Seu filho no pique da volta às aulas #gazetaonline

Na semana passada fui entrevistada pela repórter Daniella Zanotti da Rede Gazeta e falamos sobre o comportamento dos alunos diante do final das férias e retorno às aulas.

Ficou bem interessante e reproduzo o conteúdo abaixo.

Para ler a matéria completa clique AQUI

Seu filho no pique da volta às aulas

É importante estimular a vontade de ele retornar à escola

Daniella Zanotti
dzanotti@redegazeta.com.br

foto: Vitor Jubini

Maria Cecília, 4, vai estrear na escola neste ano e não vê a hora de usar  a mochila nova. Já João Lucas, 10, quer mesmo é encontrar os coleguinhas do colégio

Os dias de diversão e de folga na rotina estão perto de acabar para os estudantes. As aulas voltam daqui a uma semana em boa parte das escolas capixabas e, por isso, é hora de os pais começarem a incentivar os pequenos para o início do ano letivo. Especialistas em educação dão dicas para que o retorno seja tranquilo e para que os momentos de acordar cedo, de estudar e de voltar com as atividades extracurriculares não se tornem uma tortura.

Envolver a criança na compra e na organização do material escolar pode dar muito certo. O filho tende a ficar mais animado ao escolher alguns itens, além de ajudar a encapar livros e cadernos e participar da arrumação da mochila.

“São formas de estimular a criança. É importante, ainda, que os pais falem o que tem de bom na escola, os amiguinhos, os professores e as brincadeiras”, orienta a psicopedagoga Cybele Meyer.

Os irmãos João Lucas, 10, e Maria Cecília, 4, já estão contando os dias para o início das aulas. Para a menina, será um mundo novo, já que vai frequentar a escola pela primeira vez. “Ela não vê a hora de estrear o uniforme e a mochila nova. Fica provando a roupa o tempo todo”, conta a mãe, a fotógrafa Sabrina Viana Figueiredo Hoehene, 33.

João Lucas também fica empolgado para voltar para o colégio, principalmente por causa dos coleguinhas de turma. A mãe conta que os amigos se encontram durante as férias para dar continuidade a um rodízio de livros incentivado pela escola.

“São sete livros de uma coleção para a leitura durante as férias. Ele fica doido para encontrar com os colegas e isso estimula a vontade de voltar para a escola”, diz Sabrina.

Pequeninos
No caso das crianças menores, em idade pré-escolar, Cybele Meyer diz que há três situações diferentes de adaptações: aquelas que desde o primeiro dia ficam resistentes, grudam no pescoço da mãe e choram durante uma semana até se adaptar; as crianças que não terão nenhum problema nesse sentido por causa da própria personalidade e relacionamento interpessoal muito aflorado; e, finalmente, os pequenos que frequentam a escola durante a primeira semana, exploram todas as novidades, mas depois se recusam a voltar pois preferem a rotina da própria casa. Essa última situação é a mais conflituosa, diz a psicopedagoga.

“É importante que os pais estejam preparados para insistir. Alguns pensam que pode ter acontecido algo na escola, porque o filho estava indo bem e, de repente, não quer mais voltar. Mas, nessa idade, é normal querer o novo e depois se cansar”, afirma a especialista. Portanto, nada de deixar a criança em casa por mais alguns dias ou trocar de escola, porque não está agradando logo de cara ao filho.

“Os pais precisam ser parceiros da escola, mesmo que a criança fique chorando, pois ela vai se adaptar. Se ela for transferida logo para outro colégio, o comportamento só será reforçado. Os estudantes nos primeiros anos do ensino fundamental também podem estranhar a rotina e usar outros pretextos, como dor de cabeça”, alerta Cybele Meyer.

Tudo novo
Quando o filhote vai para outra escola ou se está começando a estudar, vale a pena chegar mais cedo no primeiro dia de aula ou até dias antes para que ele se acostume ao novo ambiente, sugere a pedagoga da Escola Ilha-Florescer, Patrícia Sabadini. “É importante a criança se familiarizar com o espaço para se sentir mais segura”.

Cybele Meyer acrescenta que “se o filho já tem um histórico de adaptação difícil, o melhor é a mãe ir com ele na escola para animá-lo a descobrir o que mudou no local, por exemplo”, diz.

Quanto mais nova a criança, mais dificuldade terá de entender a rotina. E o retorno se torna mais difícil se ela ficou mais tempo na companhia dos pais nas férias. Por isso, uma dica é dizer ao filho que está contente em voltar para o trabalho e que também vai ser bom rever os colegas.

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2 thoughts on “Seu filho no pique da volta às aulas #gazetaonline

  1. Cybele querida, a matéria ficou muito boa e o seu foco em orientar os pais mais ainda. Eu já vivi duas das situações que você indica no perfil pré-escolar. Na primeira experiência com a escola o CJ não ficava por nada no mundo, chorava, agarrava na roupa, gritava e pedia para voltar pra casa. Antes de sair já era um misto de ansiedade e medo dando sinais da insegurança do novo e depois, vencida a longa adaptação escolar ele caminhou bem. No segundo ano de atividades escolares ele deslanchou. Mesmo sendo uma escola nova ele adaptou-se rapidinho, em menos de 1 semana e mal me dava tchau, demonstrando grande interesse em ir e ficar na escola. E como continuará na mesma este ano, espero que o sucesso e confiança se mantenham. Vamos ver.
    As expectativas são grandes.
    Beijos.

    Cybele Reply:

    Olá Tiffany,

    O seu posicionamento e o se manter segura foi fundamental para que a adaptação do CJ fosse menos dolorida.
    O comportamento da mãe (avó, pai…) neste momento é fundamental para a criança, pois para ela é uma situação diferente e como eles não tem noção de tempo, ao não verem mais a mãe acreditam que foram abandonados. A partir do momento que percebem que a mãe deixa, mas vem buscar, tudo muda. É por isso que eles choram. E é neste momento que cabe à mãe mostrar segurança para que o filho entenda que ela nunca proporcionaria algo ruim. É difícil, mas depois de superada dá uma sensação de vitória, não é mesmo?
    beijinhos

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