Redes Sociais e Educação

Este foi o tema do primeiro painel com a participação de EducaRede, um programa da Fundação Telefônica, que propunha uma discussão sobre o fato de a internet ser uma fonte rica de socialização do conhecimento minimizando a participação do professor como principal provedor das informações na sala de aula

Esta realidade está afetando a sala de aula?

Está afetando o sistema de ensino?

Estas foram as interrogações iniciais que deveriam ser debatidas no decorrer do encontro por:

Priscila Gonsales – Jornalista com mestrado pela Pontifícia Universidade de Salamanca, na Espanha, é responsável pela coordenação do Programa EducaRede Brasil.

Sam Shiraishi – Jornalista em mídia social com foco na coordenação de trabalhos em redes sociais para várias empresas.

Reinaldo Pamponet – Presidente do Instituto Eletrocooperativa, organização que trabalha com inclusão digital por meio da conexão entre música e tecnologia.

Fernando ‘Tucano’ Russel – Professor da Universidade Católica de Santos, também é colaborador do site Jovem Nerd e escreve contos para a web.

Moderador: Luiz Algarra – É consultor organizacional em processos de aprendizagem informal, construção coletiva de inovação e ativação redes sociais. Além disso realiza palestras, encontros e conversações sobre estes temas.

Logo na abertura o moderador Luiz Algarra propôs que cada um da plateia cumprimentasse o colega que estava sentado ao seu lado. Em seguida deveria trocar informações e experiências sobre o tema em pauta. Foi estipulado15 minutos para esta partilha. Após a finalização do tempo o Moderador pediu para que as pessoas da plateia trocassem de lugar procurando sentar bem longe do lugar de origem e que partilhasse as informações obtidas para o colega, de preferência, que não fosse seu conhecido.

Nesta interação acabei ouvindo uma mãe que afirmou se sentir muito comprometida com a educação do filho participando ativamente tanto proporcionando condições de acesso às informações através da web quanto sendo parceira da escola. Me disse que hoje há muitas formas de ter acesso ao conhecimento e que o professor hoje é muito mais um mediador mostrando os caminhos que o aluno pode trilhar usando estas informações.

Eis que terminou a partilha e quando todos estavam no palco para dar início ao debate, em razão de uma chuva incrível, apagou-se a luz e ficamos cerca de meia hora no escuro finalizando o encontro.

Foi uma pena, pois o tema é muito rico e renderia muitas discussões. Mas podemos continuar por aqui, o que acham?

Dê a sua opinião. Responda as perguntas acima e vamos deixar registrado aqui qual a ótica de vocês neste tema.

Fico no aguardo! Direto da #cpbr4 como blogueira insider do #EducaRede

9 thoughts on “Redes Sociais e Educação

  1. Cybele

    Acredito que o aluno de hoje tem sim acesso a inúmeras informações por diversos meios. O professor de hoje precisa ter clareza de seus objetivos, porém, não é mais possível desconsiderar os conhecimentos que os alunos apresentam quando chegam as escolas formais. Se o professor não der conta de compreender o uso das redes sociais e utilizá-las a seu favor e a favor do aprendizado fincará uma luta desnecessária e com grande possibilidade de ser derrotado.

    Fala-se tanto em autonomia, não é mesmo? É hora de fazer com que o aluno tenha a verdadeira autonomia com responsabilidade.

    Diversificar o currículo também é um bom caminho…

    Minha filha de 3 anos já nasceu no meio das redes sociais, já está inserida em diversas informações oferecidas por nós, pelas leituras, pelos passeios culturais, pela escola, por sua curiosidade de criança e pela web (pela web sim…sempre acompanhada de nós, os pais) afinal, dizer que ela terá idade para começar acessar informações pela web é o mesmo que querer medir o que ela deve aprender agora, depois o que ela deve aprender amanhã… depois, e depois… Respeito a idade dela, o seu momento criança… mas essa é a geração x ou será Y??

    Abraços,

    Débora Martins Machado

    Cybele Reply:

    Olá Debora, tudo bem?

    Adorei sua interação. Concordo plenamente e acrescento:
    O professor hoje, felizmente, não é mais aquele que fica na frente da sala de aula falando e falando. Hoje o professor é o mediador. Mesmo que o professor ainda não domine completamente os recursos digitais como os alunos dominam, ele tem a didática, ou seja, ele conduzirá o aluno a utilizar de forma correta as informações que têm acesso promovendo a aprendizagem. Se o aluno não tiver esta mediação do professor de nada adiantará ter acesso a todas estas informações. A aprendizagem não acontecerá.
    Você enriqueceu e muito este debate que está só começando.
    Super obrigada!
    bjs

  2. Olá!

    Eu tenho uma humilde opinião sobre o assunto. A grande rede veio apenas para descortinar aquilo que já estava visivelmente claro para nós. O rei está nu.

    A educação é do Século XVI, o conteúdo do Século XIX e os estudantes de XXI. Há algo errado nisso, não?

    A escola precisa de professores preparados para entender esse novo fenômeno, e como isso afeta a vida humana. Porém, como um professor pode se dedicar a centenas de alunos, ao mesmo tempo? Precisamos diminuir a quantidade de alunos pro professor, para que ele dedique corpo e alma àquele ser que está crescendo no mundo.

    Cybele Reply:

    Olá Dorly, tudo bem?

    Excelente a sua abordagem.
    Concordo com os pontos que você abordou.
    Obrigada por participar. Estou adorando este debate.
    abraços

  3. Cybele

    E mais… os cursos de graduação tem o desafio de pensar um novo currículo que dê conta de formar o “professor mediador”, aquele que auxiliará o aluno na organização de tantas informações…

    Seguimos conversando..

    Beijos
    Déobra Martins Machado

  4. A meu ver os cursos de Pedagogias, Letras e todos aqueles voltados à Educação deveriam incluir no currículo uma disciplina chamada “Educomunicação”, que é um termo criado pelo latinoamericano Márcio Kaplun e adptado no Brasil pelo Prof Ismar de Oliveira Soares. Na USP de São Paulo, existe o Núcleo de Comunicação e Educação que já desenvolve políticas de divulgação dessa nova área de conhecimento aos professores. Seria importante trabalharmos mais profundamente a relação “Educação X Comunicação”, pois hoje os meios e possibilidades de comunicação diversificaram muito e alteram sem dúvida o panorama da educação no Brasil. Assim os professores conseguiriam ser melhores mediadores. Que bom seria se cada sala de aula fosse adaptada com um computador ligado a internet, datashow e recursos multimidias para que em TODAS as aulas eles fossem usados. Assim os barulhos latentes na sala de aula de bagunça se transformaria em barulhos do aprendizado. Uma coisa que me choca muito nas poucas vezes que assumo o papel de professor numa sala de aula do ensino regular é o barulho dos alunos que nada consegue controlá-los. Não sou contra o barulho, mas a favor do barulho construtivo, direcionado, organizado.

    Cybele Reply:

    Olá Danilo, tudo bem?

    Que excelente contribuição.
    Te aguardo com outros comentários.
    Super obrigada por participar e enriquecer nosso espaço.
    abs

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