Ciúme – o vilão da relação

O ciúme é uma palavra que ficou banalizada devido ao seu uso constante e muitas vezes indevido para retratar situações de preservação de relação. Podemos dizer que o ciúme é instintivo e natural e que é manifestado envolvendo, pelo menos, três pessoas.

Um ponto muito importante é que não se deve rotular todo e qualquer comportamento como expressão de ciúme.

Normalmente a chegada de um irmãozinho já vem acompanhada de um “estado de alerta” dos pais em relação ao comportamento de ciúme do irmão ou irmã mais velho(a). Acredito que esta expectativa favoreça e acabe estimulando o comportamento da criança tornando-a numa ciumenta em potencial.

A mudança de comportamento dos pais (agrados, presentes, mimos em demasia) para com o filho mais velho aciona o alerta na criança de que algo mudou e que ela precisa se proteger. Há pais que reforçam todos os dias que não importa a chegada do irmãozinho, que o filho mais velho será sempre o “rei”, o “dono”, o “príncipe” da casa. Se antes ele se sentia como detentor de cada um destes títulos e ninguém o lembrava disso a todo o momento, e agora este “lembrar” passou a fazer parte do seu cotidiano, é porque algo mudou e ele então começa a se sentir ameaçado. É neste momento que o comportamento da criança começa a mudar.

Os pais querem tanto prevenir o ciúme que acabam favorecendo-o.

O melhor a fazer é agir naturalmente e tentar envolver a criança no cuidar do irmãozinho. Amamos muito nosso filho porque cuidamos dele. O cuidar é mágico e desperta o sentimento de amar. Então devemos incentivar o ato de cuidar no irmão mais velho pedindo, por exemplo, para que segure a mãozinha do bebê no momento do banho para que este se sinta seguro. Esta atitude valorizará, por si só, a figura do irmão mais velho sem que se precise dizer que ele continuará sendo “o amor da mamãe”. Sempre que houver oportunidade a mãe deve envolver o filho mais velho no “cuidar” do bebê e agradecê-lo pelo empenho e por poder contar com sua ajuda mantendo-o numa posição diferenciada não despertando a necessidade de competir com o irmão mais novo.

O mesmo deve acontecer em momentos de brincadeiras onde o irmão mais novo deve ser envolvido. Se os pais vão brincar com um jogo junto do filho mais velho é importante que o mais novo também esteja na roda mesmo sem saber como brincar. O importante é o bebê estar junto dando naturalidade ao convívio. Se os pais deixam o bebê de lado envolvendo somente o mais velho, este saberá por instinto, de que este comportamento também poderá vir a acontecer com ele. (Quem faz com um também faz com o outro).

O ciúme é a mudança de comportamento diante da insegurança do amor dos pais. A criança busca, através desta mudança, certificar-se da sua importância perante os pais.

Então, o melhor a fazer é agir com naturalidade.

Agrade quando tiver que agradar, repreenda quando tiver que repreender e ame a todos incondicionalmente.

Veja o jogo em que Dora, a irmã mais velha, ajuda a cuidar dos irmãos menores. Ali você poderá alimentar as crianças, brincar de bola e chocalho e ainda levá-las para passear de carrinho.

Para jogar clique AQUI

Este texto foi originalmente publicado no site Mãe com Filhos.

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