Nome ou apelido?

A escola é o ambiente mais propício para se obter apelidos. Colocar apelido em sintonia com o nome, como uma abreviação por exemplo, sempre foi tida como uma forma carinhosa e mais próxima de tratar uma pessoa. Quando se passa a chamar Luciana de “Lu”, Mariana de “Mari”, Josefa de “Jô”, Francisco de “Chico” e assim por diante, é sinal de que nos tornamos mais próximo daquela pessoa, nos tornamos amigos(as).

Esta prática ocorre justamente em razão da convivência contínua. É por esta razão que o colocar apelido ocorre geralmente no ambiente escolar, familiar ou de trabalho.

O colocar apelido em alguém pode ser uma atitude saudável desde que a pessoa apelidada concorde com ele. Se o apelido causar constrangimento deixa de ser um ato carinhoso e passa a ser considerado bullying.

Como saber então se o apelidado está ou não de acordo com o apelido que recebeu?

O melhor a fazer é perguntar para o próprio se ele autoriza ser chamado pelo apelido ou se prefere ser chamado pelo nome. Ninguém melhor do que a própria pessoa para autorizar ou não.

Uma boa prática da escola é, logo no início do ano, quando a professora estiver fazendo a chamada pela primeira vez, perguntar para cada aluno se ele tem apelido e se gosta de ser chamado por ele.

O que pode ser normal para um, pode ser traumático para outro. Tive uma aluna que adorava ser chamada de “pequena” em razão de ser estilo mignon. Outra também pequenina era chamada de “cisquinho”. Já Marina, que passou a ser chamada de Gisele em razão de ser alta e magra e lembrar a modelo Gisele Bündchen, detestava este apelido.

O apelido age diretamente no emocional do apelidado. É por esta razão que não há uma regra a ser seguida para se detectar se o apelido está interferindo ou não no dia-a-dia do apelidado.

Antes de chamar alguém pelo apelido, peça autorização. Assim você saberá a melhor maneira de agir sem ferir e nem intimidar.

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