Jogo de xadrez como recurso didático

Como surgiu o jogo de xadrez?
Embates reais que desenvolvem o raciocínio

Fonte: Planeta Educação

Não se sabe ao certo a origem desse jogo. Alguns atribuem sua origem a um jogo que surgiu na Índia no século VI a. C., o chaturanga, que significa “quatro armas” em sânscrito. Quatro pessoas podiam jogá-lo. Eram oito peças: rei, vizir, barco, elefante e quatro soldados. Com as invasões árabes do século X, o chaturanga chegou à Europa, passando então a ser disputado por apenas 2 pessoas.

Outros dizem que foi o rei Salomão que já cansado da sua rotina, criou um concurso para que os participantes criassem um jogo onde não houvesse sorte ou azar. Os seus jogadores deveriam ter concentração, analisar estratégias, valorizando assim aspectos da inteligência humana e não a força física.

Conta a lenda, que depois de ver vários jogos, o rei ficou muito entusiasmado com o xadrez e quis pagar pelo jogo. O seu inventor era um homem muito esperto e disse que o pagamento deveria ser feito em trigo, mas da seguinte maneira: na primeira casa do tabuleiro deveria ser colocado um grão de trigo, na segunda casa 2 grãos, na terceira casa 4 grãos, na quarta casa 8 grãos, na quinta casa 16 grãos, na sexta casa 256 grãos… E assim sempre multiplicando o resultado por ele mesmo até que se completassem as 64 casas do tabuleiro.
O rei pediu ao seu contador que pagasse ao homem.

O contador começou a fazer como lhe foi ordenado, mas chegando na metade do tabuleiro, viu que não havia jeito de pagar, pois não haveria trigo suficiente, mesmo que se plantasse trigo no mundo todo! O rei foi ao encontro do inventor e relatou que não tinha condições de efetuar o pagamento. O inventor disse ao rei que a sua inteligência não tinha preço…

O objetivo do xadrez é fazer com que o rei do adversário se renda. O rei é a figura mais importante desse jogo. É necessário pensar estratégias para colocar o rei adversário em xeque – mate.

O MOVIMENTO DAS PEÇAS

Peão
Movimenta-se para frente, de casa em casa e ataca nas diagonais. Na saída, pode avançar duas casas. Se conseguir atingir a última linha do lado adversário do tabuleiro pode ser promovido a qualquer peça, com exceção do rei.

Cavalo
Movimenta-se em “L”, duas casas na vertical e uma na horizontal, ou vice-versa. É a única peça que se movimenta por sobre as outras, embora ataque somente a casa na qual a jogada se completa.

Bispo
O bispo tem o direito de se movimentar em qualquer diagonal do tabuleiro, avançando o número de casas livres que desejar. Mesmo assim, ameaça somente aquela que vai ocupar no final do lance.

Torre
Representa os castelos europeus da Idade Média. Desloca-se na horizontal ou na vertical quantas casas livres quiser e ataca apenas a última casa de seu movimento.
Rainha
Pode andar em qualquer direção, qualquer número de casas. A rainha é a peça mais versátil do xadrez. Ataca somente a última casa de seu movimento.

Rei
Sempre foi a figura mais poderosa do jogo. É sobre ele que se aplica o xeque-mate. O rei se movimenta em qualquer direção, uma casa por vez, só não pode ocupar as casas vizinhas à do rei adversário.

XADREZ COM TAMPINHAS

Fonte: ALÉM DO CADERNO

Confeccionamos um Jogo de Xadrez com tampinhas de garrafa Pet.
Tivemos que juntar muitas tampinhas, pois cada aluno deveria ter 32 para poder montar seus dois exércitos com 16 tampinhas em cada lado do tabuleiro.
As tampinhas vieram uma a uma; quem trazia mais, dava aos colegas com menos. Aprendemos a compartilhar.
Para identificar os exércitos, pintamos as peças em papel com cores diferentes, facilitando sua identificação no jogo.
O tabuleiro pintamos na cor que mais gostávamos.



O xadrez e o aprendizado

Mais do que lazer, o xadrez é um grande aliado na educação

Fonte: CRESCER NOTÍCIAS

Depois do futebol, o esporte mais praticado no mundo é o xadrez. E, assim como a bola, ele entrou na escola e disputa a paixão da garotada. De atividade extracurricular para ocupar alunos que ficam o dia todo no colégio, o xadrez passa cada vez mais a ser adotado como recurso pedagógico para o ensino de disciplinas como a matemática ou a história. Alguns colégios já tornaram o aprendizado no jogo de tabuleiro obrigatório. “Começamos com alunos de 10 a 12 anos, e o resultado e a aceitação foram tão bons que estendemos para os de 9 e pretendemos reduzir ainda mais a idade dos praticantes”, conta a coordenadora pedagógica Silvia Azevedo, do Colégio Emilie de Villeneuve, em São Paulo. “Nossos alunos chegaram a produzir um jornal do xadrez, mostrando que o jogo se presta também ao ensino do português e das artes. Na matemática, é fantástico. A criança aprende a criar estratégias, o que a treina a buscar caminhos próprios para a solução de problemas”, ressalta Silvia.

Minicampeão

A executiva Célia Regina da Silva tornou-se uma entusiasta do xadrez na escola. “Meu filho joga desde os 7 anos no colégio e acompanhei de perto o quanto isso estimulou o raciocínio lógico e a criatividade dele”, diz. O garoto, Guilherme, agora com 9 anos, virou um craque no tabuleiro: é bicampeão interescolar em São Paulo, campeão paulista e brasileiro na categoria abaixo dos 10 anos. “O xadrez me ajudou a raciocinar mais rápido. Fiquei esperto e confiante”, resume Guilherme.

Mais atentos

O professor de xadrez José Antonio Rosa lembra que o jogo, por desenvolver habilidades como a concentração, pode trazer muita ajuda a crianças com distúrbio nessas áreas, como as hiperativas. “O xadrez toma conta da atenção delas. Conseguem ficar paradas jogando”, afirma. Outros benefícios da atividade, segundo ele, são o desenvolvimento do autocontrole, da paciência e da memória, além da capacidade de antecipar as ações. “A criança tem de prever a jogada do adversário e com base nisso preparar a sua. É um ótimo uso para a imaginação que não falta às crianças”, conclui o professor Rosa.

Momento de aprender

Para o professor José Antonio Rosa, as crianças podem começar a aprender xadrez por volta dos 6 anos, mas aos 7 terão facilidade maior para praticar. “Nessa idade, elas estão mais abertas ao aprendizado, em fase de alfabetização, quando entram em contato com uma série de novos símbolos e linguagens”, explica. Em três aulas, de acordo com o especialista, a criança está jogando, sabe mover as peças de forma básica. Em seis meses, começa a buscar estratégias nas jogadas e a entender um pouco de tática. Já pode participar de torneios escolares.
Depois do futebol, o esporte mais praticado no mundo é o xadrez. E, assim como a bola, ele entrou na escola e disputa a paixão da garotada. De atividade extracurricular para ocupar alunos que ficam o dia todo no colégio, o xadrez passa cada vez mais a ser adotado como recurso pedagógico para o ensino de disciplinas como a matemática ou a história. Alguns colégios já tornaram o aprendizado no jogo de tabuleiro obrigatório. “Começamos com alunos de 10 a 12 anos, e o resultado e a aceitação foram tão bons que estendemos para os de 9 e pretendemos reduzir ainda mais a idade dos praticantes”, conta a coordenadora pedagógica Silvia Azevedo, do Colégio Emilie de Villeneuve, em São Paulo. “Nossos alunos chegaram a produzir um jornal do xadrez, mostrando que o jogo se presta também ao ensino do português e das artes. Na matemática, é fantástico. A criança aprende a criar estratégias, o que a treina a buscar caminhos próprios para a solução de problemas”, ressalta Silvia.

3 thoughts on “Jogo de xadrez como recurso didático

  1. Ótimo post. Para mim o xadrez deveria ser adotado em todas as escolas.

    Cybele Reply:

    Olá Raquel, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho das suas palavras.
    Ficamos muito felizes com a sua visita.
    Concordamos com vocês sobre o xadrez integrar o currículo escolar.
    Volte sempre e continue acompanhando o Educa Já!
    abraços
    Equipe Educa Já!

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