Você ajuda seu filho a vencer desafios?

Você ajuda seu f ilho a vencer desafios?

Acho muito pertinente este assunto em razão do visível enfraquecimento do vínculo entre pais e filhos. Pais que se sentem perdidos sem saber como agir diante das situações vivenciadas pelo filho. Desde os primeiros anos os pais sentem esta dificuldade e acabam, em razão disso, se tornando omissos e ausentes.

Os pais que são frutos da mudança dos anos 60/70/80, em que se passou de uma criação autoritária para uma criação totalmente permissiva, perderam totalmente o referencial e por isto sentem-se perdidos sem saber como agir. Esta permissividade acabou promovendo a valorização do “eu quero agora” e do “eu posso tudo” e o surgimento de pais que acabam competindo com seus filhos porque também “querem agora” e que pensam que também “podem tudo”.

Está na hora de se encontrar o ponto de equilíbrio. É preciso saber qual a melhor hora para se dizer NÃO e qual a melhor hora de se dizer SIM, assim como a melhor hora para se dizer ESPERE UM POUCO. É preciso saber estimular a autonomia do filho, porém com a sua supervisão para que possa intervir nos momentos decisivos, afinal eles estão em formação.

Este intervir no momento certo chama impor “limites” aos filhos, e esta aprendizagem ensinará quais serão seus direitos e deveres. Exemplos como o do filho que sai do carro e deixa a mochila para a mãe carregar,  ou esquece o material em casa e a mãe/pai sai correndo para levar para a escola. Mesmo quando tira nota baixa e a mãe/pai exige que a mesma seja revista pelo professor, e tantos outros exemplos tão comuns no ambiente escolar, que em vez de serem ótimas oportunidades de aprendizagem e ensinamentos, acabam sendo desperdiçados pela ação mais confortável.

Quando a criança deixa a mochila no carro e entra na escola, os pais devem aguardar até que ele volte para buscar (isto deve ser combinado antecipadamente). O ideal é que isto seja orientado logo na primeira vez, mas se não foi, lembre-se que sempre é tempo para se educar. Se ele não voltar, vá embora e deixe-o sem o material. Uma única vez é suficiente para ele lembrar que a obrigação de pegar a mochila, de levar o material e de tirar notas altas é dele.

Estar atento e orientar o filho sempre que necessário faz parte da educação dada pelos pais. O orientar não quer dizer resolver o problema pelo filho e sim mostrar qual o melhor caminho a ser seguido, porém quem tem que caminhar é o filho. A autonomia é fundamental para a formação da personalidade.

Os pais têm que saber qual o limite entre proteger e superproteger. Os desafios estão presentes no dia a dia e dar respaldo aos filhos para superarem é o grande diferencial para se formar cidadãos educados, conscientes, seguros e determinados.

Esta parceria entre pais e filhos, uma vez iniciada, não tem tempo para acabar. Uma troca de ideias, o pedir opinião, um conselho estará presente durante toda a vida. Não há situação mais tranquilizadora do que ouvir o que os pais pensam sobre determinado assunto, afinal a experiência de vida conta muito nestas ocasiões.

E você o que pensa sobre este assunto? Deixe aqui a sua opinião.

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