Superação da meta do Ideb

Segue a matéria completa onde fui entrevistada pelo Jornal Tribuna de Indaiá de Indaiatuba para opiniar;

Dentre as 25 escolas municipais que oferecem ensino básico de 1ª a 4ª série, dez conseguiram superar a meta de 5,7 estabelecida pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Com notas que vão de 5,2 (Escola Doardo Borsari e Professora Maria José Campos) a 7,2 (Escola Professor Osório Germano e Silva Filho), o ensino básico oferecido por Indaiatuba conseguiu a nota 6,0, ultrapassando a projeção feita pelo órgão federal. Assim, Indaiatuba é um dos 405 municípios do Brasil – dentre os 5.467 avaliados – que atingiu a meta.

A avaliação positiva já coloca a educação básica da cidade dentre as candidatas a superar a meta de 2011, que é de 6,0 nota obtida com dois anos de antecipação.

O Ideb é calculado com o uso dos dados da aprovação escolar, conseguidos pelo Censo Escolar, por intermédio das informações enviadas pelas escolas e redes, e as médias de desempenho nas avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), e a Prova Brasil.

Para a educadora e psicopedagoga Cybele Meyer, além de ser importante para o município, a boa avaliação no Ideb mostra que as pessoas envolvidas no assunto estão trabalhando para que a educação melhore a cada dia. “Não só o município, mas o Estado e as empresas estão focando a educação. A mentalidade agora é ter um povo mais instruído e acabar com o analfabetismo. Todos querem uma educação melhor e isso é um conceito que mudou”, avalia. “A nota positiva conseguida no Ideb é uma alavanca que vem para reforçar isso e fazer com que essa intenção não fique estagnada.”

Devido a essa nova mentalidade, a pedagoga acrescenta  que os responsáveis não estão apenas preocupados com a avaliação e sim em fazer com que a educação melhore.

Mas isso ainda não pode ser visto nas escolas estaduais. Na mesma avaliação, as unidades do Estado instaladas em Indaiatuba ficaram 0,1 ponto abaixo da meta desta faixa de ensino, de 5,8.

Empenho

Segundo a educadora, além do interesse das instituições, o empenho dos professores é um dos principais fatores que fazem com que a educação na cidade esteja melhor. “Eu trabalho com formação de professores e vejo que eles se empenham em passar o melhor para os alunos. Mesmo sem terem as condições ideais de trabalho, eles se interessam em melhorar, estão sempre se atualizando e se mostram preocupados em ter algo a mais para oferecer aos alunos. Independente do apoio que recebe, o professor se esforça para passar o conhecimento, pois tem a consciência de que a qualidade de ensino é para todos, avalia Cybele.

Mudança atrapalha alunos

A transição entre a 4ª série, em que a criança tem um  ou dois professores, e a 5ª série, quando aluno passa a conviver com um docente por matéria, acaba atrapalhando a adaptação das crianças. Esta é a opinião da pedagoga Cybele Meyer. Segundo a educadora, independente da didática utilizada, essa mudança “é doída” para o aluno. “Ele sai de uma realidade com um ou dois professores e vai para outra, com muita troca de professor. Até o aluno se adaptar, essa mudança atrapalha o desenvolvimento. Com a demora para pegar o ritmo, o resultado escolar é influenciado atrapalhando mais que a nova didática”, afirma.

Cybele ainda revela que, somado à troca de professor, outro ponto que influencia no desempenho é a atenção recebida pelos estudantes. “Como o professor não fica o período todo na mesma sala, ele não tem como dar a mesma atenção que os professores de 1ª à 4ª e o aluno sente isso”.

Aproveito para disponibilizar o resultado nacional do ENEN 2009

Piores de SP no Enem 2009 têm metade dos pontos da melhor escola

A pior colocada foi mal na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A segunda pior teve turma de ensino médio regular no exame.

A pior colocação do estado de São Paulo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 foi a da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da escola estadual Doutor Jayme Almeida Paiva, em Eldorado. A média geral de pontos foi de 364,33. Dos 130 estudantes matriculados nas fases finais do EJA, 12 alunos fizeram o Enem.

A pior colocação de uma escola de ensino médio regular foi da escola estadual Professora Francisca Ribeiro Mello Fernandes, de Assis, que fez 374,14 pontos. Dos 34 matriculados no último ano do ensino médio, 12 fizeram a prova.

19/07/2010 07h46 – Atualizado em 19/07/2010 08h29

Piores de SP no Enem 2009 têm metade dos pontos da melhor escola

A pior colocada foi mal na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A segunda pior teve turma de ensino médio regular no exame.

Fernanda Nogueira Do G1, em São Paulo

A pior colocação do estado de São Paulo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 foi a da turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da escola estadual Doutor Jayme Almeida Paiva, em Eldorado. A média geral de pontos foi de 364,33. Dos 130 estudantes matriculados nas fases finais do EJA, 12 alunos fizeram o Enem.

A pior colocação de uma escola de ensino médio regular foi da escola estadual Professora Francisca Ribeiro Mello Fernandes, de Assis, que fez 374,14 pontos. Dos 34 matriculados no último ano do ensino médio, 12 fizeram a prova.

A melhor escola do estado, que também é a melhor do país, o Colégio Vértice, de São Paulo, fez 749,70 pontos no exame.

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