Cadê os pais que estavam aqui?

Cadê o toucinho que estava aqui? O gato comeu…

Lembram-se desta brincadeira? Talvez os mais novos nunca tenham ouvido falar. Isto porque hoje é bem mais difícil pai/mãe sentar com a criança no colo e brincar de “Hoje é domingo, pede cachimbo…” ou mesmo “Janela, janelinha, porta, campainha” apertando o nariz do filho e tantas outras brincadeiras simples, porém revestidas de muito carinho e interação.

Há quem diga que hoje este tipo de brincadeira não faz sucesso. Que as crianças só se interessam por videogame, TV por assinatura e computador.

Sentar no colo! Isso é coisa do passado.

Hoje os pais não têm tempo para estes momentos. Estão com o foco no trabalho para poder proporcionar bem estar para a família, outros em ser o gatão da academia e a gatíssima da porta da escola que acabam por não enxergar o filho que está ao redor.

A cobrança consumista, machista e da beleza a qualquer custo imposta pela sociedade acaba induzindo o pai a incentivar o filho pequeno a “desejar” as menininhas da rua, incentiva a mãe a induzir as filhas adolescentes a fazerem lipo, colocar botox, aumentar os lábios e os seios para ficarem sensuais.

Seria maravilhoso se o tempo que é destinado a essas atitudes fosse utilizado para compartilhar feitos e experiencias que promovessem maior interação entre a família.

Este comportamento gera uma educação que valoriza o TER deixando de lado a formação do SER. É preciso reverter este quadro. Há que se valorizar o ser pai e mãe. Esta responsabilidade não pode ser deixada de lado e muito menos esquecida através dos tempos.

Temos que ter pais atuantes, presentes, que participem da vida de seus filhos, que os escute falar, que os repreenda, que os oriente, que lhes dê carinho, que os eduque.

Chega de pais ausentes, que viram para o lado a fim de não ver o que o filho está fazendo para não precisar chamar a atenção.

Queremos pais presentes, atuantes, comprometidos, participativos, responsáveis.

Chega de pais “bonzinhos”!

Queremos bons pais.

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