Fundação Botín lança Programa de Fortalecimento Institucional

Foi convidada nesta segunda-feira, dia 17 de maio, para participar do lançamento do primeiro programa da Fundação Botín para a formação de gestores públicos, na Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.

A Fundação Botin é a principal Fundação, sem fins lucrativos, da Espanha e foi criada em 1964 por Marcelino Botin Sanz de Sautuola e sua esposa Carmen Yllera, família de Emílio Botín que é o presidente mundial do Grupo Santander, com o objetivo maior de suprir necessidades e promover o desenvolvimento social.

A Fundação Botín chega ao Brasil com o Programa de Fortalecimento Institucional envolvendo outros países como México, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Cuba, Peru, Equador e Porto Rico, que visa capacitar talentos entre 20 e 23 anos, que estejam cursando a Graduação, para a formação destes jovens para o exercício do serviço público. Iñigo Sáenz de Miera Cárdenas, que é diretor-geral da Fundação afirma que o segredo para o avanço econômico de um país e seu desenvolvimento humano está justamente no bom desempenho das instituições públicas.

O Programa foi desenvolvido em parceria com a Bronw University de Rodhe Island (EUA), uma das mais antigas universidades norte-americanas, que é integrante da Yvy League e possui um dos principais centros de estudos latino-americanos no mundo. O programa é composto de 500 horas de aulas, palestras e seminário com carga horária muito semelhante a de um mestrado. No currículo há as disciplinas de História e Política, Sociedades, Habilidades e Competências, Ética e Política e Economia. No final do curso os alunos receberão certificado de conclusão de curso da Brown University e da Fundação Botin.

Em parceria com as universidades, são 650 instituições inscritas sendo que 350 são do Brasil, a Fundação escolherá 40 estudantes para participar do Programa. A indicação dos estudantes deve ser feita exclusivamente pelas Universidades, com critérios próprios, envolvendo quaisquer cursos, uma vez que, o objetivo maior é fomentar a vocação, as competências e as habilidades.

Serão nove semanas com todas as despesas pagas, incluído a viagem, o alojamento e a alimentação. Na etapa norte-americana os alunos frequentarão a Universidade Brown conforme dito acima e na etapa Espanha terão aulas na própria Fundação em Madri. A Fundação pretende investir cerca de 25 mil dólares por aluno.

Iñigo afirma que a dedicação às funções públicas é muito difícil e que se ao final de dez anos de Programa, dos 400 estudantes 100 estiverem atuando com qualidade na função pública, eles se sentirão felizes. O objetivo maior da Fundação é justamente a valorização da função pública.

Iñigo justifica a decisão de atuar no Peru, Cuba e Equador mesmo sem ter o Grupo Santander nestes países por julgar serem países institucionalmente importantes. E afirma que no próximo ano devem levar o projeto para a Venezuela e Bolívia e talvez outros países da América Latina, pois seguem a rede de contatos da Universia que é do Grupo Santander.

Entusiasmado finaliza exaltando a riqueza que será a convivência e a troca entre os estudantes de diferentes países com hábitos, costumes e vocações diversas durante estas nove semanas.

As inscrições se encerram no dia 24 de junho e a seleção será anunciada antes de julho em data ainda a ser divulgada. O curso acontecerá de outubro a dezembro.

Também participaram do evento Fernando Abrucio, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e Clóvis Bueno, professor de administração pública e recursos humanos da Eaesp-FGV sentados à direita de Iñigo.

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