É aprendendo que se ensina

Recebi na sexta-feira passada um e-mail da Giulliana Castiglioni que é estudante de Pedagogia (2ºano) da Universidade São Judas Tadeu (USJT), me solicitando a publicação do texto da Mestre em Educação Dinéia Hypolitto na Revista Mundo Escola número 1, edição de abril de 2009 pela Editora Positivo.

Dinéia Hypolitto já esteve outras vezes aqui no Educar Já! seja através de artigos seja através de comentários.
O texto é excelente!
Boa leitura!

POR FLORA QUEDES

A formação continuada dos professores ao lado de um projeto político-pedagógico sólido e de uma direção forte são os caminhos para melhorar a educação brasileira. Para Dinéia Hypolitto, mestre em educação pelo programa de pós-graduação em educação e currículo da PUC-SP, o profissional consciente sabe que sua formação não termina na universidade. “Esta lhe aponta caminhos, fornece conceitos e idéias, a matéria-prima de sua especialidade. O resto é por sua conta. Muitos professores, mesmo tendo sido assíduos, estudiosos e brilhantes, tiveram de aprender na prática, estudando, pesquisando, observando, errando muitas vezes, até chegarem ao profissional competente que são hoje”, afirma. Afinal, um professor que estuda motiva seus alunos. É capaz de implementar mudanças no seu meio, autoavaliar de forma crítica e reflexiva o seu trabalho e acompanhar o ritmo acelerado dos estudantes. “A formação continuada deveria ser um processo que não poderia ter um fim, pois ser professor é assumir um compromisso com o conhecimento e a cultura elaborada, e isso implica renová-la e renovar-se por meio dos diálogos com os textos, as pesquisas e com as novas gerações”, defende. Idéia reforçada por Paulo Freire, que afirmava que: “ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática”.


TEMPO E RECURSOS

De fato, o professor precisa ter muita força de vontade para não desistir da formação continuada. A falta de tempo para participar dos programas de formação continuada, dupla jornada de trabalho, ofertas de cursos que não partem da realidade de necessidade do professor, a falta de recursos financeiros para o investimento em cursos ou na compra de livros são algumas das dificuldades elencadas por Dinéia Hypolitto, também especialista em avaliação pela Universidade de Brasília (UnB) e em didática do ensino superior pela Universidade São Judas Tadeu, onde atua na formação de professores e como coordenadora pedagógica. Segundo ela, ainda há o problema das políticas públicas serem descontínuas em relação à formação continuada, principalmente, na mudança de governos, o que contribui para o fracasso desses programas. “Os professores devem administrar a sua própria formação contínua, estudando, participando das manifestações e reflexões pedagógicas, trabalhar em equipe e trocar experiências para diferenciar o seu ensino, usar o trabalho coletivo dentro da escola e em serviço ao lado de seus pares, para melhorar a sua formação e o desempenho de seus alunos”, orienta.

AUTOAVALIAÇÃO

A especialista pontua que o professor só se torna capaz de implementar mudanças no cotidiano escolar, a partir de uma reflexão sobre si mesmo e suas ações. “A avaliação da prática leva-o a descobrir falhas e possibilidades de melhoria, pois quem não reflete sobre o que faz acomoda-se, repete erros e não se mostra profissional. O professor em formação permanente está sempre a repensar o currículo, a metodologia e os objetivos. Autoavalia-se de forma crítica e reflexiva. Ouve os seus alunos, deixa que eles expressem o que sentem, pensam, querem, e isso auxilia o professor a reorientar a sua ação pedagógica”, orienta Hypolitto.

“Quando a reflexão permear a prática docente e de vida, a formação continuada será exigência “sine qua non” para que o home se mantenha vivo, energizado, atuante no seu espaço histórico, crescendo no saber e na responsabilidade. A formação continuada não se apresenta por si só como a solução para os problemas de qualidade no ensino, mas abre perspectivas de construir ações coletivas, na busca da qualificação do trabalho docente”, acrescenta ela, dizendo que a escola que possui professores em constante formação continuada tem resultados satisfatórios.

COMO FAZER

Primeiramente, a professora Dinéia Hypolitto orienta que os professores se informem sobre o que fazem os colegas e iniciem a formação contínua no espaço escolar. O trabalho no horário coletivo desenvolvido pelo coordenador pedagógico, toda semana, apresenta resultados mais efetivos, porque promove intercâmbio de experiências e a possibilidade de tematizar a prática. “É o momento para refletir o dia a dia dentro da sala de aula. Esse horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) é para melhorar a formação continuada, fazer as leituras indicadas pela coordenadora pedagógica e estudar os conteúdos específicos para o ano que leciona”, detalha.

Segundo a especialista, o HTPC é o espaço mais rico para o aprimoramento do professor, e dentro do seu próprio ambiente de trabalho. Existem outros caminhos para o aperfeiçoamento: a educação a distância, participação em seminários presenciais e/ou virtuais, intercâmbio nacional e internacional, reflexões pedagógicas, grupos de estudo e pesquisa, cursos de curta e longa duração, programas governamentais em parceria com universidades e as escolas, e a administração de sua própria formação contínua – lendo, participando de congressos, palestras e simpósios. Outras duas alternativas para o professor são a Universidade Aberta do Brasil (UAB), que une o Ensino Presencial e o Ensino a Distância para a democratização do conhecimento, e a Rede Nacional de Formação Continuada de Professores de Educação Básica.

115 thoughts on “É aprendendo que se ensina

  1. É preciso que os novos professores já saiam formados pensando diferente, pois se já é difícil mudar o pensamento dos professores mais velhos a continuar a sua formação, imagina se os novos não terem essa idéia pronta na mente.
    Isso não é um bicho de sete cabeças, é algo simples que transforma vidas e pessoas. Adequar-se ao mundo, aos alunos é muito importante. O professor tem que estar pronto pra tudo, e não necessita acertar de primeira viagem. O erro faz parte, até mesmo quando o professor já é velho. Ele tem que buscar o novo. Não só em cursos, oficinas, palestras, estudos, mas em discussões com outros professores.
    Cada professor tem a sua experiência de vida, somada a de professor, assim cada um terá formas diferentes de lidar com os problemas encontrados na sala de aula, e até mesmo na formação continuada.
    O que é mais importante é a força de vontade. Se o professor está disposto a tudo para poder ter uma boa relação com os alunos, ministrando ótimas aulas, procurará o saber contínuo, com humildade.
    Professores que ficam na mesmice e não buscam se renovar, são medievais e hierárquicos. São os mesmos que não dividem todo o seu conhecimento por medo de seus alunos, futuramente, se destacarem e o “passar”. Isso acontece muito nas universidades. Pensamento que deveria ser contrário. O professor deve passar adiante suas reflexões para gerar novas reflexões que podem ser evoluídas e continuarem a aflorar pelo mundo. É como uma árvore que tem suas raízes cada vez maiores e que necessita todos os dias de sol e água, e esse sol e água, por mais que seja o mesmo elemento, nunca é o mesmo. É como o conhecimento, é conhecimento mas sempre é novo, é outro é fresco.

  2. Vivemos hoje num mundo caracterizado pela sociedade do conhecimento, em que estar atualizado, para qualquer profissão que tenha um mínimo de relevância, deixa de ser uma vantagem para ser uma necessidade. Agora, quando a profissão em questão é a de professor, ai a relevância da necessidade dessa atualização é ainda maior, pois é esse profissional que facilita o processo de aprendizagem de conhecimento de seus alunos. Como bem clarifica no artigo a mestra Dinéia, um profissional consciente sabe que a formação continuada não deveria ter fim, e o professor que é um profissional compromissado com o conhecimento, deveria estar sempre atualizado, tanto no que diz respeito ao conteúdo em si que pretende transmitir, como na melhor forma de fazê-lo. Infelizmente políticas públicas pouco efetivas em relação a essa formação, professores que tem pouco tempo, devido a suas altas jornadas de trabalho, que recebem baixos salários e tem poucos recursos financeiros para cursos, livros, etc, e que acabam por fim desmotivados, são as grandes dificuldades para a efetivação dessa formação continuada. O professor deve então administrar sua própria formação, buscando alternativas e aproveitando o melhor possível a formação continua no espaço escolar, como o HTPC, entre outras delineadas no artigo.

  3. A formação continuada, sem dúvida, é essencial para a formação do professor consciente de sua responsabilidade, primeiramente para com sua própria vida, como ser pensante,crítico e gerador de transformação na sociedade e segundo, da responsabilidade em relação à aqueles (alunos) a quem o conhecimento será direcionado. Só com a consciência de que é preciso sempre se atualizar quanto aos conhecimentos e de que somos seres aptos a aprender sempre, com qualquer pessoa, principalmente das relações que estabelemos uns com os outros e da humanização constante, é que poderemos estabelecer um convívio entre professor-aluno de troca e gerador de mudança e aprendizado, de um para com o outro
    O estudo não se encerra no término da graduação, pelo contrário, penso que para ser um professor, é neste exato momento que começa um estudo maior, porque será o momento do desafio, ir para a sala de aula e colocar em prática todo o conhecimento adquirido, ainda assim, tendo plena consciência de que nunca estará plenamente preparado, porque cada aula é única, cada encontro é único, as pessoas são diferentes e por isso as aulas não poderão vir com uma receita preparada.

  4. Rafael Bolito Pelaes (Ed. Artística - Artes Cênicas) RA: 201004882 on said:

    Nesse artigo discute a questão da educação, embora o tema “é aprendendo que se ensina” é uma lógica de outras realidades além da educação.
    O apontamento feito diz que o educador, com intuito de ser um profissional que responda as expectativas, sobre tudo do discente, precisa adotar uma habilidade para vitalizar esta capacitação, ou seja, precisará ter uma formação contínua.
    A formação contínua é o fator que contribui para o profissional se situar numa realidade, sendo esta metamórfica, e, por meio deste reconhecimento, permite que ele conduza o seu ofício de modo que cumpra sua função.
    A educação, a meu ver, depende deste viés para garantir que sua intenção, o ensinar, se consolida de forma orgânica e agradável. Partindo deste meio, teremos uma educação melhor, onde haverá um propósito e o reconhecimento de sua existência.

  5. Estela Alvarenga Franza (Ed. Artística - Artes Cênicas) RA: 201002716 on said:

    A Mestra Dinéia Hypólitto, em sua entrevista, nos fez ver a importância de ressaltar a formação continuada.
    Alguns docentes, após ter concluído a graduação, se especializam e continuam se atualizando. Outros ministram suas aulas com pouca criatividade e conteúdo. Não têm interesse em mudar, colocam a matéria, falam, falam, falam e não dizem nada de novo. Os alunos não se manifestam durante a aula, a “engolem”.
    No século em que vivemos nos é exigido velocidade e dinamismo e que os profissionais da educação se comprometem com a mesma ou ficará difícil reverter os problemas do ensino.
    Se o professor se mantém em constante aprendizagem será um profissional mais crítico e reflexivo, levando seus alunos a fazerem o mesmo.
    A professora Dinéia, durante as aulas, comenta conosco que há professores que não se atualizam, que não participam da formação continuada, às vezes, por puro comodismo dizendo, principalmente, que têm problemas financeiros. Mas a professora diz que há cursos pela Internet, palestras gratuitas e, principalmente, no HTPC, quando utilizado corretamente.
    A Mestra Dinéia Hypólitto tem toda razão em dizer ” a formação continuada é um processo que não pode ter fim.”

  6. É de suma importância que os novos professores saibam se posicionar como agente de mudanças, capazes de contagiar àqueles que não estão abertos a transformação. É imprescindível que saibamos respeitar a individualidade de nossos alunos, educaçar deve ser uma contínua reconstrução da experiência pautada no troca de conhecimentos na relação entre professor e aluno.

  7. A formação continuada é algo indispensável para os educadores. O professor que não busca uma formação continuada e não faz autoavaliação contribui para uma pedagogia perigosa, isso é, prejudica a vida do próprio docente e, principalmente, impede a mediação aluno/conhecimento. É o chamado “professauro” (tema da aula da Profª Dinéia no último dia 28.04.12).
    Tive vários professauros em toda minha vida de estudante no EF, EM e até na faculdade. Esses professauros deixaram-me com sequelas em relação ao conhecimento: fizeram-me copiar, memorizar e ameaçar-me com repetidas provas.
    Durante suas aulas, a Profª Dineia prepara-nos para termos compromisso e responsabilidade com a nossa profissão – EDUCADOR, profissão que tenho imenso orgulho, agora até sem haver a necessidade de dizer para as pessoas, falo para mim mesma: sou PROFESSORA!

  8. Todos sabemos que a missão de dar aula nunca foi simples, e, hoje mais do que nunca, encerra uma grande massa de complexidade, exigindo paciência, talento, competência, inteligência e bastante produtividade e criatividade por parte do professor.
    Então, para “dar conta do recado”, usando uma expressão bem repisada, nada como rever os verdadeiros clássicos, reabsorver seus ensinamentos e pôr em prática o que for possível dentro da pedagogia atual.
    Claro que temos que estar em estudo constante, como citado em cursos pela internet, palestras, HTPC e muitos outros, para não ficarmos ultrapassados e poder estar sempre inovando, pois nos dias de hoje, a forma de trazer os alunos para aula é com técnicas diferentes, dinâmicas, com base no contexto de vida deles. Obviamente que não conseguimos atenção dos alunos e de seu rendimento, se usarmos métodos antigos e assuntos que lhes não interessam.
    Creio que o propósito da Dinéia Hypólitto, é correto dizer que a formação continuada é um processo que não pode ter fim. Porque o professor que não se atualiza acaba virando um professauro.

  9. Um professor sabe que a formação continuada é fundamental na busca de uma educação de qualidade. O bom profissional é aquele que tem consciência da importância disso e que age de forma renovadora e incentivadora, assumindo um compromisso e buscando qualidade na construção do conhecimento. O professor que estuda, observa e pesquisa motiva e estimula seus alunos, reforçando a ligação entre aluno e professor.
    O professor deve estar disposto a mudanças, fazendo uma autoavaliação e uma reflexão sobre si e sobre seu trabalho, levando a mudança de ideias e de atitudes, e consequentemente melhorando a qualidade do ensino-aprendizagem. Conforme Paulo Freire afirmava: “ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática”. É a partir da observação de atitudes e da sua relação com o aluno na prática, que o educador poderá através da avaliação e reflexão repensar em sua metodologia e em suas ações pedagógicas buscando uma melhoria continua e tomando as experiências em sala de aula como um aprendizado. Portanto, o professor deve estar em continuo aprendizado sobre si e suas ações, assim como sua constante dedicação ao estudo, pois é aprendendo que se ensina.

  10. É de inquestionável importância para o profissional sua constate formação continuada. O mesmo deve ter a consciência de que possui responsabilidades ao lidar com o aprendizado de crianças e jovens. Ele está diretamente envolvido com as perspectivas de futuro dos mesmos. Ao mesmo tempo, torna-se necessário cada vez mais sua atualização para proporcionar as melhores aulas, ricas em conhecimentos, motivação, inspiração, formação para vida, etc. Porém, muitos docentes acabam esbarrando na falta de recursos, tempo, ou de interesse mesmo. Muitos acabam se acomodando no sucesso que já construíram e não buscam novas concepções na profissão. A meu ver, esse é o grande obstáculo que cercam os professores, a falta de interesse deles mesmos. Politicas públicas realmente são falhas, mas como bem disse a mestre Dinéia Hypollito, existem palestras e cursos on line, muitas vezes gratuitos além de muitas outras ferramentas viáveis. Pelo que observo por aí, muitos educadores sequer planejam suas aulas, que dirá refletir, se auto avaliar ou mesmo se atualizar.

  11. Todos sabemos que a missão de dar aula nunca foi simples, e, hoje mais do que nunca, encerra uma grande massa de complexidade, exigindo paciência, talento, competência, inteligência e bastante produtividade e criatividade por parte do professor.
    Então, para “dar conta do recado”, usando uma expressão bem repisada, nada como rever os verdadeiros clássicos, reabsorver seus ensinamentos e pôr em prática o que for possível dentro da pedagogia atual.
    Claro que temos que estar em estudo constante, como citado em cursos pela internet, palestras, HTPC e muitos outros, para não ficarmos ultrapassados e poder estar sempre inovando, pois nos dias de hoje, a forma de trazer os alunos para aula é com técnicas diferentes, dinâmicas, com base no contexto de vida deles. Obviamente que não conseguimos atenção dos alunos e de seu rendimento, se usarmos métodos antigos e assuntos que lhes não interessam.
    Creio que o propósito da Dinéia Hypólitto, é correto dizer que a formação continuada é um processo que não pode ter fim. Porque o professor que não se atualiza acaba virando um professauro.

  12. O educador que está sempre em busca de uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências tende a ampliar o seu campo de trabalho. Como foi citado ninguem “ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática”, então temos uma missão importante em educar os alunos, os guiar a sua formação, se preocupando em também aprender com eles ajudando os próprios a percorrer em direção as suas descobertas.
    Para isso devemos estar preparados com o dominio da lingua, do assunto dos avanços tecnoligicos e o avanço das informações.
    O professor se mantém em constante aprendizagem será um profissional critico , formador de opinião, reflexivo , o que justamente precisamos fazer com os alunos. Formadores de opinião e seres criticos.
    Para isso devemos estar em constante procura pelo novo, se atualizando sempre em cursos , palestras, grupos de estudos.
    Com sabemos o bom professor preocupa-se em ensinar os alunos e o professor excelente preocupa-se em aprender com todos.

  13. Daiana Magalhães (Ed. Física) ra:200813080

    Pode-se perceber que a faculdade é apenas um caminho, o começo dos estudos, ps professores devem continuar os estudos durante toda a vida,buscar meios para se especializar em sua área. Aprendemos colocando em pratica durante o dia-a-dia. Durante esse caminho haverá muitos erros, mas esses serão concertados e se tornaram acertos, até ir se aperfeiçoando na área e se tornar muito competente no que se faz, sabendo motivar e despertar os interesse dos alunos durante o processo de aprendizagem. O professor deve gostar muito do que faz, pois não há apoio e recursos suficientes no ambiente de trabalho e do governo, não há materiais suficientes para que se possa melhorar esses meios para a educação, por isso continuar seus estudos é de extrema importância, buscar mais conhecimentos, se destacar perante os outros professores, e no fim acabará incentivando seus alunos e ajudando a obterem melhor desempenho. Para aprimorar esses conhecimentos segunda a professora Dinéia Hypolitto, deve-se dar continuidade a essa formação dentro do ambiente de trabalho, formando grupos e trocando experiencias, sugestões, trabalhar em conjunto, mas também há outras formas como por exemplo o intercambio e cursos a distancia, seminários e etc….

  14. Concordo com a mestra Dineia quando nos faz refletir sobre a importância da formação continua do professor. Com o mundo em constante transformação cabe ao profissional de qualquer área estar sempre a frente das suas teorias e da sua pratica no campo de atuação. Sendo assim imprescindível que aquele que educa não só saiba dialogar sobre a sua própria área de atuação como saber minimamente áreas primas e irmas que compõem a sua.
    Como por exemplo: tenho formação em ciências biológicas e procuro atraves dela acrescentar a psicologia, a pedagogia e todas as áreas que possam contribuir com o estudo da vida.

  15. Acredito que ante de se falar em formação continuada , é necessário entendermos o que é a função do EDUCADOR, que por sua vez é o grande responsável por toda a transformação da sociedade, pois é um profissional que estará presente em nossas vidas sempre. Por isso a importância da formação continuada, no sentido de atualizar o educador (professor) e ainda mais incentivá- los para suas reflexões.
    O professor acima de qualquer coisa, deve se preocupar em refletir sobre a época em que vive para proporcionar aos seus educandos um olhar crítico e real.
    É claro que se falando em Brasil, algumas dificuldades só aumentam a falta de interesse de alguns educadores, porém assim como incentivam seu alunos, não se pode desistir, e sim persistir. A persistência será o grande aliado do educador.
    Tanto o educador quanto o educando estão em processora de aprendizado pela vida toda, ou melhor estão sempre em uma ” formação continuada”, pois o Conhecimento não morre, aliás ele vai crescendo com o passar dos anos. Ninguém tira o Conhecimento que é nosso. É por esse motivo que é preciso estudar e se informaçao sobre a formação continuada.
    ESTUDAR NOS PROPORCIONA MUDANÇA.

  16. A formação continuada é necessária para qualquer professor, em qualquer matéria ou em qualquer situação. Enquanto o professor estiver lecionando deve se preocupar sim com o que pode dar de melhor para o aluno.
    Independe de saber qual é a tendência pedagógica e seguir a que está sendo mais usada, pois cada aluno, cada sala de aula e cada escola tem um perfil diferente, que não deve ser comparado. Dessa forma é importante que o professor conheça as várias ferramentas de ensino para utilizar a que melhor se adapta e/ou se corresponde com o perfil em específico.
    Tendo recursos financeiros ou não, tendo apoio do governo ou não, é extremamente necessário que como profissional o professor busque sempre novos conhecimentos. Atualmente existem diversas formas na qual tenhamos êxito na busca desses conhecimentos, temos como exemplo esta matéria falando sobre formação continuada, não estamos pagando por essa matéria e como também existem tantas outras que podem nos auxiliar quanto a profissão que escolhemos. Mas cabe ao professor saber o que é de sua realidade, o que pode ser inserido ao seu trabalho e o que pode incluir novos conceitos e ferramentas a serem utilizadas em prol de formar os nossos alunos em cidadãos formadores de opinião.
    Portanto, é claro que manter-se em contínua formação enquanto exerce a profissão de professor é de extrema importância e é um facilitador para garantirmos o aprendizado dos alunos.

  17. O texto retrata e também reforça a importância constante da busca do próprio aperfeiçoamento, da formação contínua e da perpétua nessecidade de aprimoramento e atualização por parte de nós professores. Além disso, pode-se destacar na entrevista o levantamento de barreiras que dificultam nossas formações e atuações, como o déficit de políticas públicas continuadas, que corroboram ao quadro de precariedade na educação. A sugestão mais interessante, e muito bem sacada, me parece, é o horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) que se usado conforme dito, é um tempo muito precioso para a otimização da reflexão pedagógica.

  18. Logo de cara ja lamento a educação esbarrar nas políticas públicas. As políticas estão voltadas totalmente para assuntos de menor importância do que realmente seria necessário maior atenção, como a educação e outros, como saúde, segurança e demais demandas sociais.
    Visto que governamentalmente esta mais difícil investir em educação, a melhor opção seria individualmente. Os professores hoje em dia devem preocupar-se com a aprendizagem dos alunos mas ao mesmo tempo com a qualidade do mesmo, qualidade que é gerada por ele mesmo, com a auto avaliação pós aulas, atualização do conteúdo, reflexão das aulas, formação de opiniões dentro da sala de aula, estimular a crítica de seus alunos e demais ferramentas necessárias para passar um conhecimento de qualidade para os educandos. De tal forma, o professor mantém sua metologia de forma que ele mesmo continue em uma constante aprendizagem e ao mesmo tempo formando opiniões dos alunos e aprendendo com eles, também. Então, basta um cronograma e uma metodologia adequada e dedicada ao ensino, para obter um ótimo resultado.

  19. O mundo esta em constante mudança, é super dinâmico, e quem se compromete a ensinar deve sempre estar se atualizando e buscando novos conhecimentos, pois só assim conseguira ensinar.
    Temos uma missão importante, educar, adicionar novos conhecimentos e lapidar os conhecimentos já são trazidos com cada educando.
    Por tanto devemos considerar a bagagem que o aluno traz e aprender junto com ele, e sempre estar buscando novas formas de educar. Sempre parando para uma auto analise para se reavaliar, se reinventar tornando se melhor.

  20. O artigo, assim com a professora Dinéia Hypollito em suas aulas, deixa claro que a formação continuada é de fundamental importância para o educador, porém não é que o vemos atualmente, poucos professores procuram se aprimorar cada mais, muitos entram no ensino público e se acomodam, não buscam o aperfeiçoamento e nem mesmo se preocupam como será o desempenho de suas aulas. Esses Professores justificam-se dizendo que se os alunos não querem aprender o problema é deles, pois eles professores já estão com emprego garantido por serem funcionários públicos. Pelo menos esta é a realidade que vejo.

  21. No atual cenário da educação no Brasil, é imprescindível que os professores estejam se atualizando para acompanhar o ritmo dos jovens, assim como o avanço da tecnologia e ciência. Para isso o professor tem que ter comprometimento consigo mesmo, uma vez que o tempo e os recursos estão cada vez menores. Considero também a grande importância em que o professor conheça o histórico de vida das pessoas com quem ele está lidando, para saber das necessidades de cada um e acima de tudo saber ouvir e estar aberto a críticas.

  22. Segundo Cortez, todo o processo de formação do educador, que começa quando este ainda é aluno, passando pela sua formação e depois a sua atualização é de suma importância não só para o seu currículo, mas também para um trabalho com maior eficiência no processo de inovação. A formação contínua é fundamental para que o educador tenha ferramentas para enfrentar as diferentes situações e incertezas futuras, além de desenvolver o potencial crítico do educando. Hoje, o profissional da educação enfrenta diversas dificuldades, como as financeiras, que não o permitem continuar no processo de atualização, como as de políticas públicas, as quais favorecem a sua permanência na profissão, exigindo-se assim, que os governos elaborem um novo e bom plano de carreira. Deve haver muita perseverança para romper as barreiras da acomodação, as quais são efetuadas por aqueles profissionais que insistem em permancer “engessados” dentro de métodos ultrapassados, e também para fazer com que a comunidade entenda e participe desse processo de inovação. Todos estes fatores são importantes para aumentar a qualidade dos professores e alunos, e também para revitalizar a imagem do profissional da educação que ficou perdida no tempo.

  23. Aluna do Curso de Formação de Professores
    Bacharel em Artes Cênicas
    r.a: 200903508

    o trabalho de formação continuada é importante, porém é necessario um real interesse dos profissionais para com essa atividade, não fazer como uma obrigação e sim com uma vontade de melhoria. Acredito que o trabalho de formação continuada tem que ser ‘desmistificado’ pois muitas depende apenas de cada professor buscar algo para si, penso que não são apenas cursos ou workshops que valem, e sim, uma pesquisa individual, leitura e nova atividade para ser levada a sala de aula, um projeto desenvolvido, isso também é participação ativa na educação, a busca da melhoria, e por mais que os governos se alterem gerando ‘dificuldades’ é trabalho do professor se preocupar em preencher essa lacunas, não ficar apenas esperando lhe oferecerem recursos para sua formação.

  24. “Nunca é cedo ou tarde demais para se aprender” aliás, pra aprender não existe tempo! Na escola construtivista o aprendizado se dá através da interação do indivíduo com o meio físico e social e isso muda constantemente, por isso a importância da formação continuada e mais do que nunca a paixão do professor em aprender com seus alunos, com outros profissionais, com as situações e enfim com a vida…

  25. Nós futuros prefessores devemos ter outra cabeça pensando sempre, em mudar a situação dos professores de hoje em dia, que precisam ser reciclados.Todo professor deveria se atualizar de tempo em tempo para não ocorrer o que esta acontecendo, ainda existe os famosos professores “dinossauro”

  26. O mundo evolui rapidamente, estamos sempre passando por mudanças e transformações e o profissional deve adequar-se a essas renovações, não deve fechar-se a novas experiências e informações. Sem dúvidas, a formação continuada é necessária e um diferencial em professores competentes e comprometidos com o desenvolvimento dos alunos. Sermos críticos e reflexivos nos faz crescer. E não podemos parar no primeiro obstáculo, devemos nos atualizar sempre, buscar palestras, simpósios, cursos, congressos, participar de grupos de pesquisa e estudo, ler artigos, livros, enfim, temos muitos meios de encontrar renovação, muitos deles gratuitos e acessíveis, só depende da vontade de fazer a diferença.
    “Os homens se educam entre si”

    Formação de Professores DIDCURR
    Kelly Lobo S. R. Ribeiro – 200806021

  27. A formação continuada é fundamental para que o professor possa evoluir profissionalmente. Esse tipo de formação consiste também em propor ao professor um olhar mias crítico da sociedade e do tempo em que vive.
    Acredito que ela gera mudança, tanto no professor quanto no aluno.
    Essas duas fontes devem caminhar juntos para que a educação saia das teorias e vá para a prática.
    O professor como orientador e incentivador precisa estar atento a tudo que está a seu redor, pois os seus ensinamentos devem andar junto com a realidade.
    É claro que no meio desse caminho a vrias coisas que desmotivam o professor a continuar estudando, porém isso deve mudar ao ponto em que o professor deve se ver como a pessoa responsável por melhorar de alguma maneira as pessoas.
    Professores são para sempre, assim como o Conhecimento. Ninguém pode tirar algo que é seu.
    ESTUDAR GERA MUDANÇA , TRANSFORMAÇÃO ! e o professor precisa transformar ensinando e principalmente aprendendo.

  28. Luana – Ed. Física (Formação de professores) – R.A: 200707077
    É lamentável sabermos que ainda exitem “professauros” lecionando para nossas crianças. Logo no início dessa matéria a Mestra profa. Dinéia cita algo de extrema importância, o compromisso que o profissional deve ter.
    Só entenderá o compromisso que tem aquele professore que não está preocupado apenas com o seu salário, mas sim aquele que está preocupado em ser um formador de cidadãos reflexivos, críticos e um professor que não se auto avalia, não refelte sobre suas ações, sobre sua vida profissional NUNCA terá alunos reflexivos, críticos e com isso vamos nos tornando uma sociedade “murcha”, sem poder de decisão, uma sociedade manipulada sempre.
    Mesmo com tantos obstáculos e dificuldades possíveis de encontrar para formação continuada, cabe a cada profissional buscar sua atualização, independendo do apoio de políticas pública pois é aprendendo que se ensina e somente assim poderemos vencer os problemas de qualidade do ensino.

  29. A formação continuada de professores é fundamental a ele próprio e ao aluno. Pois o profissional da educação que faz isso, busca melhorar suas competências, ampliando o seu campo de trabalho.
    O educador deve primeiramente se autoavaliar, repensar na sua metodologia e se os seus objetivos estão sendo atingidos, e interagir com outros profissionais de áreas diferentes, buscando novas experiências e aprendizados e com os próprios alunos, pois eles também tem algo a nos ensinar.
    Essa aproximação com os alunos é essencial para o crescimento deles na escola e até mesmo em suas vidas pessoais, no dia a dia com os amigos e familiares.
    A barreira professor-aluno que algumas escolas e educadores impõem, tem que ser quebrada. E esses são os profissionais com formação descontínua que ficam sempre na rotina de todos os anos, não reparando que cada sala é uma sala, e que cada ano é um ano de renovação.
    Esses profissionais não mudarão seu jeito, pois aprenderam a não terem a livre expressão de querer fazer diferente. Então o que nos resta é termos esse pensamento diferente e fazer a diferença na educação das futuras gerações.

  30. A graduação em algum curso superior, principalmente os que formam professores é muito importante para a nossa carreira profissional,pois é o inicio de tudo, mas não significa que ao nos graduarmos nunca mais iremos pegar nos livros, pelo contrario nos professores temos o dever de nos atualizar para poder transmitir conhecimentos novos a nossos alunos, aprendemos também no nosso dia-a-dia na pratica de nossas profissões, o professor tem que entender que ele é exemplo pra seus alunos, assim como eu tive um grande incentivador que foi meu professor de ducação fisica que me mostrou essa linda profissão devemos pelo menos fazer o mesmo.
    Isso acontece tambémem nosso local de trabalho os professores interagem entre si e com isso trocam conhecimentos, experiencias, sugestões enfim trabalahm em equipe.

  31. A formação continuada é algo que deve estar presente na vida, não somente daqueles que optaram por seguir a carreira de professor mas, também, de todos aqueles que, um dia, entraram pelos portões de uma Universidade em busca do conhecimento. Após o término do meu Curso, descobri que uma Instituição de Ensino não forma ninguém, pois a formação é como olhar para o horizonte e não poder contemplar o seu fim. A faculdade apenas aponta e direciona o aluno ao caminho da busca do conhecimento, capacitando-o a pensar, questionar, criticar e, a ser um indivíduo inconformado. Participar do Curso de Licenciatura, só veio confirmar a conclusão a que havia chegado. Cada dia que passa, mais admiro a pessoa do educador. Gostaria muito de ver todos aqueles que amam ensinar, recebendo o apoio necessário para exercer a formação continuada. Olho para o passado e vejo quantos professauros tive como professores. Na verdade, não os critico e muito menos os condeno pelos seus atos. Eles ofereceram-me aquilo que realmente possuiam, achavam que estavam fazendo o melhor.
    Desejo que cada discente, assim, como eu, possa aproveitar a oportunidade e mostrar, o quanto poderá fazer para que o Saber não fique apenas entre quatro paredes ou incutido em sua própria memória mas, acima de tudo, possa fomentar em cada ouvinte, seja ele quem for, o desejo de aprender, forjando nele, o caráter de um eterno “aprendiz”. Obrigada, Professora Dinéia!

  32. É de suma importância o educador estar sempre em busca de sua formação contínua, bem como a evolução de suas competências tendendo a ampliar o seu campo de trabalho, e dominar os conteúdos e técnicas metodológicas de ensino. O professor dever ter consciência de que é um ser inacabado, e de sua inconclusão. Só assim tenderá à inserção no movimento da busca e procura do novo. A partir desse ponto de vista, no qual o educador tem noção de que não sabe de tudo, é possível sair de sua estagnação e assim, adquirir novos conhecimentos, conhecer o que ainda não conhece (PROCESSO DE BUSCA), para além de aprender, estar qualificado a exercer seu papel de educador. Assim poderá transformar a vida de seus educadores de maneira positiva, e ter força moral para coordenar as atividades da classe no qual atua.

    “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.’’

  33. A formação continuada é sem dúvida fundamental, não só para o profissional da educação, mas para todo bom profissional que se preze e tenha amor pelo que faz. O mundo esta em constante mudança, as necessidades e habilidades de nossos alunos vêem se transformando a cada dia, e para acompanhá-los é preciso correr atrás de novas informações, formas de ensino e tecnologias. Enfim o professor que não se mantém atualizado, agregando novas idéias, logo será posto de lado assim como nossos jovens fazem com o “celular velho”. Graças aos bons profissionais, o educando de hoje não admite mais um “Professor Ultrapassado”.
    Infelizmente a nossa atual política ainda não se “atualizou” e não oferece grandes suportes para que o professor dê continuidade à sua formação, contudo cabe a cada um de nós irmos à busca de nosso crescimento não só profissional, mas também pessoal, o conhecimento não enriquece só o profissional, quando bem aplicado, o enriquece a alma.

  34. A formação continuada do professor é algo extremamente necessário para que haja uma melhora na qualidade da educação. O conhecimento adquirido durante o processo de formação é apenas a base para se começar a lecionar. O mundo está em constante atualização, e o professor tem que acompanhar este ritmo. Deve estar sempre atualizado sobre novas tendências educacionais, sobre as necessidades dos alunos, metodologias de ensino, etc. E principalmente, estar sempre fazendo uma análise critica da sua atuação. Descobrir se está conseguindo alcançar os objetos em relação aos seus alunos, e buscar soluções para as dificuldades que irá encontrar em sua vida de educador. A formação continuada é um dever do professor.

  35. Saber que o professor tem que refletir sobre suas ações para não repetir erros, e se tornar um profissional melhor para qualificar o seu trabalho, traz a idéia de relacionamento. É de extrema importância a troca de informações entre, professor/professor, aluno/professor e professor/coordenador, pois um aprenderá com o outro. O professor é responsável pela formação continuada, isso faz com que ele se atualize e não se acomode. Estamos em tempos de mudança, a cada dia surgem novos textos, pesquisas e artigos que contribuem para o aperfeiçoameto do educador e aprimoramento das metodologias de ensino. Melhorar a educação é um dever de todos, mas depende muito de nós, professores!

  36. O professor tem por obrigação estar sempre num processo de aprendizagem e troca com o aluno, para assim suprir as necessidades do ensino. Entrar em um molde ou deixar de ouvir ( escutar ) as necessidade de cada um faz com que erros aconteçam. Parar refletir sobre quais as necessidades, descobrir e aprender com os alunos a melhor forma de construir juntos. O professore deve sempre se atualizar para que consiga novas/diferentes formas de lidar com dificuldades que venham ocorrer, para que consiga subrir estas dificuldades atingindo o objetivo que é sempre o melhor para o aluno.

  37. Curso de Formação de Professores (USJT) 2012
    Na atualidade torna-se imprescindivel que o educador mantenha-se em formação continuada afim de buscar melhorias para a educação, para sua didática de trabalho estimulando a busca de conhecimento de seus educandos através da relação professor-aluno-professor.
    Como diz o titulo da entrevista “é ensinando que se aprende”, entendesse que o conhecimento é construido nessa relação entre professor-aluno-professor, no qual o aluno torna-se o centro do aprendizado e não o professor. O professor deve ter o conhecimento de que ele não é o centro da aula e que seus alunos não são “caixas vazias” onde deve apenas depositar conteúdos. Ele deve estar aberto a troca de informações e experiências, para que assim o conhecimento seja construido. Para isso deve-se manter em total formação continuada para que suas aulas estimulem a criatividade e a criticidades de seus educandos.

  38. A formação continuada não é um desafio exclusivo do profissional ligado à educação. Acredito que nenhuma graduação seja suficiente para que um profissional se considere completo, até porque somos seres eternamente “inacabados”, como nos definiu Paulo Freire. Porém esta, enquanto prática relacionada ao educador deve ser levada como elemento essencial para o exercício de sua profissão. O docente consciente de seu papel e de sua responsabilidade na construção do conhecimento dos educandos, sempre estará preocupado em auto-avaliar-se e atualizar-se, para aprimorar sua prática. Essa responsabilidade não é menor do que a de um médico com seu paciente na mesa de cirurgia, do que a de um advogado com o destino do seu cliente, ou do que o engenheiro com os seus projetos, diria até que chega a ser mais complexa, já que essa relação é mais interativa na educação e dependente de “n” fatores, características e competências dos envolvidos. Não há como enxergar a Formação Continuada dissociada da prática docente, não se deveria pensar nessa como um “plus”, um “bônus”, uma “qualidade” do profissional e sim como parte de sua atividade. De acordo com Freire: “Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. O de que se precisa é que, em sua formação permanente, o professor se perceba e se assuma, porque professor, como pesquisador”. O professor PRECISA ser um pesquisador, não só dos conteúdos relacionados da disciplina lecionada mas um pesquisador histórico-social, assumindo seu papel de orientador crítico. Ainda existem muitos obstáculos políticos a serem transpostos, mas acredito que o esforço individual do educador, ainda não descrente de seus ideais e de sua missão, não pode ser considerado em vão. Pode ser que este profissional dedicado, sozinho, não consiga assegurar a qualidade da educação nacional, mas com certeza mudará a realidade e as possibilidades de seu educando.

  39. É essencial que o profissional de qualquer área esteja em constante processo de formação. O continuo aprimoramento dos educadores além de dever é responsabilidade para com os alunos e de forma alguma pode ser negligenciado. Afinal como pessoas eternamente inacabadas para o real aproveitamento da prática educativa é necessário estar sempre em contato com novos conhecimentos, tecnologias e antenados com a atualidade. O comprometimento com a educação e o saber que o ensino demanda curiosidade, indagação e investigação torna os professores obrigatoriamente eternos pesquisadores aprendizes. Estes quando aliam o saber escutar, respeito e a humildade alcançam a verdadeira competência no ensino.

  40. Um dos motivos que optei morar no Brsil foi o ensino de ditadura que passei na China na época de 80.Os alunos não tinham direitos de opinar, eram obrigados a aceitar tudo que os professores ordenavam.Levavam palmadas se as notas tiradas eram baixas, ficava de castigo se chegava atrasada na aula.Hoje, apesar que estamos no século XXI, ainda ás vezes passamos em alguns momentos parecidos.São aqueles educadores que não evoluiram com o tempo, e recusa a entender que a profissão de educador é um profissão que exige aprender eternamente e crecer constantemente junto com seus educandos.A beleza na arte de lecionar não está somente na formação do discente, e sim a glamorosa vitória de ensinamento pelo docente.

  41. No próprio termo em que é exercida a frase: “É aprendendo que se ensina” já é possível perceber o quanto é reciproca a ação aprender/ensinar. Fato curioso é que o ser humano, ao mesmo tempo em que aprende acaba por ter a necessidade de ensinar, não que o destino de todo ser humano seja educar, longe disto no quesito acadêmico, só nos é curioso perceber, que se aquele que ensina, ensinasse a um ser vazio, que se alimentasse deste ensino, o que ensina nada iria aprender, de certo modo seria um mero reprodutor de um conhecimento X, que assim que “passado” para um aluno, este apenas multiplicaria em igualdade o seu conhecimento. E o que magnificamente a natureza humana é, nos dá a possibilidade de multiplicar conhecimentos e criar outros a partir do aprendizado, pois assim que aprendemos algo, sugerimos e respondemos nossas próprias questões, é por isso que quem aprende é capaz de ensinar, e isto sim é dado a todos sem exceção.

    Levando este conceito para o Educador, a ação aprender/ensinar tem duplo sentido: a que ensinando se tem um aprendizado; e aprendendo mais se ensina mais. Pois o conhecimento ele é mutável constantemente, e a cada informação dada milhões de novas são geradas instantaneamente. E se o Educador não aprender aprendendo, seu ensino não é ensinado.

    Fato é que conhecimento gera conhecimento, e o processo junto à cultura deve ser totalmente circular. O “estudo”, como é chamado o conhecimento, já dizia Ronca, é algo que é tido pela maioria como passagem da vida, e que um dia se para de estudar. Se o conceito estudar para se ter conhecimento, fosse algo inato na maioria da população, o circuito de conhecimento gerando conhecimento, nunca se quebraria. Pelo menos, no que resulta a falta de interesse ao conhecimento na maioria dos alunos e professores seria bem menor.

    Gerar conhecimento realmente deve partir da classe do magistrado, o HTPC, não só é instrução dada, mas favorece a troca de conhecimento pelo simples fato de ser feito entre os colegas de trabalho. Infelizmente a maioria do magistrado da rede pública pouco se interessa em discutir, criar e defender ideias que poderiam enriquecer os HTPC’s, e este passa ser uma mera obrigação executada. Isto reflete diretamente no ensinar, não apenas pelo conhecimento que o Educador deixou de adquirir, mas simplesmente pela postura que ele ensina a seus alunos é a mesma que ele tem como aprendiz. E isto só prova que conhecimento gera conhecimento e a falta de interesse gera falta de interesse.

  42. Eliane Pereira Maia (USJT- Formação de Professores- Filosofia) on said:

    É necessário que todo professor tenha a consciência da importância do ensino continuado. Levar novidades e atualidades para a sala de aula desperta motivação e curiosidade nos alunos. “È prendendo que se ensina”: o professor transforma construtivamente sua vida e a vida de seus alunos.

  43. Sem dúvida a formação continuada já mostra sua necessidade durante o perodo em que o profissional está na graduaço, pois é preciso buscar algo além daquilo que é discutido em sala de aula; o educador precisa se atualizar constantemente, acompanhando a evolução das relações que os jovens estabelecem entre si e com o contexto em que se insere. Somente dessa forma, é possível ao professor entender por onde deve caminhar no seu processo de formação continuada para auxiliar o aluno na construção de um saber crítico-reflexivo.
    Outro ponto importante tocado pela profª Dinéia refere-se às condições criadas pela gestão pública para possibilitar que o professor se atualize. Existem programas, porém nem sempre eles são suficientes, daí a necessidade que o professor seja capaz de se auto-avaliar e, de forma autônoma, seguir em sua jornada docente sem parar sua formação! Somente um profissional que compreende que sempre está em processo, isto é, que compreende a incompletude do conhecimento, será capaz de formar educandos autônomos e com capacidade suficiente de entender a importância do período de formação.

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