Alongamento visual

Alongar é muito bom!

Como sempre digo, nosso corpo é feito para o movimento. É por esta razão que temos tantas articulações. Se não nos movimentamos promovemos um encurtamento das fibras musculares (atrofia) ocasionando assim a diminuição da flexibilidade.

A criança de hoje passa muitas horas em frente da televisão, do computador e do videogame promovendo uma inatividade corporal.

Porém, não é só o corpo que está inativo e propenso a atrofias. A visão também porque normalmente a criança se posiciona a 30/40 centímetros da tela do computador e a dois ou três metros da tela da televisão. O campo de distanciamento entre o olhar da criança e o objeto de foco é muito pequeno ocasionando uma atrofia visual.

Não estou querendo dizer com isso que ela terá problemas de visão e sim que ela terá uma atrofia no campo visual, o que é muito diferente.

A criança acostumada a enxergar somente o que está “diante do seu nariz” deixa de ver o que está localizado a distância. Não observa o que está a sua volta não tendo uma visão holística apresentando situações de “trombadas” mesmo nos objetos que estão dentro da sua própria casa.

Esta realidade pode também ser observada na sala de aula onde “todos” os alunos pedem para se sentar nas primeiras carteiras, e normalmente o pedido é feito pela mãe com alegações de que seu filho(a) está tendo dificuldades em enxergar o que está escrito na lousa. A professora então sugere que esta criança seja levada a um oftalmologista, e este lhe receita óculos de grau mínimo para ser usado somente nos casos em que ela sentir dificuldades ao enxergar.

Isto poderia ser evitado se a criança fizesse exercícios de alongamento visual.
E como deve ser feito este alongamento?

É recomendado que seja feito ao ar livre para dar uma conotação de lazer. Peça para que a criança descreva o que ele está vendo logo à frente. Em seguida procure ressaltar algo, como uma árvore ou qualquer outra referência, por exemplo, que esteja um pouco mais adiante do foco anterior. Proceda desta forma sucessivamente.

Você vai perceber que a princípio a criança terá dificuldades em enxergar, não porque tenha problemas visuais, mas porque tem atrofia visual.

O fato da criança, ao final dos exercícios, conseguir enxergar bem longe não quer dizer que ele desenvolveu o seu olhar a distância.

Este exercício tem que ser constante para que não atrofie.

Então você pode dizer que as crianças de 50 anos atrás não tinham esta atrofia. E não tinham mesmo porque empinavam pipa (olhavam muito longe), brincavam de esconde-esconde, pega-pega e tantas outras brincadeiras que estimulavam a visão a distância. Com a realidade de vida que proporcionamos às nossas crianças, temos que nos valer destes recursos para desenvolver estas e tantas outras habilidades.

E você tem sua visão alongada? Seu aluno consegue enxergar ao longe?

Se você tem algum relato que possa enriquecer esta postagem, nos conte!

Sua participação é muito importante!

Este texto foi originalmente postado no Mãe com Filhos

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