Uma criança gentil

Você já imaginou que maravilha se todas as crianças fossem gentis, afetuosas e generosas? Se, por exemplo, no dia da tão esperada excursão da escola amanhecesse chovendo e ela, ao invés de chutar a mochila que levaria com seus pertences e empurrar o amigo que também está bravo com a chuva, tivesse uma palavra de consolo e tentasse confortar os inconformados.

Ai você até poderia dizer: “Mas isto não existe!”.

Sim, eu lhe respondo, você tem toda razão. Isso não existe! E sabe por quê? Porque é muito difícil ser gentil nos momentos em que se está emocionalmente afetado. Ocorre que se a criança reage sem gentileza, sem afeto e sem generosidade, ela fica ainda mais abalada e vai crescer sempre agindo assim, se tornando um adulto que não tem atitudes generosas, nem afetuosas e muito menos gentis.

Michaelene Mundy escreveu “Uma criança gentil” onde aborda estas virtudes que, acredita ela, estão esquecidas ou dormentes nos adultos e que precisam ser reavivadas e transmitidas às crianças. Com muita delicadeza mostra a importância de se ser bondoso e que esta bondade não deve ser exercitada somente com os parentes mais próximos e sim também com estranhos, bem como com os animais, com as plantas e consigo mesma.

Ela cita um trecho da música “Pra não dizer que não falei das flores” onde Geraldo Vandré, sabiamente, diz que “…quem sabe faz a hora, não espera acontecer” mostrando que cada um é autor da sua própria trajetória e que isto acontece desde cedo. Portanto se agir com generosidade terá uma história de vida repleta de episódios generosos. Ela cita exemplos como Madre Teresa que ao ser generosa com os pobres se importou verdadeiramente com o seu semelhante vencendo todas as dificuldades.

Devemos avaliar e refletir sobre nossos comportamentos e tentarmos trazer à tona hábitos comportamentais que estão guardados e “enferrujados” e que nossas crianças não têm oportunidade de presenciar e consequentemente ter como paradigma.

A autora escreveu também “Chega de Estresse!”, “Ficar com raiva não é ruim: Um livro infantil sobre a raiva” e “Ficar triste não é ruim: Como uma criança pode enfrentar uma situação” que aborda o tema morte com muito carinho e sutileza, dentre tantos outros títulos de sua autoria.

Se você se sentiu motivada a ler agora, não deixe de nos contar sua opinião sobre o livro e se despertou algumas destas virtudes que estavam adormecidas.

Dados do livro

Título: Uma criança gentil - Um livro sobre o que você e sua bondade podem fazer!
Autor: Michaelene Mundy
Ilustrações: R. W. Alley
Coleção: Terapia Infantil
Acabamento: grampeado
Formato: 20,5 cm x 20,5 cm
Paginas: 32

Este texto foi publicado originariamente no site Mãe com Filhos

Presente super especial da Fundação Bunge

Acabei de receber um presente super especial da Fundação Bunge. Esta linda caixa toda revestida com tecido com duas velas dentro fabricadas em parafina com lâmpadas LED, uma tenologia que economiza em mais de 80% o consumo de energia eletrica.

Porém, precisamos ficar atentos quando vamos descartá-las pois elas funcionam a bateria. Nunca devem ser jogadas junto do lixo orgânico ou mesmo do reciclável. Estas lâmpadas devem ser levadas ao posto de descarte.

Quer saber mais? Então acesse www.fundacaobunge.org.br/descartedepilhasebaterias

No cartão por eles enviado diz:

A grande inovação que desejamos a você, seus familiares, amigos e comunidade é a consciência de que o amanhã será o que fizermos por ele agora e o que fizermos por nós sempre.

Alimentar ideias é Sustentar o Mundo.”

Super obrigada! Adorei!

Um presente para vocês

Para adquirir o livro Menina Flor mande um email para

Neste Natal quero presentear os queridos leitores do Educa Já! com o meu livro Menina Flor.

Para concorrer ao sorteio basta deixar um comentário aqui ou para aqueles que tem Twitter basta RT este post.

O sorteio será na quarta-feira 22 de dezembro quando entrarei em contato para que os ganhadores me enviem o endereço para que seja remetido pelo correio.

Serão sorteados 6 livros sendo que:

3 livros para os que comentarem o blog e

3 livros para os que utilizarem o Twitter.

Boa sorte!

Pelo Twitter

Sorteio para os RTs

4. @crecheladybug

5. @fernandagtardin

6. @simonezelner

Sorteio dos comentários: Como tivemos muitos comentários vou sortear 5 ao invés de 3.

32. Elizangela Lima

6. Rosangila Romanin

25. Luécio

36. Raimundo Ezequiel R de Souza

27.  Marcos Leonel

Cadê os pais que estavam aqui?

Cadê o toucinho que estava aqui? O gato comeu…

Lembram-se desta brincadeira? Talvez os mais novos nunca tenham ouvido falar. Isto porque hoje é bem mais difícil pai/mãe sentar com a criança no colo e brincar de “Hoje é domingo, pede cachimbo…” ou mesmo “Janela, janelinha, porta, campainha” apertando o nariz do filho e tantas outras brincadeiras simples, porém revestidas de muito carinho e interação.

Há quem diga que hoje este tipo de brincadeira não faz sucesso. Que as crianças só se interessam por videogame, TV por assinatura e computador.

Sentar no colo! Isso é coisa do passado.

Hoje os pais não têm tempo para estes momentos. Estão com o foco no trabalho para poder proporcionar bem estar para a família, outros em ser o gatão da academia e a gatíssima da porta da escola que acabam por não enxergar o filho que está ao redor.

A cobrança consumista, machista e da beleza a qualquer custo imposta pela sociedade acaba induzindo o pai a incentivar o filho pequeno a “desejar” as menininhas da rua, incentiva a mãe a induzir as filhas adolescentes a fazerem lipo, colocar botox, aumentar os lábios e os seios para ficarem sensuais.

Seria maravilhoso se o tempo que é destinado a essas atitudes fosse utilizado para compartilhar feitos e experiencias que promovessem maior interação entre a família.

Este comportamento gera uma educação que valoriza o TER deixando de lado a formação do SER. É preciso reverter este quadro. Há que se valorizar o ser pai e mãe. Esta responsabilidade não pode ser deixada de lado e muito menos esquecida através dos tempos.

Temos que ter pais atuantes, presentes, que participem da vida de seus filhos, que os escute falar, que os repreenda, que os oriente, que lhes dê carinho, que os eduque.

Chega de pais ausentes, que viram para o lado a fim de não ver o que o filho está fazendo para não precisar chamar a atenção.

Queremos pais presentes, atuantes, comprometidos, participativos, responsáveis.

Chega de pais “bonzinhos”!

Queremos bons pais.

As Férias estão chegando!

Há famílias que programam para que as férias do trabalho coincidam com as férias escolares e então realizam viagens para toda a família(16%). Há os que viajam ou mandam as crianças para a casa de parentes, normalmente avós (27%), e há uma minoria que não interrompe a rotina da criança deixando-as no curso de férias, normalmente, na própria escola (3%). Porém, a grande maioria deixa os filhos em casa (54%) para que possam curtir o espaço que também é deles e que no período de aula, pouco desfrutam.

É muito importante que a criança goste de ficar em casa e que valorize o espaço que também é dela. Ter um cantinho, normalmente o quarto, que seja só dela é fundamental para a construção da sua identidade. No seu espaço a criança terá oportunidade de arrumar seus brinquedos de acordo com a sua concepção de ordem, poderá brincar com os jogos que mais gosta, poderá até ficar sem fazer nada o tempo que quiser. Estes momentos de “liberdade” são fundamentais e é uma fonte incrível de dados para que os pais possam conhecer um pouco mais do seu filho.

Na correria do dia-a-dia onde cada um tem que cumprir seu horário, o entrar e sair de casa é tão rápido que praticamente ninguém observa ninguém.

Perceber como o filho cuida dos brinquedos, se divide os brinquedos com amigos, qual o brinquedo que mais lhe chama a atenção, se consegue brincar sozinho, qual o seu tempo de concentração e outras informações servirão de respaldo para compreender melhor as avaliações que o professor faz durante as reuniões escolares.

A observação é um ato importantíssimo e deve ser exercida sem interrupção da ação observada para que se tenha conhecimento inclusive do desfecho. Mesmo que você presencie uma atitude inaceitável, não interfira de imediato. Observe se a criança chega à conclusão de que sua atitude não é das melhores, e somente então chame-a para a análise e reflexão.

Nós pais, temos a responsabilidade de formar cidadãos e um dos quesitos principais para esta formação é a orientação. É levar a criança a pensar sobre suas atitudes. Fazer com que ela mesma enxergue onde não acertou.

Quando os pais têm esta preocupação em também analisar o filho, o trabalho de parceria entre pais e escola é muito mais intenso e quem sai ganhando é a criança.

Aproveitem as férias para conhecer um pouco mais o seu filho e ajudá-lo na construção da sua identidade.