E a preocupação com o professor?

O ano começa e o foco do professor é sempre o aluno. Ele se preocupa em tornar a sala de aula mais atrativa enfeitando-a com a decoração feita pelo próprio professor. Ele prepara lembrancinhas para distribuir no primeiro dia de aula. Ele confecciona crachás, prepara brincadeiras, dinâmicas, enfim, torna a primeira semana do ano letivo uma verdadeira maravilha.

Agora pergunto: – E quem é que se preocupa com o professor?

Retribuindo a visita ao Questão de Classe que Zailda Coirano fez ao meu blog encontrei este material precioso tendo como foco o professor.

Então resolvi compartilhar com vocês

Não importa se vai ser a sua estréia como professor ou se você já tem 30 anos de profissão, o primeiro dia de aula sempre causa uma certa apreensão e insegurança. Aquele momento em que entramos na sala, nos posicionamos na frente da sala e todos os olhares se voltam para nós sempre causa aquele friozinho na barriga, por mais seguro que você esteja do que vai fazer.

Alguns professores novatos me perguntam quando deixarão de ficar nervosos no primeiro dia de aula e minha resposta é sempre ‘quando pararem de dar aulas’. Quando entramos na sala e todas as atenções se voltam para nós, sabemos que temos nas mãos a direção de tudo o que acontecerá dali para a frente. Se vamos conduzir de forma agradável e proveitosa, ou se vamos perder essa direção no meio do caminho, ou ainda se vamos conduzir de forma que não seja a que planejamos, é um completo mistério em nossa mente nesse momento.

Por isso é tão importante levar o seu ’script’ na ponta da língua, quanto mais planejado estiver cada momento de sua aula, mais seguro você se sentirá e mais segurança passará aos alunos. Eles sentirão que estão sendo guiados por alguém que sabe o que está fazendo e que tem uma idéia clara de onde quer chegar.

E se me ‘der um branco’?

Lembro-me que no primeiro dia de aula, por mais que eu tivesse treinado antes, houve um momento em que eu me esqueci completamente como operar o equipamento da sala para continuar minha aula. Quando acontece de ‘dar um branco’ você pode dar um tempo que a memória vai voltar. Tenha umas perguntas ou traga umas figuras, nesse momento aproveite para fazer suas perguntas enquanto seu cérebro tenta acessar a informação que perdeu. Peça a um aluno que pregue as figuras que você trouxe no quadro. Enquanto isso tente se acalmar e lembrar o que esqueceu.

Disfarçando o nervosismo

Você pode dizer aos alunos que está um pouco nervoso porque estava ansioso para conhecê-los e quer ter um bom relacionamento com eles (mas não diga que está nervoso porque nunca fez isso antes). Dizer que está nervoso quando se está em público já reduz 50% do nervosismo e cria uma atmosfera de compreensão entre os alunos, eles vão se solidarizar com você e creditar algum erro que você cometa a seu nervosismo.

Se suas mãos estiverem tremendo, apóie-as na mesa até que parem de tremer, segure uma caneta ou régua firmemente com as duas mãos enquanto fala. Se suas pernas tremem, escore-se na mesa ou sente-se por alguns momentos enquanto fala. Se sua voz treme e deixa transparecer seu nervosismo, fale um tom mais baixo forçando a voz até controlar e aí vá modulando e soltando a voz aos poucos. Se você gagueja quando está nervoso, peça a um aluno que leia o trecho que vai explicar.

Erros podem ser corrigidos

Se você está tão nervoso que cometeu um erro, não é o fim do mundo, diga ‘desculpe’ e comece outra vez. Se pulou uma página inteira do livro, por exemplo, e algum aluno lhe chamar a atenção para o fato, diga: vamos ver essa parte primeiro porque vai ajudar a entender essa. Professores monótonos e previsíveis tornam seus próprios erros mais evidentes. Se você sempre começa de determinada maneira e depois esquece e pula para a próxima fase, seus alunos vão perceber e lhe chamar a atenção para o fato. Se você faz sempre de forma diferente pode ser que eles nem percebam a falha.

Perguntas difíceis

No início das aulas é comum os alunos tentarem ‘testar’ o professor para ver se realmente podem confiar nas informações que eles passam. São comuns as perguntas que aprofundam a matéria para além daquilo que está previsto na lição. Se você achar que a pergunta é pertinente e souber a resposta, responda com clareza e de forma sucinta; se a pergunta foge muito à matéria, diga aos alunos que as perguntas não relacionadas diretamente ao que está sendo ensinado serão respondidas no final da aula.

E se eu não souber a resposta?

Seja honesto, diga simplesmente que não sabe e que vai pesquisar a respeito. Diga ‘essa questão é interessante’ e na próxima aula traga mesmo a resposta. Ensine-os a confiar em você cumprindo sempre o que promete.

E se um aluno me questionar?

Acontece, e devemos estar preparados para todo tipo de ‘ataque’. Temos que ter consciência de que os alunos nos testarão no início para descobrir até onde sabemos do que estamos ensinando e até onde podem ir conosco. Testam nosso conhecimento e nossos limites e isso é natural, não devemos levar isso para o campo pessoal. Não estão fazendo isso porque não foram com a sua cara, ou porque não confiaram em você, fazem com todos os professores que não conhecem.

Um aluno uma vez me perguntou o significado de uma palavra que eu realmente não sabia. Eu disse que não sabia e que poderia pesquisar (ou ele próprio poderia fazer isso), já que não tinha nada a ver com o que eu estava ensinando naquele momento. Quando vou ensinar alguma coisa, faço uma lista das possíveis palavras relacionadas e que podem ser alvo de perguntas dos alunos. Se vou falar sobre casamento faço uma lista com bolo, noiva, noivo, etc. Mas eles sempre lembram de alguma coisa que não passou em nossa cabeça e que não sabemos ou que não conseguimos lembrar.

Pois o aluno disse que eu sendo professora de inglês TINHA QUE SABER o significado de todas as palavras. Eu então fiz algumas perguntas a ele:

– Quantos anos você tem? Você fala português fluente? Você aprende português a quanto tempo na escola?

Por acaso era um aluno universitário, então perguntei se ele poderia responder a uma pergunta minha: ‘Como se diz picnic em português?’ Ele não conhecia a palavra ‘convescote’, que não é muito usada. Eu disse então que não sendo nativa naturalmente que algumas palavras eu não conhecia e que mesmo falando português e já tendo dado aulas de português de vez em quando preciso recorrer a um dicionário de português pois esbarro com uma palavra que não conheço o significado. Disse que ele poderia ficar tranquilo que eu conhecia todas as palavras que o método entendia que ele tinha que aprender nesse estágio.

Estabelecendo regras

Algumas regras têm que ser colocadas logo de cara, explique-as logo depois de sua introdução pessoal. No meu caso eu peço aos alunos que só me façam durante a aula perguntas relacionadas à explicação. Perguntas que não estejam relacionadas e questionamentos pessoais devem ser apresentados só no final da aula. Isso evita que eles nos façam desviar do assunto principal, fazendo perguntas não ligadas à matéria. Professores novatos costumam cair nesse engodo e na verdade eles nem querem a resposta, só querem matar o tempo e impedir que você passe a matéria.

Amanhã será outro dia

Aprenda com seus erros, depois da primeira aula felizmente há uma segunda aula onde você poderá corrigir tudo o que achou que não saiu bacana da primeira vez. Não tenha medo de confessar seus erros, seja humilde. Não tenha medo de dizer: na aula anterior eu disse tal coisa, mas verifiquei que a informação não está correta, por favor corrijam, a informação é a seguinte:… Ao contrário do que parece, seus alunos vão passar a respeitá-lo mais por isso, eles respeitam muito mais um ser humano que tem a coragem de admitir que errou e está disposto a corrigir seus erros do que uma pessoa prepotente que finge que é um deus e depois de dizer algo, mesmo estando incorreto, jamais volta atrás.

PRIMEIRA SEMANA DE AULA


Na primeira semana de aula tudo é festa e alegria, os alunos animados porque estão revendo os colegas, todos de material novo. É muita novidade, sala nova, colegas novos, professores novos. Esse entusiasmo inicial faz os alunos falantes e fica difícil fazê-los prestar atenção à matéria. O que fazer para canalizar tanta energia?

Baixando a adrenalina

Essa excitação inicial pode atrapalhar a sua aula mas também pode ser canalizada para o aprendizado. Crie jogos nos quais seus alunos vão ‘descobrindo’ a matéria antes de você ensinar. Por exemplo, se você vai falar sobre a realidade econômica, uma versão reduzida do jogo banco pode ser uma boa idéia. Ou se vai explicar a crise no Oriente Médio, que tal iniciar com o jogo War, com torcida e tudo?

Saindo da sala de aula

Não sei quanto aos outros professores, mas se eu falar antes com a diretora de minha escola, existe a possibilidade de transferir a aula para outra parte da escola. Que tal uma aula no meio das árvores, se você é professor de biologia? Ou se é professor de música? Que tal levá-los para o pátio e fazer um jogo diferente, tipo ‘estátua’? Enquanto você explica um evento histórico, os alunos escolhidos como ‘estátua’, cada um representando seu personagem, têm que fazer os gestos correspondentes ao que você vai explicando. E os alunos julgam a performance deles.

Perguntas com bola

Explique e depois faça perguntas, leve uma bola e jogue-a para quem vai responder. Faça a próxima pergunta e quem respondeu joga a bola para quem vai respondê-la e assim os alunor irão escolhendo quem vai responder a próxima pergunta. Funciona melhor com as carteiras em círculo.

Brincando de professor

Dê uma visão geral da matéria e explique superficialmente, depois volte explicando parte a parte, e quando você jogar a bola para um aluno, ele tem que levantar-se e continuar a explicação. Os colegas dão nota para a explicação e corrigem o que não está correto.

A estrutura professor (na frente da sala) e aluno (sentado e passivo) pode ser invertida nessa semana para explorar a vitalidade deles, aproveitando-a para que participem ativamente do aprendizado.

As aulas estão começando e você já deve estar pensando em como se apresentar a seus alunos no primeiro dia de aula. Dizem que a primeira impressão é a que fica, eu tenho minhas dúvidas mas pelo sim, pelo não é melhor causar uma boa impressão do que ter que administrar uma antipatia gratuita e generalizada logo na primeira aula.

A aparência

Tudo bem que cada um tem seu estilo, mas professor não tem time, não tem música favorita e nem religião. Pelo menos não deve agitar suas preferências na cara dos alunos logo de cara para evitar mal-entendidos. Você tem todo o direito de torcer pelo time que quiser mas aparecer com a camiseta do Palmeiras no primeiro dia de aula pode agradar os seus alunos palmeirenses mas provocar insegurança nos alunos que torcem para outros times, por exemplo, eles poderão pensar que serão discriminados se não torcem para o mesmo time ou sentirem-se impelidos a fingir que também são palmeirenses ou que gostam de futebol. A idéia no primeiro dia é tentar unir o grupo e fazer com que se entrosem e aceitem sua autoridade com naturalidade e não gerar uma polêmica logo de cara.

As tatuagens são proibidas pela maioria dos estabelecimentos de ensino e de fato não ficaria nada bem você aparecer com uma suástica tatuada no braço, por exemplo. Ou uma mulher pelada. De qualquer forma piercings e tatoos só devem ser usados onde você possa esconder com a roupa. Ficando visíveis você corre o risco de seus alunos chegarem em casa dizendo que querem fazer uma tatuagem ‘igual à do meu professor’. Depois disso com certeza você será chamado à sala do diretor ou coordenador da escola. Não se esqueça de que o professor é um formador de opinião.

Roupas discretas, nada muito exagerado, o mais neutro possível, sem tendências para nenhum estilo em particular são o que de melhor você pode escolher. Se você faz mesmo questão de mostrar quem você é na vida pessoal isso é um problema seu, mas deixe então para fazê-lo aos poucos, para quando seus alunos já tiverem uma opinião formada a seu respeito e você já tiver conquistado a confiança deles.

Sua roupa deve ser sobretudo confortável, não se esqueça que salto agulha altíssimo vai atrapalhar sua mobilidade, e é aconselhável que você circule entre os alunos, não fique parado como uma estátua na frente da classe ou sentado de cabeça abaixada como um sultão.

Sua apresentação no primeiro dia de aula


Fale um pouco sobre você, a quanto tempo dá aulas da sua matéria, que classes já ensinou, que diplomas tem. Não se estenda muito mas é importante para mostrar a eles que podem confiar em você porque sabe do que está falando. No caso de ser sua primeira aula na vida não chame muito a atenção para este ponto, diga onde se diplomou e onde fez estágio.

Você pode encorajar os alunos a fazerem algumas perguntas sobre o que querem saber a seu respeito ou a falarem um pouco sobre eles também. Você também pode optar por passar um pequeno formulário para que preencham com algumas informações sobre eles ou ainda aplicar uma dinâmica.

Uma dinâmica

É interessante apresentar uma dinâmica na qual os alunos participem e se conheçam melhor. É também um bom recurso para aprender sobre seus alunos, esse conhecimento vai ajudar quando lidar com eles ou quando for preparar suas aulas.

Prepare bem sua aula

É importante preparar bem sua primeira aula, leve mapas, fotos, gravuras, não fique só no blá-blá-blá. Se eles gostarem da primeira aula vão ficar ansiosos pela próxima, mas se a acharem chata podem não prestar mais atenção e você não terá uma segunda chance para mostrar que sua aula pode ser interessante.

Estabeleça um vínculo

Tente chamar os alunos pelo nome, peça a eles que façam algumas coisas como apagar a lousa ou fechar a porta, encorage-os a fazerem perguntas quando tiverem dúvidas, pare a explicação de tempos em tempos para perguntar se tudo está entendido até ali.

Se achar conveniente passe uma folha em classe para que anotem seus dados, ou faça um formulário para que ‘entrevistem’ o aluno do lado.

Faça perguntas durante sua explicação para checar se entenderam, peça a um aluno que entendeu para explicar a outro colega. Acostume-os a participar da aula e a prestar atenção.

Corrigindo posturas erradas

Se tiver que chamar a atenção de um aluno no primeiro dia faça-o de forma branda e simpática. Se estiver conversando, pergunte com naturalidade: ‘você não entendeu?’ Não use sarcasmo, ironia, gritos ou castigos no primeiro dia. Tente levar em banho-maria até entender como são seus alunos e a melhor forma de lidar com eles.

Lição de casa

Pode ser dada uma lição de casa já no primeiro dia, mas nada muito complexo ou difícil, o melhor é alguma coisa onde tenham opções de criar e baseado em matéria que aprenderam no ano anterior. Você pode pedir a eles que sugiram sobre o que querem escrever, mas por escrito, se cada um for dizer o que quer vira bagunça.

É claro que erros acontecem, e o melhor é prevenir, mas se não for possível, paciência. Você tem ainda um ano inteiro para reverter a situação, mas o melhor é sempre começar com o pé direito.

Dinâmicas de Grupo – O que funciona e o que não funciona


Além de estabelecer o objetivo que deseja atingir com a aplicação de uma dinâmica e de usá-la no momento mais apropriado, é bom ficar de olho para não cometer certos erros que podem comprometer o resultado final.

A primeira coisa à qual você tem que atentar é a de escolher cuidadosamente uma dinâmica que se adapte ao perfil dos seus alunos. De nada adianta aplicar uma dinâmica cheia de conceitos abstratos se seus alunos são ainda imaturos demais para entendê-los ou lidar com eles.

Outro fator que interfere negativamente no resultado de uma atividade assim é o grau de complexidade do que se pretende propor ao grupo. Dinâmicas divididas em mais de 2 estágios não costumam funcionar bem e é comum os alunos cansarem-se dela antes que termine. E é importante estabelecer desde o início o tempo de duração de cada etapa da atividade para não se prolongar demais.

Diga, por exemplo, que eles terão 5 minutos para preencher os dados na folha que você apresentou, e ao final de 5 minutos passe para a próxima etapa mesmo que alguns alunos ainda não tenham terminado, porque é melhor que eles aprendam a importância de realizar uma atividade dentro do tempo estabelecido do que comprometer o trabalho de todo o grupo.

O grupo como um todo nunca deve ser sacrificado ou subjugado às necessidades de 1 ou 2 elementos que não se adequaram ao que foi proposto a todos. Sempre se deve respeitar os que estão dentro do horário e não submeter a maioria a esperar pelos ‘atrasadinhos’. Além de desestimular o grupo, é uma falta de respeito para com quem cumpriu sua parte.

Dinâmicas com instruções muito longas ou confusas também devem ser evitadas e caso queira mesmo aplicá-las, resuma ou simplifique, ou então divida em duas partes para aplicar em ocasiões diferentes. Quando você tem que falar muitos minutos para que eles entendam o que está sendo proposto eles já se desestimulam de cara e após as primeiras instruções alguns já não estão prestando atenção. Esses elementos, no decorrer da brincadeira, podem interromper para perguntar o que não entenderam ou então fazer de forma diferente do que foi pedido, comprometendo o resultado.

As explicações iniciais devem ser na maioria das vezes completas, excetuando-se aquelas que têm uma ’surpresa’ no final. Os ‘mistérios’ não funcionam muito bem porque os alunos têm reservas quanto a desenvolver atividades sem saber qual o objetivo delas. Caso haja uma surpresa no final, convém ‘enganá-los’, fazê-los cumprir sua parte pensando que a atividade será dirigida de uma determinada maneira.

Se você simplesmente disser: preencham esse papel com 3 frases sobre vocês, duas verdadeiras e uma falsa, eles vão se entreolhar pensando que após tanto stress finalmente conseguiram fazer com que você perdesse completamente sua sanidade mental.

Se, por outro lado, você disser que após isso eles lhe entregarão os papéis e que você irá ler as frases para que eles descubram de quem são as frases e qual a que não é verdadeira (veja essa brincadeira no blog Coelho da Cartola) eles entenderão e agirão de acordo com o que se espera, entenderão que os outros não podem ver e que não podem ser coisas óbvias, etc.

Um outro alerta é que por mais que a dinâmica tenha dado certo com uma classe, isso não significa que surtirá efeito em outra. Mesmo que os alunos de uma turma a tenham adorado, não quer dizer que outra turma terá a mesma reação. Cada grupo tem seu próprio perfil e o que dá certo com uns pode falhar com outros.

Acima de tudo, por mais que eles tenham gostado de uma determinada brincadeira, só aplique uma dinâmica uma vez com cada turma, a não ser que você faça uma grande mudança nela. As dinâmicas só surtem efeito e só têm graça da primeira vez, como as piadas. Uma variação da mesma dinâmica pode ser uma boa idéia, porque sendo o desfecho diferente, o elemento surpresa fará com que se entusiasmem e se divirtam.

Mais idéias

Cantinho Alternativo

Galeria da Criançada

Materiais:

Canetinhas coloridas; cartolina ou folhas de papel kraft; cola branca; fita adesiva colorida; foto 3×4 de cada criança; folhas de papel sulfite tamanho A4 coloridas; tesoura com ponta arredondada.

Colocando em Prática

Promova uma roda de conversa, a fim de cultivar a afetividade e a integração. Após ter se apresentado fale da importância de frequentar a escola e de fazer novos amigos ou reeencontrá-los. Com o objetivo de promover a integração, inicie uma dinâmica, propondo que os alunos observem se reconhecem, no grupo, algum amiguinho de outros espaços, como lugares públicos da vizinhança. Questione-os se há algum parente na sala. Deixe-os á vontade para se relacionarem e se expressarem. Faça um crachá de identificação para cada aluno. cole cada foto no centro de um quarto de folha de papel sulfite, e escrteva abaixo o nome inicial da criança, em letra bastão deixando um espaço de 4 cm na base. Confeccione também um cartaz de pregas dobrando a folha de papel kraft em sanfona e deixando cada dobra com 4 cm de profundidade.
Divida o crataz em dois com a fita adesiva colorida e adapte o tamanho de acordo com a quantidade de alumos.

Enquanto finaliza o cartaz escrevendo o nome das crianças em ordem alfabética, peça que todos fiquem bem quietinhos, e, com os olhos fechados, percebam e tentem identificar os diferentes sons ao redor. Depois, coloque uma música para tocar e solicite que, da mesma forma persebam quais instrumentos estão presentes na melodia.
Feito esse exercício, distribua os crachás e oriente os alunos a encaixá-los nos espaço correspondente do cartaz, cadana sua vez ao ouvirem seus nomes.

Trabalhar com o nome da criança traduz um efeito emocional incomensurável, pois o difere, assim como sua escrita de um nome comum. Trata-se da identidade de uma pessoa que se transformará- uma assinatura que identifica um sujeito. Quando a criança começa a escrever seu nome, inicia-se a compreensão da função social e acontece a motivação, que contribui com o processo de alfabetização.

CRACHÁS PARA OS PRIMEIROS DIAS

DECORANDO COM O MESMO TEMA

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