Educadores se preparem, o EducaCamp está chegando

Amigos educadores,

Leiam a postagem feita por mim no blog do EducaCamp e se programem para nos encontrarmos na Campus Party 2012.

 Se você não conseguiu adquirir o ingresso para participar da Campus Party, não tem problema, iremos fazer um encontro do EducaCamp também no ambiente de entrada da CP2012

http://educacamp.wordpress.com/2011/12/27/educacamp-ja-esta-no-esquenta-para-a-cparty2012/

Você não vai querer ficar de fora, não é mesmo?

Te espero lá!

FELIZ NATAL PARA VOCÊS!

Clique na imagem acima

Queridos amigos que acompanham o Educa Já!

Desejo a vocês um Natal maravilhoso e um 2012 repleto de saúde, felicidade e grandes realizações.

Este ano que passou foi maravilhoso principalmente porque tivemos vocês sempre por perto.

A caminhada é sempre mais amena quando se tem ao lado um amigo.

Sintam-se abraçados!

Com carinho

Equipe Educa Já! e Cybele Meyer

Filho(a) estabanado(a)

É muito comum quando o menino ou menina começa a chegar perto da adolescência e, de um dia para o outro, dá um salto de crescimento. Cresce a olhos vistos. Dependendo do fator genético este crescimento acelerado é até esperado. O que não se espera é o efeito que este crescimento rápido pode ocasionar.

Quando o rapaz ou a mocinha cresce muito rápido o cérebro não acompanha no que diz respeito à noção espacial, ou seja, ele continua dando as mensagens tomando por base o tamanho do pé, braço, mão anteriores.

É por esta razão que quando a menina está almoçando e vai pegar o copo para beber esbarra derrubando-o. Na verdade o cérebro calcula a distância tomando por base o tamanho anterior do braço e da mão. Como ela cresceu rápido sua mão chegou antes do calculado chocando-se com o copo.

O mesmo acontece com o menino que antes calçava 35 e de repente calça 39 e passa a chutar os pés da mesa quando se aproxima para sentar-se, ou choca-se com o pé da cadeira, ou mesmo pisa no pé do outro sempre quando se aproxima para conversar e assim por diante.

Os braços então, que se movimentam para todos os lados vão “varrendo” tudo que encontram pelo caminho num efeito devastador.

É claro que estou exagerando um pouco, mas o “ser estabanado” tem origem nesta fase da vida. O importante é entender o que está acontecendo com este adolescente e procurar lhe passar calma e segurança para enfrentar mais esta mudança, dentre tantas que ocorrem na adolescência.

Sabendo que ele não está fazendo isso de propósito e muito menos porque quer provocar ou chatear, os pais podem orientar seus filhos para que se concentrem nos movimentos ajudando o cérebro a desenvolver a noção espacial com mais rapidez.

 

O que fazer com as crianças nas férias escolares?

Quando o período das Férias se aproxima a preocupação dos pais é sempre a mesma:

- O que fazer com os filhos durante o período de recesso? Eis a questão…

Há famílias que programam para que as férias do trabalho coincidam com as férias escolares e então realizam viagens para toda a família.

Há os que viajam ou mandam as crianças para a casa de parentes, e há uma minoria que não interrompe a rotina da criança deixando-as no curso de férias, normalmente, na própria escola.

Porém, a grande maioria deixa os filhos em casa para que possam curtir o espaço que também é deles e que no período de aula, pouco desfrutam.

É muito importante que a criança goste de ficar em casa e que valorize o espaço que também é dela. Ter um cantinho, normalmente o quarto, que seja só dela é fundamental para a construção da sua identidade. No seu espaço a criança terá oportunidade de arrumar seus brinquedos de acordo com a sua concepção de ordem, poderá brincar com os jogos que mais gosta, poderá até ficar sem fazer nada o tempo que quiser. Estes momentos de “liberdade” são fundamentais e é uma fonte incrível de dados para que os pais possam conhecer um pouco mais do seu filho.

Na correria do dia-a-dia onde cada um tem que cumprir seu horário, o entrar e sair de casa é tão rápido que praticamente ninguém observa ninguém.

Perceber como o filho cuida dos brinquedos, se divide os brinquedos com amigos, qual o brinquedo que mais lhe chama a atenção, se consegue brincar sozinho, qual o seu tempo de concentração e outras informações servirão de respaldo para compreender melhor as avaliações que o professor faz durante as reuniões escolares.

A observação é um ato importantíssimo e deve ser exercida sem interrupção da ação observada para que se tenha conhecimento inclusive do desfecho. Mesmo que você presencie uma atitude inaceitável, não interfira de imediato. Observe se a criança chega à conclusão de que sua atitude não é das melhores, e somente então chame-a para a análise e reflexão.

Nós pais, temos a responsabilidade de formar cidadãos e um dos quesitos principais para esta formação é a orientação. É levar a criança a pensar sobre suas atitudes. Fazer com que ela mesma enxergue onde não acertou.

Quando os pais têm esta preocupação em também analisar o filho, o trabalho de parceria entre pais e escola é muito mais intenso e quem sai ganhando é a criança.

Aproveitem as férias para conhecer um pouco mais o seu filho e ajudá-lo na construção da sua identidade.

Deixar acampar ou não, eis a questão!

Muitos pais se sentem inseguros quando o(a) filho(a) vem com a novidade de que TODOS os amigos vão acampar e que ele(a) não pode ficar de fora. Deste momento em diante o sossego acabou!

Acampar sempre foi uma boa opção para desenvolver a autonomia e a responsabilidade, afinal não terão a “mamãe” do lado dizendo para não esquecerem o tênis jogado, para arrumarem a cama, guardarem a roupa e outras coisas tão comuns entre as crianças e adolescentes. Também desenvolve a socialização e a interação com o grupo, outra situação difícil, pois sabemos que não é nada fácil conviver diariamente com uma porção de pessoas.

Estas situações têm que ser orientadas pelos pais em uma conversa franca, sem rodeios, para que o filho(a) não seja surpreendido(a) com reações pouco satisfatórias dos outros componentes do acampamento. Ninguém gosta de pessoa “espaçosa”, bagunceira e que não gosta de fazer nada, ou seja, folgado(a).

Quando se vai autorizar a ida do filho(a) a um acampamento estas orientações são fundamentais, caso contrário, ele(a) aprenderá da pior forma possível.

É importante que os pais tenham conhecimento de como é o local onde o(a) filho(a) ficará acampado(a), se há lugares perigosos, que tipos de insetos, que tipo de roupa, calçado terá que levar e tantas informações quanto forem necessárias. Não hesite em perguntar tudo que lhe ocorrer. Conforme for lembrando, vá anotando, para quando chegar o momento, não se esquecer de perguntar nada.

Depois vêm as recomendações sobre segurança, sobre não querer ser o(a) aventureiro(a) da turma, sobre agir com cautela e responsabilidade. É muito importante deixar bem claro que toda ação tem uma reação e que se ele(a) resolver se arriscar terá que arcar com as consequências.

No caso de adolescentes que vão acampar com um grupo e junto vai o namorado(a), a mesma conduta quanto as recomendações deve ser adotada. Na verdade este diálogo deve existir sempre, com ou sem acampamento. Os pais devem orientar sobre os riscos de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez prematura e deixar bem claro que o sexo deve ser visto com responsabilidade assim como todas as decisões que se toma na vida.

Precisamos educar nossos filhos para que eles sejam os mesmos tanto na nossa frente quanto na nossa ausência. Não poderemos andar grudados neles por toda a vida. Temos que ensiná-los a caminhar sozinhos.

Esta é a grande prova de amor!

Criança precisa de rotina

Acho muito pertinente falarmos sobre rotina.

Nos dias de hoje, muitas famílias, em razão do emprego que têm, não conseguem desenvolver nenhum tipo de rotina. Há aquela família que muda constantemente de casa, de cidade e muitos até de país. Há também aquela que nunca têm hora para chegar em casa e consequentemente os filhos acabam não tendo nenhum tipo de rotina. Não têm hora para acordar, para tomar café, almoçar e muito menos para dormir.

A falta de rotina dificulta que a criança chegue no horário certo na escola, que leve o material para a aula, que vá de uniforme, e tantas outras situações. Na escola são sempre as mesmas crianças que chegam sem o uniforme. São sempre as mesmas que nunca devolvem o livro na biblioteca, que levam o brinquedo fora do dia combinado e que no dia do brinquedo nunca trazem.

Este comportamento totalmente desencontrado é reflexo da falta de rotina.

O próprio corpo acaba não sabendo ao certo se irá almoçar ou jantar. O sono nunca vem no mesmo horário, e então temos crianças que dormem cada dia mais tarde e consequentemente dão muito trabalho para acordar.

É muito importante que a criança saiba o que irá acontecer com ela no decorrer do dia e isso só é possível em razão da rotina. A falta de rotina ocasiona insegurança na criança e esta insegurança a acompanha durante toda a vida.

A rotina consiste em manter o mesmo hábito desde que o bebê nasce. Ter hora para dormir, para se alimentar, para tomar banho é fundamental para, inclusive, o funcionamento do corpo. Quando a criança tem horário para se alimentar, o intestino funciona com mais naturalidade. Quando se estabelece o horário máximo para a criança ir dormir, o sono começa a se manifestar um pouco antes do horário limite.

O nosso corpo se adéqua à rotina. Se começamos a almoçar todos os dias às 12h, passamos a sentir fome neste horário. É como se ele avisasse que já está na hora de almoçar. Porém se o almoço não tem hora para acontecer, é normal: ou se ter fome o tempo todo ou não ter fome. O mesmo acontece com o sono, e assim por diante.

O mais estimulante em se ter estabelecido a rotina é poder sair da rotina nos finais de semana e nas férias escolares.

Se o dia-a-dia é sempre sem rotina não há qualquer novidade nestas ocasiões.

Acredito que vale a reflexão, não acham?