Acampar ou não acampar eis a questão!

Muitos pais se sentem inseguros quando o(a) filho(a) vem com a novidade de que TODOS os amigos vão acampar e que ele(a) não pode ficar de fora. Deste momento em diante o sossego acabou, igual está acontecendo com algumas mães leitoras do Educa Já!  que já se mostram preocupadas com a chegada das Férias e a oportunidade destes programas.

Acampar sempre foi uma boa opção para desenvolver a autonomia e a responsabilidade, afinal não terão a “mamãe” do lado dizendo para não esquecerem o tênis jogado, para arrumarem a cama, guardarem a roupa e outras coisas tão comuns entre as crianças e adolescentes. Também desenvolve a socialização e a interação com o grupo, outra situação difícil, pois sabemos que não é nada fácil conviver diariamente com uma porção de pessoas.

Estas situações têm que ser orientadas pelos pais em uma conversa franca, sem rodeios, para que o filho(a) não seja surpreendido(a) com reações pouco satisfatórias dos outros componentes do acampamento. Ninguém gosta de pessoa “espaçosa”, bagunceira e que não gosta de fazer nada, ou seja, folgado(a).

Quando se vai autorizar a ida do filho(a) a um acampamento estas orientações são fundamentais, caso contrário, ele(a) aprenderá da pior forma possível.

É importante que os pais tenham conhecimento de como é o local onde o(a) filho(a) ficará acampado(a), se há lugares perigosos, que tipos de insetos, que tipo de roupa, calçado terá que levar e tantas informações quanto forem necessárias. Não hesite em perguntar tudo que lhe ocorrer. Conforme for lembrando, vá anotando, para quando chegar o momento, não esquecer de perguntar nada.

Depois vêm as recomendações sobre segurança, sobre não querer ser o(a) aventureiro(a) da turma, sobre agir com cautela e responsabilidade. É muito importante deixar bem claro que toda ação tem uma reação e que se ele(a) resolver se arriscar terá que arcar com as consequências.

No caso de adolescentes que vão acampar com um grupo e junto vai o namorado(a), a mesma conduta quanto as recomendações deve ser adotada. Na verdade este diálogo deve existir sempre, com ou sem acampamento. Os pais devem orientar sobre os riscos de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez prematura e deixar bem claro que o sexo deve ser visto com responsabilidade assim como todas as decisões que se toma na vida.

Precisamos educar nossos filhos para que eles sejam os mesmos tanto na nossa frente quanto na nossa ausência. Não poderemos andar grudados neles por toda a vida. Temos que ensiná-los a caminhar sozinhos.

Esta é a grande prova de amor!

Este post foi originalmente publicado no site Mãe com Filhos

2 thoughts on “Acampar ou não acampar eis a questão!

  1. Depoimento de uma mãe que lamenta muito não ter tido muitas permissões para acampar na adolescência (eu!)
    Acampar fazia parte da minha essência. A conexão com os amigos no espaço generoso e amplo da natureza era algo que me fazia crescer, sonhar, desenvolver. Guardo em mim as melhores lembranças dos poucos acampamentos que, com muito custo, consegui fazer com a liberação dos meus pais. Parte do meu primeiro salário foi destinado a uma barraca de camping. Como casei cedo e tive 3 filhos, tive que esperar eles crescerem um pouco para voltar às barracas. Hoje retomei o hábito, feliz… Quem quiser ler o post a seguir verá como ainda me sinto a respeito:
    http://realvalor.blogspot.com/2010/11/acampando-com-filhos.html
    Grande abraço.

    Cybele Reply:

    Querida Monica,

    Obrigada por compartilhar esta experiência belissima com meus leitores.
    Já passei no seu blog, li, adorei e deixei meu comentário.
    Ótimo domingo para vocês.
    beijinhos

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