Órgãos dos sentidos

Fonte: Canal Kids

Se você não olhasse, não ouvisse, não sentisse o toque, o cheiro e o gosto do mundo, como saberia que ele existe?
A gente “pega” o mundo com os cinco sentidos. São eles que transmitem ao cérebro uma série de sensações importantes.
Um bife que acabou de sair da panela é um exemplo. Seu corpo divide o filé em cinco informações diferentes: o cheiro (olfato), o barulho do óleo ainda borbulhando nele (audição), a imagem (visão), a sensação de tocá-lo e queimar a mão (tato), e, por fim, o gosto (paladar).
Os sentidos funcionam o tempo todo como verdadeiros informantes do mundo exterior.

CÉREBRO

DIFERENTES E INSEPARÁVEIS

Você sabe como o cérebro funciona?

O cérebro humano é dividido em duas metades, o lado esquerdo e o lado direito…
O Esquerdo pensa: “2+2 = 4”
O Direito pensa: “2+2 = Dois patos na lagoa”

O lado esquerdo é responsável pelo pensamento lógico, e o lado direito, pela criatividade.
O Esquerdo pensa: “A chuva é a água evaporada dos mares e rios, que se condensa nas nuvens e cai na terra.”
O Direito pensa: “Mãe, as nuvens estão espirrando!”

A metade esquerda do cérebro comanda o lado direito do corpo, e a metade direita do cérebro comanda o lado esquerdo do corpo.
Então a menina pensa: “Assim você deu um nó na minha cabeça!”

Esquerdo e Direito , juntos – “Que nada! Nós trabalhamos juntos, é só assim é que você consegue pensar e se mexer.”

OLFATO

O GOSTO DO CHEIRO

Cheirinho de pipoca no ar do parque… é de deixar qualquer um com água na boca! Difícil é resistir.

Nós também conhecemos o mundo pelos cheiros, usando o nariz, e pelos sabores, dentro da boca.

Os urubus usam o olfato para saber se o bicho que eles estão comendo foi picado por uma cobra e, com isso, a carne estará envenenada.

As comidas estragadas têm um cheiro horrível para nós – é o alarme do nosso corpo para saber que não devemos comê-las.

E se por acaso colocamos uma coxinha estragada na boca, sentimos um gosto horrível. É mais um alarme: desta vez, o paladar avisa que aquela comida vai nos fazer mal.

Olfato (cheiro) e paladar (gosto) trabalham em cooperação.

Os bichos também usam o cheiro para saber se outros bichos estão por perto. E os adultos usam perfume para os outros acharem gostoso ficar perto deles.

Em cidades grandes, o olfato é maltratado pela fumaça dos carros e das fábricas. Não é à toa que registramos esses cheiros como ruins: a fumaça faz mal para nosso corpo.

Você sabe como funciona o “cheirador” ? Ele é como uma caverna…

O nariz é como uma caverna, com as paredes recobertas de muco (aquela coisa verde que sai quando você fica gripado).

No teto dessa caverna ficam as membranas olfativas, que captam os cheiros que entram pelo nariz.

Logo acima das membranas estão os nervos olfativos, que mandam as informações sobre os cheiros para o bulbo olfativo. Ele vai contar o que sentiu para o cérebro.

Se você sente um cheirinho bom de comida, como o aroma de pipoca no parque, fica com água na boca. Ou melhor: saliva, que seu cérebro manda produzir porque sabe que você vai comer, logo logo. A saliva ajuda na digestão. Na verdade, sentindo o cheiro de uma comida que você gosta, você já consegue até lembrar do gosto dela…

AUDIÇÃO

OUVINDO ONDAS

Um barulho maravilhoso vinha dançando por entre as árvores. Quem ouvia , pensava: será um passarinho? Uma sereia cantando?

Nada disso! Era um garoto tocando flauta!

Que coisa… Como o nosso corpo escuta os barulhos?

Quando você está debaixo d’água – numa piscina, por exemplo – os movimentos dos seus braços e pernas criam ondinhas. O mundo é como se fosse uma piscina cheia de ar. Então qualquer coisa que se move cria uma onda no ar, que nós não vemos. Quando uma coisa se move e bate em outra, acontece uma explosão chamada som, ou barulho. E como aconteceu um movimento, o ar leva o som através dessas ondas, chamadas ondas sonoras.

O ouvido é nosso órgão especializado em captar o som das ondas sonoras. É a antena de rádio que nós temos em nosso corpo. É por isso que, ao fechar as janelas do carro, a gente quase não escuta os barulhos lá de fora. As ondas provocadas por motores em movimento e as freadas (o asfalto raspando no pneu) batem no vidro do carro e não passam.

E é assim que o garoto toca flauta. Ele empurra o ar dentro daquele cano mágico, e o ar sai raspando pelo buraquinho, criando um barulho maravilhoso. E o movimento do ar saindo provoca as ondulações que chegam ao seu ouvido.

Dali, as informações são transmitidas para o cérebro, que vai interpretar cada som: isso é um liquidificador, isso é um passarinho, esse é o barulho de quando o meu pai bate a porta do carro.

Vamos dar uma volta dentro do ouvido? Você vai conhecer uns ossinhos com nomes engraçados, como martelo, bigorna e estribo, e também os tipos de sons…

As ondas sonoras entram pela orelha e chegam no canal auditivo.

No fim deste canal, fica a membrana do tímpano. Ela chacoalha como uma cortina quando as ondas sonoras passam, e vibra como um tambor.

O tímpano, por sua vez, transmite essas ondulações a três ossos bem pequenos que existem em uma parte do ouvido, chamada orelha média. Esses ossinhos têm nomes engraçados: martelo, bigorna e estribo. Primeiro, as vibrações chegam ao martelo. Ele bate na bigorna, que passa sua vibração ao estribo.

Martelo, bigorna e estribo são os menores ossos do corpo.

Aí começa a orelha interna, formada pela cóclea e pelos canais semicirculares.

Um caracol vibrante: a cóclea é um tubinho em forma de caracol! Ela pega as vibrações do estribo e as transforma em impulsos nervosos. Estes são então enviados para o cérebro, que vai distinguir os sons.

Os canais semicirculares são responsáveis pelo nosso equilíbrio. Em seu interior há um líquido cujo movimento informa ao cérebro a posição da cabeça, e mudanças súbitas de velocidade. Isso permite ao corpo perceber que está caindo.

Percebemos que estamos em movimento dentro de um elevador, por exemplo, mesmo sem ver as coisas passando lá fora. É por causa dos canais semicirculares.

TIPOS DE SONS

Podemos classificar os sons entre agudos, médios e graves.

Agudos: o canto dos passarinhos, as vozes das crianças e das mulheres.

Médios: vozes dos homens adultos

Graves: tambor

O som é medido em decibéis. Um jato decolando, por exemplo, faz um barulho de 140 decibéis; uma conversa produz, em média, 60 decibéis.

Os sons acima de 90 decibéis fazem mal ao nosso organismo, e podem causar desde um zumbido no ouvido até nervosismo e complicações no sistema digestivo.

VISÃO

Um homem de chapéu estava pintando um quadro no parque. Ele olhava para um pato que deslizava no lago, e ia espalhando tinta na tela branca. Lentamente, a imagem de um pato foi aparecendo na tela.

Mas como que será que a gente enxerga? O que faz o pintor ver o pato?

Simples: abrimos os olhos. Então a luz carrega tudo o que vemos sobre o mundo para dentro do olho. A luz é a grande responsável por enxergarmos todas as formas e cores. Ou você consegue ver no escuro?

Na verdade, nosso olho capta uma imagem do que estamos vendo. É como tirar uma foto, filmar numa câmera. Mas ela não chega diretamente ao cérebro como a vemos. Primeiro, ela é projetada dentro do nosso olho de cabeça para baixo! Parece estranho, mas é assim mesmo. Só então uma das partes do olho reenvia a imagem na posição certa para o cérebro. Mas como???

Buraco negro

A bolinha preta no meio dos olhos é a pupila. É uma espécie de buraco por onde vemos o mundo: é através dela que a luz entra no olho.

A tela do filme-mundo

A luz que carrega as coisas do mundo é projetada na retina, que é como uma tela de cinema no fundo do seu olho.

Mas esse cinema é meio maluco, porque a imagem é projetada de cabeça para baixo.

Então o nervo óptico envia a mensagem do olho para o cérebro, que recoloca a imagem no lugar certo. Ainda bem, né? Já pensou ver o mundo todo virado?

Rá, rá, rá! He, he, he…

A gelatina branca que compõe a maior parte do olho se chama humor vítreo.

Quando o pintor está observando o pato para poder pintar depois, ele abre os olhos e a luz transporta a imagem do bicho através da pupila.

Lente colorida

A íris dá cor aos olhos da pessoa. Mas além de enfeitar nosso rosto, é também o músculo que faz aumentar ou diminuir as dimensões da pupila. Ela muda de tamanho, de acordo com a luminosidade: em ambientes escuros, a pupila fica maior para captar mais luz.

Lentes transparentes

O cristalino focaliza a luz que entra. Sua forma muda conforme a distância do objeto que você está pegando com os olhos, longe ou perto. Por exemplo, quando você quer olhar para as estrelas ou para o seu dedo.

Para ajudar a focalizar, existe a córnea. Ela faz com que os raios luminosos formem a imagem sobre a retina.

A retina é como uma tela de cinema no fundo do olho. E por falar em cinema, você sabe de onde vêm as lágrimas quando assiste a um filme triste?

A tela do filme-mundo

A luz que carrega as coisas do mundo é projetada na retina, que é como uma tela de cinema no fundo do seu olho.

Mas esse cinema é meio maluco, porque a imagem é projetada de cabeça para baixo.

Então o nervo óptico envia a mensagem do olho para o cérebro, que recoloca a imagem no lugar certo. Ainda bem, né? Já pensou ver o mundo todo virado?

Rá, rá, rá! He, he, he…

A gelatina branca que compõe a maior parte do olho se chama humor vítreo.

Caixa-d’água salgada

E de onde vêm as lágrimas? Da glândula lacrimal, que é uma espécie de caixa d’água que fica em cima dos olhos. Na verdade, ela não funciona só quando a gente chora, mas o tempo todo.

Quando a gente pisca, está mandando a glândula lacrimal lubrificar o olho.

Janela de pele

Para fechar os olhos, você relaxa os músculos que rodeiam os olhos e deixam a pálpebra levantada. Esses músculos fazem você piscar os olhos em intervalos de dois a dez segundos.

Repare como é difícil olhar para o computador por muito tempo, sem piscar: é que o olho precisa estar molhado para funcionar bem.

Os pêlos na ponta das pálpebras se chamam cílios, e servem para deter partículas em rota de colisão com o olho… como pernilongos atrevidos. As pálpebras são como janelas do olho, que o protegem sempre que algum perigo se aproxima.

TATO

PERCEBER COM A PELE

Um pipoqueiro chacoalhava a panela, e quem passava por perto e via aquela cena, sentia o cheirinho bom e ficava com vontade de comer aquela comida. Ele gritava:

– Pipoca com queijo! Hmmmm…

A mão vai entrando lentamente no saco. Apalpa as pipocas, mas procura um pedacinho de queijo. As pipocas são rugosas, o queijo é mais liso. De repente, uma coisa estranha, meio mole. Está andando! Aaaaarrgh! É uma barata!

E pipocas voam para todos os lados.

O tato é a maneira como a gente “pega” o mundo pelas sensações da pele.

Logo debaixo da pele, os neurônios sensoriais registram as sensações que chegam por ali.

Nós sentimos a forma da pipoca pela ponta dos dedos. Os neurônios sensoriais pegam essa sensação, mandam para os neurônios de associação, que despacham a informação recebida para os neurônios efetuadores.

Os neurônios efetuadores recebem os impulsos e imediatamente mandam ordens para o corpo.

Por exemplo: a mão procurava um queijo e sentiu uma forma estranha, que se mexia. Essa informação foi passada dos neurônios sensoriais para os neurônios de associação, e finalmente para os neurônios efetuadores.

Quando estes últimos receberam a sensação, mandaram uma ordem imediata para os músculos do braço:

– Tirem a mão daí! Perigo!

E o braço foi puxado pelos músculos, espalhando pipocas por todos os lados. E junto saiu uma barata, que correu assustada!

Mas existem outros órgãos sob a pele que também captam as sensações… são os corpúsculos sensoriais! São eles que registram as sensações de temperatura, pressão e dor.

Há outros órgãos sob a pele com a responsabilidade de captar as sensações do ambiente: os corpúsculos sensoriais.

Eles transmitem a informação aos neurônios sensoriais, que a envia no caminho descrito acima.

Os corpúsculos sensoriais registram as sensações de temperatura (calor, frio), pressão (um pernilongo pousando no seu braço, por exemplo) e dor (como a picada do pernilongo).

Pessoas que não enxergam geralmente têm o tato muito desenvolvido. Pelas mãos, podem distinguir os traços do rosto de outras pessoas. Também podem ler pelo método Braille, um sistema de sinais em relevo. Muitos elevadores têm sinais em braile ao lado dos botões, para indicar os andares.

PALADAR

GOSTO GOSTOSO

E como a gente sente os gostos das comidas?

Isso é um trabalho para…AS PEQUENAS E INCRÍVEIS papilas gustativas!

São milhares delas, por toda a superfície da língua. Também há algumas na garganta.

Quando colocamos uma comida na boca e mastigamos, estamos espalhando suas substâncias na saliva. As papilas gustativas pegam os diferentes gostos e mandam essas sensações para o cérebro, através de uma rede de neurônios.

Nós sentimos quatro gostos básicos: doce, salgado, azedo e amargo.

Cada parte da sua língua é responsável por sentir um gosto. Doces a gente registra na ponta da língua. Salgados, um pouco atrás. Em seguida, a região que sente o gosto do limão e de outros azedos. Lá no fundo a gente sente o amargo, como café sem açúcar.

E assim começa a digestão… na boca!

2 thoughts on “Órgãos dos sentidos

  1. obrigada esse texto me ajudou muito com meu trabalho

    Cybele Reply:

    Olá Priscila, fico muito feliz por isto.
    Volte sempre!
    Com carinho

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