Somos os mesmos e vivemos como nossos pais…

Se eu lhe mostrar uma foto de um carro de 1903 e outra de um carro de 2008 você notará só de olhar que ouve uma evolução. Que muita coisa mudou para melhor tanto no designer quanto no conforto, segurança, potencia…

Se eu lhe mostrar um filme da época de Charles Chaplin e um lançamento de agora você irá confrontar um e outro e perceberá que muita coisa evoluiu. Que a tecnologia foi utilizada para promover efeitos especiais que envolveria o público transportando-os rumo ao sonho e ao entretenimento.

Tudo se modificou, tudo evoluiu, mas a estrutura das escolas continua a mesma. A metodologia continua a mesma. O professor fala e os alunos escutam. Ele manda fazer a atividade e os alunos fazem. Ele manda encerrar as atividades e todos fecham a apostila. E assim por diante.

Filosofando…
Se olharmos para uma multidão veremos que não existe uma única pessoa com o rosto igual ao outro. Somos todos diferentes. Temos tons de voz diferentes, andamos diferentes, gesticulamos diferentemente uns dos outros, enfim, cada um é único.

Por que então a escola quer tanto massificar os alunos?

Por que não se respeita a individualidade de cada um?

Como pode a escola, lidando com seres tão diferentes, querer avaliar de 0 a 10 o que o aluno “aprendeu” se a maneira como foi explicada foi igual para todos.
Fala-se de maneira igual para entendedores diferentes.
Como pode o entendimento do aluno ser avaliado se ele não teve oportunidade de vivenciar nada do que foi dito. Quase nada lhe é significativo.

E quanto ao aluno que tem potencialidades diferentes das abordadas em sala de aula?

Como a escola poderá saber se nunca olhou para este aluno de forma diferenciada. Nunca proporcionou possibilidades que permitisse esse afloramento.

Acredito que é aí que mora o segredo. Permitir que o aluno se manifeste em relação ao que lhe é importante. Sobre suas habilidades, preferências. Sobre qual é o seu ritmo, seu tempo de desenvolvimento.

É o respeito à individualidade. É saber que cada um é cada um
No momento em que as diferenças forem somadas numa sala de aula, aí sim haverá o desenvolvimento das competências.

Ao se respeitar a individualidade se está respeitando o direito à criação, e a criatividade é a ferramenta principal numa época em que o conhecimento é o diferencial.

Atrelado a tudo que foi dito acima deverá a escola propiciar, além de uma formação sólida, conhecimentos extras que darão condições de oportunidades do aluno atuar em diferentes áreas passando a dominar as diferentes informações culturais e tecnológicas, bem como desenvolver sua capacidade de inovação tornando-se predisposto a mudanças mantendo-se, dessa forma, atualizado e desenvolvendo postura crítica que lhe propiciará a interpretação antecipada das necessidades futuras da sociedade.

E você? Qual a sua opinião sobre este assunto?

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