Dia Mundial da voz – 16 de abril

Dicas e orientações para manter a Saúde Vocaldos Professores
Fonte: Revista Maringá Ensina

Relações entre trabalho, saúde e qualidade de vida  são
imprescindíveis para o bem-estar do profissional da educação

A voz é o meio de comunicação mais utilizado pelo ser humano, tendo esta  características próprias. Como a nossa fisionomia, varia de acordo com a idade, sexo, personalidade e estado emocional. É através da voz que expressamos nossas idéias, sentimentos e pensamentos.

A voz é produzida pelas pregas vocais, localizadas na região do pescoço, mais precisamente na laringe, e encontram-se afastadas durante a inspiração e a expiração, permitindo a passagem do ar livremente. A produção vocal ocorre a partir da aproximação e vibração das pregas vocais no momento da expiração, devido à força provocada pela passagem do ar vindo dos pulmões.

O som produzido na laringe é amplificado pelas cavidades de ressonância (faringe, boca e nariz) e articulado por meio dos lábios, língua, bochechas, mandíbula e palato.

Na docência um dos principais recursos utilizados é a voz, esta é responsável pelos primeiros elos de contato entre professor – aluno. Portanto, é essencial que o professor tenha uma boa qualidade vocal, e hábitos corretos de postura, pois seu padrão de conduta, além de influenciar na transmissão de seus conhecimentos, é observado e, muitas vezes, imitado pelos alunos.

Com o objetivo de transmitir seus ensina-mentos e manter a sala de aula atenta, muitos professores abusam da garganta, causando sérios danos a sua saúde vocal. Esses excessos e a má utilização da voz podem levar a uma disfonia causada pela manifestação de nódulos, pólipos, edemas, cistos, rouquidão, pigarros, etc.

A classe dos professores é uma das mais acometidas pelas disfonias, tendo como causas tanto a jornada de trabalho, que na maioria das vezes é excessiva, como também a falta de conhecimento de técnicas vocais apropriadas. (Frabon & Omote, 2000)

Grande parte dos estudiosos afirma que os ouvintes guardam na memória cerca de 10% do que ouvem. Porém, quando vêem ou participam com o corpo, a retenção das informações aumenta para 20% ou 30%. Isso nos mostra que o professor pode e deve utilizar outros recursos para ensinar.

É importante que os professores procurem orientações com profissionais da área, fonoaudiólogos ou médicos otorrinolaringologistas, para verificarem as condições de sua voz. A falta de conhecimentos e cuidados com a voz muitas vezes acaba impedindo o professor a continuar sua docência.

A prevenção é a melhor maneira para se evitar problemas vocais. No entanto, são raros os profissionais que procuram  atendimento fonoaudiológico antes de se instalar um problema. Geralmente, apenas no momento em que se torna evidente sintoma como fadiga ao falar, falhas na voz, ou até mesmo quando já se estabeleceu uma patologia que os impossibilite de utilizar a mesma, é que o professor reconhece a importância da própria voz e os cuidados a serem tomados com ela.

Os primeiros sinais de que algo não vai bem com o aparelho fonador pode se manifestar por meio de uma série de alterações:

    • Fumar ou ingerir bebidas alcoólicas;
    • usar a voz para competir com o barulho interno e externo da classe;
    • roupas pesadas e que apertem a região do pescoço e abdome, pois dificultam os movimentos do diafragma;
    • pigarrear ou tossir, hábitos que irritam as pregas vocais;
    • chupar pastilhas, gengibre,  cravo ou borrifar sprays. O efeito anestésico alivia os sintomas, mas as pregas vocais continuam machucadas;
    • falar enquanto escreve na lousa. Isso faz com que o professor tenha que aumentar a intensidade de sua voz e que aspire pó de giz;
    • falar de lado ou de costas para os alunos. Quando fazemos isso a tendência é aumentarmos a intensidade vocal;
    • comer alimentos gordurosos ou muito temperados, que aumentam a produção e a espessura da secreção, dificultando a fala e a deglutição.
    • Tomar água em temperatura ambiente durante as aulas, sempre em pequenos goles;
    • repousar a voz entre as aulas;
    • apagar a lousa com pano úmido, para evitar a inalação da poeira de giz;
    • comer maçã regularmente. Ela é adstringente, ou seja, limpa o trato vocal e a sua mastigação exercita a musculatura responsável pela articulação das palavras;
    • tomar diariamente sucos cítricos, como os de laranja e limão. Eles ajudam na absorção do excesso de catarro;
    • espreguiçar-se e bocejar várias vezes ao dia. Esses movimentos relaxam a musculatura do corpo e da garganta;
    • durante o banho, deixe a água quente cair nos ombros, fazendo leves movimentos de rotação com a cabeça e ombros. Isso ajuda a diminuir a tensão do dia-a-dia;
    • fazer exercícios regularmente e cuidar da saúde como um todo, pois qualquer problema no corpo pode influenciar na produção da voz.
  • O enfraquecimento ou perda da voz no fim do dia;
  • voz rouca na sexta-feira e com melhor qualidade
    após repouso no fim de semana;
  • quebras na voz durante a fala;
  • voz rouca por vários dias;diminuição do volume vocal;
  • voz mais grave;
  • dores e ardor na região da garganta;
  • excesso de secreção (catarro);
  • cansaço ao falar.
  • Algumas mudanças na rotina e pequenos cuidados cotidianos ajudam a prevenir distúrbios graves.

    De acordo com Pletsch (1997), Pinho (1997), Aydos (2000), a voz do professor é passível a inúmeras interferências, tais como: abusos vocais, condições climáticas, vícios, alimentação, distúrbios respiratórios, alterações hormonais e hidratação inadequada.

    EVITE

    HABITUE-SE

    Seguindo estas recomendações, os educadores estarão prevenindo-se de futuras alterações e males vocais.

    A atividade de educador exige um uso intensivo e contínuo da voz. Cabe aos mestres estar cientes das conseqüências que as alterações vocais podem causar na sua vida profissional, social e emocional.

    Os professores precisam aprender a tirar o máximo proveito de seu potencial vocal. Para receber mais orientações sobre os cuidados que deve ter com sua voz procure um fonoaudiólogo.

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