Disgrafia e disortografia – exercícios

Já falei anteriormente aqui no Educa Já! sobre Disgrafia e Disortografia, porém tenho recebido vários comentários de leitores pedindo para que além de falar mais sobre o assunto, eu coloque algumas orientações para os professores.

Assim sendo, segue abaixo:

Disgrafia

Fonte: Centro de Fonoaudiologia

DisortografiaA escrita disgráfica pode observar-se com traços pouco precisos e incontrolados. Há uma desorganização das letras, letras retocadas e “feias”. O espaço entre as linhas, palavras e letras são irregulares. Há uma desorganização do espaço ocupado na folha e pode-se referir à problemas de orientação espacial.
Há falta de pressão com debilidade dos traços, ou traços demasiadamente forte o que causa cansaço e lentidão na hora da escrita. Além disso, devido a letra ilegível há dificuldades de entendimento na hora da leitura por parte dos alunos e professores.

Recomendação da fonoaudióloga Luciana Reis

Não recomendo usar caderno de caligrafia esse poderá sobrecarregar o punho podendo dar dores no braço indo até os ombros. É preciso intervenção fonoaudiológica!

Tratamento

É importante que se faça uma avaliação fonoaudiológica o quanto antes melhor evitando-se assim o fracasso escolar.

Paciente no 3 ano com queixa de cansaço ao escrever:

Disortografia Caso Exemplo
Letra com traço forte e “feia”, desorganização espacial do espaço ocupado na folha e com escrita lenta.

Letra mais legível com traçado menos forte, melhor organização espacial e sem cansaço ao escrever. Depois do tratamento de 2 meses:

Disortografia Caso Exemplo

Disortografia (Dificuldade de

Aprendizagem)

Fonte: Centro de Fonoaudiologia

DisortografiaA Disortografia caracteriza-se por troca de fonemas na escrita, junção (aglutinação) ou separação indevidas das palavras, confusão de sílabas, omissões de letras e inversões. Além disso, dificuldades em perceber as sinalizações gráficas como parágrafos, acentuação e pontuação.

Devido à essas dificuldades o indivíduo prepara textos reduzidos e apresenta desinteresse para a escrita. A Disortografia não compromete o traçado ou a grafia.
Um sujeito é disortográfico quando comete um grande número de erros. Até a 2ª série é comum que as crianças façam confusões ortográficas porque a relação com sons e palavras impressas ainda não estão dominadas por completo.

Causa

Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem ou atraso global de desenvolvimento.

Tratamento

Depois de uma avaliação fonoaudiológica o profissional irá traçar um plano de tratamento para que a disortografia não se torne uma vilã na aprendizagem.
O fonoaudiólogo poderá desenvolver um atendimento preventivo antes mesmo do terceiro ano (antiga 2ª série).
Quanto antes o tratamento com um fonoaudiólogo melhor será o prognóstico!

Veja um caso clínico de um paciente com 9 anos, no 4º ano:

Disortografia Caso Exemplo
Exemplo de disortografia com aglutinações, omissões e separação indevida de palavra.

Após 3 meses de tratamento:

Disortografia Caso Exemplo

Escrita sem aglutinações e omissões.

Letra feia pode ser distúrbio de aprendizagem

Por Raquel Caruso* Fonte: ClockWork Comunicação

A Disgrafia (dis=dificuldade e grafia=grafar/escrever) é um transtorno da escrita resultante de um distúrbio de integração visual-motora, que afeta a capacidade de escrever ou copiar letras, palavras e números. Trata-se de um transtorno funcional e apresenta-se em crianças com capacidade intelectual normal, sem transtornos neurológicos, sensoriais, motores e/ou afetivos que justifiquem tal dificuldade. Apesar de alguns autores terem visões diferentes quanto ao termo disgrafia e disortografia, abordaremos a disgrafia como sendo um prejuízo que o indivíduo possui na execução do ato motor destinado à escrita e não das trocas, omissões, inversões e contaminações de letras/palavras, que seriam características da disortografia. De modo geral, a escrita é uma linguagem visual expressiva, que faz uso de uma série de operações cognitivas, tais como percepção auditiva, visual, discriminação tátil, cinestésica. Ou seja, é um sistema visual simbólico, que converte pensamento, sentimento e idéias em símbolos gráficos, que envolve análise de todos estes subsistemas. Para o desenvolvimento da escrita adequada, existem alguns pré-requisitos, como aspectos cognitivos, afetivo, motor e linguagem que são necessários observar: – Esquema corporal (planta do indivíduo) é a organização das sensações relativas ao seu próprio corpo em relação ao mundo exterior; – Lateralidade (dominância=força e precisão) conceito de direita e esquerda será mais fácil de ser interiorizado a medida que sua dominância for mais homogênea; – Estruturação espacial: o indivíduo deve ser capaz de situar-se e situar objetos uns em relação aos outros; – Orientação temporal: envolve a capacidade de situar-se em função da sucessão dos acontecimentos (antes, após, durante), duração dos intervalos, noções de tempo longo e curto (hora, minuto), ritmo regular, irregular (aceleração, freada); – Pré-escrita: domínio do gesto e da direção gráfica (da esquerda para direita). Quando realizamos uma avaliação psicomotora, observamos algumas características que podem auxiliar no diagnóstico, e que diferenciam os subtipos de disgrafia: Pura (inconsciente): quadro disgráfico em crianças com conflitos emocionais importantes, que usam a escrita para chamar a atenção pela “letra defeituosa”. Conflito emocional importante: . escrita instável, com proporções inadequadas; . deficiente espaçamento e inclinações Mista: apresenta conflitos emocionais associados à déficits perceptivo-motor (tipo de disgrafia mais freqüente): – dificuldade na forma, tamanho da letra; – inclinação defeituosa (inicia uma frase no canto superior esquerdo e acaba no canto inferior direito); – deficiente espaçamento entre letras, margens; – ligamento defeituoso entre letras da palavra; – não direciona o giro da escrita; – pressão do lápis ou caneta na escrita ou falta desta; – rasuras; – transtorno de ritmo; – alteração de postura; – letra ininteligível – lentidão; – alteração dos fatores psicomotores; – impulsividade; – transtorno da atenção; – transtorno do esquema corporal; Reativas: devido a transtorno maturativo, pedagógico ou neurológico. Inicialmente não possuem componentes de alteração emocional. Há ainda a Disgrafia caligráfica ou motora, que ocorre alteração na forma das letras e na qualidade da escrita em seus aspectos percepto-motores. Em crianças menores, podemos observar dificuldades motoras de ritmo. Porém, somente após a alfabetização pode ser feito o diagnóstico. Para tanto é fundamental uma avaliação com profissional especializado na área. Os exercícios de pré-escrita e grafismo são necessários para aprendizagem das letras e números. Sua finalidade é fazer com que a criança atinja o domínio do gesto e do instrumento, a percepção e a compreensão da imagem a reproduzir. É importante que o indivíduo seja estimulado a realizar exercícios para o ombro, como movimentos de abrir e fechar com o brinquedo vai e vem e bolas; cotovelo (peteca), punho, mão e dedos. Estes exercícios poderão ser feitos utilizando técnicas de percepção corporal, como por exemplo relaxamento, massagens, prancha de equilíbrio e com a utilização de alguns materiais (argila, massinha, tinta , jogos). A seguir exercícios de grafismo para professores trabalharem em sala de aula: . Gestos no plano vertical (utilizando lousa, papel, pincéis, giz de cera e canetas hidrocor) para aprender a segurar corretamente o lápis; . Grandes desenhos que vão diminuindo a medida que a criança desenvolve habilidade de ombro, cotovelo e passa a adquirir destreza de punho e dedos; . O trabalho deve ser realizado sempre da esquerda para a direita. *Raquel Caruso é fonoaudióloga, psicopedagoga, psicomotricista e coordenadora da EDAC – Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico, além de professora convidada da Associação Brasileira de Dislexia (ABD)

Dicas para criar materiais visuais para disléxicos

Fonte: Espaço Aprendizagem Quando se pretende criar algum tipo de material para disléxicos é importante ter em atenção vários factores que podem facilitar a compreensão dos conteúdos:

  • Use um tipo de letra clara e direita, tipo verdana, no tamanho 12 ou superior, preferencialmente num tom escuro;
  • Use espaçamento de 1,5 ou 2;
  • Opte pelo negrito em vez de itálico ou sublinhado;
  • Use texto não justificado ou justificado à esquerda, os espaços brancos distraem o leitor disléxico;
  • Faça frases e parágrafos curtos e objectivos;
  • Estruture o melhor que for possível: use títulos, listas com números ou bolas, esquemas;
  • Comece sempre uma nova frase no início da linha e não no fim da frase anterior;
  • Opte pelas colunas em vez de linhas compridas;
  • Use um fundo claro, mas sem ser branco;
  • Use e abuse de imagens ou gráficos, ajuda o disléxico a reter a informação;
  • Não use abreviações e evite a hifenização;
  • Use caixas de texto para evidenciar partes importantes do texto.

Dicas para professores de disléxicos

Fonte: Espaço Aprendizagem A melhor abordagem perante uma aluno disléxico é a  multissensorial, ou seja facilitar a aprendizagem utilizando todos os meios  disponíveis: visual, auditivo, oral, táctil e cinestésico. Esta abordagem permite que o aluno use  os seus pontos fortes para colmatar os mais fracos. Assim, algumas dicas que poderão ajudar o professor no contexto de sala de aula:

  • Interessar-se genuinamente pelo aluno disléxico e pelas suas dificuldades e especificidades e deixar que ele perceba esse interesse, para se sinta confortável para pedir ajuda;
  • Na  sala de aula, posicionar o aluno disléxico perto do professsor, para receber ajuda facilmente;
  • Repetir as novas informações e verificar se foram compreendidas;
  • Dar o tempo suficiente para o trabalho ser organizado e concluído;
  • Ensinar métodos e práticas de estudo;
  • Encorajar as práticas da sequência de ver/observar, depois tapar, depois escrever e depois verificar, utilizando a memória;
  • Ensinar as regras ortográficas;
  • Utilizar mnemónicas;
  • Incentivar o uso do computador como ferramenta de  digitação de texto;
  • Incentivar o uso do corrector ortográfico de um processamento de texto;
  • Permitir a apresentação de trabalhos de forma criativa, variada e diferente: gráficos, diagramas, processamento de texto, vídeo, audio, etc;
  • Criar e enfatizar  rotina para ajudar o aluno disléxico adquirir um sentido de organização;
  • Elogiar ,de forma verdadeira, o que aluno disléxico fizer ou disser bem,  dando-lhe a oportunidade de “brilhar”;
  • Incentivar a participação em trabalhos práticos;
  • Nunca partir do pressuposto que o aluno disléxico é preguiçoso ou descuidado;
  • Nunca fazer comparações com o resto da turma;
  • Não pedir ao aluno disléxico para ler em voz alta na sala de aula;
  • Não corrigir todos os seus erros (evitar o uso da cor vermelha, para não ser tão evidente os seus erros);
  • Não insistir na reformulação, a menos que exista um propósito claro.

Dicas para Pais de Disléxicos

Fonte: Espaço Aprendizagem

Como qualquer criança, os disléxicos necessitam do apoio dos pais.  Não só para a satisfação das suas necessidades imediatas e físicas, mas também para os ajudar a criar mecanismos para ultrapassar as suas dificuldades.

Usar exercícios criativos que envolvam a memória, tais como recitar poemas infantis em conjunto, ler poemas, utilizar mímica, teatro, falar de imagens, utilizar a acção, os jogos de tabuleiro, jogar a pares, aplaudir as sílabas e cantar músicas, podem ser muito úteis.

Estas são algumas dicas/estratégias que também se poderão revelar importantes:

  • Incentivar a prática de exercício físico, em que se promova o atirar, capturar, chutar bolas, saltar e treinar o equilíbrio;
  • Incentivar a prática de actividades lúdicas e artísticas, como dança, pintura ou outra que a criança se sinta inclinada;
  • Incentivar o gosto pela leitura,  usando a linguagem dos livros — as imagens, as palavras e as letras — para perceber que os livros podem ser analisados, lidos e desfrutados, vezes sem conta;
  • Mostrar como segurar num livro, de que forma ele abre, onde começa a história, onde é o topo da página e que direcção segue o texto, apreciar as imagens;
  • Promover o aspecto cultural: visitar museus, assitir peças de teatro ou musicais,conhecer outras cidades, etc
  • Ajudar a criança disléxica a aprender a seguir instruções,  por exemplo, “por favor pega no lápis e coloca-o na caixa”, e fazer gradualmente sequências mais longas, por exemplo, “ir à prateleira, encontrar a caixa vermelha, trazê-la para mim”. Incentivar a criança disléxica a repetir a instrução antes de a realizar.

Valorizar o disléxico na sala de aula

Fonte: Espaço Aprendizagem

Raramente o disléxico recebe certificados ou prêmios academicos. No entanto, pode e deve valorizar o disléxico por tudo aquilo que ele alcança, mesmo sem ser academicamente:

* Ajuda dada aos colegas;

* Demonstração de esforço (independentemente do sucesso);

* Materiais organizados;

* Simpatia para com os colegas;

* Vontade em participar;

* Permanecer atento e calmo;

* Boas maneiras / boa educação;

* Dar o exemplo para outros;

* Desejo de se envolver noutras actividades da escola (clubes, produções, etc);

Trabalhar a auto-estima do disléxico

Fonte: Espaço Aprendizagem

Todos os dias na escola, o disléxico enfrenta o fracasso, desde a escrita até à matemática. Assim, o disléxico constata que não consegue fazer o que os outros fazem e considera-se “burro, “estúpido”.

E como a dislexia não é como partir um braço – visível – o próprio sistema escolar promove este tipo de pensamento:

“- Oh, tem o braço partido, claro que não consegue escrever, isso não tem nada a ver com inteligência!”

Mas ninguém diz:

“ Oh, claro que não consegue ler, o cérebro funciona de forma diferente, mas não há nada de errado com a sua inteligência!”

Torna-se, assim, importante trabalhar a auto-estima e auto confiança de cada criança ou jovem disléxico. Só palavras não são suficientes para motivar o disléxico, ele precisa de perceber na prática que é capaz e inteligente como os demais.

Pegue numa folha e divida-a em duas colunas. De forma objectiva e verdadeira escreva numa coluna “Coisas em que eu sou bom” e noutra coluna “Coisas em que eu sou menos bom”.

Provavelmente terá duas colunas assim:

Coisas em que eu sou bom

* Nadar

* Basquetebol

* Desenhar

* Tomar conta dos  meus ratos

* Pintar

* Fazer rir

* Ajudar os outros

* Decorar

* Etc

Coisas em que sou menos bom

* Soletrar

* Ler

* Escrever

* Calcular

* Etc

Constatem juntos que afinal a lista de “defeitos” é menor e portanto o disléxico tem razões para se sentir bem e apreciar a sua personalidade.

Disléxicos e auto estima

Fonte: Espaço Aprendizagem

Auto estima é a característica vital para qualquer adolescente disléxico, sendo essencialmente desenvolvida no lar. Sentir-se livre da pressão é muito importante e é mais fácil de manter em casa.

Os pais podem construir a confiança/ auto-estima dos seus filhos, elogiando-os verdadeiramente e mostrando-lhes que apreciam o seu valor e a sua companhia.

A educação dada pelos pais pode ajudar com problemas de concentração e mais tempo pode ser gasto em interesses especiais do jovem, dando-lhes oportunidades de experimentar o sucesso.

Chega um momento em que, para se tornarem adultos bem sucedidos, os adolescentes disléxicos deve reconhecer e aceitar a sua combinação única de pontos fortes e dificuldades.

Até que isto suceda, adolescentes disléxicos não vão assumir a responsabilidade e agir para superar os obstáculos e os problemas que a dislexia cria.

Adultos disléxicos bem sucedidos têm invariavelmente sucedido por se concentrarem nos seus próprios dons particulares e não incidindo sobre as suas dificuldades.

Esta é, na realidade o grande segredo para lidar com a dislexia.

Comentários (4) 05/17/2010

61 thoughts on “Disgrafia e disortografia – exercícios

  1. Olá, boa noite.

    Muito importantes e oportunas as informações e orientações aqui contidas.

    Cybele Reply:

    Obrigada Patricia pela participação e pelo carinho.
    Volte sempre!
    abraços

  2. Parabéns pelo trabalho.
    Sou Psicopedagoga. Gostaria de obter uma cartilha Facilitando a Alfabetização. Como posso conseguir isso?
    Obrigada.

    Cybele Reply:

    Olá Marucia, tudo bem?

    Você precisa saber qual a linha pedagógica você vai seguir para então procurar o material de acordo.
    Se você vai trabalhar dificuldades de aprendizagem na alfabetização de alguma criança/cliente verifique na escola qual a linha seguida e qual o material utilizado para falarem a mesma linguagem.
    Boa sorte!
    Com carinho

  3. olá.
    Em primeiro lugar quero dar os parabéns pela qualidade do site.
    Em segundo lugar gostaria de saber como trabalhar as emoções nas crianças dislexicas.Vou fazer um projecto para uma pós graduação e gostaria de fazer sobre a problemática das emoçoes nas crianças dislexicas. Não sei muito bem como trabalhar a parte prática. Se me pudessem dar uma dica agradecia muito. Beijinhos e continuação de um bom trabalho.

  4. Olá!!
    Adorei suas dicas! Excelente profissionalismo!!Meu filho tem Disgrafia e Déficit de atenção e suas dicas são ótimas, parabéns! Grande abraço!!

    Cybele Reply:

    Olá Val,

    Obrigada pelo carinho do comentário.
    Fico feliz em ter lhe ajudado.
    beijinhos

  5. OI TUDO BEM? TENHO UM FILHO DE 8 ANOS E MEIO E ESTÁ NO TERCEIRO ANO,SEMPRE FOI UM BOM ALUNO E ÓTIMO EM MATEMÁTICA, SÓ QUE AGOA ELE ESTÁ FICANDO ATRASADO NA ESCOLA TEM UMA LETRA FEIA, RABISCADA, VOANDO NA LINHA, PARECE QUE ELE ESTÁ VOANDO.FIQUEI SABENDO SOBRE A DISGRAFIA E BATE COM OS SINTOMAS QUE VEJO NELE,E ELE ME DÁ A IMPRESSÃO DE NÃO ESTAR CRESCENDO NA MENTALIDADE,O QUE FAZER, POR FAVOR ME DE UMA ORIENTAÇÃO. AGUARDO ALGUMA RESPOSTA QUE POSSA ME AJUDAR.OBRIGADA

    Cybele Reply:

    Olá Kelly, tudo bem?

    Sugiro que você faça uma avaliação com uma Psicopedagoga. Ela poderá identificar qual o processo de aprendizagem do seu filho e orientar a professora e você. Se ela, na avaliação, identificar que há outros fatores envolvidos irá lhe orientar sobre os procedimentos cabíveis.
    Boa sorte!
    abraços
    Cybele Meyer

  6. Por gentilea, preciso de sugestões de atividades para trabalhar com disléxico, na faixa etária de 5 a 14 anos.
    Desde já agradeço a atenção e os textos.
    Abraços, Olinda

    Cybele Reply:

    Olá Olinda, tudo bem?

    Em breve teremos mais material sobre o assunto.
    Continue nos acompanhando.
    abraços e volte sempre!
    Cybele

  7. Obrigada pela matéria. Muito interessante e útil. Me ajudou muito. Gostaria de dicas de onde encontrar exercícios, atividades para trabalhar com alunos que apresentam esta dificuldade. Obrigada!

    Cybele Reply:

    Olá Carla, tudo bem?

    Sermpre estamos falando deste assunto tão importante.
    Em breve teremos novidades.
    Volte sempre que quiser.
    abs

    Cybele Reply:

    Olá Carla, tudo bem?

    Fico feliz por ter contribuido.
    Sempre estamos publicando material com estes temas.
    Em breve teremos novidades.
    abs

  8. Eu gostei tanto do seu material que imprimi ele para colocar em trabalho de pós-graduação em psicopedagogia dando-lhe os devidos créditos é claro!
    Parabéns pelo blog viu?

    bjos

    Cybele Reply:

    Olá Mylla, tudo bem?

    Que bom que você gostou.
    Volte sempre que quiser.
    abraços
    Equipe Educa Já!

  9. ola cibele, gostei muito de conhecer o seu trbalho na net , gostaria de saber orientaçoes sobre um aluno trabalho na sala de rercuso,meu aluno é iperativo compulsivo, diagniostico, faz tratamento, , tem 08 anos le tudo , mas temos que adivinhar a letra dele, o que fazer? obrigado , tenha um bom dia bjks.

    Cybele Reply:

    Olá Marli, tudo bem?

    Temos que, acima de tudo, respeitar a individualidade de cada um. Ele tem apenas 8 anos e já lê tudo como você mesma diz. Este fato demonstra o quanto ele está na frente dos demais. Assim sendo, deverá orientá-lo sobre a ilegibilidade da sua grafia, porém de forma que não o desestimule em relação ao seu aprendizado. Não sou nada favorável a caderno de caligrafia ou outro tipo de recurso que formate o aluno. Veja qual é a tendência que ele evidencia através da grafia e explore.
    Boa sorte!
    abraços
    Cybele Meyer

  10. Quero agradecer pelo esclarecimento e solicitar a vc atividades que posso aplicar para meus alunos que tem dislexia e disgrafia…conto com sua ajuda…desde já agradeço!!

    Cybele Reply:

    Olá Cris, tudo bem?

    Sempre temos postagens novas sobre este tema.
    Obrigada por acompanhar o Educa Já!
    Volte sempre!
    abs

  11. Prezados Senhores
    Gostaria de saber se há interesse de V. parte, num projeto que estou desenvolvendo na área da Disgrafia/Disortografia. Tenho encontrado excelentes livros e manuais que explicam o assunto e indicam algumas maneiras que podem ajudar as crianças a não se sentirem prejudicadas por apresentarem esses problemas. Entretanto, não encontro manuais de exercícios práticos que resolvam essas diferenças. Tive contato com esse trabalho em Portugal e, de volta para o Brasil resolvi trabalhar nesse projeto. São exercícios simples, de fácil compreensão, que vão evoluindo à medida que as dificuldades são superadas.
    Infelizmente, é um projeto pouco conhecido no Brasil, mas que já existe há algum tempo, com excelentes resultados, nos países europeus.
    Se for do V. interesse, posso enviar-lhes alguns exercícios para V. apreciação.
    Aguardo notícias.
    Cumprimentos
    Lucia Costa

    Cybele Reply:

    Olá Lúcia, tudo bem?

    Com certeza! Tenho maior interesse em receber.
    Vou te responder por e-mail, ok!
    abs
    Cybele Meyer

  12. Querida Cybele

    preciso ter acesso à possibilidades de trabalho com indivíduos disortográficos.
    Li todos os comentários. Aprendi muito, mas como reabilitar?
    Sou pedagoga/psicopedagoga e estou cursando neuropsicologia.
    Onde encontro material de trabalho para este fim?
    Grata, no aguardo de orientação.
    PS: Estou disposta a fazer supervisão, se possível.

  13. Boa tarde, eu estava lendo um livro que fala de comportamento de limitaçoes pessoais … e nao sabia que existisse discalculismo e disgrafia . eu tenho esses duas limitaçoes, fiquei por uns minutos aliviada em saber que nao sou burra … depois procurei me informar mais e achei na internet seu sito. Lendo sobre educaçao na escola tive voltade de voltar no passado e de alguma forma de ajudar… pena que minha mae e meus professores nao perceberao … em fim hoje eu sou adulta posso fazer alguma coisa pra mudar??? nunca entendi porque tenho tantos erros de portugues eu sempre procuro ler, quando estou no onibus leio sempre as propagandas placas… mais quando preciso escrever minha letra e horivel e com erros de portugues e triste porque perco oportunidades de trabalho… sinto vergonha e culpa se possivel me escreva. muito obrigada voce mudou a minha “vida” vou procurar ajuda agora sei oque esta errado.

    Cybele Reply:

    Olá Sandra, tudo bem?

    Me emocionei com o seu depoimento. Ainda bem que você não ficou se lamentando e foi procurar se informar. Este já é um avanço incrível.
    Agora é tentar minimizar as consequências e recuperar o tempo perdido.
    Boa sorte!
    Com carinho
    Equipe Educa Já!

  14. Prezada, primeiramente parabens pela competencia. Adorei o blog, contribuiu muito para um caso em atendimento.Gostaria tb de ter acesso ao material referido pela Lucia Costa.
    Gratissima pela atencao.
    tatiana rolim
    psicologa e psidopegg

  15. Estou fazendo pós em psicopedagogia e seu artigo foi de grande valor para meu entendimento em relação aos distúrbios. Obrigada.

    Cybele Reply:

    Olá Shirlene, tudo bem?

    Ficamos felizes quando podemos ajudar.
    Obrigada por acompanhar o Educa Já!
    abraços
    Equipe Educa Já!

  16. ASSUNTO Q POR MTU TEMPO ERA ESCONDIDO,MAS GRAÇAS A DEUS HJ É COMENTADO EM TODAS AS REDES MUNDIAS ENTRE OUTROS.

    Cybele Reply:

    Olá Mayana, tudo bem?

    Realmente a falta de informação conduz para caminhos tortuosos.
    Quantas pessoas não devem ter sofrido injustiças, justamente, pela falta de informação.
    Ainda bem que as coisas estão mundando.
    Obrigada por enriquecer o nosso Educa Já! com o seu comentário.
    abraços e volte sempre!
    Equipe Educa Já!

  17. Olá Cybele,

    Tenho 44 anos e tenho notado que nos últimos meses minha digitação com a mão direita está comprometida, inverto letras, sílabas, etc, características da disgrafia, pelo que pude perceber. Também estou notando que quando penso e olho para a mão direita ao digitar, às vezes não visualizo a palavra, como quando faço ao digitar com a mão esquerda.

    Minha pergunta é, isso seria uma disgrafia de fato ou um recente problema neurológico, devo procurar qual profissional de saúde?

    Obrigada,

    Gianna

    Cybele Reply:

    Olá Gianna, tudo bem?

    Acreditamos, com base no seu relato, que não deva ser nenhum problema neurológico ou mesmo disgrafia. Pode ser que a rapidez com que a digitação ocorra acabe por oportunizar estas trocas. Também vale saber que apresentamos diferenças em relação aos nossos dois lados do corpo. Porém, se você está se sentindo incomodada com estas ocorrências sugerimos que faça uma avaliação psicopedagógica para eliminar qualquer dúvida. Este profissional saberá lhe encaminhar para outro caso seja necessário.
    Esperamos tê-la ajudado.
    Obrigada por enriquecer ainda mais o nosso espaço com o seu comentário.
    Volte sempre!
    Equipe Educa Já!

  18. Como consigo este tipo de atividades para trabalhar na sala de aula com alunos com dificuldades caligráficas autorizados pelo ministério da educação?

  19. Olá sou mãe de um aluno q apresenta disgrafia, e estou fazendo pós em educaçao especial gostarai de saber se vcpode me enviaer titulos pra mim ler pra fazer meu tcc

    Cybele Reply:

    Olá Ivete, tudo bem?

    Em breve teremos novas postagens sobre o tema.
    Continue acompanhando o Educa Já!
    abraços
    Equipe Educa Já!

  20. Olá. SOu professora de EJA e tenho um aluno com disortografia. Em um trabalho individualizado, cosneguimos avanços na sequencia lógica de ideias, melhora sensível na ortografia, mas ainda há muitos erros, tornando o texto incompreensível aos outros profissionais não alfabetizadores. Gostaria de alguma orientação a atividades práticas ou acesso às atividades citadas pela Lucia Santos, nos comentários que li.Parece-me que há tratamento mesmo na vida adulta, mas como trabalho com periferias, ele não teria condições de pagar uma fonoaudióloga ou psicopedagoga.
    Muito obrigada,
    Denise Malone

  21. ola eu tem 26 anos
    o meu problema e q eu sei ler mas não sei escrever o eu posso fazer para melhor a minha escreta
    mais uma pergunta isso e doença

  22. Bom dia, sou mãe de um menino de 11 anos e estava muito aflita sem saber o que fazer pois ele tem disortografia e gostaria muiito de saber, o que devo fazer o quem procurar para ajuda-lo pois sei que ele sofre com isso me ajude obrigada

  23. Ótimo artigo, obrigada por disponibilizá-lo.Nós, professores que não somos pedagogos, na maioria das vezes não sabemos o que fazer nesses casos. Trabalho com EJA, a letra “feia” é comum, pois os alunos ou não estudam há tempos ou são trabalhadores braçais. Qual exercício você recomenda para que eles, os não disléxicos, ainda não sei como identificá-los, melhorem a letra?

    Cybele Reply:

    Olá Vera, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho de sempre.
    Continuamos juntas em 2013.
    abraços
    Cybele Meyer e Equipe Educa Já!

  24. Parabéns!! Útil e objetivo,sem ser superficial. Destes dicas concretas para identificação das alterações e exercícios práticos. Nada de orientações vagas,estas de nada adiantam para ajudar. Obrigada pelo o teu trabalho de orientação.

    Cybele Reply:

    Olá Sandy, tudo bem?

    Obrigada por participar enriquecendo ainda mais o nosso espaço.
    Volte sempre que quiser.
    abraços
    Equipe Educa Já!

  25. Olá,gostei muito das orientações,explicações.Gostaria de parabeniza-la pelo seu trabalho de clarear algumas dúvidas.Sou professora da educação especial e atendo alunos do ensino fundamental com problemas de dislexia,disgrafia,descalculia e dislalia.Gostaria de saber onde encontro livros,cartilhas ou material para auxiliar me no meu trabalho.Um abraço.

    Cybele Reply:

    Olá Paula, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho de sempre.
    Continuamos juntas em 2013.
    abraços
    Cybele Meyer e Equipe Educa Já!

  26. gostaria que me fosse dado algumas dicas para criançlas com disortografia.desde ja muito obrigada.Tenho um filho de 12 anos que teve atraso na fala, fez fono , depois foi tratado novamente com disturbio de aprendizado foi detectado que ele era canhoto, porem ainda continua apresentando certas coisas que identifiquei como disortografia.Gostaria de mais informação.

    Cybele Reply:

    Olá Elizabeth, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho de sempre.
    Continuamos juntas em 2013.
    abraços
    Cybele Meyer e Equipe Educa Já!

  27. Olá, boa noite!
    Sou orientadora de reforço escolar e gostaria de parabenizá-la pelo artigo. Muito
    proveitoso.Tenho aluno do 3° ano,disortográfico e com uma discalculia muito acentuada, gostaria de obter informação de atividades que eu possa trabalhar essas dificuldades.
    Abraços!

    Cybele Reply:

    Olá Anna, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho do comentário e por acompanhar o Educa Já!
    Volte sempre!
    abraços
    Equipe Educa Já!

  28. Olá!Ttenho um filho com 10 anos e desde os 06 anos percebia que ele não tinha o mesmo desenvolvimento na leitura e na escrita como os colegas. más como sei que o aprendizado é individual, ficava angustiada conversava com as prós dele mais até então nenhuma medida tomei.Só aos 9 anos fiz consulta com psicopedagoga que o acompanhou durante 1 ano.Fiz exames neurológicos,audiometria todos normais.O que os profissionais me indicaram foi fazer reforço com caligrafia, tenho feito até hoje,porém ele continua com muitos dos sintomas de um disgrafo e não dispertou o gosto pela leitura nen tão pouco pela escrita.O que faço? Continuo com o reforço de caligrafia?

  29. suas explicações são muito esclarecedoras. Me ajudou muito a confirmar a duvida de um aluno. Obrigada!

    Cybele Reply:

    Olá Beatriz, tudo bem?

    Obrigada por enriquecer o nosso espaço com seu comentário
    Continue acompanhando o Educa Já!
    abraços
    Equipe Educa Já!

  30. Pessoal,

    Achei extremamente esclarecedor o material de voces, já que tenho um filho de 9 anos, recentemente diagnosticado com disgrafia. Ele esta terminando o segundo ano do E. F. em uma escola extremamente conteudista. Vocês me orientariam passa-lo para uma escola mais acessível, onde a cobrança de conteúdo fosse menor ou uma criança disgrafica tem exatamente as mesmas condições de acompanhar as exigências da escola?

    Cybele Reply:

    Olá Andrea, tudo bem?

    Obrigada por enriquecer nosso espaço com seu comentário.
    Obrigada pelo carinho de sempre.
    Continuamos juntas em 2013.
    abraços
    Cybele Meyer e Equipe Educa Já!

  31. olá,

    Sou pedagoga, já fiz três especializações e sempre me angustiei com as dificuldades que tenho na escrita. Quando estou escrevendo livremente sempre escrevo como falo, troco letras, até palavras que já escrevi, muitas vezes, quando vou escrever tenho duvidas da grafia. Desde criança me angustiava com esta dificuldade, sempre ouvia comentários ” quem ler pouco escreve mal, quem ler muito escreve bem”, mas não conseguia entender pq eu lia , lia, lia … e na hora de escrever tinha duvidas na escrita das palavras. Há pouco tempo conseguir identificar o meu problema como disortografia, com os estudos de dificuldades de aprendizagem e atendimento educacional especializado. Sempre procuro escrever no computador ou com um dicionário do meu lado, tenho muita preocupação quando alguém vai ler algo que escrevi manuscrito, com medo dos erros e da opinião do outro, afinal sou professora e com nível superior. É muito difícil!Mas por outro lado me ajuda a compreender a posição dos meus alunos que tem diversas dificuldades de aprendizagem e/ ou deficiência.
    Um abraço
    Ana Maria

    Cybele Reply:

    Olá Ana Maria, tudo bem?

    Obrigada por seu comentário e por enriquecer ainda mais o nosso espaço.
    Contamos com a sua presença também neste ano de 2013.
    Tudo de bom!
    abraços
    Equipe Educa Já!

  32. Olá, boa noite!
    Preciso de ajuda,para ajudar minha aluna!!!!!
    Tenho uma aluna de 7 anos( 2° ano) que segunda a fono, tem disortografia, e que precisa de reforço em nível de alfabetização, devido sua dificuldade de aprendizagem.
    Enfim, ela copia muito bem. Em alguns momentos em ditados por exemplo, escreve fora de ordem a palavra, troca a ordem das letras. Mas o que mais me chama a atenção, é que ela tem muita dificuldade na leitura. Ela escreve melhor do que lê, apesar de suas dificuldades. É assim mesmo? Tenho muitas perguntas e dúvidas, assim como minha pequena tem muita insegurança e falta de auto estima.
    Obrigada desde já pela atenção!!!

  33. PARABÉNS PELO TRABALHO, TENHO DTA , DESORTOGRAFIA PARA SE MAIS CLARO E FAÇO MUITO ESFORÇO PRA TENTAR ESCREVER CORRETAMENTE, MAIS ISSO SÓ OCORRE DEVIDO AO CONHECIEMNTO DO PROBLEMA. E ISSO SE DA GRAÇAS AO TRABALHO DE PESSOAS COMO VOCÊS, OBRIGADO…

  34. Ola!
    Sempre estou acompanhando seus textos são excelentes.
    Sou professora do ensino fundamental I estou fazendo pós graduação
    em psicopedagogia comecei a escrever o meu projeto de pesquisa,
    quero escreve sobre disortografia e os desafios na prática docente gostaria se possível enviasse algum site ou indicação de material que estou com dificuldade de encontrar.
    Fico muito agradecida.

    Cybele Reply:

    Olá Maria das Graças, tudo bem?

    Obrigada pelo carinho do seu comentário.
    Continue acompanhando o Educa Já! pois sempre tem novidades.
    abraços
    Equipe Educa Já!

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