Datas comemorativas – Dia do Índio

Olá amigos professores,

Para ver a postagem do Dia do Índio do ano passado clique AQUI

BRINCADEIRA DE ÍNDIO

Fonte: Catinho Alternativo

Cama de gato é uma brincadeira infantil em que se constrói formas com barbantes presos às mãos.
O jogo cama de gato foi criado por culturas indígenas, mas, hoje, crianças do mundo inteiro jogam.

Como jogar:
Providencie um metro de barbante, una as duas pontas com um nó, convide um amigo e então, decidam quem começa o entrelace com as mãos. Depois que a primeira cama de gato estiver armada, o outro participante tem o desafio de transformá-la em uma nova sem desmontar e assim vai…
Siga as instruções das imagens e tente não se enrolar!



Criando e Aprendendo com os indígenas

Os indígenas alimentam-se basicamente de caça, pesca, frutas e frutos. Para conseguir seus alimentos, utilizam instrumentos confeccionados na própria natureza. Para que as crianças possam fazer dessa aprendizagem um momento lúdico e vivenciar um pouco dessa experiência, auxilie-as a confeccionar algumas peças com materiais reaproveitáveis, além de dobraduras.

Canoa

Materiais:

* cola branca;
* folhas de papel sulfite;
* jornal;
* pregador de roupas;
* tesoura.

1 – recorte 18 pedaços de jornal com 14 x 16 cm e enrole cada um deles, a partir da lateral diagonal, para formar um canudinho.
2 – cole-os parelamente no centro de um pedaço de folha de sulfite no tamanho de 12 x 21 cm.

3 – torça cada uma das pontas laterais que sobraram da folha de sulfite, vire-as para dentro, cole-as e prenda-as com um pregador de roupas até a cola secar.

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Indígena

Materiais:

* barbante;
* canetinhas coloridas;
* cola branca;
* folhas de papel sulfite de várias cores;
* furador de papel;
* papel pardo;
* régua;
* rolos de papel higienico vazios;
* tesoura.

Confira o passo a passo:

A Lenda de Maní
( Lenda tradicional da Amazônia, recontada por Esperança Alves* )

“Há muito tempo, na Amazônia, em uma tribo indígena, pertencente à ancestral matriz Tupi, a mais bela “ cunhãtã” , filha do cacique, apareceu grávida, misteriosamente. O pai, muito contrariado por sua filha trair os costumes do seu povo, afinal não estava prometida a nenhum jovem guerreiro, quis sacrificá-la à “ Tupã” , mas, foi detido de seu intento, após um sonho. Neste, um homem branco lhe apareceu comunicando a inocência da mãe virgem, escolhida para uma importante missão.

Passadas 09 luas, a mãe deu à luz uma linda menina, muito alva, a quem deu o nome de ” Maní “. De início, todos acharam muito estranho a cor diferente de sua pele, mas com o tempo foram se acostumando, se encantando e vendo graça e beleza naquela criança por quem aprenderam a nutrir grande amor e respeito.

Um dia, misteriosamente, “ Maní” morreu sem ter adoecido. A comunidade inteira ficou desolada. A mãe e o avô ficaram muito, muito tristes. O Conselho das mulheres mais velhas orientou e cuidou de enterrá-la no centro da maloca do avô.

Dia e noite a mãe chorava sobre a sepultura de “ Maní” . Depois de certo tempo, para surpresa de todos, do chão brotou uma pequena e desconhecida planta. E o mais espantoso foi mesmo quando a terra se abriu e apareceram grandes e belas raízes. Um a um foi chegando para ver a grande novidade. Com grande apreensão e respeito colheram as raízes, percebendo que, por dentro, elas eram “branquinhas”, pelo que imediatamente associaram com o corpo de “ Maní”. Acreditaram ser uma nova manifestação de sua vida. Por isso, deram-lhe o nome de ” Maní-oca “, que significa casa ou corpo de “ Maní” , na língua tupi.

A partir de então, nunca mais a população daquela aldeia Tupi passou fome, tornando-se a “ maní-oca”, ou mandioca, seu principal e sagrado alimento.

* Esperança Alves – Educadora, Focalizadora de Danças Sagradas; Pesquisa as Danças, História, Mitologia e Espiritualidade dos Povos; Tem Iniciação em Psicologia, Formação Transdisciplinar-Holística e Curso Básico de Educação em Valores Humanos. Belém /PA.
http://www.manamani.org.br/

Clique nas figuras para vê-las em tamanho aumentado

PROJETO: Dia da Indio

Fonte: Tia Fabíola

Objetivos:
– Conhecer e refletir sobre a história dos índios;
– Conhecer, analisar e debater os hábitos e costumes indígenas;
– Conhecer, analisar e debater a influência indígena em nossa vida;
– Aprender a respeitar os índios com a finalidade de construir a cidadania numa sociedade pluriétnica e pluricultural;
– A partir do tema gerador desenvolver atividades nas diferentes Áreas de Estudo.
Objetivo Proposto nos PCN’S de interesse no presente projeto:

– Conhecer e Valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais.

PLANEJAMENTO:
Propostas de Atividades que trabalharão os temas transversais: Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Cidadania.
Sensibilização:
– Propor aos alunos que pesquisem e levem para sala de aula recortes de fotos de pessoas que possam parecer descendentes indígenas. Com todas as fotos em mãos, o professor em círculo analisará juntamente com os alunos cada foto. Procurando incentivar para que todos dêem sua opinião.
Em um segundo momento listar em um cartaz os conhecimentos que os alunos já tem sobre o assunto ( Conhecimentos Prévios ).
– Provocar os alunos a se expressarem, fazer indagações e ir registrando em um cartaz. Logo em seguida, em um outro cartaz, listar as dúvidas provisórias dos alunos, ou seja, perguntar o que desejam saber sobre o tema e ainda não sabem, novamente provocar os alunos a fim de lançarem suas dúvidas.Por último, propor que os alunos ilustrem os cartazes com fotos e desenhos.

Propostas de Atividades de Integração das Áreas de Estudo:

GEOGRAFIA:
– Localizar em Mapa ou Globo Terrestre pontos do território nacional onde ainda vivem tribos indígenas;
– Comparar o modo de vida dos índios de outras regiões com o modo de vida dos índios que ainda habitam a floresta amazônica.

HISTÓRIA:
– Reconhecer os modos de vida dos índios, sua cultura, sua alimentação, formas de trabalho e sobrevivência;
– Refletir e opinar sobre o papel do índio na formação da nação brasileira

LÍNGUA PORTUGUESA:
– Levantar o vocabulário usado pelos indígenas e descobrir seus significados;
– Produzir, utilizando diferentes formas de expressão, textos individuais e coletivos sobre os debates e as reflexões do assunto;
– Orientar os alunos para elaborarem pequenos textos sobre cada descoberta realizada;
– Ler histórias originalmente indígenas ou que tratem do indígena e seus valores;
– Organizar um dicionário ilustrado com as palavras indígenas.

ARTES:
– Observar manifestações de arte da cestaria, da cerâmica, da plumaria e de outros objetos de cerdas vegetais e cordas, realizados pelos índios de hoje e de antigamente;
– Observar ilustrações de artistas do tempo do Brasil – Colônia que retrataram o indígena e suas manifestações culturais;
– Vivenciar através de músicas sobre o tema um pouco da cultura indígena – cantando e dramatizando;
– Vivenciar através de atividades artísticas manuais e plásticas um pouco da cultura indígena, criando objetos e instrumentos musicais.

Formulação de Problemas:
– Questionar em classe:
– Ainda existe preconceito com os índios?
– O que as crianças sabem, pensam e acham sobre isso?
– O que podem e o querem fazer para ajudar a mudar o quadro dos preconceitos e discriminação?
– A culinária indígena é usada na cozinha brasileira? Como?
– Ainda são encontrados locais de agrupamentos e reservas indígenas?
– Quais são essas tribos? Como vivem? Como se mantêm? Quais os seus atuais costumes?
– Quais são as palavras e costumes de origem indígena?
– Há influência dos índios na Língua Brasileira?
– Há influência dos índios no artesanato?
– Há influência dos índios na medicina caseira? E nos adornos pessoais?



DIA DE ÍNDIO

Fonte: Plenarinho

Os indígenas têm um modo de vida diferente do nosso.

Eles são muito mais ligados à terra.

Não trabalham com o objetivo de juntar dinheiro, bens, nem nada desse tipo.

Trabalham em suas lavouras para garantir o sustento da aldeia; fora isso, alimentam-se dos frutos das árvores e dos animais que caçam.

Para os índios, a terra é muito importante, sagrada mesmo.

Não só porque é o lugar de onde tiram seu sustento, mas também porque é o que eles consideram como o lar deles.

Por isso a Constituição brasileira garante que as terras dos índios devem ser demarcadas (determinadas) pelo governo e devem ser respeitadas por todos.

Ás vezes esses direitos não são respeitados.

Alguns grandes proprietários de terras, madeireiros e garimpeiros tentam expulsar os índios de suas terras para explorá-las, e para isso, muitas vezes fazem uso de força bruta para tirá-los de lá.

A situação dos índios é grave em várias regiões, e infelizmente muitas comunidades indígenas já perderam grande parte de seus territórios.

Nas aldeias normalmente existem duas pessoas muito importantes na organização: o pajé e o cacique.

O cacique é o chefe da tribo, e o pajé é o sábio, o qual conhece a cura para as doenças e se comunica com os deuses.

Os índios acreditam em forças maiores: na natureza, em deuses e nos espíritos de seus ancestrais.

Cada sociedade indígena cria suas próprias explicações a respeito do mundo, dos fenômenos naturais, dos espíritos e dos seres sobrenaturais.

CRIANÇAS

CRIANÇAS

Assim como em qualquer sociedade, os índios também constroem brinquedos para seus filhos.

Os mais comuns são feitos de palha, madeira ou barro. Os adultos fabricam para as crianças dobraduras de palha, representando os animais da floresta.

Em geral, os brinquedos são miniaturas de objetos usados na sociedade e, além de fazerem as crianças se divertir, esses objetos as educam para as tarefas que terão de realizar quando se tornarem adultas.

Na maioria das aldeias, não existe videogame nem outros joguinhos eletrônicos, mas as crianças devem se divertir um bocado brincando com seus brinquedos de palha, subindo nas árvores e brincando com os animais, não é mesmo?

Até aprenderem a andar, os bebês vivem aconchegados a suas mães, numa espécie de bolsa que as mães prendem no corpo para carregá-los.

As crianças pequenas, de até 3 ou 4 anos, brincam com outras crianças e com seus brinquedos. Mas estão sempre próximas às mães, pois costumam mamar nelas até essa idade.

É comum, também, que uma irmã mais velha, adolescente, tome conta das crianças menores.

Desde novinhas, as crianças vão aprendendo as atividades que terão de desenvolver quando forem adultas. As meninas aprendem a: plantar, colher, carregar lenha, preparar alimentos e bebidas fermentadas, fiar algodão, confeccionar redes e cerâmica.

Já os meninos aprendem a: preparar o terreno para o plantio, caçar, confeccionar arco e flecha, fazer cestas e enfeites de plumas e construir casas.

Nas culturas indígenas, cabe aos pais a orientação nas tarefas e comportamentos que a comunidade julga corretos.

As crianças devem brincar e ter a mãe sempre por perto para protegê-las.

Os pais jamais devem levantar a voz, brigar ou bater em seus filhos; devem educar com autoridade, para desenvolver na criança a atenção, a observação e a importância da repetição de uma tarefa até a sua plena aprendizagem.

Nas tribos é dever de todos fazer a criança crescer com responsabilidade e respeito às regras da comunidade. Legal, hein?!

HÁBITOS INDÍGENAS

Você sabia que vários dos nossos hábitos são herdados da cultura indígena?

Um dos costumes mais importantes é o de tomar banho todos os dias.

Em outras culturas, como na dos países europeus, é comum as pessoas passarem dias sem tomar banho.

Que bom que os índios nos ensinaram isso, né? Assim somos um povo bem cheirosinho!

Também aprendemos com eles o uso de chás e plantas medicinais para curar doenças.

E como os índios têm muito conhecimento de ervas e plantas, muitos dos remédios que compramos hoje nas farmácias tiveram suas fórmulas baseadas em chás indígenas.

É influência deles também a utilização de redes para dormir, as várias danças, principalmente as da região Norte do Brasil.

E ainda várias canções e lendas do folclore brasileiro.

VIDA DE ÍNDIO

A repórter Xereta entrevistou alguém muito especial para a nossa reportagem: a índia Maria Helena Sarapó, que estava de passagem por Brasília.

Nossa entrevistada mora na tribo dos Fulni-ô, uma aldeia de 6 mil índios no interior do Pernambuco, e contou como é a vida em sua aldeia.

Você vai ver que ela é gente como a gente.

Como é a vida na sua tribo? O que vocês fazem no dia-a-dia?

A gente faz artesanato, cozinha e busca lenha no mato.

Os homens caçam e fazem artesanato também: arco, flecha e lança.

As crianças de manhã vão para a escola aprender português, e de tarde vão para a escola da nossa língua, o Iatê.

Normalmente ficamos mesmo na aldeia, mas no final de agosto a gente vai para a reserva passar três meses, onde praticamos nossos rituais e ensinamos às crianças as tradições da tribo.

A escola consegue atender a todas as crianças da tribo?

Sim, a escola tem 10 salas de aula, e todas as crianças estudam.

A tribo tem energia elétrica?

Na aldeia temos energia elétrica, sim, e também televisão, som, escola de computação, telefone e água encanada. Mas na reserva, que é uma área mais isolada, só tem água encanada; não tem energia porque o cacique prefere que não tenha, lá a luz é de lampião.

A escola de computação é para toda a comunidade?

Sim, para toda a aldeia, e tem acesso à internet. Só que são 10 computadores para a aldeia toda (de 6 mil índios).

Que tipo de brinquedos as crianças têm na tribo?

Os pais fabricam brinquedos, mas eles recebem muita doação de bola, carrinho e outros brinquedos.

Alguns índios têm mais condição e compram para os próprios filhos.

Alguns índios da minha aldeia são funcionários da prefeitura e do estado.

Esses têm mais condição, porque têm salário certo. Os que não têm, vivem das plantações, do artesanato e de doações.

Em que idade as crianças começam a ser consideradas adultas na tribo?

As meninas são consideradas adultas depois da menstruação, e os meninos, a partir dos 13 anos.

As crianças trabalham? Ajudam na plantação?

Só quando elas têm um tempinho, mas sempre a escola está em primeiro lugar.

O que a senhora acha de mais importante que os índios devem reivindicar?

A terra, pois as reservas não têm espaço suficiente.

A nossa área é de 11 mil hectares.

Antigamente era de 53 mil hectares, mas o branco foi tomando e só ficaram 11 mil.

É muito apertado para mais de 6 mil índios. Porque a gente planta muitas coisas: milho, feijão, algodão, verduras, frutas.

Para a senhora, qual a importância de ter um dia dedicado aos índios?

É bom para as pessoas lutarem pelos direitos dos índios, porque ainda tem muita gente que não gosta de índio.

Seria bom se as pessoas entendessem e apoiassem, porque de vez em quando tem questão de terra, com gente querendo tomar.

Até índio queimado já mataram aqui mesmo em Brasília (o índio Galdino Jesus dos Santos foi queimado por cinco jovens enquanto dormia num ponto de ônibus, em 20 de abril de 1997) .

Que mensagem deixaria para as crianças?

Eu falaria para as crianças não seguirem maus exemplos, que elas seguissem sempre bons exemplos, porque quando a pessoa é criada vendo bons exemplos ela vai fazer boas ações.

Vendo televisão, a gente vê tanta coisa ruim, mas quem tem um coração bom vai tentar ajudar para que o mal não aconteça mais.

Eu queria que as crianças crescessem tendo paz no coração.

Recado dado, né, pessoal? Os índios têm muito o que nos ensinar!

5 thoughts on “Datas comemorativas – Dia do Índio

  1. gostei muito, usei no meu trabalho da escola. tenho 9 anos e estou no quarto ano.

  2. eu adoro o blog e d+

    Cybele Reply:

    Olá Carol, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho do comentário e por acompanhar o Educa Já!
    Volte sempre!
    abraços
    Equipe Educa Já!

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