Datas comemorativas – Natal


Continuação das postagens do ano de 2007 que não vieram com a migração do blog

Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV, que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Nazaré e entregarem os presentes ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam desmontar as árvores e outras decorações natalinas em até 12 dias após o Natal.

Presépio

O presépio representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.


Feitos com palitos de sorvetes e EVA


Utilizando palitos de sorvete fazer 2 “V” deixando um espaço para os pés da manjedoura. Em seguida colocar palitos de sorvete descendo as duas laterais do V encontrando-se na junção, unindo um “V” ao outro “V”. Com EVA recortar a coberta e o Menino Jesus pode ser utilizado bonequinho de Playmobil ou fazer com massa de biscui, papel machê ou outro material.


Também utilizando palitos de sorvete e EVA, papel camurça ou carmim.

Bota do Noel

Como fazer

Anjinho para pendurar na porta

Como fazer

Placa comemorativa

Como fazer

Contagem regressiva para o Natal

Como fazer

Para decorar a porta da sala de aula

MOLDE

Sacolinha surpresa:

Faça os bonecos de Neve de Papel camursa ou colorset. Dentro,coloque a lembrancinha de final de ano.

Palitos de Natal

Deixe que as crianças pintem os palitos e montem os personagens do Natal.
Depois crie com eles uma hostória.
Faça uma caixinha bem decorada para guardá-los depois.

Anjinho com rolo de papel higiênico

Essa é uma idéia barata, mas com um visual sofisticado…
Usando um rolo de papel higiênico, uma bola de isopor ( ou mesmo papel machê) e alguns retalhos de papel e fitas você pode ter esse lindo anjinho…

Fantoches Natalinos

Que tal montar esses divertidos fantoches feitos com palitos de picolé e retalhos de EVA?!
Use e abuse da criatividade!!!


Use EVA e botões coloridos.

Peça de Teatro para o Natal:

Noite de Natal
Alexandra, Assembléia, SP, 2001.

Personagens: José, Maria, 2 pastores, 2 hoteleiros, 3 reis, 3 anjos e narrador.

NARRADOR:
Há muitos anos atrás, em uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, havia uma jovem que se chamava MARIA… jovem obediente à Deus, e que tinha um coração bom e limpinho… e Deus lá do céu, se agradou de Maria, e a escolheu para ser a mãe do menino Jesus (aquele que seria o salvador do mundo)… Um dia, um lindo anjo, enviado por Deus, trouxe uma mensagem para Maria…e o anjo disse assim:

Uma criança (anjo), vestida de branco entra na cena, ergue os braços e os mantém erguidos e fala:
“SALVE AGRACIADA, O SENHOR É CONTIGO: BENDITA ÉS TÚ ENTRE AS MULHERES – NÃO TEMAS!!! PORQUE ACHASTE GRAÇA DIANTE DE DEUS,… EIS QUE DARÁ A LUZ UM FILHO E POR-LHE-ÁS O NOME DE JESUS, ESTE SERÁ CHAMADO FILHO DO ALTÍSSIMO, E O SEU REINO NÃO TERÁ FIM…”

NARRADOR:
Mas José, o noivo de Maria ficou muito confuso com aquela situação, afinal de contas eles não eram casados… então como Deus gosta de tudo direitinho, mandou uma mensagem para José também… e o anjo do Senhor apareceu para José em sonho e lhe disse.:
Outra criança, representando José, entra e deita para dormir.

Anjos:
“JOSÉ FILHO DE DAVÍ, NÃO TEMAS RECEBER MARIA TUA MULHER, PORQUE O QUE NELA ESTÁ GERADO É DO ESPÍRITO SANTO, E DARÁ A LUZ UM FILHO E CHAMARÁS O SEU NOME JESUS, …PORQUE ELE SALVARÁ O SEU POVO DOS SEUS PECADOS.. ”

NARRADOR:
E José, confiou nas palavras do anjo, pois sabia que ele era enviado por Deus, e José amava a Deus, e confiava nas suas palavras e promessas…..
Passou-se algum tempo…. e agora a barriguinha de Maria já estava grande,… mas eles precisavam viajar para Belém, para alistar-se na cidade onde nasceram, pois esta era a ordem do Rei,… E lá se foram, José, Maria e o menino Jesus ainda dentro da barriguinha de Maria, iniciaram então uma longa viajem… Ao chegarem em Belém, encontraram a cidade completamente cheia de pessoas vindas de todas as partes para alistar-se alí… Maria cansada, e quase para dar a luz…. escorava-se em José, e lá iam os dois à procura de uma quarto ou um lugar onde Maria pudesse descansar um pouco,… mas era inútil a procura,… …tudo lotado, as hospedarias estavam cheias, e todos diziam: “NÃO HÁ LUGAR” quando em uma certa hospedaria alguém falou,…

2 ou 3 meninas representam a hospedaria; podem varrer o chão e tirar o pó de um canto do “palco”.
… TALVEZ TENHAMOS UMA LUGARZINHO AQUI NA ESTREBARIA,… TALVEZ AQUI DÊ PARA VOCÊS DESCANSAREM UM POUCO…… É SÓ O QUE PODEMOS LHES OFERECER…..”

NARRADOR:
E lá foram para estrebaria (lugar onde ficam os animais)… ERA O ÚNICO LUGAR, UMA SIMPLES E HUMILDE ESTREBARIA, e Maria, alí na estrebaria deu a luz, ao menino Jesus, o Salvador do Mundo, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores…
E lá no campo, estavam os pastores, cuidando de seus rebanhos, quando um anjo lhes apareceu… e lhes deu a notícia do nascimento do menino Jesus, o Salvador do mundo, o perfeito filho de Deus… E lá foram os pastores, ao encontro do menino Jesus; que alegria deveriam estar sentindo em seus corações, deixaram para trás o cansaço e saíram apressadamente….
Em um outro lugar, Deus mandava que uma estrela, guiasse também os Reis Magos até Belém, para que encontrassem o menino Jesus e o adorassem… e a estrela obediente ensinou-lhes o caminho…
– Agora sim, estava completa aquela linda noite…. José, Maria, os pastores e os reis magos, ah… sem contar os animaizinhos, todos adoravam ao menino Jesus, deitado em uma simples manjedoura, mas que seria o Salvador do mundo, o Rei dos Reis e Senhor e dos Senhores…

FIM: “JESUS NASCEU, ASSIM SE FEZ A NOITE DE NATAL”

As crianças cantam “Noite Feliz”

Noite feliz! Noite feliz!
O Senhor, Deus de amor,
pobrezinho nasceu em Belém.
Eis na lapa Jesus, nosso bem.
Dorme em paz, ó Jesus.
Dorme em paz, ó Jesus.

Noite de paz! Noite de amor!
Tudo dorme em redor,
entre os astros que espargem a luz,
indicando o Menino Jesus.
Brilha a estrela da paz.

Noite de paz! Noite de amor!
Nas campinas ao pastor,
Lindos anjos mandados por Deus,
Anunciam a nova dos céus;
Nasce o bom Salvador!

Noite de paz! Noite de amor!
Oh, que belo resplendor
Ilumina a o Menino Jesus!
No presépio, do mundo eis a luz,
Sol de eterno fulgor!

Noite dos Pastores
Autor desconhecido (enviado por Alessandra, Assembléia, SP, 2001).

Tipo: jogral

Personagens: mínimo 5 leitores; T – todos; M – vozes masculinas; F – Vozes femininas

1. Glória a Deus nas alturas
T. Paz na terra, boa vontade para com os homens
2. Era uma multidão dos exércitos celestiais
3. Feitas de anjos cujos vestidos brilhavam mais que o sol
1. Mais que as estrelas bordavam o céu.
4. E muito mais do que milhares de relâmpagos
F. Na noite de Natal o momento do amor maior é
T. Glória a Deus nas altura
3. Por que é Natal Jesus nasceu
1. Mais que as estrelas bordavam o céu.
4. E muito mais do que milhares de relâmpagos
M. Na noite de Natal o momento do amor maior é
T. Glória a Deus nas altura
3. Por que é Natal Jesus nasceu
5. E na vigília da noite, no coração dos pastores
T. Teve início a grande festa
2 e 4. Não uma festa artificial
5. Festas de caros brinquedos e mesas cheias de gulodices
1. Mas uma festa bonita, espiritual
2. Toda enfeitada de luzes, que levam a eternidade
T. Foi assim o primeiro Natal
M. Cheio de simplicidade como a pureza da vida dos pastores.
3. Acostumados com a natureza
4 e 3 Com o verde magnífico dos campos
1 e 5. O nascer e o pôr-do-sol, pintando o céu de alegria
F. Em fios de prata, rosa e dourado.
T. Pelas mãos sábias de Deus
5. Pastores acostumados com a água doce e cristalina que lhes saciava a sede.
2 e 1. E Com o canto mágico dos passarinhos, aos quais aprenderam a amar.
2. Foi uma noite enluarada, como nunca houve igual
4. A noite maravilhosa em que nasce o menino Jesus
T Jesus, o menino Deus, o messias.
1. Ao trabalho e aos encantos da natureza, os pastores estavam bem acostumados
5. Mas o que eles não esperavam, aconteceu naquela noite.
2. A muitos e muitos séculos
4. O que era comum, transformou-se em explendor
1. Os anjos, iluminando os campos, bem alegres anunciaram
T. Nasceu o Salvador, que é Cristo o Senhor.
3. E os nossos amigos, os pastores, nem refeitos estavam da surpresa, quando eles continuaram
T. E achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedouraF. Numa simples manjedoura.
3 e 1. Como era simples também o coração dos pastores
4. Porque o mestre Jesus só pode fazer morada no coração dos pequenos.
2. Dos que não acham importante ter conta no banco carro do ano e prestígio social.
M. Vamos depressa para Belém
1 Disseram os pastores depois que os anjos voltaram para o céu
2. Depressa, pois importa agora louvar o menino Deus
5. O Salvador, o dom que veio dos céus.
M. Depressa amigo, para Belém
1. Porque é lá que se encontra toda a nossa esperança.
5. e 3. Entre maria e josé, o Deus feito criança
T. Foi assim o 1º Natal
2. Ah! Que sejam assim todos os Natais
F. Alegres, puros e simples
3. Mas cheios de presença de Jesus
T. O maior amor, a razão primeira do Natal.
T. cantam “Noite Feliz”.

Referências
http://espacoparasonhar.blogspot.com
http://cantinhoalternativo.blogspot.com/
http://www.bernerartes.com.br/ideiasedicas/teatro/index.htm
http://blog.orolix.com.br/blog/brincandoeducando/

HISTÓRIAS DE NATAL

Quando Tilinho nasceu, seu pai já era dono de um grande estoque de nozes, tão grande que não dava para guardar em uma árvore só. Tilinho cresceu acostumado a ter de tudo, principalmente nozes, que comia sem parar. Por causa disto, tinha uma barriguinha grande e bem redondinha.

Tudo o que precisava era estender a mão e receber, sem nunca precisar fazer nenhum esforço.

Tilinho não cultivava muito suas amizades. Na verdade, tratava até mal os outros esquilos, pois sabia que eles sempre voltariam. E o pior é que eles sempre voltavam mesmo. Voltavam porque o pai de Tilinho era conhecido na floresta, era poderoso. Voltavam por que Tilinho tinha o maior estoque de nozes do “mundo”. Alguns nem sabiam por que voltavam a falar com Tilinho depois de terem sido maltratados por ele, mas o fato é que mesmo sem saber porque voltavam. Com Tilinho ninguém jamais brigava.

Agora adulto, morava em sua própria árvore e estava muito animado para dar uma festa de Natal, para a qual chamaria todos os seus amigos. Nesta festa ele planejava abrir seu estoque de nozes, imagine só a festa: todos poderiam comer até se fartar!

– Joquinha, como este ano será o primeiro que vou passar sozinho, em minha própria árvore, vou fazer uma festa de Natal e gostaria de que você viesse, falou Tilinho animado.
– Festa de Natal? Hum… pensou Joquinha, não poderei ir porque já tenho compromisso.

A resposta negativa, e tão direta, deixou Tilinho desconcertado. Como? Ninguém nunca dizia não para ele! Joquinha deveria ter ficado louco para desprezar tamanha farra.

Com certeza ele ficará muito triste ao ver a esquilada toda passando o Natal em minha árvore e ele sozinho.
Consolou-se pensando assim e correu para convidar a esquila Ana, que estava passando neste momento.

– Oh! Aninha, vou contar uma novidade para você.
– Novidade? O que é, Tilinho?
– Sabe que você terá a honra de passar o Natal comigo este ano?, falou Tilinho com a arrogância que sempre utilizava quando queria esconder algo.
– Quem falou para você isso? perguntou a esquila Ana, surpresa.
– Eu! Este é um convite. Você acaba de ser convidada para passar o Natal na festa que haverá em minha casa.
– Des… des… des… culpe Tilinho, mas acho que vou estar ocupada neste Natal.
E saiu correndo, assustada.

– Uai! O que será que está acontecendo? Bem, ela passará o Natal com Joquinha, pelo menos ele não ficará sozinho.

Tilinho ficou surpreso com as duas recusas, mas nem um pouco preocupado. Sabia que bastava estalar dois dedos para encher a sua árvore de gente no Natal. Nos dez dias que restavam até o Natal ele faria todos os convites.

Mas as coisas não foram bem como Tilinho previa.

Já prometi passar o Natal com mamãe, falou Pepéia.
Ih, bicho, este Natal acho que vou ficar doente, falou o esquilo Guilhermim.
Vou pensar, mas acho que não vai dar, disse Ponchita.

E, com o passar dos dias, o que Tilinho mais ouvia era: não sei, não vai dar, já tenho compromisso, e outras coisas mais.

Mas o que será que está acontecendo?, pensou ele, a esta altura já preocupado e percebendo que alguma coisa estava errada.

Mas de repente a idéia salvadora veio à sua mente e foi logo posta em prática quando encontrou o esquilo Tomás:

– Tomás, dou a você 2 quilos de nozes para passar o Natal comigo, em minha árvore.
Que bom, Tilinho, mas desculpe, já tenho compromisso. Vou passar o Natal com um amigo.
– Três quilos.
– Não vai dar.
– Cinco!
– É uma pena.
– Vinte!
– Nem pensar!
– Cem quilos, você não vai me dizer que você vai recusar cem quilos de nozes?
– É meio esquisito, mas vou recusar. Já disse a você que vou passar o Natal na casa do meu amigo, falou Tomás.
– E quem é esse seu amigo?, perguntou o pobre Tilinho, quase chorando.
– É o coelho Pascoal, respondeu Tomás.
-Coelho Pascoal?

Tilinho precisou se segurar para não cair.

– Mas ele nem esquilo é. Não tem uma noz sequer em sua casa. Às vezes ele passa o dia todo comendo cenouras! Em troca disso é que você recusa um Natal farto em minha casa?
– Tilinho, eu acho que você não está me entendendo: ele é meu amigo!
– É seu amigo mas é coelho e não tem nozes. Seu Natal será pobre, triste. Você desperdiçará a festa mais bonita do ano.
-Tilinho, você está muito enganado. Por ser a festa mais bonita do ano é que eu quero passar com meus amigos. Nesta festa não são as nozes que contam, não é o poder e nem a riqueza. É o prazer de compartilhar. É comemorar junto com aquele que chorou e riu comigo durante o ano, com aquele que se interessou por mim, com aquele que me ajudou nos momentos difíceis e ficou feliz com minhas vitórias. Isso se chama: AMIGO.

Tomás foi embora antes que Tilinho pudesse responder qualquer coisa, mas nem adiantaria mesmo ter ficado por que Tilinho não saberia o que responder. Ficou sentadinho, triste pensando nas palavras de Tomás, coisas que ele nunca havia pensado antes.

A noite tão esperada por Tilinho chegou, mas não trouxe a alegria que ele esperava. Pelo contrário, Tilinho era só tristeza, sozinho com sua montanha de nozes.

Mas esta é a época em que as pessoas ficam com o coração cheio de amor…

Um pouco antes da meia-noite Tilinho ouviu uma batidinha tímida em sua portinha e olhando pela janela viu Tomás, Pepéia, Guilhermim, Ponchita, Joquinha e Aninha:

Tilinho, viemos buscar você para passar o Natal na casa de Pascoal, você quer?
Tilinho não pensou duas vezes, jamais poderia perder esta oportunidade.

E na casa de Pascoal, rodeado de amigos, Tilinho concluiu que mesmo comendo cenoura, esta era, sem dúvida, a melhor noite de sua vida!

E, sem dizer nada para ninguém, planejou que amanhã distribuiria na floresta o seu enorme estoque de nozes porque elas agora realmente significavam muito pouco para ele.

Samanta é uma menina que foi passar uns dias na casa de sua tia que ficava em um sitio. Chegando lá, ela estranhou como a casa era séria, com pouca cor e quase sem enfeites, principalmente agora que se aproxima o dia de Natal!

O quarto que foi destinado para ela dormir tinha o mesmo estilo e isso deixou que ela ficasse pensando como será tedioso passar estes dias nesta casa.

Depois de alguns dias ela descobriu uma escada que levava para o sótão da casa e, como não tinha muito o que fazer, resolve subí-la.

Chegando no sótão tudo era mais empoeirado e mais cinza do que a própria casa, mas quanta coisa para descobrir! Nele havia muita coisa a explorar. Armários com roupas antigas, prateleiras de livros, alguns com gravuras, mas o que mais lhe chamou a atenção foi um baú, grande, feito de madeira robusta e de cor muito envelhecida. Quando ela abriu o baú ficou espantada com o que viu: eram muitos enfeites de Natal. Lá dentro reluziam bolas de diversas cores, pequenos brinquedos feitos daquele vidro fininho que se usava antigamente para fazer bolas de natal, e também enfeites de madeira, que retratavam anõezinhos trabalhando em suas oficinas, renas puxando trenós e pequenos papais-noéis. Todos eram muito brilhantes, de cores vivas salpicadas de dourado e prateado. Muito lindo de se ver. Havia, também muitos rolos de luzes coloridas.

Porque será que a tia Emília não havia usado todos estes enfeites para esperar o Papai Noel?

Embora sabendo que não devia ela começou a tirar todas as caixas para fora do baú. Cada uma continha uma surpresa maior, e a Samy (este era o seu apelido) deliciava-se com cada detalhe. Ela estranhou quando viu uns galhos de árvores aparecerem entre as caixas do fundo do baú, tentou puxá-los, pois devia se tratar de algum enfeite usado em outros anos, mas estava duro, os galhos não saiam. Retirando o que estava em volta ela percebeu que havia mais galhos, e que eles tomavam quase a totalidade do fundo do baú. Querendo ver melhor, ela resolveu entrar dentro dele, e como não tinha outra forma, se apoiou no galho que julgou ser mais grosso. Eentiu que podia por o pé mais para baixo, e a medida que foi tateando foi percebendo que estava na realidade em cima de uma árvore.

Bem nesse momento ela escutou a sua tia batendo na porta chamando-a para o lanche da tarde. Em dúvida, não sabendo o que fazer e com uma tentação muito grande, ela decidiu descer pelos galhos.

Mas como seria possível, caber uma árvore inteira dentro do baú? Mas as surpresas estavam apenas começando, pois não se tratava somente de uma árvore, ela estava dentro de uma verdadeira floresta. E esta floresta, como a casa de tia Emília, era sombria e sem sol, tanto que Samy começou a sentir muito frio. O lugar não era convidativo, mas já que estava lá, queria conhecer este mistério.

Andou bastante até que encontrou um homem já idoso de barba e cabelos brancos sentado ao lado de uma fonte. Como era a primeira pessoa viva que encontrava resolveu perguntar onde estava.

– Você está na terra da Feiticeira do Abutre Lilás, falou o homem.

– Nossa que interessante, é uma boa terra? Falou Samanta.

– Era, antes da feiticeira chegar. No começo pensamos que ela estava de passagem, mas ela foi ficando e tomando conta. E aos poucos foi acabando com toda a alegria de nosso povo. As pessoas não riem mais, não conversam, não se visitam, só fazem a sua obrigação e vão vivendo, sem graça…

– Puxa, que chato!

– Imagine que um de seus piores feitiços foi decretar que não teríamos nunca mais Natal. Isto acabou comigo!

E parecia ter acabado mesmo, quando o velhinho falou isso, seus olhos encheram de lágrimas e seu semblante ficou muito fechado.

– Mas não há nada o que fazer? Perguntou Samy.

– Olha eu acho que até tem, mas as pessoas não querem, eu acho que elas perderam as esperanças e com isso, a força de lutar.

Que pena, falou Samy, e despedindo-se resolveu continuar andando por aquela mais que esquisita cidade. Afinal, lembrando-se que havia entrado através de um baú, certamente estaria sonhando e aquilo nem existia, mas enquanto estava ali haveria de descobrir mais.

Chegou em uma cabaninha e resolveu bater na porta para conversar um pouco com seus moradores e conferir se o velhinho havia falado a verdade. Mas ninguém atendia.

Assim, ela resolveu dar uma olhada pela janela e viu uma senhora resmungando na sua cozinha. Ela não iria entrar sem ser chamada, mas como a senhora derrubou uma panela com água quente, e começou a xingar ainda mais, Samy resolveu entrar para acudi-la.

– Droga de vida, droga de cozinha, droga de comida, não vou fazer mais nada! Detesto cozinhar!

– Deixe que eu a ajudo, falou Samy, e começou a levantar as coisas caídas no chão.

A senhora resolveu se desabafar dizendo que estava cansada desta vida de cozinheira e Samy procurou conversar com ela e encontrar formas de consolá-la.
Aí perguntou se isto foi sempre assim.

– Não falou a senhora, antigamente eu até gostava de cozinhar, mas sabe quando me decepcionei? Quando a feiticeira do Abutre Lilás decretou que não haveria mais Natal em nosso povoado. Antes eu sempre fazia bolos, biscoitos, assados e muitas coisas boas para o Natal, mas depois fiquei pensando: Para quê, se nem tem mais Natal? E comecei achar que eu estava errada antes: Imagine comer tanto no Natal, o Natal não é só para comer. Fico pensando como as pessoas, onde ainda tem Natal, são bobas só desperdiçando o seu tempo e dinheiro comendo.

– Olha eu não penso bem assim, falou Samy, acho que o ato de fazer um biscoito, um bolo é um ato de amor, é uma forma de falar para a sua família, filhos, netos e amigos: eu te amo!

– É pensando assim…

– Veja, o biscoito não tinha um formatinho? perguntou Samy.

– Tinha, eu fazia em formato de estrelas, de coração…

– E você não colocava uns enfeitinhos em cima? Novamente perguntou Samy.

– Colocava! Colocava bolinhas coloridas, pedacinhos de chocolate…

– Então! Veja tudo isso era uma forma de você colocar o seu amor e isso, certamente todas as pessoas que comiam, além de achar o biscoito gostoso, sentiam este amor, e ficavam mais felizes por isso. Argumentou Samy.

E assim falando Samanta convenceu a senhora a fazer biscoitos, como se ainda tivesse Natal. Elas fizeram, conversaram e trocaram muitas confidências, e a senhora voltou a sorrir.

– Quer saber de uma coisa? Confessou a senhora, não vejo a hora de minha família chegar para dar os biscoitos para eles e mostrar, com eles, o meu amor.

A senhora deu alguns biscoitos para Samy que se despediu e continuou o seu caminho por aquela estranha terra onde não havia mais Natal.

O próximo encontro que Samy teve foi com um homem que estava cortando o pinheiro de seu jardim. Samy fica horrorizada, um pinheirinho tão bonito. E, muito brava perguntou ao homem porque ele estava fazendo isso. Ele contou que antes, quando tinha Natal, enfeitava o pinheirinho com bolas, estrelas prateadas e guirlandas coloridas, o pinheirinho ficava tão bonito e todos ficavam muito felizes com ele. Mas agora que não tinha mais Natal ele se convenceu que isto é bobagem e , iria cortá-lo para plantar feijão no lugar. Feijão ele poderia comer, enquanto o pinheiro não servia mais para nada.

A menininha tentou convencê-lo das mais diversas formas:

– As coisas não são bem assim, nos paises onde o frio acaba com toda a vegetação no inverno, o pinheirinho é o único que se mantém verdinho, e o fato de enfeitá-lo é uma forma de celebrar a vida, a força e o renascer para o próximo ano. Falou Samy, escolhendo cada palavra pois sabia que era muito importante convencer o homem a não cortar o pinheirinho.

As palavras de Samy conseguiram convencer o homem que, além de não cortar o pinheirinho, começou a enfeitá-lo mesmo não tendo Natal. Quando ele acabou os dois pararam encantados olhando como o pinheiro estava bonito e como o jardim se tornou mais colorido e brilhante com as luzes do pinheirinho.

Na despedida o homem deu para Samanta um galhinho do pinheirinho para que ela tivesse uma recordação daqueles momentos que passaram juntos. Samy colocou o raminho em sua cestinha junto aos biscoitos, embora não soubesse bem porque sentia que ele seria útil para ela em algum momento.

Por fim Samanta encontrou uma velhinha dormindo em uma cadeira de balanço. Embora Samy tenha pisado muito delicadamente não querendo acordar a velhinha, isto não foi possível, a senhora abriu os olhos e logo foi explicando que estava entediada por que não tinha o que fazer.

– Antigamente, no Natal, eu fazia meias de tricô para dar as crianças e aos velhinhos que precisavam. Mas, agora, nem tem mais Natal… Falou a velhinha bocejando. Assim, não me preocupo com mais ninguém. O rei ou a feiticeira que cuide dos pobres, ou mesmo as pessoas ricas, eu é que não preciso fazer mais nada.

Samanta ficou preocupada com estas coisas que a velhinha falou e tentou explicar que as coisas não eram bem assim e que sempre precisamos nos preocupar com o próximo. E lembrando de como sua mãe se preocupava em ajudar os vizinhos e as pessoas menos favorecidas, repetiu as suas palavras:

– Esta certo que existem muitas necessidades, mas se cada um fizer uma parte pequena, todas as partes juntas farão uma diferença tão grande que pode mudar o mundo!

Samy falou tanto que convenceu, e disse que gostaria de aprender a fazer meia. Assim, juntas elas fizeram muitas meias que seriam distribuídas aos mais pobres.

A noite caiu e Samanta pensou que deveria ir embora, se bem que não soubesse para onde, mas teria que ir embora. A velhinha antes de deixá-la partir fez questão de oferecer leite quente com chocolate e, também, a presenteou com uma meia, que a menina colocou na cestinha junto com os biscoitos e o raminho. Quando saiu, antes de pegar a estradinha, Samanta olhou para trás e acenou para a velhinha que estava sorridente na porta de sua casa. Estranhou ao ver que a casa estava diferente, com cores mais vivas e alegres. Mesmo sendo noite, a casa parecia brilhar.

No caminho, andando vagarosamente, ficou pensando no mal que esta feiticeira estava fazendo à toda esta gente. Pensou tanto, que acabou ficando brava e resolveu tirar satisfação com a temível feiticeira. Não precisou ir muito longe, encontrou a feiticeira sentada em um tronco de madeira em baixo de uma árvore. Samanta estranhou que embora a floresta tivesse sempre uma grama verde e farta, em volta do lugar onde a feiticeira estava sentada havia somente terra seca e, aparentemente, sem vida.

A malvada era até bonita, usava um vestido em vários tons de lilás, e o tecido era brilhante, parecia conter pequenas estrelinhas entre cada fio. Seu risti era acetinado, embora muito maquiada, o mesmo acontecendo com seus olhos azuis, que também eram muito pintados, seus cabelos eram roxos e no meio dos fios existiam enfeites graciosos que pareciam se mexer. Quando Samanta olhou mais de perto, horrorizada viu que estes enfeites se tratavam de serpentes e lagartos minúsculos, ! Isto era um bom indício de que a feiticeira, apesar de bonita, era má e cruel.À sua volta existiam muitos pássaros, e todos tinham, embora em diversos tons, a cor lilás.

Quando perguntada disse com uma voz melodiosa e de tom até agradável que havia acabado mesmo com o Natal:

– Não vejo razões para tantas comemorações, as pessoas precisam trabalhar e poupar mais, ao invés de ficar perdendo tempo com tantas festas. Falou a feiticeira, dando uma risada alta e esganiçada que contrastava com o tom meigo de sua fala anterior.

Mas, Samanta tinha os seus argumentos:

– As coisas não são assim. Esta é uma oportunidade para a família comemorar a felicidade de estarem juntas e compartilharem o amor que existe entre eles.

Para explicar melhor Samy tirou os biscoitos da cestinha e começou a falar no ato de amor de cozinhar. Mas isto não agradou a feiticeira que começou a gritar horrorizada, e o pior era que seus gritos eram esganiçados, iguais a sua risada. Isto começou a deixar a feiticeira feia, seu vestido começou a perder a cor lilás e a se tornou acizentado parando de brilhar. Seu rosto encheu-se de rugas e seus cabelos começaram a estufar, ficando embaraçados e em pé. Com isso as pequenas serpentes e lagartos começaram a pular assustados e Samanta fazia uma verdadeira ginástica, pulando ora em um pé, ora em outro a fim de que estes animais não subissem pelas suas pernas.

– Calma, senhora feiticeira, não quero assustá-la, falou Samanta escolhendo cada uma de suas palavras. Veja este raminho, é de um pinheirinho as pessoas gostam de enfeitar no Natal. Elas colocam boli…

Samanta não conseguiu acabar a frase, pois a feiticeira havia se transformado completamente, seus olhos haviam se tornado vermelhos e estavam saltados da face. Sua pele estava completamente enrugada e verde. Os dedos de suas mãos começaram a crescer e a ficarem tortos, o que também acontecia com suas unhas. Seu vestido havia se tornado todo preto e, curiosamente, esfarrapado.

– Pare! Pare, não diga mais nenhuma palavra, eu não suporto ouvir falar de amor! Seus gritos agora eram insuportavelmente altos, agudos, e espantavam os pássaros que estavam a sua volta. Agora eles não eram mais lilases e sim pretos. Samy percebeu que eles eram corvos que saiam voando e grasnando também assustados com os gritos da feiticeira.

Samy, não estava assustada, mas também não sabia o que fazer, e como tinha ido lá para convencer a feiticeira pensou que deveria fazer o planejado até o fim. Assim retirou o par de meias pensando que, como significavam a solidariedade, poderiam mudar o modo de ver da feiticeira.

Quando a feiticeira olhou para as meias seus olhos ficaram pretos, seus cabelos arrepiaram ainda mais e ela começou a inchar e inchar muito. Seus gritos eram terríveis. Dizia palavras que ninguém compreendia e cada fez ficava mais escura e enorme,foi quando finalmente ela explodiu.

O barulho foi muito alto, e a explosão causou uma fumaça que não permitia se ver mais nada. Por muito tempo sentiu-se no ar um cheiro de queimado. Aos poucos a fumaça e o cheiro foram passando e Samanta percebeu que, no lugar onde estivera a feiticeira, não havia mais nenhum vestígio dela, ao contrário, a terra que antes estava seca e sem vida, agora tinha grama e muitas flores.

Neste momento Samy começou a notar que toda a floresta e o povoado estavam com um colorido mais forte e as casas começaram a se iluminar. Onde os olhos alcançavam haviam luzinhas piscando. As luzes do pinheirinho que Samanta havia salvado não estavam mais sozinhas, o povoado todo era um verdadeiro mar de luzes que piscavam sem parar.

Ela começou a sentir, imediatamente, um cheiro de biscoitos e bolos de Natal e das casas se ouviam canções calmas e alegres entoadas principalmente pelas crianças.

Samanta começa a sentir um vento e olha a sua volta para ver do que se trata. Encontra uma figura conhecida. Era a primeira pessoa que ela havia encontrado, o velhinho de barba branca.

Mas será possível? Ele estava todo vestido de vermelho e sentado em um trenó. Parecia se tratar… Será? Papai Noel?

– Em pessoa, minha filha! E vim lhe agradecer. Falou Papai Noel.

– Agradecer, eu não fiz nada, foram as pessoas que fizeram tudo! Fizeram as coisas que elas sempre haviam feito! Falou Samy.

– É, mais a feiticeira fez com que essas pessoas não dessem mais importância a essas coisas. Precisava alguém que, acreditando no espírito do Natal, fizesse com que elas percebessem a força que existe nos pequenos atos, nos atos simples feitos de amor à natureza e ao próximo. Esse alguém foi você.

Samanta quase não acredita no que está vendo, mas sente que é o momento de se despedir de Papai Noel e sair correndo para casa, pois sua tia poderia dar pela sua falta. Ela consegue encontrar a árvore da qual descera e rapidamente sobe em seus galhos e aliviada sente que esta novamente no baú.

Quando chega ao quartinho escuro e acinzentado ela escuta a tia ainda batendo na porta, e desesperada pensa: – Há quanto tempo ela está batendo?

Assustada Samanta abre a porta e pede desculpas à tia por ter demorado tanto, mas, para o seu espanto a tia diz que não esperou nada, pois tinha acabado de bater.

– Mas como? Pensa Samanta, se tinha até anoitecido no povoado? Tentando explicar começa a contar sua aventura para a tia e para comprovar vai mostrar os galhos do fundo do baú. Assustada percebe que não existem mais galhos. O fundo do baú aparece: duro, liso e vazio.

Samanta, muito constrangida, continua explicando, mas, resolve admitir que foi um sonho. Seria o melhor a fazer para que sua tia não pessasse que era mentirosa. Porém, sua tia pede, pacientemente, que continue a explicação

– Mas a senhora acredita em mim, mesmo assim?

– Eu acredito na fantasia, e nas pessoas que acreditam nela. Isto é que mantém a fantasia viva.

E para finalizar falou,

– Bem minha querida é hora de começarmos a enfeitar a nossas casa, faltam somente dois dia para o Natal!

E as duas saem enfeitando a casa que vai, como no povoado, encantando, ganhando colorido e brilho à medida que vai sendo enfeitada.

Esta é a história de uma boneca, a boneca Vera Lúcia, que todos chamam de Veroca. Ela vive na dispensa da casa de Dona Elisabeth, mãe de Amanda. Veroca pertenceu a Amanda, e juntas, fizeram muitas brincadeiras as quais deixaram muitas marcas na boneca.

Veroca tem certeza de que foi muito amada por Amanda, mas como ela se casou e mudou de casa, deixou Veroca esquecida na dispensa. No começo ela se sentiu desesperada, mas, aos poucos começou a fazer amizade.

O primeiro foi um espanador, que a fez ver que as coisas poderiam mudar: Amanda, certamente, viria procurá-la novamente quando tivesse um bebê.
Depois disso, a bonequinha passou a viver sonhando com o tempo que irá sair da dispensa para ser novamente a boneca preferia de Amanda.

O seu melhor amigo é um pintinho de verdade, que nasceu de um ovo que já veio chocado. Veroca vive sempre buscando formas de arrumar comida para ele, pois ele é faminto e guloso.

Como ela é muito comunicativa e alegre tornou-se um elemento importante: é amiga de todos e está sempre pronta para comandar as festas e shows que acontecem freqüentemente na dispensa.

A dispensa é um local na casa de Dna Elizabeth onde se coloca de tudo: coisas que não servem mas não se quer jogar fora. Materiais de limpeza do dia-a-dia e suprimentos que serão utilizados na casa.

Portanto, lá moram muitas coisas:
Tem os “aposentados” que são aqueles que nunca saem pois não tem utilidade na casa. Esta é a turma da Veroca e de seu grande amigo espanador, mas lá tem também uma rádio que toca só quando quer, uma peneira furada, e outras coisas inúteis, que esperam um dia se tornarem úteis. Eles vivem em uma caixa no canto da dispensa.

Tem também a vassoura que embora more na dispensa, sai todos os dias para fazer serviços e, por isso, conta as novidades que estão acontecendo na casa.

Lá na dispensa tem também uma turma, que os moradores fixos chamam de “hóspedes” são as latas de óleo, ervilha e leite condensado, pacotes de bolachas e material de limpeza, que ficam temporariamente na dispensa até serem consumidos. Alguns ficam mais tempo como uma lata de atum que está lá há um ano pois a família detesta peixe. Outros, como o pacote de bolacha, “param” muito pouco.

A Boneca Veroca é alegre, carinhosa e atenciosa com todos, sempre pronta para ouvir, embora não saiba dar conselhos, sabe sempre restaurar o bom humor e despertar a autoestima de todos. É quem sempre organiza as festas na dispensa. Ela tem muitas marcas no corpo que são as doces marcas de suas aventuras com Amanda: uma manchinha de chocolate na blusinha conseguida em uma festinha de aniversário; um dedo decepado em um balanço no sítio da vovó e o pé embolorado como lembrança de um passeio na praia.

Embora ela pertença à turma dos moradores fixos ela sente que pertence aos dois lados por dois motivos: o primeiro é que precisa ter boas relações com os alimentos para poder alimentar o seu pintinho que sempre tem fome e, depois, porque se sente “de passagem” na dispensa pois sabe que um dia sairá para fazer companhia à filha de Amanda.

Esta história se passa em uma época onde o ambiente não estava nada bom na dispensa, as duas turmas estavam brigando muito. Os “aposentados” estavam dizendo ser os verdadeiros donos da dispensam porque moravam lá e os hóspedes dizendo que eram mais importantes, porque estavam na “ativa”, são úteis, fazem parte da vida! E nesse vai-e-vem, ninguém conversava mais, só falavam aos berros, havendo muitas palavras mal educadas e, até, alguns empurrões

A bonequinha tentava apaziguar todos dizendo que isto não podia acontecer, especialmente, agora que estavam perto do Natal, onde deveria reinar a harmonia e o amor.

Mas a “brigaiada” foi interrompida por Dna. Elizabeth que entrou na dispensa e colocou cuidadosamente um pacote na prateleira. Todos, esquecidos da briga por um momento, correram lá para ver e, por uma fresta do pacote, puderam ver que se tratava de uma xícara, e uma xícara muito fina! Contou a vassoura o que escutou de manhã (quando estava varrendo a sala): Dna Elizabeth falou tratar-se de uma relíquia, uma xícara antiga que foi de sua avó e que agora estava passando para a sua filha, que certamente ficaria comovida com o presente.

Isto deixou todos curiosos e começaram a correr para poder ver também. Logo começou um “empurra-empurra” em volta do pacote. Como uns estavam bravos com os outros, a educação ficou de lado, um puxava o pacote para um lado, outro para o outro até que a tragédia aconteceu: o pacote se estatelou no chão e a xícara quebrou.

Todos ficaram desesperados e começaram a colocar uns a culpa nos outros. Os mais antigos começaram a chorar com medo de que Dna Elizabeth, irritada, percebesse a bagunça da dispensa e resolvesse “se livrar” de alguns jogando-os no lixo. Veroca também começou a chorar com pena de Dna. Laura que era tão boa e não merecia isto. E nesta confusão a briga prosseguiu mais feia ainda.

De repente todos são surpreendidos com um som vindo de uma caixa que estava há muito tempo lá, mas que nunca havia se mostrado “com vida”. Chegando perto todos viram que se tratava de uma caixa de enfeites de Natal e que havia alguém batendo. Era o “Papai Noel”.

A bonequinha ficou super entusiasmada de receber Papai Noel “em pessoa” mas o espanador, que era muito rabugento, não foi da mesma opinião, ficou dizendo que tudo isso era invenção pois, Papai Noel não existia. As opiniões se dividiram, e agora todos discutiam, entre socos e pontapés se Papai Noel existia ou não.

Mas Papai Noel, deu um grito para que todos parassem e pediu a palavra:

– É uma vergonha vocês continuarem discutindo com um problema tão grave para resolver! E a xícara de Dna. Elizabeth que vocês quebraram? Como é que vai ficar isso?

Todos ficaram muito envergonhados e olharam para a caixa onde estava a xícara despedaçada que Dna Elizabeth tanto gostava.

A peneira furada, que se achava a mais inútil da dispensa, deu uma idéia:

– E se nós a colarmos?

As opiniões se dividiram, alguns achando que era a melhor solução, outros colocando muitos impecilhos: como achariam a cola? E se algum pedaço estivesse perdido? E outros ainda, diziam que não ficaria bom, Dna. Elizabeth logo perceberia que a xícara havia sido quebrada.

Veroca e o Papai Noel começaram a fazer uma votação procurando a solução. A opinião vencedora foi a de consertar a xícara. E os dois logo começaram a organizar o trabalho.

As bananas trigêmeas, que votaram contra a colagem, não queriam participar mas Papai Noel deu uma lição:

– Que coisa feia bananas! Tenho certeza de que, se vocês ganhassem, os outros iriam respeitar. É importante ter uma opinião e lutar por ela, mas quando esta opinião é vencida é preciso colaborar sinceramente com o que a maioria decidiu, sem se importar com o lado que estava anteriormente.

As bananas, vermelhinhas de vergonha, entenderam e começaram a participar.

E o serviço começou: a vassoura saiu em busca de convencer a cola, levando em sua garupa um tomate (que mesmo sendo de opinião contrária resolveu ajudar por ser o único que sabia onde a cola estava). Um grupo se reuniu para procurar os cacos e outro para juntar este quebra-cabeça. O coador de café (o mais fino de todos) se enfiou debaixo do armário para pegar a alça da xícara que lá estava, mas isto só foi possível porque o rádio, as pilhas novas e uma lâmpada iluminaram o local.

Até o biscoito francês, que dizia conhecer arte, perdeu a sua arrogância e ensinou o cotonete e a tinta a pintar algumas falhinhas da nova xícara dando os retoques finais.

Todo este trabalho seguia liderado pela bonequinha e “apaziguado” pelo Papai Noel, que sempre tinha palavras de estímulo a todos.

Quando tudo estava pronto, a xícara voltou a falar e emocionada agradeceu a todos, especialmente ao Papai Noel.

A bonequinha disse:

– Eu não falei que ele existia, ele é o próprio milagre do Natal.

– Que nada, quem fez tudo fomos nós. Graças ao nosso trabalho a xícara está pronta para Dna Elizabeth dar de presente. Aqui não tem milagre de Natal nenhum, falou o rádio rabugento.

Mas a bonequinha arrematou:

– É aí que está o milagre do Natal. É ele que motiva as pessoas a colaborarem umas com as outras, a encontrarem o que cada uma tem de melhor de si para dar para os demais, respeitando as diferenças, tolerando as deficiências e usando com proveito e humildade as suas habilidades. Papai Noel e o Natal têm esta magia, fazer com que cada um encontre e divida o amor que tem dentro de si.

Para comemorar tudo isso a bonequinha comandou uma grande festa de Natal, onde o rádio tocou muito alto as mais belas músicas de Natal, as bananas dançaram vestidas com roupas verde e vermelhas, a bonequinha e o pintinho fizeram um lindo dueto e o espanador vestido com uma casaca prateada declamou uma poesia de amor.

Amanda encontra-se em seu quarto lendo quando acontece uma ventania que faz voar todos os livros e, na próxima cena, ela se vê em uma floresta, dentro de um livro. Junto com ela aparece um velhinho (Papai Noel descaracterizado) que bateu a cabeça e parece ter perdido a memória.

Como ninguém sabe muito bem o que fazer resolvem andar pela floresta e encontram uma menina esbravejando, está brava com sua mãe porque esta a mandou visitar a vovó e ela queria brincar. Os dois conseguem convencer a menina a acompanhá-los e quando ela se levanta percebem que ela era Chapeuzinho vermelho. Ela havia mudado de idéia por causa do temporal que aconteceu, e se não fossem os dois, a história não se completaria.

Enquanto estão conversando com a menina, o velho passa perto de um lago na floresta e nas águas límpidas reflete a imagem do Papai Noel, porém ninguém percebe.

Na próxima parada eles estão no castelo da Cinderela e a festa não vai acontecer porque, com a ventania, sumiram os ingredientes e os empregados da cozinha. A única que restou não vai dar conta. Os dois, então, ajudam a cozinheira indo buscar ovos, pegando leite da vaca, cozinhando e na hora certa o jantar estava pronto. Eles assistem ao grande baile onde aparece Cinderela por quem o príncipe se apaixona.

Em uma das saídas de Amanda ela está sozinha e encontra a Rena do nariz vermelho que está procurando Papai Noel que se perdeu. Ela conta que na ventania também perdeu o seu colar de guizos. Em um momento, quando os dois estão na cozinha, o velhinho vai procurar algo em seu bornal e acha o colar de guizos. Então Amanda começa a desconfiar. Ele passa em frente a um espelho e a imagem que reflete é a do Papai Noel, mas nenhum dos dois observa.

Tendo resolvido a história da Cinderela, que não aconteceria sem a ajuda deles, eles andam pelo povoado e encontram Gepeto que quer ir embora porque não tem família, filho ou amigos. Os dois o convencem a ficar e usar sua habilidade de marceneiro para fazer um boneco. Gepeto fica feliz e diz que lhe dará o nome de Pinochio.

Gepeto começa a construir o boneco e tem alguma dificuldade, mas o velhinho começa ajudar e percebe que também tem muita habilidade para fazer brinquedos.

É quando o velhinho passa novamente em frente ao espelho e Amanda consegue ver um pedaço de sua bota. Liga os fatos do guizo encontrado, das habilidades como marceneiro e conclui que ele é Papai Noel que também havia sofrido consequencias com os efeitos da ventania.

Papai Noel sai em busca da rena que está atrelada ao trenó carregado de presentes e dá carona à sua amiga e salvadora Amanda, que afinal, também precisava voltar para casa.

Em uma bela noite de dezembro no Pólo Norte, uma fadinha pequena e sem experiência, chamada Lúcia, passeava pela redondeza fazendo mágicas para todos os lados. Fazia um pinheirinho virar abacaxi, pintou a neve de roxo, as renas viraram coelhos de Páscoa e assim por diante.

Até que apareceu sua mãe muito nervosa a sua procura. A fadinha, com medo das estrepulias que havia feito, entrou rápido na primeira casa que viu, e não era nada mais nada menos, do que a casa do Papai Noel!

Ela se escondeu dentro do armário dele e é claro que tinha que aprontar mais uma; deu vida a todas as roupas do armário.

Sua mãe que berrava a cada besteira nova que via e, como não encontrava Lúcia, resolveu apelar e fez uma mágica. Logo fogos de artifícios começaram a sair de dentro do armário indicando que Lúcia se escondia lá.

Assim Lúcia, muito envergonhada apareceu. Sua mãe pediu muitas desculpas à Mamãe Noela e começou a desfazer todas as mágicas da filha. Todos os abacaxis viraram pinheiros novamente, a neve voltou a ser branquinha, as renas pararam de comer cenouras e as roupas do Papai Noel, que estavam brincando de esconde-esconde voltaram pro armário.

Mas, espere! A mãe da fadinha não viu que a calça do Papai Noel estava atrás da porta! Assim, não desfez o seu encantamento e a calça continuou com vida. A calça brincou muito, correu por todos os lugares que sempre quis ir mas que Papai Noel não andava e, à noite, foi de novo para o armário dormir, pensando que agora poderia ir embora do Pólo Norte, para um lugar mais quentinho, pois a calça não gostava de frio!

Mamãe Noela estava vindo pro quarto e chegou a ver a calça entrando no armário, mas, pensou: “Isso tudo deve ser um sonho, quando eu acordar tudo vai estar como era antes” e resolveu dormir.

No dia seguinte Papai Noel, de banho tomado, estava pronto para continuar com a produção dos presentes, e foi até o seu armário para colocar sua roupa. Quando abriu a porta a calça acordou com a luminosidade vinda de fora, se assustou com o Papai Noel vindo em sua direção, deu um pulo do cabide, saiu correndo e gritando.

A Mamãe Noela quase desmaiou de susto com essa cena e o Papai Noel, que não sabia o que fazer saiu correndo atrás da calça. Quando chegou lá fora todos os anões, o pessoal da aldeia e até as renas estavam rindo: O Papai Noel estava de cuecas!!!
Ele entrou rápido em casa e disse: – Não posso sair sem minhas calças!

A Mamãe Noela também não sabia mais o que fazer e decidiu ir atrás da calça. Quando chegou no centro da cidade viu a calça no costureiro dando uma “aparadinha”, lendo o jornal e bebendo um suco.

A Mamãe Noela ficou furiosa, pronta para dar uma bronca nesta calça rebelde, mas antes que ela abrisse a boca a calça disse:
– Hei dona, essa saia tem telefone?
– O que você está pensando hein?! O seu lugar é no Papai Noel, ele não pode trabalhar sem calças! – disse a Mamãe Noela.
– Eu não quero nem saber, sempre vivi batendo pernas por aí sem nenhuma recompensa agora quero mais é viver minha vida.

A mamãe Noela, que não sabia mais o que fazer, voltou para sua casa. Papai Noel estava vestindo uma bermuda florida para ir trabalhar e resmungava:

– Aonde já se viu o Papai Noel de bermuda! Mamãe Noela, não tenho mais as mesmas inspirações para fazer os brinquedos para as crianças. O natal deste ano está falindo…buaaá

E o Papai Noel começou a chorar.

Mas a Mamãe Noela lembrou daquela fadinha, fazendo todas aquelas mágicas:
– Sabe, ontem apareceu uma fadinha aqui que fazia mágicas em tudo e pode ser que não desfez a mágica da sua calça. Será que você não tem em seus arquivos o endereço dela? Assim, poderemos falar com ela!

Papai Noel achou uma ótima idéia e foi logo procurar…

Lá na terra da Magia a pequena fadinha ajudava sua mãe a decorar a casa de Natal quando de repente batem à porta. Quando Lúcia foi abrir se depara com o Papai Noel na porta vestido de bermuda. Quando viu no calendário que ainda era 15 de dezembro, olhou para o Papai Noel com cara de indagação e falou:

– Você está meio adiantado, não é? Ainda nem arrumamos a casa. Volte dia 24!

Lúcia ia fechando a porta, mas Papai Noel disse:
– Não minha filha, vim aqui, pois o Natal não vai existir se você não desfizer a mágica que fez com minhas calças. Não consigo mais trabalhar, pois ela foi embora.

A fadinha começou a rir: – Isso é fácil de resolver Papai Noel eu te ajudo, mas com uma condição: Você deixa eu ajudar na sua fábrica de brinquedos por um dia?

– Claro, disse o Papai Noel.

E os dois voltaram para o Pólo Norte. Lá, eles passaram na frente de uma loja de roupas e viram a calça, tentando conversar com as peças da vitrine:

– Hei, pessoal, saiam daí, vamos embora, vamos dar uma volta em Copacabana.

– Chega de moleza! Falou a fadinha Lúcia, vá trabalhar!

A calça, sem escapatória, ajoelhou e implorou para a fadinha não lhe dar um castigo.

Então, Papai Noel disse à calça:

– Que vergonha! Logo você fazer isso comigo! Você que sempre viu a felicidade que eu proporciono para as crianças todo fim de ano. Trago paz, felicidade e esperança para todas as casas.

A calça ficou duplamente vermelha, uma porque já era vermelha e outra porque estava com vergonha: Eu sei disso Papai Noel, mas veja que a estrela da festa do Natal é você. Eu? Pobre de mim. Não valho quase nada, não sou importante, por isso, pensando não fazer falta, resolvi curtir a vida sozinha.

– Mas que bobinha! Na verdade eu não consigo nada disso sem você. Papai Noel tem que ter seu casaco e a calça vermelha, com o cinto, a bota e um saco cheio de presentes! Na verdade, eu de cuecas, só arranquei risadas das pessoas…

A calça começou a ficar orgulhosa.

– Olha, venha trabalhar – continuou Papai Noel- prometo que em janeiro vamos para Copacabana passear, tá bom?

A calça ficou toda feliz e foi logo dizendo:

– É, já estou com saudades das suas roupas, vamos logo voltar para casa!

A fadinha Lúcia desfez o encantamento.

Papai Noel vestiu suas calças e levou Lúcia para a fábrica. Lá, é lógico que ela fez um brinquedo voar ali, uma boneca dançar aqui, um carrinho subir na parede… Mas foram dias maravilhosos!
Dias de feliz espera da data mais linda do ano: o Natal!
SAMANTA DOHME

Material utilizado:– jornal
– cola branca
– bexiga
– copos plásticos descartáveis (2)
– tesoura
– pincel
– fita crepe
– tinta guache ( as cores utilizadas serão vermelho, preto, amarelo e branco)
– algodão
– papel cartão

1- corte os copos descartáveis na parte de baixo como mostra a figura .

2 – Encha a bexiga e cole com fita crepe nos copos como mostra ao lado

3- Corte fitas de jornal de cerca de 3 cm x 10 cm.

Misture a cola branca com água na proporção 1:1 (por exemplo 50ml de cola branca para 50ml de água).

Com o pincel passe a mistura de cola na bexiga, cole o pedaço de jornal e depois passe a cola em cima de novo. Uma camada só de jornal não é suficiente, pois irá ficar muito fino, coloque várias camadas

4 – Quando estiver muito molhado, espere um pouco para a cola secar e depois continue colando, até atingir mais ou menos a espessura de 4mm. Quando alcançar esta espessura fure a bexiga, você verá que a estrutura está pronta

5- Passe uma camada de tinta branca depois que a cola estiver seca para esconder os detalhes do jornal. Quando secar passe a tinta vermelha, deixando um espaço para o cinto, como mostra a figura

6- quando estiver seca a tinta vermelha, comece a fazer os detalhes. Pinte o cinto, deixando um espaço para fazer o passante vermelho da calça.

7 – Passe cola na base da calça e grude algodão . Corte em um papel cartão amarelo a fivela do cinto e cole.

8- pinte a parte de dentro de branco ou vermelho e revista depois de seco com um guardanapo ou um pano para colocar os doces e pronto!!

O RESULTADO.

Referência:

http://www.editorainformal.com.br

4 thoughts on “Datas comemorativas – Natal

  1. Muito bom mesmo. Adorei todas as dicas, da vontade de fazer todas.Pena que falta tempo.
    beijinhos a todos

    Ivana

  2. adorei o site obrigada eu quase que nao achava beijo pra todos voces xauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

    Cybele Reply:

    Olá Eduarda, tudo bem?

    Obrigada por enriquecer o nosso espaço com seu comentário
    Continue acompanhando o Educa Já!
    abraços
    Equipe Educa Já!

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