Fórum Microsoft de Educação Inovadora

No dia 04 de agosto participei do Fórum Microsoft de Educação Inovadora, um evento impecavelmente organizado que reuniu grandes nomes da educação que compartilharam suas falas como uma plateia também de aproximadamente 500 educadores e parceiros.

Você que não teve oportunidade de participar poderá se interar através deste resumo do que foi tratado lá.

Emilio Munaro, Diretor de Educação da Microsoft Brasil abriu o Fórum dando as boas vindas.
Em seguida ouvimos o Professor da Universidade Federal de Pernambuco e membro do Conselho Nacional de Educação Mozart Ramos Neves que abordou os 10 principais avanços e desafios da educação ressaltando que a educação é papel de todos. Abordou temas como FUNDEB, Prova Brasil, IDEB, PDE, Lei do Piso salarial, analfabetismo e a ausência de uma política para o Ensino Médio.


Mozart Ramos Neves

Na sequência veio Maria Elizabeth B. de Almeida – Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Educação – PUC – SP e falou sobre “O impacto das TIC na formação dos educadores brasileiros”. Beth Almeida fez uma rápida trajetória desde os anos 70 na iniciativa de preparar profissionais para o uso da tecnologia propiciando diálogo entre o governo, os pesquisadores e os educadores. Mencionou o primeiro projeto de informática na educação no Brasil  – EDUCOM de 1983. Neste momento já se tinha a consciência de que não era para aprender sobre computadores e sim com os computadores. Falou também sobre o 1º Programa Nacional de Informática Educativa – Proninfe/MEC – 1989 que promovia mudança pedagógica com abordagem construtivista e que incentivava  o uso de software educativo.

Também abordou os problemas como formação descontextualizada tanto da escola quanto da sala de aula e a falta de apoio ao professor como incentivo ao uso da tecnologia nas suas aulas. Sabemos que estes problemas geram práticas isoladas e que as dificuldades são tantas que acabam impedindo o avanço no uso destes novos recursos.

Esta realidade resultou na carência de verbas e recursos tecnológicos, na ausência de uma formação inicial dos professores que originou uma abordagem errônea do uso da tecnologia em sala de aula.

Em 1996 foi criado o SEED/MEC que tinha a finalidade de incorporar o uso das TIC como recurso pedagógico e atuar no desenvolvimento da educação a distância. Novos programas visando a introdução da tecnologia na escola começaram a ser elaborados em conjunto com a formação dos professores e desta vez com a parceria das secretarias de educação. Criou-se NTE, a TV Escola, Proinfo, Rádio escola,  Rived.

Em 2005 iniciou-se o Programa Mídias na Educação com a formação continuada em larga escala – EAD, fez parcerias com as universidades, porém ainda pesa a formação deficitária do professor tutor. E finalizou falando dos dias atuais e do Programa Proinfo integrado que proporcionou a universalização da implantação dos laboratórios de informática nas escolas, a internet banda larga e a formação dos professores para o uso da tecnologia como recurso pedagógico em 3 módulos:

  • Introdução à educação digital
  • Ensinando e aprendendo com as TIC
  • Elaboração de projetos

Maria Elizabeth B. de Almeida

Tivemos um debate, depois um coffee break e retornamos para o Painel: Idealização, criação e gestão de Centros de Formação de Educadores Prof. Paulo Freire com o Secretário de Educação, Esporte e Lazer do Município de Recife – Claudio Duarte que falou sobre Recife, o senso educacional, Programas e Projetos, as estratégias integradas, sobre as unidades de Tecnologia na Educação – UTEC que tem as UTEC Fixa e as UTEC Móvel.

Mostrou o gráfico de atendimento nas UTECs, a quantidade de professores contemplados com notebooks e mostrou que somente 6% não aderiram à conectividade, E falou sobre o  Centro de Formação de Educadores com apoio pedagógico descentralizado. Muito interessante!

Claudio Duarte

Na sequência veio Rafael Parente falando da Universidade do Educador Carioca. Ele é Subsecretário de Projetos Estratégicos do Município do Rio de Janeiro e falou sobre o Programa Escola 3.0 e lançou perguntas como: A melhor saída para enfrentar os problemas é oferecer o mesmo tipo de capacitação para todos os professores? Ele mesmo respondeu: NÃO.  Em seguida perguntou: Estamos usando o potencial dos professores? E novamente respondeu: NÃO.

Lançou então propostas:

Formar grupos seguindo preferências, estimular a criação de ferramentas que possibilitem  o compartilhar práticas pedagógicas.

Disse que se está incentivando muito pouco o professor para o uso das novas tecnologias com fins pedagógicos.

Encerrou afirmando que também há pouca exploração do potencial das TIC.

Rafael Parente

Iniciou-se então a Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo com  a coordenadora desta escola Vera Lúcia Cabral Costa. Vera iniciou contando que a escola foi criada em 2009 no Programa “Qualidade na escola” e que neste pouco tempo de existência ainda não deu para colher dados que forneçam números aos resultados, porém o objetivo maior é o de promover a melhora na qualidade da educação pública no Estado. Falou sobre as principais ações desenvolvidas como propiciar condições para o uso de computadores, programas para aquisição de notebooks, banda larga, etc. Também elencou os principais cursos para formar professores para que possa utilizar a tecnologia em sala de aula.

Vera Lúcia Cabral Costa

E encerrando este bloco veio Norma Gonzaga de Matos, Diretora de Educação a Distância e Tecnologias educacionais do Instituto Anísio Teixeira de formação de educadores do Estado da Bahia.

Norma falou sobre a formação de professores que é realizada presencialmente e a distância com o uso de estrutura tecnológica e física.

Apresentou para nós o Portal de Educação Baiano e descreveu tudo que pode ser usado.

Ao final participou da roda de perguntas realizadas tanto pelos presentes quanto pelas pessoas, mais de 2000, que estavam acompanhando via Twitter e e-mail.

Norma Gonzaga de Matos

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