Blogagem Coletiva – Hoje é dia de Cecília!


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“…Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda…”

Falando sobre Cecília

De destino triste fez parceria com a solidão e com o silêncio que foram companhias responsáveis por fazê-la ouvir sua inspiração.

Mulher adiante do seu tempo, projeta-se nas letras e na sociedade e leva a essência da nossa Cultura para caminhar em terras portuguesas quando publica “Batuque, Samba e Macumba”.

Segue transformando sensibilidade em rimas e galga platéias mais longínquas quando leciona Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas.

Muito antes da interatividade que a internet proporciona, Cecília interagia com o Mundo e o Mundo homenageava Cecília.

Dentre aqueles que declamavam suas poesias, o Chile a tornou Oficial da Ordem do Mérito, tornou-se sócia honorária em Goa na índia do Instituto Vasco da Gama bem como em Délhi é agraciada com o título de doutora honoris causa da Universidade de Délhi.

Na sua terra natal recebe vários prêmios, dentre eles, o Jabuti de Tradução de Obra Literária.

E segue seu curso proferindo Palestras nos Estados Unidos, Europa, Ásia, África sobre Literatura, Educação e Folclore.

A esta MULHER rendo minhas homenagens!

Exemplo de conduta, de fibra, de caráter, de vocação, de sensibilidade, de ação.

Mesmo após sua morte (09 de novembro de 1964), continua a receber honrarias e prêmio em todo o mundo.

1964 – Biblioteca Valparaiso – Chile
1965 – Prêmio Machado de Assis – Academia Brasileira de Letras
O então Estado da Guanabara inaugura a sala Cecília Meireles
São Paulo lhe homenageia com nome de rua no Jardim Japão;
Também em Lisboa há uma rua com seu nome São Domingos de Benfica;
Bem como no arquipélago de Açores, na cidade de Ponta Delgada há uma avenida
chamada av. Cecília Meireles
1974 – Seu nome é dado à Escola Municipal de Educação Infantil, bairro de São Mateus
Em São Paulo;
1989 – Seu rosto estampa a cédula de cem cruzados novos
1991 – A Biblioteca Infanto-Juvenil do alto da Lapa (AP) passa a chamar-se Cecília
Meireles;
2001 – É instituído pelo Governo Federal “O ano da Literatura Brasileira” em
comemoração ao centenário de nascimento de Cecília Meireles

Sua poesia foi traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu.

Hoje, com muito orgulho, participo da blogagem coletiva promovida por Leonor Cordeiro editora do blog Na dança das Palavras em homenagem à querida escritora Cecília Meireles.

E termino citando, como fiz no início, a coletânea “Romanceiro da Inconfidência” onde exprimiu a luta do drama da liberdade contra a tirania dos poderes como registro do mais nobre dos sentimentos humanos – a repulsa!

A terra tão rica
e – ó almas inertes! –
o povo tão pobre…
Ninguém que proteste!

Cecilia Meireles

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