Blogagem Coletiva – Adoção, um ato de nobreza!

Olá amigos leitores, quando recebi o convite da Georgia e do Dácio para participar da blogagem coletiva “Adoção, um ato de nobreza” aceitei prontamente porque acho um tema extremamente importante e delicado uma vez que mexe principalmente com o emocional tanto de quem adota quanto de quem é dotado.

Durante esta semana percorri muitos blogs que aderiram à blogagem e pude aprender muito com os relatos. Encontrei depoimentos emocionantes que me fizeram inclusive chorar.

A blogagem está sendo deveras versátil. Houve quem abordasse a visão jurídica nos procedimentos da adoção, outros abordaram experiências vividas e outros abordaram situações vivenciadas por outras pessoas que adotaram uma criança.

Adotar uma criança não é somente levar para casa e dar comida. Adotar é estar presente ativamente em todos os momentos, sejam eles alegres, tristes ou preocupantes. É ter a palavra certa para resolver situações erradas. É incentivar uma boa atitude, é mostrar o resultado de uma má conduta. É orientar, é amar.

Vou focar aqui uma visão mais ampla de adoção.
Sim, uma adoção sem que seja preciso levar para casa.
Uma adoção embasada num compromisso assumido perante alguém necessitado ou um compromisso assumido através da profissão que se exerce, como por exemplo, o de “SER” professor(a).

Ser professor(a) é ser “um pouco” pai/mãe de muitos e o professor tem que ter noção do tamanho desta responsabilidade quando se propõe a ficar pelo menos quatro horas seguidas, todos os dias, em contato com estas crianças.

Adotar alguém não referencia somente aqueles que optam por levar uma criança para casa e lhe dar o mesmo sobrenome. Acho que todos temos o compromisso de “ADOTAR” alguém que precise, seja ele bebê, criança, adolescente, adulto ou idoso.

Não podemos passar pelas pessoas “carentes” de afeto, de oportunidades, de família, de uma palavra de conforto e pensarmos que não é problema nosso.

É muito prazeroso e confortável convivermos com pessoas bem sucedidas e alegres.

Estamos aqui neste mundo para nos ajudar. Esta ajuda pode vir de diferentes maneiras, porém há que ser constante, pois quando “adotamos” alguém é para sempre.

Ao falar deste tipo de adoção, não estou querendo mudar o foco da blogagem e muito menos tirar a importância de se adotar uma criança levando-a para dentro de casa e tratando-a como filho, mas estou querendo inserir no conceito “adoção” aqueles que se sentem temerosos em tomar uma atitude tão nobre e de tanta responsabilidade.

Há muitas formas de “adotar”, porém é muito importante lembrar que tudo que se inicia não deve ser interrompido. Assim como um casal quando opta por adotar uma criança sabe que será para sempre, quando optamos por ajudar alguém também deverá ser para sempre. Não podemos desistir no meio do caminho.

Uma vez ouvi um naturalista orientando uma pessoa para que pensasse bem antes de começar a colocar água para os beija-flores, porque se assumisse este compromisso teria que ser para sempre, pois caso parasse eles morreriam de sede uma vez que já haviam se habituado a beber água somente ali.

É assim também conosco. Muitas vezes, imbuídos de espírito solidário, principalmente nesta época de final de ano quando as pessoas ficam mais sensíveis, muitas distribuem cestas básicas para algumas famílias carentes contribuindo para um Natal um pouco menos miserável. Porém, quando o ano se inicia tudo volta ao normal e deixam de levar a cesta básica. A família então passa a esperar por uma cesta que nunca vem. Isto é pior do que se nunca tivesse recebido.

Adoção, é sem dúvida, um ato de nobreza e de muita responsabilidade e como tal tem que ser encarado.
Então reflita e ADOTE ESTA IDÉIA!
Abraços e obrigada!

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