Contando histórias

Olá amigos professores,

Vou disponibilizar algumas histórias diferentes para serem contadas na “Hora do conto” ou nas “Rodas de histórias”
Espero que gostem!

Sambo
Fonte: Ideias e Artes

Sambo era um menino africano que completaria 12 anos.
Ele estava muito feliz, pois pela primeira vez, ganharia dinheiro e poderia ir sozinho até alguma aldeia para comprar o que quisesse e, que ficaria como recordação daquele dia tão especial!
Sambo havia sonhado muito com esse dia.
Pensava, pensava e não sabia que presente comprar.
Ele chegou à aldeia e começou a percorrer as casas de comércio, mas não encontrava nada que gostasse.
Ele queria algo que fosse útil.

Então, viu um objeto diferente. Mas que seria aquilo?
Era a coisa mais estranha e curiosa que ele já vira.
Então perguntou o nome daquilo.
– Guarda-chuva?
Repetiu ele espantando quando lhe responderam.
– Quer dizer que eu compro isso
para guardar a chuva dentro?
O homem da loja riu.
– Não rapazinho, você compra para ser guardado da chuva.
– Quer dizer que, comprando isso, poderei andar na chuva sem me molhar?
Era muito bom pensar assim, pois quando chovia as crianças da tribo tinham que ficar nas suas casas.

Sambo ficou maravilhado e comprou o guarda-chuva.
– Vai ser um sucesso na tribo, pensou ele.
Foi caminhando para casa, pensando no dia em que poderia finalmente usar o seu presente.
Olhando para o céu, viu várias nuvens escuras.
– Oba! Antes de chegar em casa poderei usá-lo.
Não demorou muito e começaram a cair os tão esperados pingos de chuva.
– Pode chover, que agora eu não me molho!
Que bom companheiro arrumei!
E ele olhava para seu guarda-chuva

Sambo caminhava e ía ficando molhado pela chuva.
– Epa, o homem da loja mentiu.
Comprei isto e ainda estou me molhando.
Algumas pessoas passavam por ele e riam.
Sambo pensou: – Será que é assim que usa?
Não, acho que deve ser de outro jeito.
Havia usado erradamente o guarda-chuva, mas agora sabia usar.
Sambo levantou o guarda-chuva acima de sua cabeça pensando que agora tinha acertado.
Mas continuava errado.
Imaginem só, ter uma coisa tão boa e útil e não saber usar!
E Sambo foi ficando bravo.
Além de se molhar, ainda riam mais dele.
Já ia voltar à loja e brigar com o dono…

Mas uma bondosa senhora o chamou e lhe disse:
“Não é assim meu filho, deixe-me mostrar a vocꔑ.
E pegando o guarda-chuva de Sambo, ela o abriu.
O menino levou um grande susto!
Mas depois sorriu…
Agradeceu muito à senhora e continuou seguindo seu caminho.

Agora sim!
Não caía uma gota sequer na sua cabeça!
Sambo seguia para casa cantarolando, muito feliz mas também envergonhado
por ter sido tão bobo.
Alguma vez já aconteceu algo parecido com você?

Comentário do Professor:
Você tinha algo, que era útil, mas não sabia usar?
(Deixe as crianças comentarem)
Vocês sabiam que muitas vezes algumas crianças
e também adultos agem do mesmo modo que Sambo?
Têm algo muito mais útil que um guarda-chuva
e não sabem usar.
Você mesmo pode ter e não estar sabendo usar.

Alegoria das Ferramentas

Fonte: Ideias e Arte

Esta história é ótima para trabalhar a autoestima!
Ilustre-a com as gravuras abaixo.

Há muito tempo atrás, em uma carpintaria, quando todo o trabalho havia acabado, as ferramentas começaram a conversar entre si.
Elas discutiam para saber qual delas era a mais importante para o carpinteiro.
O Sr. Martelo começou:
Certamente que sou Eu o mais importante para o carpinteiro! Sem mim os movéis não ficaram de pé, pois eu tenho que martelar os pregos!

O Sr. Serrote logo quis dar a sua opinião:
Você Sr martelo? Você não pode ser! Seu barulho é horrível! É ensurdecedor ficar ouvindo toc, toc, toc…
O mais importante sou eu! O serrote! Sem mim, como o carpinteiro serra a madeira?
Eu sou o melhor!

Falou a Dona Lixa:
Eu sim sou a melhor! Se não fosse eu os movéis não seriam tão lisinhos e perfeitos!
Eu sou a mais importante!

Disse a Dona Plaina:
Eu é quem deixo tudo retinho, e tiro as imperfeições da madeira.
Eu sim sou a indispensável…

Disse a Dona Chave de Fenda:
Se não fosse eu, como o carpinteiro iria apertar os parafusos?

Disse o Sr. Esquadro:
Eu sou o mais importante! Sem mim os movéis ficariam tortos! O carpinteiro nem saberia a medida.
EU sou o mais importante!

As ferramentas ficaram discutindo até o dia amanhecer…
O carpinteiro chegou para trabalhar, colocou sobre a mesa a planta de um movél
e começou a trabalhar!

Ele usou todas as ferramentas.
Usou o serrote, o martelo, o esquadro, a lixa, a plaina, os pregos, o martelo, a chave de fenda, a cola e o verniz para deixar o movél brilhando….
Enfim ele acabou.

Chegou o fim do dia o carpinteiro estava cansado, mas feliz com o que tinha feito!
Seu trabalho com as ferramentas tinha ficado ótimo!
O carpinteiro foi para casa.

Enfim, as ferramentas voltaram a conversar.
Só que agora elas ficaram admirando o que tinham feito todas juntas e o carpinteiro.
Sabe o que elas fizeram?
Uma linda arca!
E tinha ficado linda!

Elas chegaram a uma conclusão:
Todas eram importantes aos olhos do carpinteiro.
Ele usou todas! Sem exceção de nenhuma!
E o movél tinha ficado lindo!
Elas descobriram que quando todas trabalham juntas tudo anda melhor!!

Moral da história

Cabe a nós, como ferramentas, nos deixar ser usados para fazer bem a todos. Assim nos sentiremos úteis e ficaremos felizes por isso.


Boneca para montar

Fonte: Ideia e Arte

Esse recurso serve para:
– criar, montar, inventar, contar… histórias
– explicar sobre as emoções, auto-controle, boas maneiras, expressões faciais,
domínio-próprio…

CORPO DA MENINA

ASSUSTADA

EMBURRADA



FELIZ

COM RAIVA

TRISTE



CORPO MENINO



ASSUSTADO

BRAVO

CHORANDO

COM MEDO

COM RAIVA

ENVERGONHADO

FELIZ

REFLETINDO



SORRINDO

TRISTE

A GULOSA DISFARÇADA

Fonte: Canto do Conto


Era uma vez uma mulher muito gulosa, que não queria que ninguém soubesse disso. Assim, comia sempre às escondidas. Porém, como ela vivia engordando, o marido desconfiou. Um dia, ele fingiu sair de casa, mas ficou espiando pela janela.

A mulher, pensando estar sozinha, fez um bolo com uma grossa cobertura de creme e o devorou. Depois almoçou um frango ensopado inteirinho. À tarde, assou finos biscoitos e fritou uma dúzia de pastéis, deixando-os bem sequinhos, e comeu tudo, sem deixar uma só migalha.

Dali a pouco o marido apareceu.Porém, embora tivesse chovido o dia inteiro, ele não estava molhado. A mulher estranhou:

– Puxa, como é que com essa chuva tão forte, você não se molhou ?

E ele respondeu :
– Pois veja você ! Se a chuva fosse grossa como a cobertura do bolo que você devorou, eu teria ficado ensopado como o frango que você almoçou. Mas como a chuva foi fina como os biscoitos que você lanchou, eu fiquei sequinho como os pastéis que você fritou…

A mulher entendeu o recado e nunca mais fez as coisas às escondidas.
…E era uma vez uma vaca Vitória, que deu um espirro… e acabou-se a história !



VAIVÉM VAI ? (do folclore brasileiro)

Uma uma vez um marceneiro que gostava muito de dar nomes para as coisas. Nunca chamava suas ferramentas como todo mundo ; preferia chamar o martelo de bate-bate , a plaina de raspa-e-afina , o alicate de prende-e-puxa e o serrote de vaivém.

Um dia o filho do seu vizinho foi até sua oficina para pedir o serrote emprestado. O marceneiro, porém, conhecia a fama do vizinho : ele nunca devolvia o que pedia emprestado.

Então, o marceneiro disse para o menino :

-“Olhe, meu filho, diga a seu pai que vaivém só vai quando vaivém vem; se vaivém fosse e vaivém viesse vaivém ia; mas como vaivém vai e vaivém não vem… vaivém não vai !!

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