capazes de possuir autonomia frente ao conhecimento construído socialmente.

Objetivos específicos:

Vivenciar diferentes situações em que os educandos possam exteriorizar(ou não) suas dificuldades;
Despertar a ajuda mútua entre colegas e entre escola e família;
Favorecer a socialização através de atividades físico-recreativas;
Estimular o desenvolvimento das capacidades físicas naturais através do movimento;
Melhorar suas relações com o mundo, a escola, a família, a comunidade e consigo mesmo;
Estimular a criatividade e a expressão oral e facial;
Contribuir para a aquisição e formação de hábitos saudáveis;
Desenvolver a auto-estima;
Valorizar o Eu e o Outro;
Desenvolver a capacidade de cantar;
Estimular o gosto pela poesia e música;
Desenvolver habilidades artísticas;
Realizar, com respeito e alegria a atividades propostas.

Público Alvo:

Alunos das séries iniciais do ensino fundamental que se encontram em situação de repetência bem como seus respectivos responsáveis.

Procedimentos:

Observar e analisar desenhos;
Analisar várias situações de aprendizagem;
Por meio de jogos e atividades práticas, sanar dificuldades de aprendizagem;
Exercitar a pronúncia por meio de trava-línguas;
Desenhar o corpo humano;
Trabalhar as partes do copo humano
Fazer o Auto-retrato, com minúcia, ornamentado etc;
Descobrir e relatar a história do próprio nome(desenhar o nome). Desenvolver atividades recreativas envolvendo o próprio nome (a canoa virou, olaria de Deus etc.);
Participar de atividades de sensibilização.
Ler e interpretar, textos(musicas, poesias, contos, histórias, textos reflexivos, paradoxos, etc.);
Participar de dinâmicas de grupo;
Participar de atividades psicomotoras de recreação e jogos;
Rolar, correr, saltar, localizar-se no tempo e no espaço;
Trabalhar a lateralidade, ritmo e o equilíbrio;
Valorizar as regras de convivência;

Metodologia:

Este projeto será executado pela Orientadora Educacional juntamente com a Coordenadora e vice-diretora da unidade de Ensino, as quais dividirão os alunos em seis grupos sendo três no matutino e três no vespertino, cada grupo será atendido uma vez por semana, uma hora por vez no turno contrário ao do professor regente. As aulas serão divididas em três tempos de vinte minutos, sendo vinte minutos para sensibilização e dinâmica, vinte minutos para atividades psicomotoras e vinte minutos de atividades pedagógicas voltadas para a oralidade, expressão corporal, interpretação de textos, através de desenhos, escrita e dramatização.

Após quatro encontros consecutivos as educadoras que desenvolvem o trabalho com os alunos se reúnem para planejar mais quatro encontros e a cada dois meses são realizadas oficinas, estas voltadas para atividades dinâmicas de auto-estima e resgate de valores realizadas com os responsáveis dos alunos.

Obs.: Antes de se colocar o projeto em prática, os responsáveis dos alunos que serão atendidos devem assinar um Termo de Compromisso, onde consta que o responsável deverá acompanhar todo o processo a ser desenvolvido, bem como participar dos encontros destinados aos responsáveis dos educandos.

Recursos:

Papel; (Cartolina, crepom, camurça etc.)
Revistas e Jornais;
Fita Crepe;
Garrafas Pet’s;
Lápis coloridos;
Giz de Cera;
Tinta Guache:
Textos (musicais, poéticos, reflexivos):
Jogos recreativos (bola, corda, colchonete, )
Rádio
Gravador;
Fitas musicais.

Avaliação:

A Avaliação se dará no decorrer das atividades e durante a aplicação do projeto a cada 02(dois) meses.

Cronograma:

O projeto será executado no decorrer do ano em que for colocado em prática.

2 thoughts on “Problemas de aprendizagem e a auto-estima

  1. ola adorei este artigo muito criativo e bem elaborado estou pesquisando muuito sobre o assunto pois meu trabalho de conclusao de curso sera a aprendizagem ea auto estima bjus muito obrigada pelas dicas de autores

    Cybele Reply:

    Olá Olivia, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho e por acompanhar o Educa Já!
    Volte sempre!
    Boa semana

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