Jornal Hoje – Série Primeiros Passos

O Jornal Hoje realiza, de vez em quando, séries muito interessantes. Durante duas semanas em eles Evaristo Costa e Sandra Annerberg falaram sobre as diferentes fases da criança indo do choro até a influencia dos avós na educação da criança.

Em cada uma das reportagens há vídeos excelentes

Vale a pena conferir!

O choro do bebê

Veja dicas para reconhecer os tipos de choro e lidar com as cólicas do bebê.

Qual a hora certa para tirar a fralda, a mamadeira e a chupeta das crianças? Que tipo de alimentação é a melhor pro bebê? Como convencer o filho a não dormir na cama dos pais?

O Jornal Hoje acompanha a rotina de pais e crianças na série Primeiros Passos. A gente começa falando daquela que é uma das piores horas: a do choro.
Como não sabe falar, o bebê chora. Mas o que ele está querendo dizer?

Com uma vida nova nos braços, os pais enfrentam um desafio: descobrir o significado de cada choro. Pode ser manha, fome, calor, frio, desconforto, fralda suja… e é preciso estar tranqüilo para ir descartando as possibilidades. Com o tempo, os pais podem se tornar capazes de perceber com rapidez o motivo da reclamação.

A estudante Fernanda Cruz tem apenas 16 anos. Sua filha nasceu há três meses, e ela já consegue perceber algumas diferenças. “O choro de manha é sem lágrimas. Quando é cólica, ela grita, esperneia até o rosto ficar vermelho”, compara.

O pediatra Cecim El Achkar dá informações preciosas para reconhecer tipo de choro do bebê. “Quando você quiser saber se o bebê está chorando de dor ou por que está pedindo alguma coisa, olhe para a mão dele. Se o bebê chora com os olhos e as mãos abertas, normalmente não é cólica. Se ele chora com os olhos e as mãos fechadas, é porque ele tem dor”, explica.

A cólica é comum em bebês, principalmente nos primeiros meses de vida. “O bebê tem um tubo digestivo que não está maduro, e por isso pode chorar para digerir e eliminar os alimentos”, explica o pediatra Remaclo Fischer.

A criança também pode engolir ar enquanto mama, e isso aumenta a dor porque provoca gases. “É importante que a mãe se prepare para uma mamada tranqüila e bem posicionada, para a criança não engolir muito ar”, completa Fischer.

Até seis meses de idade, o organismo da criança está preparado para receber apenas o leite materno. Outros tipos de alimentos podem piorar a cólica, porque tornam a digestão mais difícil.

Foi o que aconteceu com Manoela, que tomou leite industrializado desde recém-nascida. A mãe, a bancária Andrezza Pereira, fez uma cirurgia e não pôde amamentar a filha. “A Manoela chorava dia e noite, sem parar. Eu e meu marido não sabíamos mais o que fazer para acalmá-la”, lembra.

Em caso de cólica, os especialistas dão algumas dicas fundamentais. Para começar, não massageie a barriga da criança, porque isso pode fazê-la vomitar. O ideal é colocar o bebê de bruços no berço ou segurá-la com a barriga para baixo; com isso, o bebê elimina com mais facilidade os gases, que é o que mais produz a cólica.

Atenção: nada de receitas caseiras ou remédios sem orientação médica. Até o chazinho não é indicado. “Não se deve dar chá para criança. Ele não tem um feito benéfico, e eventualmente pode piorar as cólicas”, alerta o pediatra Remaclo Fischer.

A mãe de Manoela, Andrezza, buscou ajuda de todas as formas, mas era a bolsa de água quente na barriguinha da filha que rendeu o melhor resultado. “Por ser quentinho, ficava mais aconchegante para ela”, acredita.

E a alimentação das mães nesse período, pode fazer diferença? Fischer responde: “É recomendável que não se utilize em excesso de condimentos muito fortes nesse momento”.

A boa notícia é que, na maioria das vezes, a cólica desaparece depois dos três meses de vida. No caso de Manoela, esticou um pouquinho, mas sumiu depois que ela fez quatro meses.

Andrezza, que está grávida de novo, descobriu que a tranqüilidade dos pais é fundamental para acalmar a criança nesta fase: “Agora estou grávida de gêmeos, esperando mais duas meninas. Acredito que se elas tiverem cólicas também, vou estar mais preparada”.

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A alimentação do bebê

“>A alimentação do bebê

nformações valiosas para introduzir a papinha na alimentação do seu filho.

O que oferecer ao bebê quando ele começa a comer papinhas? Antes de tudo, é preciso conhecer o paladar do seu filho.

Caio tem quase um ano e meio. A mãe começou a oferecer o alimento salgado quando o menino tinha seis meses; na época ela misturava carne, cenoura, batata e beterraba. “Colocava tudo no liquidificador, batia tudo e ficava numa consistência bem molinha”, explica a comerciante Ana Paula Neves.

Ou seja: Ana fazia uma sopa. “Se você passar tudo no liquidificador, vira uma sopa; agora, se você amassar na peneira ou com o garfo, é papinha. Para a comida ter caloria suficiente para substituir uma mamada do peito, tem que ser papa, não pode ser sopa”, esclarece a médica nutróloga Maria Marlene.

A sopa, onde a mãe mistura tudo de uma vez, tem outro inconveniente: acaba ficando sem graça, e o bebê enjoa. Imagine comer todo dia o mesmo prato? Muda uma verdurinha aqui, outra ali, mas o gosto é quase sempre o mesmo. Nesse caso, a criança entra no que os especialistas chamam de monotonia alimentar e perde a vontade de comer.

É preciso ajudar o bebê a descobrir o gosto de cada alimento; assim, ele vai lapidando o paladar. Por isso, a receita das primeiras papas é muito simples: no início use apenas uma verdura ou um legume, e amasse com um tipo de carne moída ou desfiada. Você também pode começar com a cenoura ou a abóbora, que são mais docinhas, e só depois acrescentar a carne.

Ana Paula, a mãe de Caio, agora se deu conta de que ele precisa provar um gosto de cada vez. “Eu não sei o que ele não gosta na sopa, porque está tudo junto. Se eu fizesse a papinha com um alimento por vez, eu conseguiria distinguir qual limento ele estava recusando”.

Depois de descobrir do que a criança gosta, você vai incrementando o prato. “O que não pode faltar é a proteína, que é a carne ou o frango, e as fibras, que são as hortaliças. Também não pode faltar leguminosas – o feijão, o grão de bico ou a lentilha – , que poderiam ser dados duas vezes por semana”, orienta a nutróloga Maria Marlene.

No início, a consistência da papinha deve ser pastosa. A partir do décimo mês de vida, não precisa mais amassar a comida: mastigar é um aprendizado importante. “A criança precisa desenvolver a musculatura da boca e da língua”, explica Marlene.

A papa pode ser congelada, mas é preciso fazer a conta: cada porção deve ter em média a mesma quantidade de carne.

A especialista ensina o segredo para saber a quantidade certa de comida, 60 gramas por refeição: corresponde mais ou menos ao tamanho da palma da mão da mãe.

A comidinha feita em casa é sempre a melhor, e a criança deve ter liberdade para experimentar. “Assim a criança vai começar a diferenciar os alimentos, e assim levar à boca um alimento de cada vez e sentir o sabor”, diz Maria Marlene. Esse é um jeito de despertar na criança o prazer de comer.

E quando o bebê recusa um alimento novo? A especialista diz que isso é normal. “Há trabalhos mostrando que a criança pode rejeitar um alimento de 10 A 14 vezes. Você pode reapresentar este alimento um dia, depois apresentar em outra forma, mas apresente. Se depois deste período a criança realmente não quiser comer, é porque ela não gosta mesmo; respeite isso da criança”, orienta Marlene.

Se a criança não devora tudo que está no prato – pára na segunda ou na terceira colherada, por exemplo – , tome cuidado para não insistir muito. Não faz bem oferecer aquela “última colherinha” que nunca acaba.

Apesar das dificuldades com a sopinha, Caio, o filho de Ana Paula, gosta de frutas – e já é um bom começo. “Ele já está comendo fibras, minerais, e vitaminas com as frutas”, analisa Marlene. Para as mães que não tem a mesma sorte, uma idéia é oferecer a frutinha em forma de suco.

Por fim, para estimular o apetite dos pequenos, nada melhor que um bom exemplo: sempre que for possível, sente à mesa e faça refeições em família.

Alimentação para bebês

Veja como preparar uma papinha saudável para crianças de 6 a 11 meses. As informações são do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (Visite o site).
AQUI, você encontra duas sugestões de receita.

Grupo de alimentos e número de porções por dia, segundo pirâmide dos alimentos para crianças de 6 a 11 meses (850 Kcal).

Os exemplos de alimentos correspondem a uma porção daquele grupo.

Pães e Cereais: 3 porções

• Arroz Branco cozido: 2 colheres de sopa

• Batata cozida: 1 1/2 colher de servir ou 1 unidade pequena

• Macarrão: 2 colheres de sopa

Verduras e Legumes: 3 porções

• Legumes cozidos: 1 colher de sopa picado

• Legumes crus: 1 a 2 colheres de sopa

• Verdura: folhas cruas folhas: 3 médias / 6 pequenas

• Verdura folhas cozidas/refogadas: 1 colher de sopa

Frutas: 3 porções

• Banana nanica: 1/2 unidade

• Mamão papaia: 1/2 unidade pequena

• Maçã média: 1/2 unidade

• Suco de laranja: 1/2 copo de requeijão

• Goiaba: 1/2 unidade pequena

• Laranja: 1 unidade pequena

Leguminosas: 1 porção

• Feijão cozido (grãos): 1 colher de sopa

• Lentilha cozida: 1 colher de sopa rasa

• Ervilha cozida: 1 colher de sopa

• Grão de bico: 1 colher de sopa

Carnes e ovos: 2 porções

• Carne de boi cozida/refogada/grelhada: 2 colheres de sopa rasas ou 1/2 bife

pequeno (35g)

• Carne de frango cozida/grelhada: 1/2 sobrecoxa ou 1 filé pequeno (35g)

Óleo e Gorduras: 2 porções

• Manteiga ou creme vegetal: 1 colher de chá cheia (5g)

• Óleo de Soja: 1 colher de sopa rasa

Papinha para bebês

Confira duas sugestões de papinha para bebês de 6 a 11 meses.
Você também pode consultar AQUI a tabela nutricional da Sociedade Brasileira de Pediatria para crianças dessa idade e aprender a preparar papinhas saudáveis.

PRIMEIRA PAPA

(Exemplo de papinha para bebês de 6 meses)
Ingredientes:
1 filé de frango pequeno (35g)
Arroz (o equivalente a duas colheres de sopa de arroz cozido)
1 e 1/2 colher de sopa de cenoura
Água
Sal e óleo

Preparo:
Cozinhe o frango, o arroz e a cenoura e passe na peneira ou amasse bem. Adicione o frango bem picado, até que fique com a consistência pastosa. Ponha uma pitada de sal e uma colher de sobremesa rasa de óleo.

Dicas:
– Na evolução, inclua um vegetal diferente de cada vez. Misture o legume à papinha algumas vezes e em outras dê separado, sempre incluindo um carboidrato, uma proteína e fibras.
– Use temperos como cebolinha e salsinha, que podem ser refogados com bem pouco óleo, para dar mais sabor à papinha.

PAPA DE AIPIM, ABOBRINHA E CARNE MOÍDA

(Exemplo de papinha mais completa, para crianças já próximas de 1 ano de idade)
Ingredientes:
2 colheres de sopa de carne de vaca magra moída
1 colher de sobremesa de óleo de soja
1 colher de chá de cebola ralada
2 pedaços médios de aipim (140g)
1 abobrinha pequena
1 folha de couve picadinha
1 colher de café rasa de sal
2 copos de água

Preparo:
Numa panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e a carne moída. Acrescente a mandioca pré-cozida, a abobrinha picadinha, a couve, o sal e a água. Deixe cozinhar até que os ingredientes estejam macios e quase sem água. Amasse com o garfo e ofereça à criança.

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Adeus à chupeta

Começa assim: o bebê chora e os pais cedem à tentação de oferecer a chupeta para acalmar a criança. Depois, vem a mamadeira que substitui o peito da mãe. O problema é a etapa seguinte: convencer os filhos a abandonar tudo isso.

Rafaela nem nasceu e já ganhou chupeta. No chá de bebê, a mamadeira foi presente da vovó. “Acalma o bebê e ajuda na hora de dar a alimentação para a criança”, diz a avó, Dulcemar Pacheco. A mãe, a supervisora educacional Fernanda Furtado, faz uma ressalva: “Só não queria que você desse até os 7 anos de idade, como fez comigo!”.

Fernanda tem medo que a filha sofra com problemas que ela mesma já enfrentou: “Tive problemas respiratórios, na arcada dentária…”, ela lembra.

O melhor mesmo é não usar nem uma nem outra. “A chupeta e a mamadeira desencorajam o bebê a sugar no peito”, explica o pediatra Remaclo Fischer. A criança tem que fazer mais esforço para tomar o leite no peito, e com isso ela começa a querer mais mamadeira. “A mamadeira é uma causa de abandono ao aleitamento materno”, alerta o médico.

A empresária Jeane Moura diz que nunca gostou da idéia de dar mamadeira ou chupeta para o filho, mas não conseguiu evitar: “Eu era contra, até chorei quando dei a chupeta para ele. Na maternidade, ele não parava de chorar e minha mãe falou: ‘olha, acho que a única solução é um bico’”.

Hoje, Davi está com 2 anos e meio e tem uma coleção de chupetas. “Ele tem umas 20 chupetas, uma em cada canto da casa, exatamente para a gente não estar numa situação em que ele chora e não tem nenhuma perto. A gente já passou muito por isso”, explica Jeane.

Para a criança que ainda mama no peito, é mais fácil ficar longe da chupeta. “A grande maioria dos bebês não precisa de chupeta. Só o fato de a mãe amamentar no peito já satisfaz 100% a necessidade de sucção do bebê”, afirma o médico pediatra Cecim El Achkar.

Pesquisas mostram que 70% das mães usam a chupeta para tentar tranqüilizar o filho, mas é preciso tomar cuidado. Para tomar esta decisão, é preciso observar o comportamento da criança. “Em situações em que a criança chora muito, mama com muita freqüência e em que exista uma dificuldade imensa em consolar o choro, eventualmente a chupeta pode ser utilizada. Mas em um tempo muito curto”, reforça Remaclo Fischer. Neste caso, é preciso escolher com atenção. O modelo anatômico, que segue o formato da boca, é o mais indicado.

Só não se pode mesmo banalizar o uso da chupeta. O resultado do exagero aparece com o tempo: “O principal deles é a mordida aberta, onde fica um espaço entre os dentes superiores e inferiores, um buraquinho com o formato normalmente da chupeta”, explica a ortodentista Alicéia Locks Menezes. “Mas pode causar inclusive problemas respiratórios, porque a criança passa a respirar pela boca”.

Para os pais que não conseguiram evitar, o melhor é tirar a chupeta do filho o mais cedo possível. Geralmente, entre oito meses e 1 ano de idade começam a aparecer os primeiros dentinhos da criança; é o momento ideal para dar adeus ao bico. “Os pais devem eleger alguns horários para a retirada. Por exemplo: dar a chupeta só para o bebê dormir”, ensina a pedagoga Karine Rodrigues Ramos.

Quem usa mamadeira também deve parar nessa fase. Mamar na hora de dormir pode estragar o sorriso da criança. “O leite fica o leite parado em torno dos dentes, principalmente os superiores e daí acontece a cárie. É uma cárie muito aguda, muito rápida, que destrói completamente os dentes e dá muita dor”, alerta a ortodentista Menezes.

Criar os filhos sem mamadeira e sem chupeta pode parecer difícil para muita gente, mas a analista de sistemas Gicele Vieira da Cunha e o marido são um exemplo de que isso é possível. Vítor já tem 4 anos e acha estranho quando vê outra criança de chupeta na boca.

A irmã de Vitor, aos oito meses, também nunca usou chupeta e só mama no peito. Trabalhar o dia inteiro não foi desculpa para dar a mamadeira: Gicele oferece o seio pela manhã e à noite. Os especialistas dizem que é o suficiente; nessa idade, a criança não precisa de outro leite – basta complementar a alimentação com frutas e papinha durante o dia.

E quando a menina chora? Aí, os pais buscam respostas para atender a filha. “Nós damos colo, atenção, a gente vê se não é a fralda ou a fome, né?”, explica Gicele. Muitas vezes a solução é mais simples do que se pensa.

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Abandonando a fralda

Passe sem traumas pelo processo de ensinar seu bebê a usar o banheiro.

Depois que o bebê cresce e começa a andar chega a hora de tirar a fralda. Esse processo pode levar mais tempo do que a gente imagina.

Vítor acaba de completar 2 anos, mas quem espera um grande presente são os pais dele. “Tá na hora de tirar a fralda, né? A gente espera tanto por este dia!”, diz, ansiosa, a mãe, a administradora Priscila Silveira Pinto.

A partir dos 2 anos de idade, a criança já está fisicamente pronta para abandonar as fraldas. Mas os pais não precisam ficar ansiosos; isto vai acontecer naturalmente.

Aliás, os pais podem transformar o momento de ir ao banheiro numa brincadeira. A bancária Carla Lopes Damiani faz uma festa sempre que a filha vai ao banheiro ou usa o piniquinho. Brincando, estimulou a menina a abandonar as fraldas.

“A brincadeira é válida. Dizer para a criança que ela vai ter que se despedir do que é dela é difícil. Brincando, você aceita que não é uma coisa suja, feia, mas que vai para o caminho dela, vai embora com a descarga”, analisa a psiquiatra infantil Maria Cristina Brincas.

A hora certa varia de criança para criança. Geralmente, elas abandonam a fralda durante o dia e depois de algum tempo deixam de usar à noite.

Os pais precisam ficar atentos aos sinais: acordar com a fralda seca é um deles. “Muito melhor do que treinar, condicionar a criança, é esperar que ela entenda isso. A criança tem que ter compreensão, linguagem e habilidade motora para ir ao banheiro, pedir, informar que a fralda está molhada”, explica o pediatra Remaclo Fischer.

O proibido é forçar a criança a aprender. “As crianças que são forçadas ou ensinadas muito cedo tendem a demorar mais, têm dificuldade para tirar as fraldas”, diz Fischer.

Foi o que aconteceu com Pedro. Aos 2 anos e meio ele deixou de usar fraldas durante o dia, mas ainda fazia xixi na cama durante a noite – e os pais não tiveram muita paciência. “A gente brigava, colocava no castigo, sem jogar vídeo game ou assistir desenho. Mas não adiantou, acho até que piorou um pouco: ele começou a fazer mais vezes”, lembra o pai, o empresário Douglas Bertelli. Na época, Douglas e Andréa resolveram parar de insistir; agora que Pedro completou 4 anos, eles começaram a conversar de novo.

A maioria abandona antes, mas até os 5 anos de idade ainda é normal usar fraldas – pelo menos, para dormir. Os pais sempre devem tratar o assunto com calma, de um jeito carinhoso; se a expectativa deles for muito grande e a criança não estiver preparada, ela pode viver um pesadelo. “É muito frustrante para a criança, ela tem medo de perder o amor do papai e da mamãe”, diz a psiquiatra Maria Cristina Brincas.

Se a criança não atravessar este momento com tranqüilidade, pode sofrer no futuro. “Futuramente, o que pode acontecer? Essa criança pode ser uma pessoa que tem a auto-estima rebaixada, que não valoriza as coisas que produz, que precisa ficar controlando as situações, centralizando as coisas”, avalia Brincas.

Claro que dá para entender a ansiedade dos pais, mas cada criança tem um ritmo. Com um pouquinho de calma, todos os pais, um dia vão acabar ouvindo a frase que veio de Maria Eduarda, de 2 anos: “Eu não uso fralda porque sou mocinha”.

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Estímulos ajudam no desenvolvimento da criança

Nos três primeiros anos de vida muitas das conexões do cérebro são formadas. E os estímulos que a criança recebe nesse período vão determinar quem ela será no futuro.

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Pais podem controlar a birra das crianças

Claro que não dá pra ficar no colo o dia inteiro. Qual o limite? Quanto menor a criança maior a necessidade de ter alguém por perto, menos tempo ela pode ficar chorando sozinha no berço. Aos poucos os pais vão desenvolver a autoconfiança necessária para dar afeto sem alimentar a manha.


Na segunda reportagem da série Primeiros Passos saiba como lidar com o choro e da birra dos filhos. Apesar de ser difícil para os pais dizer não, esta é uma atitude que protege e educa as crianças.

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Como lidar com a briga entre irmãos?

Tudo parece ir muito bem até que de repente começa uma briga. Não importa a idade, irmãos sempre acham motivo para brigar.

Nesta hora a maioria dos pais corre para resolver o assunto. Suportar a briga cansa, mas na medida do possível é melhor esperar.

“Você deve primeiro ficar atento e ver o que tá acontecendo ali, será que eu vou precisar ir ou não?”, diz Ana Lúcia Cintra, psicanalista

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Os benefícios da convivência entre avós e netos

Já diz o ditado: pais educam, avós estragam. Mas estudos recentes mostram que não é bem assim não.

Geovana trabalha mais de oito horas por dia e ainda viaja toda semana para fazer um doutorado. Karina também passa o dia inteiro fora de casa. O que mais as duas têm em comum? Filhos e pouco tempo para cuidar deles.

Mãe que fica em casa cuidando de filho é coisa rara. Com a correria do dia-a-dia entra em cena uma figura cada vez mais importante na vida das crianças: a avó.

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