Medo de escuro

Fui convidada pela Luciana Ramalho da Revista Personare para falar de um assunto que preocupa muitas mães – O medo do escuro. Também saiu publicado no MdeMulher da Abril Cultural.

Leia a reportagem:

Tudo estava indo muito bem até que um dia o filho de quatro anos começa a ter medo doescuro, do ter pesadelos e não quer mais dormir sozinho. É neste momento que os pais se sentem inseguros e começam a procurar respostas para poder ajudá-lo.

A criança quando é pequena não tem noção temporal, ou seja, para ela o tempo é o agora, não existe o daqui a pouco e nem… leia mais

O buraco no muro

É impressionante como a tecnologia e o navegar na internet conseguem despertar a atenção e o interesse das crianças não importando sua condição social, seu conhecimento prévio ou seu estímulo. A prova disso está nesta experiencia realizada na Índia o qual um computador foi encaixado num muro que divide uma favela e a companhia a NIIT. Nesta empresa de alta tecnologia, o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Dr. Sugata Mitra tem como propósito, além das pesquisas, educar crianças carentes, situação normal uma vez que a Índia é extremamente pobre e metade da população é analfabeta. Sua visão sobre educação tem por finalidade maior romper a fronteira digital possibilitando que todos tenham acesso. Assim sendo, encravou no citado muro um computador com acesso à internet, e deixou que apenas um buraco possibilitasse o acesso.

Não demorou para que as crianças curiosas viessem ver o que significava aquele buraco no muro e, em seguida, já estavam clicando e navegando na internet. Eles aprenderam sozinhos a navegar e a descobrir ambientes e jogos, a ler notícias, a perceber a magnífica fonte de informações que estavam tendo acesso.

O fato de aprender a mexer no computador agiu diretamente no emocional despontando uma autoconfiança até então inexistente.

Outro fato interessante é que como ninguém lhes havia ensinado nada sobre o computador, eles acabaram por criar uma nova linguagem nomeando, por exemplo, o cursor de “sui” que é como é chamado o ponteiro do relógio e a ampulheta, como nunca viram uma, eles chamam de “damru” que significa tambor semelhante ao que Shiva segura em sua mão.

Mitra empolgou-se tanto com o resultado do buraco no muro que espalhou outros buracos em outros diferentes muros propiciando assim que mais crianças tivessem acesso ao mundo maravilhoso da internet.

Este é, sem sombra de dúvidas, o caminho para uma aprendizagem significativa, atual e constante.

Por esta razão é que se tem que incentivar o uso desta ferramenta tanto na escola quanto em casa, sem se esquecer de orientar sobre os perigos e os cuidados que se deve ter.

Assista ao vídeo desta experiencia.

Educação financeira e qualidade de vida #EuApoio

Praticamente em todos os artigos que lemos sempre focamos em uma melhor qualidade de vida. Ter qualidade de vida nem sempre está atrelada a gastos financeiros, embora muita gente pense que seja necessário se gastar muito para viver bem. Quanta gente já gastou mais do que deveria almejando uma melhor qualidade de vida e acabou endividada comprometendo toda sua estrutura familiar?

Pois é justamente para tratar sobre este assunto que estamos nos reunindo para trocar sugestões e alternativas que visem equilibrar gastos através da educação financeira e promover uma excelente qualidade de vida.

Sabe de quem foi a ideia deste debate? Foi da Caravana “Meu Bolso em dia”, promovida pela FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos que está promovendo um evento o qual tem por finalidade promover o aprendizado de como se pode economizar, investir, e gastar com responsabilidade. Será um bate-papo o qual todos nós poderemos participar.

O evento será:

  • Data: neste domingo, dia 28 de novembro de 2010
  • Horário: a partir das 10h
  • Local: Parque do Carmo, na cidade de São Paulo/SP (mapa)
  • Valor: GRATUITO

Como ainda estamos no dia 25 e o evento é só dia 28 venho convidar vocês para participarem  da Blogagem Coletiva com o tema “Qualidade de vida associada à educação financeira” o qual  poderemos manifestar nossa opinião, dar sugestões, compartilhar experiências que venham a contribuir para o melhor manuseio financeiro.

Se você achou o assunto interessante e quer participar então faça um post em seu blog e me mande o link para que eu possa colocar aqui no blog e compartilhar suas ideias.

Também poderá divulgar em suas Mídias Sociais favoritas.

Qualidade de vida associada a educação financeira #EuApoio”


Exibindo o filho como troféu

As crianças antigamente entravam para a escola quando completavam sete anos. Somente então tomavam contato com a alfabetização e outros processos de aprendizagem. Hoje, em razão da mulher também trabalhar fora para contribuir no orçamento familiar, as crianças vão para a escola assim que acaba a licença maternidade.

Até aqui posso afirmar que não há nada de preocupante.

Ocorre que, desde o final do século passado, alguns pais iniciaram cobranças no processo de alfabetização antes dos seis anos. Eles ficam maravilhados e seu ego quase que explode quando exibem seus filhos, menores de quatro anos, que já sabem escrever o próprio nome e o nome de todos os familiares, bem como sabem contar e identificar os numerais até 15, sabem o nome das figuras geométricas e dos sólidos geométricos e muitos outros conteúdos que incorporam a “apresentação”.

Os pais, embora em sua maioria não tenham conhecimento pedagógico, exigem resultados palpáveis, ou seja, querem ver seus filhos escrevendo, contando até15, 20… e se envaidecem como se seus filhos fossem “objetos” de apreciação.

Muito mais importante do que escrever o nome e contar com apenas 2 ou 3 anos é a preparação físico-motor-intelectual que se faz com a criança.

Antigamente as crianças brincavam na rua e desenvolviam habilidades que auxiliavam no processo de alfabetização. Ao brincar de amarelinha, por exemplo, a criança desenvolvia a noção espacial e lateralidade, o ritmo e a coordenação, quesitos fundamentais utilizados pela criança quando inicia o uso do caderno. Se a criança tem uma noção espacial bem desenvolvida ela saberá se situar no caderno, que apresenta um espaço bem limitado. Se ao brincar ela desenvolveu sua lateralidade, ela saberá se posicionar escrevendo da esquerda para a direita. Se seu ritmo foi bem estimulado através das brincadeiras, ela terá uma boa movimentação em sua coordenação motora quando iniciar a grafia das primeiras letras obtendo um movimento contínuo e não seccionado como é o caso das crianças que “desenham” letras em sequencia previamente memorizadas.

A essência de uma boa alfabetização está justamente neste preparo prévio da criança.

Na Educação Infantil são proporcionadas brincadeiras com objetivos pedagógicos onde a criança desenvolve estas habilidades de forma lúdica.

Precisamos mudar o conceito de menosprezo quando se referem que a criança vai para a “escolinha” só para brincar. Ela vai mesmo para a escola para brincar. Esta brincadeira é muito séria e comprometida com o desenvolvimento da criança. Será através desta brincadeira que ela será preparada para a alfabetização.

Apressar este processo pulando fases pode promover aos pais momentos de exibicionismo, porém para a criança acabará acarretando sequelas, muitas vezes, difíceis de serem superadas.

Posso parecer intransigente, mas é que acompanho, no meu dia-a-dia na escola, situações semelhantes onde pais estão mais preocupados com a apresentação que farão dos filhos nos finais de semana do que com o desenvolvimento propriamente dito.

Educação é assunto sério e a criança também!

Compartilhe o que não tem preço

No final do ano é uma ótima oportunidade para rever as ações realizadas durante o ano e também época em que ficamos mais sensíveis, em razão da proximidade dos festejos natalinos, e que são destacadas ações de solidariedade e amor ao próximo.

É envolvido neste clima que venho compartilhar com vocês que estou apadrinhando o Projeto de cunho social “Oficinas Ludo-pedagógicas e culturais” que o Mastercard esta desenvolvendo e que leva o nome de “Compartilhe o que não tem preço” e que estou convidando todos vocês a participarem.

O projeto tem como objetivo envolver as pessoas no incentivo de crianças e jovens de todo o Brasil, para realizarem sonhos, superarem desafios e ganharem a esperança de um futuro melhor. Para isso, a MasterCard se uniu à ONG Visão Mundial e decidiu apoiar sete projetos nas áreas de esporte, cultura e educação, tecnologia e economia solidária que receberão apoio em Etapas.

Assim, em cada Etapa serão divulgados no site apenas 03 (três) projetos sociais dos 07 (sete) projetos participantes.

Agora começa a Etapa do Projeto Oficinas Ludo-pedagógicas e culturais” que o Educa Já! apadrinhou e por isto venho pedir para que vocês doem palavras e votem no Projeto Oficinas Ludo-pedagógicas e culturais”.

Sim, é isto mesmo, não precisa doar dinheiro apenas PALAVRAS e votos. Quanto mais tiver mais rápido o Projeto é eleito.

Para VOTAR  e DOAR PALAVRAS clique AQUI vá para a páginaOficinas Ludopedagógicas e Culturais e clique em PARTICIPE. Então irá abrir uma janela igual esta que está abaixo. Escola o “Oficinas Culturais”. Em seguida preencha com o seu nome e doe uma palavra e depois é só clicar em OK.

Você pode doar quantas palavras quiser.

Em cada Etapa, entre os 03 (três) projetos apresentados para a votação dos consumidores participantes, os 02 (dois) projetos que tiverem mais votos serão os apoiados financeiramente pela MASTERCARD

Com o seu apoio 450 crianças da Paraíba, Rio de Janeiro e Vale do Jequitinhonha serão beneficiadas com Espaços lúdico-pedagógicos que estimulam a autonomia, raciocínio e sociabilidade de crianças menores de 6 anos.

Veja a lista dos materiais que irão ganhar:

  • Brinquedos
  • Jogos Educativos
  • 03 Televisões e DVD’s
  • Livros infantis e de literatura
  • Mesas e cadeiras
  • 03 Armários
  • 06 Prateleiras
  • 03 Aparelhos de ar condicionado
  • 03 Materiais de teatro (figurinos, maquiagens, tablados, etc.)

Gostou? Pois então vote e se puder divulgue entre seus amigos. Se eles também quiserem divulgar fiquem a vontade. Quem fizer post sobre este Projeto me mande o link para que eu também divulgue.

Doe palavras e vote e estará ajudando nossas crianças. Simples assim! Clique aqui.

Veja quem também está comigo nesta caminhada e que além de votar está divulgando o Projeto:

Caldeirão de Ideias – Robson G. Freire

In Infinitus - Robson G. Freire

Algaritmus - Lucia Meyer

CoolBox – Viviane Pereira

Eterno Aprendiz - Telva Tanajura

Amigo Secreto – Eu peguei quem eu temia

É sabido que nesta época de final de ano a maioria das empresas e instituições promove o já tradicional sorteio do Amigo Secreto, ou Amigo Oculto ou Amigo Invisível. As regras são as mesmas independente dos nomes dados à brincadeira.
Vale dizer que conviver com inúmeras pessoas no ambiente de trabalho é uma arte nem sempre bem desempenhada por todos. Há sempre aquele episódio de bate-boca entre funcionários que já se “estranhavam”, ou uma fofoca surgida numa ida ao bebedouro, ou mesmo um comentário indiscreto durante o cafezinho. A verdade é que não existe local de trabalho onde nunca tenha havido algum desentendimento.

Então chega o final de ano e no momento do sorteio do Amigo Secreto começa a torcida por não pegar aquele nome tão temido.
Ao abrir o papelzinho qual não é a surpresa!É justamente este nome que agora está nas mãos do funcionário desolado. A expressão do rosto não o deixa disfarçar o desapontamento. Sente vontade de sair da brincadeira, mas sabe que não poderá fazer isso. O dia para ele está acabado. A todo o momento lembra-se da sua má sorte.
Porém, aqui vai um conselho de quem já acompanhou de perto uma experiência parecida. Minha grande amiga, que trabalhávamos juntas, passou por este martírio e sua atitude deve ser compartilhada como exemplo e é isto que farei agora.
No dia seguinte ela chega ao trabalho muito animada e diz que encontrou uma solução para aquilo que, no dia anterior, representada um problemão.
Passou a enviar bilhetinhos com mensagens reflexivas. Durante todo o dia várias mensagens eram depositadas na caixinha de recados. Isto aconteceu durante os 15 dias que durou a brincadeira.
O pior de tudo é que a minha amiga não recebeu um único bilhetinho sequer. Todo mundo recebia menos ela.
Pairava no ar a pergunta: – Será que uma pegou a outra?
Dito e feito!
No dia da revelação todos já conheciam seus “amigos secretos” menos as duas.
Minha amiga então se levantou e disse não ser necessário dar dicas de quem ela havia sorteado porque só restaram as duas, e que ela aproveitou esta oportunidade que a vida lhe concedeu para se tornar uma pessoa melhor entendendo, respeitando e aprendendo a conviver com as diferenças. Finalizou chamando pelo nome sua amiga oculta. Ela veio receber o belo presente e não teve palavras para expressar sua vergonha diante do comportamento totalmente oposto ao que havia recebido.
A vida sempre nos proporciona momentos de aprendizagem, cabe a cada um de nós aproveita-los ou não.