Entrevistas

Entrevistada no Programa Papo Livre da TV Indaiá

Conte Sua História de SP: a gaita de fole paulistana

Leia toda a história acessando AQUI


Homenagem que recebi da Rede Globo e #cordelencantado

Homenagem a Cybele Meyer

Lançamento do livro Pedolândia – A cidade onde se fala a língua do Pé.

Com a corda no pescoço #LendoeRelendo

Fui convidada pela equipe do Lendo e Relendo para fazer uma matéria que acabou sendo capa do informativo, conforme imagem acima, e que compartilho com vocês aqui no blog.

Leia toda a matéria AQUI

Gazeta Digital

Fui convidada para um encontro com Jô Soares. Para ler clique na imagem

24/08/2013 – 16h04 – Atualizado em 25/08/2013 – 15h43

28/04/2013 – 14h25 – Atualizado em 28/04/2013 – 14h25

Especialistas mostram e ensinam que a boa educação começa em casa

Cabe à família investir na formação cultural e dar exemplos

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/04/noticias/cidades/1434134-especialistas-mostram-e-ensinam-que-a-boa-educacao-comeca-em-casa.html

DIA NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO – 14 de novembro

Artigo meu na Home da Revista Personare


Entrevista no Jornal da Tarde 19/02/2011

Meus textos no Jornal impresso e virtual “A Página” de Portugal. Para ler os textos clique na imagem abaixo.

Matéria escrita para o blog da Petrobrás: De Carona com Elas. Clique na imagem para ler na íntegra.

Convite para participar do debade sobtre Educação na “Sala de Marina”

Texto utilizado no site oficial Chapada do Araripe

Pala ler a matéria na íntegra clique na imagem

Campinas.com

Mulher Multitarefa e Multimídia

Para ler a matéria na íntegra clique na imagem

Bienal do livro

Folhateen – 18/10/2010 e no dia seguinte saiu na home da Folha.com

Conheça o professor multitarefa – MSN – Revista Personare

Para ler o artigo na íntegra clique na imagem abaixo

Entrevista ao MSN Personare sobre o tema abaixo


Matéria publicada no Jornal do Brasil

Para ler a matéria na íntegra clique na imagem

Convite para participar do debate sobre o Dia da Internet Segura 2011 – Clique na imagem

Entrevista ao Jornal Gazeta Online do Espírito Santo sobre

Pala ler a entrevista na íntegra clique na imagem.

Internet Segura – entrevista

Clique para ler a História completa

Clique aqui para ler na íntegra

Artigo na Revista Profissão Mestre

Para ler o artigo na íntegra clique na imagem

Jornal A Gazeta do Espírito Santos

Entrevista com Cybele Meyer sobre “Estudar faz bem e não dói”.

De Carona com elas – Petrobrás

Para ler a matéria na íntegra clique na imagem abaixo

Matéria publicada no Informativo da Secretaria de Educação de Santa Catarina

Apresentação feita a convite do Portal da Educação

Web 2.0 e a Aprendizagem

Participação na matéria Jornal A Gazeta

Para ler a matéria na íntegra clique na imagem abaixo

OUTROS LINKS DO MESMO JORNAL “GAZETA ONLINE”

Mais que conteúdo, atividades fora de sala ensinam para a vida

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/04/626907-mais+que+conteudo+atividades+fora+de+sala+ensinam+para+a+vida.html

Só passar de ano não adianta

Educadores debatem a proposta de acabar com a repetição de alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental

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Digitação ameaça a letra escrita

Nos EUA, letra cursiva já é opcional; tendência pode chegar ao Brasil

18/03/2012 – 20h23 – Atualizado em 18/03/2012 – 20h23

A Gazeta

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31/01/2010 – 00h00 – Atualizado em 31/01/2010 – 00h00

No tabuleiro ou no computador, jogos desenvolvem habilidades

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14/10/2012 – 00h00 – Atualizado em 14/10/2012 – 12h19

Novos professores: eles aprendem, além de ensinar

No lugar de impor respeito, saber conquistar. Ser capaz de entender a linguagem dos alunos e também de falar a língua deles, estão entre as características

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/10/noticias/cidades/1365229-novos-professores-eles-aprendem-alem-de-ensinar.html

25/08/2010 – 14h53 – Atualizado em 25/08/2010 – 14h53

Escolas mais disputadas já têm mais de mil em listas de espera

Procura em algumas particulalres é tanta que, como acontece na rede pública, existe até quem durma na fila para garantir a matrícula do filho

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/08/663308-escolas+mais+disputadas+j+aacute+t+ecirc+m+mais+de+mil+em+listas+de+espera.html

25/04/2010 – 09h19 – Atualizado em 25/04/2010 – 09h19

Curiosidade infantil: responder às dúvidas não é um bicho-papão

Psicólogos e psicopedagogos defendem que nunca se deve mentir para os pequenos. Mesmo quando o assunto é desafiador até mesmo para adultos

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/04/629607-curiosidade+infantil+responder+as+duvidas+nao+e+um+bicho+papao.html

14/03/2010 – 00h00 – Atualizado em 14/03/2010 – 00h00

Independência desde cedo para criar um adulto bem-resolvido

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/03/612481-independencia+desde+cedo+para+criar+um+adulto+bem+resolvido.html

Seu filho no pique da volta às aulas

É importante estimular a vontade de ele retornar à escola

21/01/2012 – 15h20 – Atualizado em 21/01/2012 – 15h20

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/01/a_gazeta/indice/vida/1098516-seu-filho-no-pique-da-volta-as-aulas.html

Escolas particulares abrem as portas para pais de novos alunos

Vale agendar visitas para conhecer projeto pedagógico e estrutura física dos colégios

20/08/2012 – 20h24 – Atualizado em 20/08/2012 – 20h24

A Gazeta

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/08/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1352157-escolas-particulares-abrem-as-portas-para-pais-de-novos-alunos.html

Não é mito: seu filho sabe mais do que você

Quando o seu filho navega pela internet indo de um link ao outro com uma rapidez que você não consegue acompanhar ou quando aquele seu primo mais novo já responde a perguntas que …

01/02/2010 – 18h38 – Atualizado em 01/02/2010 – 18h38

Outros – A Gazeta

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/01/596106-nao+e+mito+seu+filho+sabe+mais+do+que+voce.html

Estudar faz bem e não dói. E você pode ensinar essa lição

Mudanças no comportamento ajudam pais a combaterem o desinteresse dos filhos

29/01/2011 – 20h23 – Atualizado em 29/01/2011 – 20h23

A Gazeta

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/01/761193-estudar+faz+bem+e+nao+doi+e+voce+pode+ensinar+essa+licao.html

 

 

Organizadora do 1º Educacap juntamente com a Lúcia Freitas e Ceila Santos

Sou blogueira a convite do TeiaMG

Artigos no Colunas do Portal – EdukBr

Colunista do site oficial da cidade de Itu

Novembro 2010

Entrevista no “Utilizando as  Mídias na Educação

Artigos para o Duplipensar desde 2005

Abril do meu Brasil, varonil

Agosto 2010

Entrevista com Cybele Meyer sobre o livro Menina Flor

Agosto 2010

Escolas mais disputadas já têm mais de mil em listas de espera

Agosto 2010

Uma conversa sobre #educacao

Agosto 2010

Conversa informal gera vídeo sobre #webdobem

Julho 2010

Superação da meta do Ideb

Julho 2010

Os perigos das redes sociais tratados em entrevista no Show+

Entrevista: enfim, meu filho foi para a escola!

Posted by Tiffany

março/2010

Meu filho completou 2 anos de idade recentemente. Atento, observador, curioso e vibrante, ele é uma criança saudável, graças a Deus. Muito amado e estimulado pelos pais, mas ainda filho único, achamos que o universo doméstico e mesmo os variados passeios com a mãe e o incentivo familiar passaram a ser pouco para uma fase que demanda tantas novidades e aprendizado. Assim, imbuídos pelo desejo de oferecer-lhe o melhor – sempre o melhor, dentro de cada etapa de vida, idéia comum entre os pais – pensamos que a ida para a escola fosse o ideal e assim o matriculamos.Contei no post “Educação Infantil, muitos desafios para um universo que parece pequeno”, ontem, sobre a pesquisa e decisão pela escola mais próxima do que desejávamos oferecer a ele. Agora, avanço um pouquinho sobre este processo de adaptação e sobre meus próprios anseios…

Nesta semana o CJ completou 1 mês de adaptação na Creche/Escola. E apesar de estarmos satisfeitos com o desenvolvimento das primeiras atividades propostas pela instituição e claro, com o progresso no processo de adaptação, ainda nos colocamos frequentemente em reflexão avaliando se a escola aos 2 anos de idade é a escolha acertada. Para me ajudar com as repostas, eu entrevistei a professora, psicopedagoga e blogueira do Educar Já! e Cybele Meyer falando sobre, mãe de três filhos, Cybele Meyer (@cybelemeyer).

Minha intenção é trazer algumas dúvidas para o debate e claro, dirimir as minhas próprias, porque afinal estou – como mãe – vivendo também uma nova experiência, essa de oferecer independência ao filho, o que requer habilidade, sensibilidade e distanciamento, coisas que nem todas as mães de primeira viagem sabem oferecer.

A entrevista abaixo:

Cybele, você acha que quando a mãe pode ficar com o filho em casa, porque atua como free lancer ou porque houve a opção de se dedicar integralmente ao lar com a chegada dos filhos, ela deve mandar os filhos para a escola antes do período de alfabetização, período obrigatório?

A escola nesta fase que o CJ está (2 anos) é muito importante para a socialização que é desenvolvida de forma harmoniosa e tranquila.  A convivência com crianças da mesma idade é muito saudável e estimula o desenvolvimento da confiança em si e consequente independência. Nesta idade a criança inicia seu processo de descobertas e realizá-las em companhia de amigos da mesma idade é muito mais atraente e eficaz. O egocentrismo, presente desde os primeiros anos, tende a ser minimizado com a convivência escolar, pois as crianças são estimuladas a emprestar, dividir, compartilhar, esperar a vez…

Ter a segurança do afeto e da presença da mãe, em casa, nessa faixa etária não seria garantia maior de sucesso na educação e na segurança emocional da criança ao longo de sua formação como indivíduo, facilitando inclusive o aprendizado e as relações futuras com outras crianças quando a fase da escolarização obrigatória chegar?

A segurança tanto da presença quanto do afeto da mãe será importantíssimo sempre, independente de ir para a escola com um, dois ou seis anos. A firmeza das ações da mãe em parceria com as ações da escola será fundamental para que a criança perceba que tudo o que está acontecendo em sua vida tem o amparo da mãe. Por esta razão o demonstrar segurança na ocasião da adaptação ajuda muito o filho a enfrentar esta “separação” com mais tranquilidade. Se a mãe demonstra insegurança a criança se sentirá completamente perdida. Por esta razão a firmeza nas ações da mãe é de fundamental importância em todas as fases da criança. A criança tem que sentir que há alguém “mais forte” que a protegerá.

Se a criança iniciar seu processo de socialização tarde, terá dificuldades em se relacionar, pois não estará acostumada a interagir com a dinâmica das crianças da sua idade. Logo, o ir para a escola com mais idade, não será um fator facilitador da socialização. Dependendo do tipo de rotina que desenvolvia em casa também não apresentará um bom desenvolvimento da linguagem oral, da noção espacial e lateralidade, noção temporal, enfim não terá sido estimulada em suas competências e habilidades influenciando diretamente no processo de alfabetização.

Sobre a mãe que antes do filho tinha uma profissão e possivelmente uma carreira ou então cumpria a função de dona de casa com maestria, ainda que pudesse haver estresse e pressão de diferentes fontes, era dona da situação e tinha total controle sobre si. Como mães muitas mulheres perdem um pouco esse “controle” e a ansiedade em manter tudo como era antes pode se manifestar na sua relação com os filhos. Há casos, seguindo essa linha de pensamento e baseando-nos na sua experiência, em que as mães colocam os filhos na escola muito cedo para voltar a encontrar essa independência?

O ser humano tem valores, metas e prioridades com focos diferentes, porém isso não afeta o resultado final. O filho que nasce de uma mãe que prioriza a sua profissão irá bem cedo, com seis ou oito meses, para o berçário. O fato de ela priorizar a profissão não quer dizer que deixa o filho em segundo plano. Ele integra o contexto familiar e se adéqua às necessidades. As preocupações e as angústias são as mesmas, porém ela se sente ainda mais pressionada em razão de ter uma boa profissão e querer conservar isso. Há mães que não podem, de forma alguma, abandonar o trabalho porque os compromissos assumidos antes do nascimento do filho contam com a sua contribuição. Esta é a realidade da maioria das famílias brasileiras. A mulher trabalhar fora não é mais um “capricho” e sim uma necessidade e quando se tem um filho esta necessidade aumenta e muito. Porém o filho não se sentirá menos amado em razão disso. Se a mãe for participativa e souber administrar sua presença na vida do filho, este não terá carência de espécie alguma.

É perceptível que a frequencia de uma criança na escola contribui muito para o seu aprendizado e desenvolvimento. Reportagens e pesquisas, além dos relatos de mães comprovam que a “fala”, o “vocabulário” e a “troca” aumentam muito, garantindo que a socialização e a interação entre as crianças dessa faixa etária seja muito boa. Parece que a criança alcança mesmo muita independência e passa a ter mais iniciativas do que quando no convívio exclusivo do lar. Poderíamos dizer que há notada diferença no desenvolvimento de crianças de 2 anos que frequentam ou não a escola?

Com certeza! Todos os ambientes da escola são voltados para o desenvolvimento da criança. Todas as brincadeiras e atividades têm como objetivo estimular o desenvolvimento das habilidades da criança. Por mais que os pais se esforcem não há como competir com o ambiente escolar, principalmente porque há profissionais especializados para este fim. Nos primeiros anos de vida a criança está aberta à exploração e à experimentação. Sua curiosidade está completamente aflorada e seus canais estão receptivos para todo tipo de estimulação. A criança será trabalhada de forma lúdica e seu aprendizado será prazeroso. O desenvolvimento de suas habilidades será de fundamental importância no momento da alfabetização. Se a criança for pronta para o primeiro ano, sua alfabetização será tranquila e sem estresse. Ela terá desenvolvida a coordenação motora fina propiciando desenvoltura e movimentos corretos na escrita; saberá se situar no caderno e entre as linhas porque desenvolveu sua lateralidade e a noção espacial; escreverá de forma harmoniosa, sem o põe e tira o lápis do papel,  porque seu ritmo foi desenvolvido satisfatoriamente, e assim por diante. Se a criança ingressa na escola com 4 ou 5 anos a possibilidade de ela ter adquirido certos “vícios” (como pegar errado no lápis) é muito grande, e o não ter se apropriado dos conceitos fundamentais para o seu desenvolvimento será fator de dificuldade.

Quando se trata de uma criança que é filho único e recebe atenção exclusiva da mãe, babá ou avó por 2 ou 3 anos sem o vínculo com a escola, sua entrada em outra rotina e atividades pedagógicas pode ser marcada por dificuldades maiores do que a criança que ingressou, digamos, ao término da licença-maternidade e assim habituou-se aos cuidados de terceiros (funcionários da creche/escola) sem opção diferente?

Com certeza! Vivemos em sociedade e ter contato com as pessoas é fundamental para todo o tipo de aprendizagem seja cognitiva, social ou psicológica. O amor dos pais é fundamental e não há convivência escolar que substitua. A criança tem plena noção desta diferença. O fato da criança entrar feliz na escola não quer dizer que goste menos dos pais por isso, muito pelo contrário, este comportamento mostra que ela está segura do amor que recebe dos pais e pode ficar em qualquer lugar que eles a levem. Já a criança que vive na redoma do lar em contato somente com a mãe, babá ou avó se sentirá atemorizada em ambientes diferentes porque acredita que somente estará protegida na sua casa e ao lado delas. Criamos nossos filhos para a vida e lhes dar a segurança de que não importa onde estejam sempre terão a proteção e o amor dos pais desenvolve a autoconfiança tão importante para o convívio e desempenho social.

E a criança pequena de 2 anos que tem como opção ficar em casa com a babá ou, melhor que isso, com a mãe, mas vai para a escola/creche visando socializar-se, mas chora… A criança não briga nem tenta fugir da escola, mas lá permanece triste, cabisbaixa ou chorosa, ainda que participando das atividades do grupo. Ela deve ser retirada da escola e voltar para o convívio apenas doméstico? Seria um sinal de que não está “madura” para essa nova etapa?

De forma alguma. A mãe deve estar sempre muito segura quando resolve colocar o filho na escola para lhe passar esta segurança contribuindo com sua adaptação. Há crianças que demoram mais, outras menos, mas todas se adaptam. Não há como a criança ficar “cabisbaixa ou chorosa, ainda que participando das atividades do grupo” o tempo todo. No processo de adaptação estas reações vão se minimizando com a constância e a convivência escolar. O não faltar nesta fase é de fundamental importância. Os pais que levam o filho até a porta da escola e quando ele se agarra no pescoço não querendo entrar o levam embora estão reforçando este comportamento. No dia seguinte ele fará a mesma coisa e com mais intensidade porque no dia anterior “deu certo” e ele voltou para casa. Os pais que insistem, conversam bastante antes e depois da escola, perguntando e valorizando tudo que a criança fez no período escolar, estão contribuindo e muito para que a criança se sinta segura e perceba o quanto é gostoso frequentar a escola e que isto está deixando seus pais felizes.

Agora o tirar a criança da escola ou ficar trocando de escola porque acha que na outra irá se adaptar é um engano que promove resultados desastrosos. O chorar é a maneira que a criança tem para argumentar que não quer sair da sua zona de conforto (a sua casa). Se ela chora e a mãe fica desesperada e não a leva mais, no próximo ano a adaptação será duas vezes mais sofrida porque ela tentará de todas as formas convencer novamente que não quer ficar. Já presenciei o caso de criança com sete anos que chorou mais de cinco meses para entrar e que de hora em hora chorava perguntando se a mãe já estava chegando. Após cinco meses, finalmente adaptou-se e então veio as férias. O retorno foi com o mesmo comportamento do início, como se ela nunca tivesse freqüentado a escola Sofre a criança, sofre a mãe e sofre a professora. O ideal é estar segura no momento de levar a criança para a escola e lhe dar todo o suporte para que se adapte bem e rápido.

***

[pós entrevista] Exatamente sobre o tema “regressão na adaptação escolar” li hoje matéria muito legal na Revista Crescer (se quiserem espiar por lá*) e num outro momento venho debater isso aqui no Blogdati. A propósito, a foto desse post retirei da matéria da Crescer, me lembrou a história que minha sogra conta sobre o primeiro dia de aula do meu marido. Ela o espiava pela janela quando ele, envergonhado, fez sinal para ela ir embora! :)

Como podem ver meus questionamentos são muitos… e naturalmente minhas perguntas e reflexões não parariam por aqui, mas acho que já é suficiente para elucidar algumas idéias e conceitos que podem até estar equivocados.

E você o que acha?


Educar é um ato de amor

A mulher que educa é uma escultora moldando um futuro melhor

por Cybele MeyerArtigo realizado a convite da Revista Personare

Gosto de dizer que toda mãe é uma artista, pois tem a missão de educar seus filhos. O mesmo digo da professora que tem por missão educar seus alunos.Dois caminhos diferentes que se entrelaçam quando a matéria prima da obra pertence tanto a uma quanto a outra.

Fazer a analogia do esculpir com o educar dá a exata visão de que somente artistas que têm a alma aflorada são capazes de produzir o resultado esperado. Quando o artista olha um pedaço de pedra bruta ele pode enxergar uma linda musa, com fisionomia cândida e gesto singelo que brotará de dentro para fora como resultado de suas marteladas.

Lapidando pedras brutas

Quando a mãe olha seu filho pequeno (pedra bruta) o imagina como um adulto educado, gentil, amoroso, honesto, trabalhador como resultado de suas orientações.A professora quando olha seu aluno (pedra bruta) o imagina como um profissional competente, cumpridor de seus compromissos e bem sucedido como resultado de seus ensinamentos.

Para exercer qualquer uma destas profissões é preciso ser paciente e persistente. Não há como chegar a um resultado imediato. O tempo é fator primordial e não adianta ficar de braços cruzados no aguardo, porque se não “martelar” nada sairá.

Sem fórmulas prontas

Para qualquer uma destas atividades não existe verdade absoluta, o que deve existir é a compreensão plena do objetivo a ser alcançado e quais ações deverão ser empregadas para atingir este objetivo. As ações surgem em resposta a uma necessidade iminente. Estas ações devem ser repetidas tantas vezes quantas forem necessárias até serem incorporadas, igual às marteladas dando forma à pedra. Não há como falar uma vez e o filho absorver a ponto de nunca mais ser preciso falar novamente. Não adianta ter pressa, tudo vem com o seu devido tempo.

O mesmo acontece com o professor que tem que explicar até o “clic” acontecer em cada um dos seus alunos. E assim é o escultor que tem que desbastar, aparar as arestas, lixar até seus pontos mais profundos, polir e retirar a musa que estava adormecida dentro da pedra.

Assim como o escultor transforma pedra em arte a educação transforma o indivíduo num ser capaz de conviver e atuar em sociedade. É um trabalho árduo, que exige perseverança, dedicação, paciência, lucidez e muito amor.

Educar é um trabalho de repetição, de exemplo, de firmeza, de manter a palavra dada, de sabedoria, de erros e acertosEducar é um trabalho de repetição, de exemplo, de firmeza, de manter a palavra dada, de sabedoria, de erros e acertos , de generosidade.

Recompensas

Conciliar todos os afazeres com a educação de um filho não é tarefa fácil, mas é compensada a cada abraço recebido, a cada beijo estalado, a cada sorriso maroto, a cada olhar brilhante.

Promover um aluno para a série seguinte é ter a satisfação do dever cumprido.

Admirar uma escultura é enxergar a alma do artista.

O importante é saber que dentro de cada pedra bruta há sempre o que você quer que tenha.

SOBRE O AUTOR

Cybele Meyer

Cybele Meyer

Educadora, pós-graduada em Psicopedagogia Clinica e Institucional. É editora do site Educar Já www.cybelemeyer.blogspot.com.br e do blog Falando Sobre: www.cybelemeyer.com.br/falandosobre

http://2.bp.blogspot.com/_xq0jLp69uJw/SglzOV69wqI/AAAAAAAAMSY/RqIt_4L2g20/s400/professorAluno.jpg

51 perguntas para um Blogger N°51 – Cybele Meyer

51 perguntas para um Blogger é uma coluna do Pensieri e Parole publicada toda segunda feira, a cada semana um novo entrevistado.Hoje no 51 perguntas para um blogger, vamos ler as respostas da Cybele Meyer, que escreve os blogs:

Educar Já! voltado para as pessoas comprometidas com a Educação e o Falando sobre… que aborda assuntos atuais e variados mais voltado ao público feminino.

Vamos saber as respostas da Cybele Meyer para o Questionario do Pensieri e Parole.

13 de fevereiro de 2010 21:32

1. O que você mudaria do teu ultimo ano de blogging?

Não mudaria nada. Gostei do ano que passou! Porém tenho planos de mudanças para este ano que se inicia. Mudanças para melhor, espero! :)

2. Se o teu blog sumisse, apagasse, fosse deletado, você começaria a blogar o zero?

Não quero nem pensar nesta possibilidade. Só de imaginar já fico em estado de choque. Tenho mais de 500 postagens e algumas com mais de 100 comentários que são a minha preciosidade. Mas estou sempre disposta a começar um novo blog! Tenho dois bem atuantes e um no forno.

3. Se tivesse que escolher uma só maneira de promover o teu blog, qual seria? E porque?

Acredito que tanto no offline quanto no online a melhor promoção é o boca-a-boca ou o link-a-link. Está ai o Twitter que não me deixa mentir. Você faz um trabalho sério e as pessoas compartilham este trabalho com quem elas consideram e assim se vai caminhando.

4. A tua web rotina matinal inicia às….

Agora não tenho mais uma rotina definida (detesto rotina), prefiro dizer que a minha web rotina começa assim que acordo. Antes de tomar o café já estou conectada e assim vou o dia inteiro, afinal agora só trabalho com isso. Faço uma coisinha aqui, outra ali mas estou sempre online.

5. O que não deve faltar na tua escrivaninha?

Lápis, papel e uma garrafa de água

6. Comentários moderados, livres ou uma via de meio?

No Educar Já! (blogspot) ele é livre. Nunca tive problemas com comentários indesejáveis. Já no Falando sobre..(WP) é moderado porque a pessoa que colocou ele no ar para mim, deixou assim, e acredita que tenho um montão de spam!

7. A Blogosfera é realmente auto referencia?

Sim, e acredito que os blogueiros inventaram uma nova maneira de trabalhar, conviver, interagir, compartilhar…Acho que a blogosfera foi e é um movimento do bem.

8. Recomende 3 blogs formadores de opinião.

Todo blog é um formador de opinião, independente do assunto que ele aborde. Para mim um blog de referência é A Vida como a Vida quer, Saia Justa, Baú de Ideias

9. Recomende 3 blogs desconhecidos que vale a pena conhecer.

Tenho muitos blogs bons é só olhar no meu blogroll

10. Se o teu blog fechasse amanha, por que coisa você seria recordado?

Pela minha luta por uma educação de qualidade para todos

11. Um erro grave que você fez blogando?

Erro grave? Acho que nenhum pois se tivesse cometido já teria sofrido as consequências  🙂

12. Você se recorda do post que gerou maior reação?

Acompanho as visitas dos meus leitores e o post que rendeu um Record de visitas até hoje foi a transmissão ao vivo do Vôo BPF que foi o Projeto que uniu alunos do Brasil, Portugal e França (por isso BPF) e que foram campeões no Brasil, na América Latina e tiraram o maravilhoso 3º lugar em Hong Kong. Este dia eu tive 7.800 visitas

13. E o mais ridículo?

Não me lembro se houve algum ridículo. Acho difícil porque sempre falo sobre educação.

14. Cita sempre a fonte das imagens que usa?

Com certeza! Isto é ponto de honra pra mim.

15. Então indique uma boa fonte de imagens.

Sempre uso imagens do googles imagens e se clicar nela o link está lá

16. Muitos posts ao dia pode ser contraprodutivo

Dependendo do assunto, acho que não. Vira um local de fonte de informação.

17. Feed, reader?

Feed

18. experimentou podcast e videopost?

Já o videopost. Em breve farei um podcast. Tenho que experimentar tudo. :)

19. Se sim o que você achou?

Excelente! Pretendo fazer vários.

20. Dica de uma ferramenta interessante.

Estou testando agora o HootSuite que facilita o uso do Twitter e manda automaticamente o post dos seu blog para o twitter, facebook, myspace

21. Twitter. Uma perda de tempo ou um novo horizonte comunicativo?

Adoro o Twitter. É minha fonte de divulgação dos posts, é fonte de informação (sigo pessoas excelentes), adoro ler os comentários de alguns programas televisivos (me divirto muito). Fico brava quando uma pessoa pública utiliza os meios de comunicação para falar mal do twitter. Isto mostra que ela está mal informada, deveria frequentar mais o twitter rsssss

22. O microblog sepultou, ou acordou o blog?

Eu acho que é um excelente aliado. Você faz o post no seu blog do assunto que para você é mais relevante e compartilha com os outros através do twitter o link dos que não merecem um novo post

23. O pior evento que você teve que administrar no teu blog?

Nenhum. Até agora tudo na santa paz

24. Para um Blogger, Firefox ou Chrome?

Uso o Firefox para o Blogger e o Chrome para o WP. Por quê? Porque estipulei isso para mim, sem nenhum motivo aparente.

25. Quanto vai durar a febre Orkut?

Acho que tem lugar para todas as mídias sociais e para todos os gostos. O Orkut abraça um público diferente do Facebook que por sua vez é diferente do Plaxo que é diferente do Myspace e assim por diante. A tendência é eles irem se aprimorando e com isso quem sai ganhando somos nós.

26. Uma palavra para descrever a blogosfera brasileira.

Versatilidade

27. No Brasil se digo blogger digo…

Difícil heim! Temos blogs excelentes com temas diferentes e públicos diferentes. Acredito que uma das grandes mudanças de comportamento que a blogosfera promoveu foi justamente isso, não precisar eleger um.

28. Você costuma programar seus posts?

Dificilmente. Só quando não vou conseguir postar. Gosto de escrever de acordo com o humor do dia. É como escolher a roupa que você vai trabalhar. Tem que ser no dia. Não adianta deixar separada no dia anterior. Tem que ser escolha do momento.

29. O horário de publicação do post interfere nos comentários?

Nunca prestei a atenção. Como não gosto de rotina, publico cada dia num horário (sou aquariana, já viu né!)Mas nunca me detive neste item.

30. Quantos e-mails relativos ao teu post você recebe por dia?

Muitos! Os meus leitores adoram fazer perguntas e pedidos via e-mail. Alguns fazem até o caminho mais longo, ou seja, clicam no link do meu site que tenho no meu blog, e lá eles entram em “contato” e mandam a pergunta.

31. Responde a todos?

Si., Eu respondo a todas. Às vezes demoro porque são muitas perguntas e eu respondo por ordem de chegada, mas eu respondo.

32. O ultimo investimento economico que você fez para o teu blog?

Estou fazendo agora. Contratei um profissional para migrá-lo para domínio próprio, mudar o template e outras novidades que virei aqui compartilhar.

33. Você cuida sozinho do layout do seu blog?

Sempre cuidei, mas agora ele está ficando um pouco mais profissional, então é bom dividir com quem é profissional no assunto.

34. Melhor um layout grátis, ou sob medida?

Agora vou para um sob medida. Acredito que seja melhor, pelo menos fica com a “sua cara”

35. Mais “bobagens” e’ igual a mais “comentários”?

Infelizmente sim. Acho que é mais pela descontração. Mas não posso reclamar, os meus leitores são “maravilhosos”!

36. O que falta para a Blogosfera brasileira ficar legal?

No meu ponto de vista ela é legal”

37. Você já foi clonado?

Só o nome, por isso não consegui comprar o domínio. O pior é que a pessoa nem deu continuidade e o nome está lá, esperando cumprir o tempo para ser disponibilizado

38. Já publicaram algo teu sem pedir?

Sem pedir, sim. Inúmeras vezes, mas todos com crédito.

39. Se sim, o que você fez?

40. A posição geográfica influencia na maneira de blogar e no relacionamento entre bloggers?

Creio que não. Tanto aqui quanto em qualquer parte do mundo teremos a individualidade como característica, portanto estamos perto e longe mas sempre em contato, cada um ao seu modo.

41. Um evento brasileiro ligado ao mundo blogueiro que ninguém poderia perder.

Campus Party.

42. Já escreveu algum publieditorial?

Sim. Vários

43. Qual o ultimo post que você escreveu no teu blog antes desta entrevista.

Falando sobre a escola de samba de São Paulo – Mancha Verde que colocou a Educação na avenida

44. O primeiro post que você vai escrever depois desta entrevista?

Preciso pensar ainda. Não sou muito de programar as coisas. Elas saem melhores quando são espontâneas.

45. A troca de links “como obrigação” ainda faz sentido?

Nada por obrigação faz sentido. Sou da época da ditadura, portanto “Viva a liberdade”

46. Quantos links contem o teu blogroll?

103 – Fui contar rssss

47. Você visita todos?

Não. Tenho os meus favoritos. Estes eu estou sempre por lá.

48. Tem algum senso auto promover seus posts nos diversos circuitos e redes sociais?

Sim. Eu promovo todos os meus posts. Coloco o assunto e quem se interessa corre pra ler

49. Uma widget que não deve faltar na tua sidebar.

Blogroll

50. Uma widget você tirou da tua sidebar.

Adoro widget. Não posso ver uma diferente que já vou lá colocar também

51. Um conselho para quem está chegando agora no mundo da blogosfera.

Vou colocar aqui o lema do Dia Internacional da Internet Segura – Pense antes de postar

Entrevista Com Professores – Cybele Meyer
Filed Under Entrevista com Professores |
Posted on Fevereiro 9, 2008

A professora Cybele Meyer (na foto ao lado), nos fala de sua experiência: de advogada a professora, sendo fisgada pelo prazer de educar.

Cybele Meyer é editora do Blog Educar Já.

1) Fale um pouco sobre você (de onde veio, onde trabalha, formação, etc).
Foi em Santos que passei toda minha infância e juventude, onde me casei e tive meus três filhos.

Estudei até concluir o Normal no Imaculado Coração de Maria. Sou da época em que a mulher tinha que ser prendada para se tornar uma boa esposa, pelo menos era essa a intenção dos meus pais.

Foi uma época muito boa, onde realmente aprendi, além das matérias curriculares, a bordar, pintar, cozinhar, fazer artesanato, arrumar uma mesa e muitas outras atividades extras. Quando tive que optar entre o Normal, Científico ou Biológicas, meus pais nem me perguntaram qual seria minha escolha e optaram, na matrícula, pela Normal. Não fiquei entristecida por isso, pois vinha de uma família muito conservadora e não costumava questionar as decisões por eles tomadas.

Porém, quando estava para me formar, decidi que iria cursar Direito. Meus pais quase enlouqueceram, pois afinal o ano era 1973 e estávamos em plena ditadura militar.

Quando as freiras tomaram conhecimento, chamaram meus pais e alegaram que eu havia me tornado uma comunista, porque eu havia sido educada para ser esposa e, naquela época, poucas mulheres cursavam Direito, só as comunistas!

Prestei vestibular escondida e passei. Cursei em meio a muita pressão.

Eu formei e exerci a advocacia por dez anos. Além do Direito, por gostar muito de arte, fiz Artes Plásticas e passei a pintar telas e a ministrar aulas de pintura como hobby. Ao exercer essa atividade percebi que tinha facilidade em transmitir o que sabia.

Mais tarde cursei Pós-Graduação em Pesicopedagogia Clínica e Institucional e Docência do Ensino Superior.

Em 2006 foi o último ano que estive dentro da sala de aula. Após vinte e dois anos deixei de atuar junto aos alunos para me dedicar a trabalhar com os Professores. Hoje, percorro os quatro cantos do Brasil ministrando Palestras e Oficinas de atualização para Professores.

Também dedico meu tempo ao blog que criei de apoio ao Professor. Procuro dispor neste blog material de aplicabilidade em sala de aula. Estou muito feliz com o retorno que estou tendo. É sinal de que os Professores estão em busca constante.

2) Como você se tornou professor(a)?

Quando meus filhos estavam, os três, em idade escolar e eu vivenciando o dia a dia junto com eles, me apaixonei perdidamente pelo ensinar e resolvi que iria abandonar o Direito para me dedicar à Educação. Foi o que fiz. Consegui minha primeira classe na escola onde meus filhos estudavam e iniciei minha trajetória com crianças de quatro anos. Eu me sentia revigorada, motivada e feliz.

Aos poucos fui caindo numa realidade dura, pois convivi com muitos profissionais que entravam na sala de aula já pensando no momento da saída. Sempre gostei de “inventar moda” como me falavam a cada idéia apresentada. A maioria das vezes, realizei as atividades procurando esconder que as havia feito, para evitar atritos com os colegas.

Com o passar do tempo e já mais madura na profissão resolvi que não mais agiria dessa forma e voltei a “inventar moda” e a incentivá-los para que desenvolvêssemos juntos.

3) Como tem sido a sua experiência como docente?

Posso dizer que minha experiência sempre contribuiu para o meu crescimento como profissional, pois a nossa profissão é ingrata, principalmente nos dias de hoje, quando o respeito e a admiração pelo professor estão em extinção. Nós vivemos uma realidade dura e injusta que nos mostra que quando o aluno não aprende é por culpa exclusiva do professor e quando ele aprende e se destaca o mérito vai para a escola e para o aluno.

O Professor, nos dias de hoje, é apenas um profissional “de uso”, ou seja, usado pela escola, pelos alunos e pelos pais. Porém, acredito com fervor de que esta realidade será mudada, com nosso empenho e amor ao exercício da magia do ensinar. Temos que resgatar o valor da nossa profissão. Como faremos isso? Dedicando-nos e mostrando o quanto o Professor é importante na construção do cidadão e do nosso País. O Professor foi, é e sempre será um guerreiro, que não desiste nunca, mesmo tendo pela frente os percalços vivenciados diariamente.

4) Para você, quais são as mudanças significativas que vem acontecendo na educação brasileira nos últimos anos?

Na minha visão, acredito que seja a tomada de consciência de que somente ter o aluno matriculado na escola não faz dele um estudante. Há muito tempo não havia movimentações em prol da melhoria da Educação, como nestes últimos anos. Em todas as mudanças ocorridas anteriormente, nenhuma mexeu tanto na estrutura da Educação quanto a do Fundamental de 9 anos.

Em 1971 quando foi aprovado o Ensino Fundamental de 8 anos, foi uma mudança, para melhor, com o objetivo de manter a criança durante mais tempo na escola lhe proporcionando um grau de instrução maior do que o usual naquela época, quando a maioria encerrava o estudo no 4º ano primário. Esta mudança não abalou as estruturas educacionais, pois a mudança foi praticamente na nomenclatura e na junção do primário com o ginásio.

Os alunos de 1ª a 4ª séries continuaram a ter uma única professora como já ocorria anteriormente, e os alunos de 5ª a 8ª continuaram com vários professores, um para cada matéria com aulas de cinqüenta minutos.

Agora a mudança do fundamental de nove anos, esta sim, mexeu tanto com a estrutura pedagógica quanto com a estrutura física das escolas. Uma escola para receber alunos de seis anos tem que ter um espaço condizente com as necessidades que um aluno dessa idade requer e que variam e muito das necessidades de uma criança de sete anos; tem que ter um professor capacitado para trabalhar com crianças dessa idade, que exige metodologia diferente daquela aplicada às crianças de sete anos, e assim por diante.

5) Como vê a educação no futuro próximo?

Vejo uma Educação mais consciente, colaborativa, com aplicabilidade. Uma Educação que passará a utilizar a WEB 2.0 como ferramenta de aprendizagem, possibilitando uma interação e integração entre os indivíduos permitindo a formação de opinião, o desenvolvimento da linguagem escrita, a iniciativa e tantos outros resultados, que com certeza, iremos constatar.

Acredito que agora é uma boa hora para se despertar o interesse pelo conhecimento nos nossos alunos. Eles adoram usar o computador. Se utilizarmos esta ferramenta maravilhosa com fins educacionais, os alunos irão desfrutar da aprendizagem pelo prazer e não pela busca incessante de boas notas. As boas notas serão conseqüências. Se o professor conseguir desvencilhar o uso das ferramentas na internet das notas, ou seja, não atribuir notas pelo seu desempenho online, acredito que daremos um grande passo rumo a uma aprendizagem de bons resultados dentro e fora do espaço escolar.

Entrevista

No domingo passado, 11 de janeiro de 2009, saiu publicado no Jornal A Gazeta do Espírito Santo uma entrevista realizada comigo na qual falei sobre o relacionamento de pais e filhos durante o período de Férias.

Acima está a reportagem transformada em imagem e o conteúdo segue abaixo:

Mais harmonia. Relacionamento entre pais e filhos pode melhorar depois das férias bem aproveitadas

Férias: é hora de crescer

Realizado por ELAINE VIEIRA
evieira@redegazeta.com.br

O período ajuda crianças e adolescentes a terem responsabilidade e a viver em sociedade

Por melhor que seja a escola do seu filho, é nas férias que ele vai aprender mais. Esse período, se bem aproveitado, pode servir para deixar crianças e adolescentes mais seguros, mais maduros e até – quem diria – melhorar seu desempenho na escola.
Investir nas férias, então, é mais do que não deixar as crianças à toa. Mas não é preciso gastar muito dinheiro para tornar esse período proveitoso e inesquecível.

A convivência com outras pessoas e a possibilidade de fazer coisas que não faria durante o ano letivo são os grandes trunfos, destaca a psicóloga e professora da Faculdade Faesa, Ana Carla Amorim Moura.
Nessa hora, liberdade vira sinônimo de responsabilidade, defende a psicopedagoga Cybele Meyer.
Para ela, deixar os filhos passarem parte das férias na casa de parentes e amigos, além de facilitar a vida dos pais que não tiram férias nesta época do ano, pode ser uma oportunidade de ensiná-los a viver em sociedade.

“Na casa de pessoas que não vê sempre, ele vai ter que usar o bom senso, exercitar seu jogo de cintura. Não vai poder bater de frente para resolver os impasses, como faz em casa”, destaca Cybele, autora de um blog com seu nome, sobre educação, além de colaboradora do site Mães com Filhos.

Segundo ela, crianças e adolescentes que convivem apenas com pais e pessoas próximas tendem a se amedrontar quando mudam de ambiente. “Conviver com posturas e valores morais diferentes dos da própria família pode ser benéfico para todos. É inclusive uma oportunidade para fazer um balanço e mudar certas coisas no relacionamento entre pais e filhos”, aponta.

MAIS DIÁLOGO

O diálogo é a melhor ferramenta para garantir que tudo dê certo, dentro e fora de casa, esclarecem as especialistas. A dica vale inclusive para falar sobre os principais medos dos pais, como o envolvimento commás-companhias, drogas e sexo.
“É preciso destacar os riscos, e deixar claro que o único prejudicado é o próprio adolescente.

Não é questão de aterrorizar, mas nessa fase o que funciona é frisar o processo de ação e reação.
Não dá para medir forças”, aconselha Cybele Meyer.

 

A professora Cybele Meyer (na foto ao lado), nos  fala de sua experiência: de advogada a professora, sendo fisgada pelo  prazer de educar.
Cybele Meyer é editora do Blog Educar Já.
1)      Fale um pouco sobre você (de onde veio, onde  trabalha, formação, etc).
 Foi em Santos que passei toda minha infância e juventude, onde me casei e  tive meus três filhos.
Estudei até concluir o Normal no Imaculado Coração de Maria. Sou da  época em que a mulher tinha que ser prendada para se tornar uma boa  esposa, pelo menos era essa a intenção dos meus pais.

Foi uma época muito boa, onde realmente aprendi, além das matérias  curriculares, a bordar, pintar, cozinhar, fazer artesanato, arrumar uma  mesa e muitas outras atividades extras. Quando tive que optar entre o  Normal, Científico ou Biológicas, meus pais nem me perguntaram qual  seria minha escolha e optaram, na matrícula, pela Normal. Não fiquei  entristecida por isso, pois vinha de uma família muito conservadora e  não costumava questionar as decisões por eles tomadas.

Porém, quando estava para me formar, decidi que iria cursar Direito.  Meus pais quase enlouqueceram, pois afinal o ano era 1973 e estávamos em  plena ditadura militar.

Quando as freiras tomaram conhecimento, chamaram meus pais e alegaram  que eu havia me tornado uma comunista, porque eu havia sido educada  para ser esposa e, naquela época, poucas mulheres cursavam Direito, só  as comunistas!

Prestei vestibular escondida e passei. Cursei em meio a muita  pressão.

Eu formei e exerci a advocacia por dez anos. Além do Direito, por  gostar muito de arte, fiz Artes Plásticas e passei a pintar telas e a  ministrar aulas de pintura como hobby. Ao exercer essa atividade percebi  que tinha facilidade em transmitir o que sabia.

Mais tarde cursei Pós-Graduação em Pesicopedagogia Clínica e  Institucional e Docência do Ensino Superior.

Em 2006 foi o último ano que estive dentro da sala de aula. Após  vinte e dois anos deixei de atuar junto aos alunos para me dedicar a  trabalhar com os Professores. Hoje, percorro os quatro cantos do Brasil  ministrando Palestras e Oficinas de atualização para Professores.

Também dedico meu tempo ao blog que criei de apoio ao Professor.  Procuro dispor neste blog material de aplicabilidade em sala de aula.  Estou muito feliz com o retorno que estou tendo. É sinal de que os  Professores estão em busca constante.
2)      Como você se tornou professor(a)?
Quando meus filhos estavam, os três, em idade escolar e eu  vivenciando o dia a dia junto com eles, me apaixonei perdidamente pelo  ensinar e resolvi que iria abandonar o Direito para me dedicar à  Educação. Foi o que fiz. Consegui minha primeira classe na escola onde  meus filhos estudavam e iniciei minha trajetória com crianças de quatro  anos. Eu me sentia revigorada, motivada e feliz.
Aos poucos fui caindo numa realidade dura, pois convivi com muitos  profissionais que entravam na sala de aula já pensando no momento da  saída. Sempre gostei de “inventar moda” como me falavam a cada idéia  apresentada. A maioria das vezes, realizei as atividades procurando  esconder que as havia feito, para evitar atritos com os colegas. 

Com o passar do tempo e já mais madura na profissão resolvi que não  mais agiria dessa forma e voltei a “inventar moda” e a incentivá-los  para que desenvolvêssemos juntos.
3)      Como tem sido a sua experiência como docente?
Posso dizer que minha experiência sempre contribuiu para o meu  crescimento como profissional, pois a nossa profissão é ingrata,  principalmente nos dias de hoje, quando o respeito e a admiração pelo  professor estão em extinção. Nós vivemos uma realidade dura e injusta  que nos mostra que quando o aluno não aprende é por culpa exclusiva do  professor e quando ele aprende e se destaca o mérito vai para a escola e  para o aluno.
O Professor, nos dias de hoje, é apenas um profissional “de uso”, ou  seja, usado pela escola, pelos alunos e pelos pais. Porém, acredito com  fervor de que esta realidade será mudada, com nosso empenho e amor ao  exercício da magia do ensinar. Temos que resgatar o valor da nossa  profissão. Como faremos isso? Dedicando-nos e mostrando o quanto o  Professor é importante na construção do cidadão e do nosso País. O  Professor foi, é e sempre será um guerreiro, que não desiste nunca,  mesmo tendo pela frente os percalços vivenciados diariamente.
4)      Para você, quais são as mudanças significativas  que vem acontecendo na educação brasileira nos últimos anos?
Na minha visão, acredito que seja a tomada de consciência de que  somente ter o aluno matriculado na escola não faz dele um estudante. Há  muito tempo não havia movimentações em prol da melhoria da Educação,  como nestes últimos anos. Em todas as mudanças ocorridas anteriormente,  nenhuma mexeu tanto na estrutura da Educação quanto a do Fundamental de 9  anos.
Em 1971 quando foi aprovado o Ensino Fundamental de 8 anos, foi uma  mudança, para melhor, com o objetivo de manter a criança durante mais  tempo na escola lhe proporcionando um grau de instrução maior do que o  usual naquela época, quando a maioria encerrava o estudo no 4º ano  primário. Esta mudança não abalou as estruturas educacionais, pois a  mudança foi praticamente na nomenclatura e na junção do primário com o  ginásio.
 Os alunos de 1ª a 4ª séries continuaram a ter uma única professora  como já ocorria anteriormente, e os alunos de 5ª a 8ª continuaram com  vários professores, um para cada matéria com aulas de cinqüenta minutos.
Agora a mudança do fundamental de nove anos, esta sim, mexeu tanto  com a estrutura pedagógica quanto com a estrutura física das escolas.  Uma escola para receber alunos de seis anos tem que ter um espaço  condizente com as necessidades que um aluno dessa idade requer e que  variam e muito das necessidades de uma criança de sete anos; tem que ter  um professor capacitado para trabalhar com crianças dessa idade, que  exige metodologia diferente daquela aplicada às crianças de sete anos, e  assim por diante.
5)      Como vê a educação no futuro próximo?
Vejo uma Educação mais consciente, colaborativa, com aplicabilidade.  Uma Educação que passará a utilizar a WEB 2.0 como ferramenta de  aprendizagem, possibilitando uma interação e integração entre os  indivíduos permitindo a formação de opinião, o desenvolvimento da  linguagem escrita, a iniciativa e tantos outros resultados, que com  certeza, iremos constatar.
Acredito que agora é uma boa hora para se despertar o interesse pelo  conhecimento nos nossos alunos. Eles adoram usar o computador. Se  utilizarmos esta ferramenta maravilhosa com fins educacionais, os alunos  irão desfrutar da aprendizagem pelo prazer e não pela busca incessante  de boas notas. As boas notas serão conseqüências. Se o professor  conseguir desvencilhar o uso das ferramentas na internet das notas, ou  seja, não atribuir notas pelo seu desempenho online, acredito que  daremos um grande passo rumo a uma aprendizagem de bons resultados  dentro e fora do espaço escolar.

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